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CBO 2002 Família 5112 R$ 2.068 na admissão -156 postos em 12 meses 59 atividades

CBO 5112-05 — Fiscal de transportes coletivos (exceto trem)

O código 5112-05 identifica a ocupação fiscal de transportes coletivos (exceto trem) na CBO 2002, dentro da família 5112 — Fiscais e cobradores dos transportes coletivos. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um fiscal de transportes coletivos (exceto trem)

Organizam e fiscalizam as operações dos ônibus e outros veículos de transporte coletivo, como condições de operação dos veículos, cumprimento dos horários, entre outros. Preenchem relatórios; preparam escalas de operadores; examinam veículos e atendem usuários. Agem na solução de ocorrências. Executam a venda de bilhetes em veículos, estações metropolitanas, ferroviárias e similares e administram valores.

Descrição oficial da família 5112 — Fiscais e cobradores dos transportes coletivos, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Os fiscais cobradores atuam em empresas de transporte terrestre. São empregados assalariados, com carteira assinada, trabalham em equipe, sob supervisão ocasional e ou permanente.Trabalham por rodízio de turnos, a céu aberto ou confinados em ambientes fechados e locais subterrâneos. Frequentemente, estão sujeitos a pressões e ao trabalho em posições desconfortáveis. Em muitas das atividades exercidas, são expostos a altas temperaturas, ruídos e material tóxico. ESTA FAMÍLIA NÃO COMPREENDE 3423 - Técnicos em transportes rodoviários.

Recursos de trabalho

Calculadora; Carimbo; Catraca ou bloqueio; Circuito interno de TV; Cofre; Equipamento de som; Malote para depósitos; Rádio de comunicação; Telefone; Torniquete.

Quanto ganha um fiscal de transportes coletivos (exceto trem)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.61210% ganham até R$ 2.068mediana R$ 2.88710% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.723

Entrada × quem já está

R$ 2.068 ao ser admitido · R$ 2.723 para quem tem vínculo ativo +31,7%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de fiscal de transportes coletivos (exceto trem) foi de R$ 2.068 — metade das 3.972 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.612 e os 10% de maior, acima de R$ 2.887.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.723, ou seja, 31,7% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 68 meses.

Considerando a jornada média de 42.2 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 11,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.068
Por ano (12 salários)R$ 24.816
Por semanaR$ 476
Por hora (42.2h/sem)R$ 11,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.142 70,5%
  • Mulheres — R$ 1.963 29,5%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.897 79,3%
  • Mulheres — R$ 2.226 20,7%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 1.741
  • Nordeste 1.776
  • Sudeste 2.158
  • Sul 2.239
  • Centro-Oeste 1.684

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 1.980 -132 — R$ 2.157 —
RJ 732 +145 — R$ 2.173 —
GO 295 +31 — R$ 1.642 —
PA 205 +11 — R$ 1.754 —
DF 182 +105 — R$ 1.886 —
BA 179 +0 — R$ 1.815 —
MG 170 -80 — R$ 1.871 —
CE 118 +30 — R$ 1.699 —
PE 111 -94 — R$ 1.900 —
PR 78 +1 — R$ 2.467 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

4.489

Desligamentos

4.645

Saldo

-156

Rotatividade

23%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: out/25 (+120) saldo negativo · pior: dez/25 (-97)

Em 12 meses houve 4.489 admissões e 4.645 desligamentos de fiscal de transportes coletivos (exceto trem), o que significa que o mercado formal fechou 156 postos de trabalho no período, com rotatividade de 23% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 28,7% foram a pedido do próprio trabalhador e 46,4% por dispensa sem justa causa, além de 15,1% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 28,7%
  • Dispensa sem justa causa 46,4%
  • Fim de contrato 15,1%
  • Aposentadoria 0,2%

Sobre 4.645 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial 0,5%
  • Contrato intermitente 1%
  • Pessoa com deficiência 1,4%
  • Jovem aprendiz 1,4%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 6,3%
  • 1 a 4 empregados 0,9%
  • 5 a 9 empregados 0,8%
  • 10 a 19 empregados 2,1%
  • 20 a 49 empregados 6,3%
  • 50 a 99 empregados 5,1%
  • 100 a 249 empregados 11,5%
  • 250 a 499 empregados 9,8%
  • 500 a 999 empregados 14,8%
  • 1.000 ou mais empregados 42,5%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata fiscal de transportes coletivos (exceto trem)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Transporte rodoviário coletivo de passageiros, com itinerário fixo, municipal 4921301 · 43,6% das admissões 1.957 43.8h R$ 1.735 R$ 1.991 R$ 2.336 3% 3
Transporte rodoviário coletivo de passageiros, com itinerário fixo, intermunicipal em região metropolitana 4921302 · 15,6% das admissões 700 43.5h R$ 1.927 R$ 2.152 R$ 2.349 3% 3
Terminais rodoviários e ferroviários 5222200 · 6,4% das admissões 287 42.5h R$ 1.687 R$ 1.848 R$ 2.038 3% 3
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 6,2% das admissões 277 44h R$ 2.082 R$ 2.154 R$ 2.282 3% 1
Transporte rodoviário coletivo de passageiros, sob regime de fretamento, intermunicipal, interestadual e internacional 4929902 · 3,9% das admissões 175 43.9h R$ 2.111 R$ 3.270 R$ 3.455 3% 3
Transporte rodoviário coletivo de passageiros, com itinerário fixo, interestadual 4922102 · 2,8% das admissões 126 44h R$ 1.729 R$ 1.938 R$ 2.183 3% 3
Atividades de consultoria em gestão empresarial, exceto consultoria técnica específica 7020400 · 2,2% das admissões 98 — — — — 2% 1
Transporte rodoviário coletivo de passageiros, com itinerário fixo, intermunicipal, exceto em região metropolitana 4922101 · 1,9% das admissões 87 43.7h R$ 1.929 R$ 2.142 R$ 2.294 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como fiscal de transportes coletivos (exceto trem)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 20.225 vínculos

Idade mediana

45 anos

Tempo de casa

68 meses

No setor público

11,9%

Em empresa do Simples

2,7%

Sexo

  • Homem 79,2%
  • Mulher 20,8%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada42h/sem
  • Pessoas com deficiência3,7%
  • Jornada parcial0,4%
  • Contrato intermitente0,6%
  • Em entidade sem fins lucrativos1,2%

Sobre os 20.225 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 47,7%
  • Parda 42,4%
  • Preta 8,9%
  • Amarela 0,7%
  • Indígena 0,4%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,2%
  • Até o 5º ano incompleto 1,2%
  • 5º ano completo 2,3%
  • 6º ao 9º ano 4,5%
  • Fundamental completo 8,8%
  • Médio incompleto 6,3%
  • Médio completo 63,5%
  • Superior incompleto 3,6%
  • Superior completo 9,4%
  • Mestrado 0,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,1%
  • Até 5º ano incompleto 0,6%
  • 5º ano completo 0,6%
  • 6º a 9º ano 2,1%
  • Fundamental completo 5%
  • Médio incompleto 5,2%
  • Médio completo 75,9%
  • Superior incompleto 2,2%
  • Superior completo 8,1%
  • Pós-graduação 0,2%
  • Mestrado 0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 0,9%
  • 5 a 9 empregados 1,3%
  • 10 a 19 empregados 1,8%
  • 20 a 49 empregados 4,2%
  • 50 a 99 empregados 6%
  • 100 a 249 empregados 13,2%
  • 250 a 499 empregados 15,4%
  • 500 a 999 empregados 22,2%
  • 1.000 ou mais empregados 35%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de fiscal de transportes coletivos (exceto trem)

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

12,3

CAT no período

204

Óbitos comunicados

1

Idade média no acidente

41 anos

Foram 204 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo fiscal de transportes coletivos (exceto trem) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 12,3 por mil vínculos ao ano — próxima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 55,4% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 42,6% de trajeto (no deslocamento) e 2% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 1 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico 55,4%
  • Trajeto 42,6%
  • Doença 2%

Parte do corpo atingida

  • Articulação do tornozelo 10,3%
  • Pé (exceto artelhos) 9,8%
  • Dedo 7,8%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis) 6,9%
  • Perna (do tornozelo, exclusive, ao joelho, exclusive) 6,4%

Natureza da lesão

  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 18,1%
  • Fratura 17,2%
  • Distensão, torção 16,7%
  • Lesão imediata 13,2%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 10,3%

Agente causador

  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas 10,9%
  • Motocicleta, motoneta 10,4%
  • Veículo, NIC 9,4%
  • Ser vivo, NIC 8,9%
  • Veículo rodoviário motorizado 7,9%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 16 7,8% 5.476
T14.9 — Traumatismo não especificado 8 3,9% 796
S90.0 — Contusão do tornozelo 5 2,5% 1.188
V29.9 — Motociclista [qualquer] traumatizado em um acidente de trânsito não especificado 4 2% 313
Y04 — Agressão por meio de força corporal 4 2% 13
T07 — Traumatismos múltiplos não especificados 4 2% 1.358

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Transporte rodoviário coletivo de passageiros, com itinerário fixo, municipal) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 12,3 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: transporte, armazenagem e correio

Informalidade no setor

46,5%

Média nacional

37,5%

Conta própria

47,5%

Rendimento formal × informal

R$ 4.035 × R$ 2.683

No setor de transporte, armazenagem e correio — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 46,5% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O acesso a essas ocupações requer o ensino fundamental, exceto para o bilheteiro (estações de metrô, trens e assemelhadas) cujo pré-requisito é ensino médio. Todas as ocupações, exceto a de cobrador, é preciso qualificar-se em cursos profissionalizantes acima de quatrocentas horas/aula, geralmente oferecidos pelas próprias empresas. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 5112.

Qual especialização paga mais na família 5112

Todas as ocupações de fiscais e cobradores dos transportes coletivos, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
5112-05 Fiscal de transportes coletivos (exceto trem) (esta página) R$ 2.068 R$ 2.723 20.225
5112-15 Cobrador de transportes coletivos (exceto trem) R$ 2.352 R$ 2.450 54.124
5112-10 Despachante de transportes coletivos (exceto trem) R$ 1.921 R$ 2.271 14.600
5112-20 Bilheteiro (estações de metrô, ferroviárias e assemelhadas) R$ 1.800 R$ 1.700 2.570

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 5112-05.

A Controlar horários (6)
  • •Controlar horários de saída e chegada de veículos
  • •Controlar freqüência de partida
  • •Remanejar veículos e operadores
  • •Controlar horários de refeição e rendição
  • •Adequar a saída do veículo à demanda de passageiros
  • •Fornecer dados para programação das linhas
B Preencher relatórios (5)
  • •Preencher registro de plantão
  • •Preencher relatório de fiscal de ponto
  • •Preencher relatório de bordo e ou arrecadação
  • •Preencher relatórios de ocorrências
  • •Relatar o excesso de emissão de poluentes
C Preparar escalas (4)
  • •Organizar grupos de operadores
  • •Definir horários dos operadores
  • •Designar operadores para veículos
  • •Preparar escala de folga, férias e suplementar
D Operacionalizar escalas (5)
  • •Verificar a apresentação dos funcionários
  • •Entregar relatório de bordo ao cobrador
  • •Remanejar operadores ou veículos
  • •Fiscalizar horários dos operadores
  • •Soltar frotas
E Examinar veículos (4)
  • •Aferir tacógrafo ou similar
  • •Trocar disco de tacógrafo
  • •Examinar placas itinerárias, vistas e letreiros
  • •Examinar condições internas dos veículos
F Atender aos usuários (2)
  • •Recolher objetos encontrados
  • •Entregar objetos no setor de achados e perdidos
G Fiscalizar o fluxo de usuários (4)
  • •Fiscalizar o acesso de usuários
  • •Fiscalizar o uso de bilhetes especiais e crachás de passagem livre
  • •Apreender bilhetes, passes e crachás falsos
  • •Fiscalizar áreas de embarque
H Administrar valores (3)
  • •Conferir a catraca ou torniquete
  • •Conferir quantidade de bilhetes
  • •Administrar estoques de bilhetes e troco
I Agir nas ocorrências (5)
  • •Estabelecer caminhos alternativos
  • •Emitir boletim de acidente
  • •Opinar em comissão de análise de acidentes e ou ocorrências
  • •Testemunhar em casos de acidentes
  • •Fornecer dados para boletim de ocorrências
Y Comunicar-se (5)
  • •Prestar informações aos passageiros
  • •Comunicar aos passageiros sobre anormalidades no sistema ou percurso
  • •Orientar o motorista sobre as condições das vias
  • •Comunicar à central ou plantão sobre ocorrências com equipamentos e ou veículos
  • •Redigir comunicação interna
Z Demonstrar competências pessoais (16)
  • •Demonstrar auto-controle
  • •Demonstrar honestidade
  • •Demonstrar atenção
  • •Dar provas de habilidades manual, visual, auditiva e de memorização
  • •Demonstrar paciência
  • •Demonstrar organização no manuseio de valores
  • •Manter boa apresentação
  • •Agir educadamente
  • •Demonstrar simpatia
  • •Atualizar-se
  • •Demonstrar empatia
  • •Dar provas de criatividade
  • •Transmitir confiança
  • •Demonstrar iniciativa
  • •Trabalhar com cautela
  • •Demonstrar discernimento

Sinônimos oficiais (10)

Agente de serviços de fiscalização de transportes coletivos e licenciamento de veículosEncarregado de tráfegoEscalanteFiscal de linhaFiscal de ônibusFiscal de operaçãoFiscal de tráfegoFiscal de viagensFiscal nos transportesFiscal rodoviário

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 5112-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um fiscal de transportes coletivos (exceto trem)?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.068 por mês, considerando as 3.972 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.612 (10% menores) a R$ 2.887 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.723 (RAIS 2024), 31.7% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando fiscal de transportes coletivos (exceto trem)?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 4.489 admissões contra 4.645 desligamentos, saldo de -156 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata fiscal de transportes coletivos (exceto trem)?

A atividade econômica que mais contratou foi Transporte rodoviário coletivo de passageiros, com itinerário fixo, municipal (CNAE 4921301), com 43,6% das admissões e mediana de R$ 1.991. A ficha de fiscal de transportes coletivos (exceto trem) no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de fiscal de transportes coletivos (exceto trem)?

5112-05 (família 5112 — Fiscais e cobradores dos transportes coletivos). A CBO reconhece também os títulos: Agente de serviços de fiscalização de transportes coletivos e licenciamento de veículos, Encarregado de tráfego, Escalante, Fiscal de linha, Fiscal de ônibus, Fiscal de operação, Fiscal de tráfego, Fiscal de viagens, entre outros — todos usam o mesmo código 5112-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser fiscal de transportes coletivos (exceto trem)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 5112: O acesso a essas ocupações requer o ensino fundamental, exceto para o bilheteiro (estações de metrô, trens e assemelhadas) cujo pré-requisito é ensino médio. Todas as ocupações, exceto a de cobrador, é preciso qualificar-se em cursos profissionalizantes acima de quatrocentas horas/aula, geralmente oferecidos pelas próprias empresas. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de fiscal de transportes coletivos (exceto trem)?

A taxa é de 12,3 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é articulação do tornozelo (10,3% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S93.4 — entorse e distensão do tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (transporte, armazenagem e correio), 46,5% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 5112-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 5112-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 5112-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4921301), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (14 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 5112:

  • •Auto Viação Abc Ltda.
  • •Auto Viação Brasil Luxo Ltda.
  • •Auto Viação Urubupungá Ltda.
  • •Cnt - Confederação Nacional dos Trabalhadores
  • •Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô)
  • •Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM)
  • •E. A. O. Penha - São Miguel Ltda.
  • •Empresa Ed Transporte Flores Ltda.
  • •Kuba - Viação Urbana Ltda.
  • •Sindicato da Empresas de Transportes Coletivos Urbanos
  • •Sindicato dos Metroviários do Estado de São Paulo
  • •Viação Bristol Ltda.
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
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