CBO 5112-05 — Fiscal de transportes coletivos (exceto trem)
O código 5112-05 identifica a ocupação fiscal de transportes coletivos (exceto trem) na CBO 2002, dentro da família 5112 — Fiscais e cobradores dos transportes coletivos. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.
Nesta ficha14 seções
O que faz um fiscal de transportes coletivos (exceto trem)
Organizam e fiscalizam as operações dos ônibus e outros veículos de transporte coletivo, como condições de operação dos veículos, cumprimento dos horários, entre outros. Preenchem relatórios; preparam escalas de operadores; examinam veículos e atendem usuários. Agem na solução de ocorrências. Executam a venda de bilhetes em veículos, estações metropolitanas, ferroviárias e similares e administram valores.
Descrição oficial da família 5112 — Fiscais e cobradores dos transportes coletivos, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.
Como e onde se trabalha
Os fiscais cobradores atuam em empresas de transporte terrestre. São empregados assalariados, com carteira assinada, trabalham em equipe, sob supervisão ocasional e ou permanente.Trabalham por rodízio de turnos, a céu aberto ou confinados em ambientes fechados e locais subterrâneos. Frequentemente, estão sujeitos a pressões e ao trabalho em posições desconfortáveis. Em muitas das atividades exercidas, são expostos a altas temperaturas, ruídos e material tóxico. ESTA FAMÍLIA NÃO COMPREENDE 3423 - Técnicos em transportes rodoviários.
Recursos de trabalho
Calculadora; Carimbo; Catraca ou bloqueio; Circuito interno de TV; Cofre; Equipamento de som; Malote para depósitos; Rádio de comunicação; Telefone; Torniquete.
Quanto ganha um fiscal de transportes coletivos (exceto trem)
Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais
mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.723
Entrada × quem já está
R$ 2.053 ao ser admitido · R$ 2.723 para quem tem vínculo ativo +32,6%
Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de fiscal de transportes coletivos (exceto trem) foi de R$ 2.053 — metade das 3.989 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.607 e os 10% de maior, acima de R$ 2.893.
Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.723, ou seja, 32,6% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 68 meses.
Considerando a jornada média de 42.3 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 11,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.
Equivalência da mediana
| Por mês | R$ 2.053 |
| Por ano (12 salários) | R$ 24.636 |
| Por semana | R$ 472 |
| Por hora (42.3h/sem) | R$ 11,00 |
Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.
Composição e salário por sexo
Na admissão (CAGED, 40h+)
Quem já atua (RAIS 2024)
Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.
Salário por região
Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.
Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
| UF | Admissões | Saldo | P25 | Mediana | P75 |
|---|---|---|---|---|---|
| SP | 1.947 | -180 | — | R$ 2.153 | — |
| RJ | 743 | +179 | — | R$ 2.163 | — |
| GO | 307 | +32 | — | R$ 1.631 | — |
| PA | 212 | +22 | — | R$ 1.754 | — |
| MG | 179 | -80 | — | R$ 1.806 | — |
| BA | 173 | -15 | — | R$ 1.809 | — |
| DF | 170 | +96 | — | R$ 1.889 | — |
| PE | 128 | -82 | — | R$ 1.654 | — |
| CE | 107 | +19 | — | R$ 1.682 | — |
| SC | 79 | -3 | — | R$ 1.856 | — |
UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.
Contratação e mercado
Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026
Admissões
4.485
Desligamentos
4.684
Saldo
-199
Rotatividade
23,2%
Saldo mês a mês
Em 12 meses houve 4.485 admissões e 4.684 desligamentos de fiscal de transportes coletivos (exceto trem), o que significa que o mercado formal fechou 199 postos de trabalho no período, com rotatividade de 23,2% sobre o estoque de vínculos.
Entre os desligamentos, 28,9% foram a pedido do próprio trabalhador e 46,4% por dispensa sem justa causa, além de 14,7% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.
Por que as pessoas saem
Sobre 4.684 desligamentos com motivo declarado.
Como são os contratos
Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.
Porte de quem contrata
Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.
Quem contrata fiscal de transportes coletivos (exceto trem)
Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma
RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.
Perfil de quem trabalha como fiscal de transportes coletivos (exceto trem)
Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 20.225 vínculos
Idade mediana
45 anos
Tempo de casa
68 meses
No setor público
11,9%
Em empresa do Simples
2,7%
Sexo
Composição do vínculo
- Jornada média contratada42h/sem
- Pessoas com deficiência3,7%
- Jornada parcial0,4%
- Contrato intermitente0,6%
- Em entidade sem fins lucrativos1,2%
Sobre os 20.225 vínculos ativos em 31/12/2024.
Raça/cor
Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.
Escolaridade
Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.
Porte do empregador
Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.
Riscos ocupacionais de fiscal de transportes coletivos (exceto trem)
Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências
Taxa por mil/ano
12,3
CAT no período
204
Óbitos comunicados
1
Idade média no acidente
41 anos
Foram 204 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo fiscal de transportes coletivos (exceto trem) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 12,3 por mil vínculos ao ano — próxima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.
Do total, 55,4% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 42,6% de trajeto (no deslocamento) e 2% doenças ocupacionais.
No período foram comunicados 1 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.
Tipo de acidente
Parte do corpo atingida
Natureza da lesão
Agente causador
Diagnósticos mais frequentes (CID-10)
Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país
| CID-10 | Casos | % | Afastamentos no Brasil |
|---|---|---|---|
| S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo | 16 | 7,8% | 5.476 |
| T14.9 — Traumatismo não especificado | 8 | 3,9% | 796 |
| S90.0 — Contusão do tornozelo | 5 | 2,5% | 1.188 |
| V29.9 — Motociclista [qualquer] traumatizado em um acidente de trânsito não especificado | 4 | 2% | 313 |
| Y04 — Agressão por meio de força corporal | 4 | 2% | 13 |
| T07 — Traumatismos múltiplos não especificados | 4 | 2% | 1.358 |
Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.
Risco de tabela × risco observado
A atividade que mais contrata essa ocupação (Transporte rodoviário coletivo de passageiros, com itinerário fixo, municipal) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 12,3 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.
Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.
Informalidade no setor que mais contrata
PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: transporte, armazenagem e correio
Informalidade no setor
46,5%
Média nacional
37,5%
Conta própria
47,5%
Rendimento formal × informal
R$ 4.035 × R$ 2.683
No setor de transporte, armazenagem e correio — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 46,5% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.
O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.
Formação exigida
Exigência oficial da CBO
O acesso a essas ocupações requer o ensino fundamental, exceto para o bilheteiro (estações de metrô, trens e assemelhadas) cujo pré-requisito é ensino médio. Todas as ocupações, exceto a de cobrador, é preciso qualificar-se em cursos profissionalizantes acima de quatrocentas horas/aula, geralmente oferecidos pelas próprias empresas. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Texto oficial do MTE para a família 5112.
Qual especialização paga mais na família 5112
Todas as ocupações de fiscais e cobradores dos transportes coletivos, ordenadas pela remuneração de quem já atua
| CBO | Ocupação | Admissão | Quem já atua | Vínculos |
|---|---|---|---|---|
| 5112-05 | Fiscal de transportes coletivos (exceto trem) (esta página) | R$ 2.053 | R$ 2.723 | 20.225 |
| 5112-15 | Cobrador de transportes coletivos (exceto trem) | R$ 2.351 | R$ 2.450 | 54.124 |
| 5112-10 | Despachante de transportes coletivos (exceto trem) | R$ 1.904 | R$ 2.271 | 14.600 |
| 5112-20 | Bilheteiro (estações de metrô, ferroviárias e assemelhadas) | R$ 1.697 | R$ 1.700 | 2.570 |
“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.
Atividades do perfil ocupacional
Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 5112-05.
A Controlar horários (6)
- •Controlar horários de saída e chegada de veículos
- •Controlar freqüência de partida
- •Remanejar veículos e operadores
- •Controlar horários de refeição e rendição
- •Adequar a saída do veículo à demanda de passageiros
- •Fornecer dados para programação das linhas
B Preencher relatórios (5)
- •Preencher registro de plantão
- •Preencher relatório de fiscal de ponto
- •Preencher relatório de bordo e ou arrecadação
- •Preencher relatórios de ocorrências
- •Relatar o excesso de emissão de poluentes
C Preparar escalas (4)
- •Organizar grupos de operadores
- •Definir horários dos operadores
- •Designar operadores para veículos
- •Preparar escala de folga, férias e suplementar
D Operacionalizar escalas (5)
- •Verificar a apresentação dos funcionários
- •Entregar relatório de bordo ao cobrador
- •Remanejar operadores ou veículos
- •Fiscalizar horários dos operadores
- •Soltar frotas
E Examinar veículos (4)
- •Aferir tacógrafo ou similar
- •Trocar disco de tacógrafo
- •Examinar placas itinerárias, vistas e letreiros
- •Examinar condições internas dos veículos
F Atender aos usuários (2)
- •Recolher objetos encontrados
- •Entregar objetos no setor de achados e perdidos
G Fiscalizar o fluxo de usuários (4)
- •Fiscalizar o acesso de usuários
- •Fiscalizar o uso de bilhetes especiais e crachás de passagem livre
- •Apreender bilhetes, passes e crachás falsos
- •Fiscalizar áreas de embarque
H Administrar valores (3)
- •Conferir a catraca ou torniquete
- •Conferir quantidade de bilhetes
- •Administrar estoques de bilhetes e troco
I Agir nas ocorrências (5)
- •Estabelecer caminhos alternativos
- •Emitir boletim de acidente
- •Opinar em comissão de análise de acidentes e ou ocorrências
- •Testemunhar em casos de acidentes
- •Fornecer dados para boletim de ocorrências
Y Comunicar-se (5)
- •Prestar informações aos passageiros
- •Comunicar aos passageiros sobre anormalidades no sistema ou percurso
- •Orientar o motorista sobre as condições das vias
- •Comunicar à central ou plantão sobre ocorrências com equipamentos e ou veículos
- •Redigir comunicação interna
Z Demonstrar competências pessoais (16)
- •Demonstrar auto-controle
- •Demonstrar honestidade
- •Demonstrar atenção
- •Dar provas de habilidades manual, visual, auditiva e de memorização
- •Demonstrar paciência
- •Demonstrar organização no manuseio de valores
- •Manter boa apresentação
- •Agir educadamente
- •Demonstrar simpatia
- •Atualizar-se
- •Demonstrar empatia
- •Dar provas de criatividade
- •Transmitir confiança
- •Demonstrar iniciativa
- •Trabalhar com cautela
- •Demonstrar discernimento
Sinônimos oficiais (10)
Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 5112-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.
Perguntas frequentes
Quanto ganha um fiscal de transportes coletivos (exceto trem)?
A mediana do salário de admissão é R$ 2.053 por mês, considerando as 3.989 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.607 (10% menores) a R$ 2.893 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.723 (RAIS 2024), 32.6% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.
O mercado está contratando fiscal de transportes coletivos (exceto trem)?
Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 4.485 admissões contra 4.684 desligamentos, saldo de -199 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.
Que tipo de empresa contrata fiscal de transportes coletivos (exceto trem)?
A atividade econômica que mais contratou foi Transporte rodoviário coletivo de passageiros, com itinerário fixo, municipal (CNAE 4921301), com 42,9% das admissões e mediana de R$ 1.979. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.
Qual o código CBO de fiscal de transportes coletivos (exceto trem)?
5112-05 (família 5112 — Fiscais e cobradores dos transportes coletivos). A CBO reconhece também os títulos: Agente de serviços de fiscalização de transportes coletivos e licenciamento de veículos, Encarregado de tráfego, Escalante, Fiscal de linha, Fiscal de ônibus, Fiscal de operação, Fiscal de tráfego, Fiscal de viagens, entre outros — todos usam o mesmo código 5112-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.
Precisa de faculdade para ser fiscal de transportes coletivos (exceto trem)?
Segundo a descrição oficial da CBO para a família 5112: O acesso a essas ocupações requer o ensino fundamental, exceto para o bilheteiro (estações de metrô, trens e assemelhadas) cujo pré-requisito é ensino médio. Todas as ocupações, exceto a de cobrador, é preciso qualificar-se em cursos profissionalizantes acima de quatrocentas horas/aula, geralmente oferecidos pelas próprias empresas. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Quais são os riscos e acidentes mais comuns de fiscal de transportes coletivos (exceto trem)?
A taxa é de 12,3 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é articulação do tornozelo (10,3% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S93.4 — entorse e distensão do tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.
É uma profissão com muita informalidade?
A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (transporte, armazenagem e correio), 46,5% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.
Onde informo o CBO 5112-05?
No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.
O CBO 5112-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?
Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 5112-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4921301), o RAT é 3%.
Fontes oficiais
- → CBO 2002 — Ministério do Trabalho e Emprego
- → Novo CAGED — microdados de movimentação (PDET)
- → RAIS — microdados de vínculos (PDET)
- → CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (INSS)
- → PNAD Contínua (IBGE)
- → Tabela CBO completa
- → Todas as fontes do site
Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.
Quem descreveu esta família na CBO (14 instituições)
A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 5112:
- •Auto Viação Abc Ltda.
- •Auto Viação Brasil Luxo Ltda.
- •Auto Viação Urubupungá Ltda.
- •Cnt - Confederação Nacional dos Trabalhadores
- •Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô)
- •Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM)
- •E. A. O. Penha - São Miguel Ltda.
- •Empresa Ed Transporte Flores Ltda.
- •Kuba - Viação Urbana Ltda.
- •Sindicato da Empresas de Transportes Coletivos Urbanos
- •Sindicato dos Metroviários do Estado de São Paulo
- •Viação Bristol Ltda.
- •Instituição Conveniada Responsável
- •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP