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CBO 2002 Família 5101 R$ 3.524 na admissão -924 postos em 12 meses 25 atividades

CBO 5101-05 — Supervisor de transportes

O código 5101-05 identifica a ocupação supervisor de transportes na CBO 2002, dentro da família 5101 — Supervisores dos serviços de transporte, turismo, hotelaria e administração de edifícios. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um supervisor de transportes

Planejam rotinas de trabalho em restaurantes, hotéis, transportes e administração de edifícios; treinam funcionários em hospedagem, transportes e alimentação e coordenam equipes de trabalho. Atendem clientes em hotéis, bilheterias e restaurantes; avaliam o desempenho de funcionários, a execução de serviços e relatórios de operação e de avaliação. Verificam manutenção de instalações, equipamentos e utensílios e preparam alimentos e bebidas.

Descrição oficial da família 5101 — Supervisores dos serviços de transporte, turismo, hotelaria e administração de edifícios, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham em empresas de transporte, turismo, hotelaria, alimentação, condomínios de edifícios e em departamentos de serviços de apoio de empresas públicas e privadas, dentre outras. São trabalhadores assalariados, com carteira assinada; atuam em am- 739 bientes fechados, a céu aberto ou em veículos, em subterrâneos, em rodízio de turnos e horários irregulares, sob supervisão ocasional. Em algumas das atividades podem estar expostos a ruído intenso e sujeitos à pressão ocasionadora de estresse.

Recursos de trabalho

Aparelhos de sonorização; Calculadora; Comandas; Computador; Equipamentos de cozinha; Leitor de bilhetes; Material de escritório; Radiocomunicador; Tonfa; Utensílios de cozinha.

Quanto ganha um supervisor de transportes

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 2.02010% ganham até R$ 3.524mediana R$ 6.51510% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 4.638

Entrada × quem já está

R$ 3.524 ao ser admitido · R$ 4.638 para quem tem vínculo ativo +31,6%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de supervisor de transportes foi de R$ 3.524 — metade das 2.546 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.020 e os 10% de maior, acima de R$ 6.515.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 4.638, ou seja, 31,6% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 38 meses.

Considerando a jornada média de 43.6 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 18,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 3.524
Por ano (12 salários)R$ 42.288
Por semanaR$ 811
Por hora (43.6h/sem)R$ 18,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 3.604 83,6%
  • Mulheres — R$ 3.329 16,4%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 4.728 84,6%
  • Mulheres — R$ 4.218 15,4%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 3.940
  • Nordeste 3.042
  • Sudeste 3.984
  • Sul 3.543
  • Centro-Oeste 3.085

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 814 -299 — R$ 4.073 —
MG 261 -85 — R$ 4.050 —
RJ 212 -96 — R$ 3.380 —
PR 152 -69 — R$ 3.675 —
BA 136 -21 — R$ 3.096 —
GO 132 -24 — R$ 3.077 —
SC 128 -49 — R$ 3.738 —
MT 105 -8 — R$ 3.275 —
RS 91 -53 — R$ 2.950 —
PE 81 -42 — R$ 2.600 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

2.615

Desligamentos

3.539

Saldo

-924

Rotatividade

36,2%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: nov/25 (-24) saldo negativo · pior: mai/26 (-115)

Em 12 meses houve 2.615 admissões e 3.539 desligamentos de supervisor de transportes, o que significa que o mercado formal fechou 924 postos de trabalho no período, com rotatividade de 36,2% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 25,3% foram a pedido do próprio trabalhador e 64,6% por dispensa sem justa causa, além de 5,4% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 25,3%
  • Dispensa sem justa causa 64,6%
  • Fim de contrato 5,4%

Sobre 3.539 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,1% das admissões são de jornada parcial e 0,3% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 13,9%
  • 1 a 4 empregados 6,1%
  • 5 a 9 empregados 5,8%
  • 10 a 19 empregados 8,1%
  • 20 a 49 empregados 16,2%
  • 50 a 99 empregados 12,9%
  • 100 a 249 empregados 12,9%
  • 250 a 499 empregados 8,5%
  • 500 a 999 empregados 8,2%
  • 1.000 ou mais empregados 7,5%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata supervisor de transportes

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Transporte rodoviário de carga, exceto produtos perigosos e mudanças, intermunicipal, interestadual e internacional 4930202 · 29,3% das admissões 767 44h R$ 3.011 R$ 4.017 R$ 5.037 3% 3
Transporte rodoviário de carga, exceto produtos perigosos e mudanças, municipal 4930201 · 4% das admissões 105 44h R$ 2.931 R$ 3.569 R$ 4.938 3% 3
Transporte rodoviário coletivo de passageiros, com itinerário fixo, municipal 4921301 · 2,6% das admissões 67 43.7h R$ 2.763 R$ 3.544 R$ 4.344 3% 3
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 2,4% das admissões 62 44.1h R$ 2.850 R$ 3.517 R$ 5.250 2% 1
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 1,8% das admissões 48 43.8h R$ 2.259 R$ 3.528 R$ 5.825 3% 1
Locação de automóveis sem condutor 7711000 · 1,8% das admissões 47 44.1h R$ 3.035 R$ 4.056 R$ 4.965 2% 1
Transporte rodoviário coletivo de passageiros, sob regime de fretamento, intermunicipal, interestadual e internacional 4929902 · 1,6% das admissões 42 44h — R$ 3.500 — 3% 3
Transporte rodoviário de produtos perigosos 4930203 · 1,4% das admissões 36 44.1h — R$ 3.580 — 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como supervisor de transportes

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 9.768 vínculos

Idade mediana

41 anos

Tempo de casa

38 meses

No setor público

7,9%

Em empresa do Simples

15,3%

Sexo

  • Homem 84,4%
  • Mulher 15,6%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,2h/sem
  • Pessoas com deficiência1,4%
  • Jornada parcial0,2%
  • Em entidade sem fins lucrativos1,6%

Sobre os 9.768 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 48,5%
  • Parda 44,3%
  • Preta 6%
  • Amarela 1%
  • Indígena 0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Até o 5º ano incompleto 0,8%
  • 5º ano completo 0,8%
  • 6º ao 9º ano 1,9%
  • Fundamental completo 4,5%
  • Médio incompleto 3,7%
  • Médio completo 57,2%
  • Superior incompleto 5,8%
  • Superior completo 25,1%
  • Mestrado 0,2%
  • Doutorado 0,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,2%
  • Até 5º ano incompleto 0,2%
  • 5º ano completo 0,1%
  • 6º a 9º ano 0,7%
  • Fundamental completo 2,1%
  • Médio incompleto 1,8%
  • Médio completo 59,3%
  • Superior incompleto 5,9%
  • Superior completo 25,5%
  • Pós-graduação 4,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 4,7%
  • 5 a 9 empregados 5%
  • 10 a 19 empregados 7,7%
  • 20 a 49 empregados 14%
  • 50 a 99 empregados 12,1%
  • 100 a 249 empregados 15,9%
  • 250 a 499 empregados 13%
  • 500 a 999 empregados 11,4%
  • 1.000 ou mais empregados 16,1%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de supervisor de transportes

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

9

CAT no período

68

Óbitos comunicados

2

Idade média no acidente

42 anos

Foram 68 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo supervisor de transportes nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 9 por mil vínculos ao ano — abaixo da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 58,8% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 36,8% de trajeto (no deslocamento) e 4,4% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 2 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Trajeto 36,8%
  • Típico 58,8%
  • Doença 4,4%

Parte do corpo atingida

  • Joelho 10,3%
  • Pé (exceto artelhos) 10,3%
  • Partes múltiplas 8,8%
  • Dedo 8,8%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 7,4%

Natureza da lesão

  • Fratura 20,6%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 14,7%
  • Lesão imediata 14,7%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 8,8%
  • Distensão, torção 8,8%

Agente causador

  • Motocicleta, motoneta 20%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas 7,7%
  • Veículo, NIC 7,7%
  • Escada permanente cujos degraus permitem apoio integral do pé, degrau - superfície utilizada para sustentar pessoas 6,2%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas 4,6%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 4 5,9% 5.476
V29.9 — Motociclista [qualquer] traumatizado em um acidente de trânsito não especificado 2 2,9% 313
S80.0 — Contusão do joelho 2 2,9% 1.225
S62 — Fratura ao nível do punho e da mão 2 2,9% 24.580
S42.2 — Fratura da extremidade superior do úmero 2 2,9% 11.388
S82.1 — Fratura da extremidade proximal da tíbia 2 2,9% 25.350

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Transporte rodoviário de carga, exceto produtos perigosos e mudanças, intermunicipal, interestadual e internacional) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 9 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: transporte, armazenagem e correio

Informalidade no setor

46,5%

Média nacional

37,5%

Conta própria

47,5%

Rendimento formal × informal

R$ 4.035 × R$ 2.683

No setor de transporte, armazenagem e correio — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 46,5% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O exercício dessas ocupações requer, no mínimo, escolaridade de nível médio incompleto e curso de qualificação profissional de duzentas a quatrocentas horas/aula. O acesso à função de supervisão ocorre após um ou dois anos de experiência na área. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 5101.

Qual especialização paga mais na família 5101

Todas as ocupações de supervisores dos serviços de transporte, turismo, hotelaria e administração de edifícios, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
5101-05 Supervisor de transportes (esta página) R$ 3.524 R$ 4.638 9.768
5101-35 Maître R$ 2.316 R$ 3.571 12.358
5101-10 Administrador de edifícios R$ 2.763 R$ 3.479 9.992
5101-20 Chefe de portaria de hotel R$ 2.644 R$ 3.275 2.158
5101-15 Supervisor de andar R$ 2.657 R$ 2.940 3.857
5101-30 Chefe de bar R$ 2.517 R$ 2.754 10.618

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 5101-05.

A Planejar rotinas de trabalho em restaurantes, hotéis, transportes e administração de edifícios (1)
  • •Planejar operações de transporte para situações emergenciais
B Treinar funcionários em hospedagem, alimentação e transportes (1)
  • •Organizar treinamento para execução de novos serviços
C Coordenar equipe de trabalho (2)
  • •Executar trabalho de subordinados
  • •Delegar responsabilidade aos funcionários
E Avaliar desempenho de funcionários (2)
  • •Coletar dados sobre desempenho de funcionários
  • •Avaliar funcionários para promoções
F Avaliar execução de serviços (4)
  • •Conferir parâmetros de avaliação de regularidade do serviço de transporte
  • •Conferir parâmetros de avaliação da espera do serviço de transporte
  • •Conferir parâmetros de avaliação de segurança do serviço de transporte
  • •Conferir parâmetros de avaliação da limpeza do serviço de transporte
G Elaborar relatórios de operação e de avaliação (2)
  • •Controlar consumo de matérias-primas e insumos
  • •Elaborar relatório de avarias dos equipamentos do serviço de transporte
H Verificar manutenção de instalações, equipamentos e utensílios (2)
  • •Verificar funcionamento de equipamentos em sistemas de transportes
  • •Acompanhar plano de manutenção preventiva no serviço de transporte
Z Demonstrar competências pessoais (11)
  • •Motivar funcionários
  • •Demonstrar senso de organização
  • •Tratar clientes e subordinados com cortesia
  • •Demonstrar atitudes inovadoras
  • •Manter boa postura pessoal
  • •Demonstrar agilidade
  • •Manter-se atualizado
  • •Liderar equipe
  • •Demonstrar iniciativa na resolução de problemas
  • •Manter bons hábitos de higiene
  • •Demonstrar bom senso

Sinônimos oficiais (8)

Chefe de bilheteriaEncarregado de tráfego rodoviário e ferroviárioFiscal de transporte rodoviárioInspetor de bilheteria de transportesSupervisor de bilheteira de transportesSupervisor de estação ferroviária e rodoviáriaSupervisor de movimento de trensSupervisor de trens

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 5101-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um supervisor de transportes?

A mediana do salário de admissão é R$ 3.524 por mês, considerando as 2.546 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 2.020 (10% menores) a R$ 6.515 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 4.638 (RAIS 2024), 31.6% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando supervisor de transportes?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 2.615 admissões contra 3.539 desligamentos, saldo de -924 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata supervisor de transportes?

A atividade econômica que mais contratou foi Transporte rodoviário de carga, exceto produtos perigosos e mudanças, intermunicipal, interestadual e internacional (CNAE 4930202), com 29,3% das admissões e mediana de R$ 4.017. A ficha de supervisor de transportes no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de supervisor de transportes?

5101-05 (família 5101 — Supervisores dos serviços de transporte, turismo, hotelaria e administração de edifícios). A CBO reconhece também os títulos: Chefe de bilheteria, Encarregado de tráfego rodoviário e ferroviário, Fiscal de transporte rodoviário, Inspetor de bilheteria de transportes, Supervisor de bilheteira de transportes, Supervisor de estação ferroviária e rodoviária, Supervisor de movimento de trens, Supervisor de trens — todos usam o mesmo código 5101-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser supervisor de transportes?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 5101: O exercício dessas ocupações requer, no mínimo, escolaridade de nível médio incompleto e curso de qualificação profissional de duzentas a quatrocentas horas/aula. O acesso à função de supervisão ocorre após um ou dois anos de experiência na área. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de supervisor de transportes?

A taxa é de 9 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é joelho (10,3% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S93.4 — entorse e distensão do tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (transporte, armazenagem e correio), 46,5% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 5101-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 5101-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 5101-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4930202), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (13 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 5101:

  • •Cantina Mágico Sabor
  • •Chindler Administradora de Imóveis
  • •Companhia Fluminense de Trens Urbanos (Flumitrens)
  • •Companhia Industrial de Grandes Hotéis
  • •Condomínio Edifício Iracema Uruguai
  • •Fundação de Extensão e Pesquisas Educacionais - Balneário de Camboriú
  • •Oportrans - Metrô Rio
  • •Sofitel Rio de Janeiro
  • •Torta Mágica Cafeteria Ltda.
  • •Univali - Universidade do Vale do Itajaí - S/C
  • •Vale Florido Restaurante Ltda.
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Ministério do Trabalho e Emprego - MTE
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