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CBO 2002 Família 5112 R$ 2.351 na admissão -1.158 postos em 12 meses 49 atividades

CBO 5112-15 — Cobrador de transportes coletivos (exceto trem)

O código 5112-15 identifica a ocupação cobrador de transportes coletivos (exceto trem) na CBO 2002, dentro da família 5112 — Fiscais e cobradores dos transportes coletivos. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um cobrador de transportes coletivos (exceto trem)

Organizam e fiscalizam as operações dos ônibus e outros veículos de transporte coletivo, como condições de operação dos veículos, cumprimento dos horários, entre outros. Preenchem relatórios; preparam escalas de operadores; examinam veículos e atendem usuários. Agem na solução de ocorrências. Executam a venda de bilhetes em veículos, estações metropolitanas, ferroviárias e similares e administram valores.

Descrição oficial da família 5112 — Fiscais e cobradores dos transportes coletivos, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Os fiscais cobradores atuam em empresas de transporte terrestre. São empregados assalariados, com carteira assinada, trabalham em equipe, sob supervisão ocasional e ou permanente.Trabalham por rodízio de turnos, a céu aberto ou confinados em ambientes fechados e locais subterrâneos. Frequentemente, estão sujeitos a pressões e ao trabalho em posições desconfortáveis. Em muitas das atividades exercidas, são expostos a altas temperaturas, ruídos e material tóxico. ESTA FAMÍLIA NÃO COMPREENDE 3423 - Técnicos em transportes rodoviários.

Recursos de trabalho

Calculadora; Carimbo; Catraca ou bloqueio; Circuito interno de TV; Cofre; Equipamento de som; Malote para depósitos; Rádio de comunicação; Telefone; Torniquete.

Quanto ganha um cobrador de transportes coletivos (exceto trem)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.52510% ganham atéR$ 2.351medianaR$ 2.41910% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.450

Entrada × quem já está

R$ 2.351 ao ser admitido · R$ 2.450 para quem tem vínculo ativo +4,2%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de cobrador de transportes coletivos (exceto trem) foi de R$ 2.351 — metade das 5.654 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.525 e os 10% de maior, acima de R$ 2.419.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.450, ou seja, 4,2% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 80 meses.

Considerando a jornada média de 39.8 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 12,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.351
Por ano (12 salários)R$ 28.212
Por semanaR$ 541
Por hora (39.8h/sem)R$ 12,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.35568,3%
  • Mulheres — R$ 1.82931,7%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.53270,4%
  • Mulheres — R$ 2.27429,6%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte1.653
  • Nordeste1.641
  • Sudeste2.342
  • Sul1.840
  • Centro-Oeste1.641

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (8 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 3.163 +733 R$ 2.386
MG 1.074 -286 R$ 1.617
BA 580 -220 R$ 1.664
PR 285 +15 R$ 1.939
RS 282 -448 R$ 1.837
GO 261 -186 R$ 1.625
ES 217 -78 R$ 1.638
RJ 184 -57 R$ 1.783

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

7.335

Desligamentos

8.493

Saldo

-1.158

Rotatividade

15,7%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: fev/26 (+89) saldo negativo · pior: dez/25 (-273)

Em 12 meses houve 7.335 admissões e 8.493 desligamentos de cobrador de transportes coletivos (exceto trem), o que significa que o mercado formal fechou 1.158 postos de trabalho no período, com rotatividade de 15,7% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 26,7% foram a pedido do próprio trabalhador e 47,1% por dispensa sem justa causa, além de 13,2% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador26,7%
  • Dispensa sem justa causa47,1%
  • Fim de contrato13,2%

Sobre 8.493 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial2,6%
  • Pessoa com deficiência3,4%
  • Jovem aprendiz11,1%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro1%
  • 1 a 4 empregados1,3%
  • 5 a 9 empregados1,1%
  • 10 a 19 empregados2,5%
  • 20 a 49 empregados4,5%
  • 50 a 99 empregados4,9%
  • 100 a 249 empregados12,3%
  • 250 a 499 empregados9,4%
  • 500 a 999 empregados11,1%
  • 1.000 ou mais empregados51,8%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata cobrador de transportes coletivos (exceto trem)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Transporte rodoviário coletivo de passageiros, com itinerário fixo, municipal 4921301 · 70,7% das admissões 5.188 42.4h R$ 2.218 R$ 2.356 R$ 2.421 3% 3
Transporte rodoviário coletivo de passageiros, com itinerário fixo, intermunicipal, exceto em região metropolitana 4922101 · 12,7% das admissões 930 44.1h R$ 1.571 R$ 1.629 R$ 1.677 3% 3
Transporte rodoviário coletivo de passageiros, com itinerário fixo, interestadual 4922102 · 6% das admissões 441 43.7h R$ 1.578 R$ 1.633 R$ 1.678 3% 3
Transporte rodoviário coletivo de passageiros, com itinerário fixo, intermunicipal em região metropolitana 4921302 · 3,8% das admissões 276 45h R$ 1.610 R$ 1.741 R$ 2.108 3% 3
Transporte rodoviário coletivo de passageiros, sob regime de fretamento, intermunicipal, interestadual e internacional 4929902 · 1,4% das admissões 106 44.4h R$ 1.630 R$ 1.693 R$ 1.765 3% 3
Transporte por navegação de travessia intermunicipal, interestadual e internacional 5091202 · 1,2% das admissões 85 44h R$ 1.717 R$ 1.749 R$ 1.781 3% 3
Serviço de transporte de passageiros - locação de automóveis com motorista 4923002 · 0,4% das admissões 32 44h R$ 1.621 3% 3
Transporte rodoviário coletivo de passageiros, sob regime de fretamento, municipal 4929901 · 0,4% das admissões 29 44.1h R$ 1.621 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como cobrador de transportes coletivos (exceto trem)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 54.124 vínculos

Idade mediana

46 anos

Tempo de casa

80 meses

No setor público

0,5%

Em empresa do Simples

2%

Sexo

  • Homem69,7%
  • Mulher30,3%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada41,2h/sem
  • Pessoas com deficiência7,6%
  • Jornada parcial2,8%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,1%

Sobre os 54.124 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda52,5%
  • Branca38,2%
  • Preta8,5%
  • Amarela0,5%
  • Indígena0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,2%
  • Até o 5º ano incompleto1,6%
  • 5º ano completo4,6%
  • 6º ao 9º ano7,7%
  • Fundamental completo13,1%
  • Médio incompleto8,8%
  • Médio completo60,9%
  • Superior incompleto2,1%
  • Superior completo1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,1%
  • Até 5º ano incompleto0,8%
  • 5º ano completo0,8%
  • 6º a 9º ano2,9%
  • Fundamental completo6,1%
  • Médio incompleto8,5%
  • Médio completo76,5%
  • Superior incompleto2,3%
  • Superior completo2%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados0,9%
  • 5 a 9 empregados0,7%
  • 10 a 19 empregados1,2%
  • 20 a 49 empregados2,8%
  • 50 a 99 empregados3,8%
  • 100 a 249 empregados7,4%
  • 250 a 499 empregados11,9%
  • 500 a 999 empregados20,2%
  • 1.000 ou mais empregados51,1%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de cobrador de transportes coletivos (exceto trem)

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

8,1

CAT no período

358

Óbitos comunicados

4

Idade média no acidente

43 anos

Foram 358 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo cobrador de transportes coletivos (exceto trem) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 8,1 por mil vínculos ao ano — abaixo da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 46,4% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 50,3% de trajeto (no deslocamento) e 3,4% doenças ocupacionais — a predominância do trajeto indica que o deslocamento é o principal ponto de exposição nessa ocupação.

No período foram comunicados 4 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico46,4%
  • Trajeto50,3%
  • Doença3,4%

Parte do corpo atingida

  • Pé (exceto artelhos)13,1%
  • Joelho8,4%
  • Dedo7%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis)6,4%
  • Braço (entre o punho e o ombro)6,4%

Natureza da lesão

  • Fratura22,1%
  • Lesão imediata15,6%
  • Distensão, torção11,7%
  • Outras lesões, NIC9,8%
  • Luxação8,9%

Agente causador

  • Motocicleta, motoneta15,8%
  • Veículo rodoviário motorizado12,1%
  • Veículo, NIC11,8%
  • Calçada ou caminho para pedestre - superfície utilizada para sustentar pessoas11,3%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas7,9%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 21 5,9% 5.476
S80.0 — Contusão do joelho 11 3,1% 1.225
S93.6 — Entorse e distensão de outras partes e de partes não especificadas do pé 10 2,8% 5.476
T14.9 — Traumatismo não especificado 8 2,2% 796
M54.9 — Dorsalgia não especificada 8 2,2% 9.517
S92.3 — Fratura de ossos do metatarso 8 2,2% 15.618

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Transporte rodoviário coletivo de passageiros, com itinerário fixo, municipal) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 8,1 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: transporte, armazenagem e correio

Informalidade no setor

46,5%

Média nacional

37,5%

Conta própria

47,5%

Rendimento formal × informal

R$ 4.035 × R$ 2.683

No setor de transporte, armazenagem e correio — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 46,5% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O acesso a essas ocupações requer o ensino fundamental, exceto para o bilheteiro (estações de metrô, trens e assemelhadas) cujo pré-requisito é ensino médio. Todas as ocupações, exceto a de cobrador, é preciso qualificar-se em cursos profissionalizantes acima de quatrocentas horas/aula, geralmente oferecidos pelas próprias empresas. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 5112.

Qual especialização paga mais na família 5112

Todas as ocupações de fiscais e cobradores dos transportes coletivos, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
5112-05 Fiscal de transportes coletivos (exceto trem) R$ 2.053 R$ 2.723 20.225
5112-15 Cobrador de transportes coletivos (exceto trem) (esta página) R$ 2.351 R$ 2.450 54.124
5112-10 Despachante de transportes coletivos (exceto trem) R$ 1.904 R$ 2.271 14.600
5112-20 Bilheteiro (estações de metrô, ferroviárias e assemelhadas) R$ 1.697 R$ 1.700 2.570

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 5112-15.

B Preencher relatórios (3)
  • Preencher relatório de bordo e ou arrecadação
  • Preencher relatórios de venda de bilhetes
  • Preencher relatórios de ocorrências
E Examinar veículos (4)
  • Examinar placas itinerárias, vistas e letreiros
  • Examinar condições internas dos veículos
  • Limpar interior dos veiculos
  • Fechar os vidros dos veículos
F Atender aos usuários (5)
  • Auxiliar embarque e desembarque de usuários deficientes
  • Acionar equipamentos para embarque e desembarque de deficientes
  • Prestar primeiros socorros
  • Recolher objetos encontrados
  • Entregar objetos no setor de achados e perdidos
G Fiscalizar o fluxo de usuários (6)
  • Fiscalizar o acesso de usuários
  • Fiscalizar o uso de bilhetes especiais e crachás de passagem livre
  • Analisar bilhete rejeitado
  • Substituir bilhetes rejeitados
  • Apreender bilhetes, passes e crachás falsos
  • Operar equipamentos (catraca, escada rolante e sala de supervisão operacional)
H Administrar valores (8)
  • Conferir fundo fixo recebido
  • Conferir a catraca ou torniquete
  • Conferir quantidade de bilhetes
  • Vender bilhetes e passagens
  • Conferir autenticidade da moeda e ou passe
  • Guardar valores em cofre (sangria)
  • Prestar contas
  • Participar da conferência dos valores depositados
I Agir nas ocorrências (2)
  • Auxiliar na retirada de usuários do veículo
  • Testemunhar em casos de acidentes
Y Comunicar-se (5)
  • Prestar informações aos passageiros
  • Comunicar aos passageiros sobre anormalidades no sistema ou percurso
  • Sinalizar ao motorista sobre a entrada e saída de passageiros
  • Orientar o motorista nas manobras
  • Orientar passageiros sobre assentos reservados
Z Demonstrar competências pessoais (16)
  • Demonstrar auto-controle
  • Demonstrar honestidade
  • Demonstrar atenção
  • Dar provas de habilidades manual, visual, auditiva e de memorização
  • Demonstrar paciência
  • Demonstrar organização no manuseio de valores
  • Manter boa apresentação
  • Agir educadamente
  • Demonstrar simpatia
  • Atualizar-se
  • Demonstrar empatia
  • Dar provas de criatividade
  • Transmitir confiança
  • Demonstrar iniciativa
  • Trabalhar com cautela
  • Demonstrar discernimento

Sinônimos oficiais (1)

Trocador

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 5112-15 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um cobrador de transportes coletivos (exceto trem)?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.351 por mês, considerando as 5.654 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.525 (10% menores) a R$ 2.419 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.450 (RAIS 2024), 4.2% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando cobrador de transportes coletivos (exceto trem)?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 7.335 admissões contra 8.493 desligamentos, saldo de -1.158 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata cobrador de transportes coletivos (exceto trem)?

A atividade econômica que mais contratou foi Transporte rodoviário coletivo de passageiros, com itinerário fixo, municipal (CNAE 4921301), com 70,7% das admissões e mediana de R$ 2.356. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de cobrador de transportes coletivos (exceto trem)?

5112-15 (família 5112 — Fiscais e cobradores dos transportes coletivos). A CBO reconhece também os títulos: Trocador — todos usam o mesmo código 5112-15. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser cobrador de transportes coletivos (exceto trem)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 5112: O acesso a essas ocupações requer o ensino fundamental, exceto para o bilheteiro (estações de metrô, trens e assemelhadas) cujo pré-requisito é ensino médio. Todas as ocupações, exceto a de cobrador, é preciso qualificar-se em cursos profissionalizantes acima de quatrocentas horas/aula, geralmente oferecidos pelas próprias empresas. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de cobrador de transportes coletivos (exceto trem)?

A taxa é de 8,1 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é pé (exceto artelhos) (13,1% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S93.4 — entorse e distensão do tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (transporte, armazenagem e correio), 46,5% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 5112-15?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 5112-15 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 5112-15 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4921301), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (14 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 5112:

  • Auto Viação Abc Ltda.
  • Auto Viação Brasil Luxo Ltda.
  • Auto Viação Urubupungá Ltda.
  • Cnt - Confederação Nacional dos Trabalhadores
  • Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô)
  • Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM)
  • E. A. O. Penha - São Miguel Ltda.
  • Empresa Ed Transporte Flores Ltda.
  • Kuba - Viação Urbana Ltda.
  • Sindicato da Empresas de Transportes Coletivos Urbanos
  • Sindicato dos Metroviários do Estado de São Paulo
  • Viação Bristol Ltda.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
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