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CBO 2002 Família 5101 R$ 2.657 na admissão -366 postos em 12 meses 79 atividades

CBO 5101-15 — Supervisor de andar

O código 5101-15 identifica a ocupação supervisor de andar na CBO 2002, dentro da família 5101 — Supervisores dos serviços de transporte, turismo, hotelaria e administração de edifícios. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um supervisor de andar

Planejam rotinas de trabalho em restaurantes, hotéis, transportes e administração de edifícios; treinam funcionários em hospedagem, transportes e alimentação e coordenam equipes de trabalho. Atendem clientes em hotéis, bilheterias e restaurantes; avaliam o desempenho de funcionários, a execução de serviços e relatórios de operação e de avaliação. Verificam manutenção de instalações, equipamentos e utensílios e preparam alimentos e bebidas.

Descrição oficial da família 5101 — Supervisores dos serviços de transporte, turismo, hotelaria e administração de edifícios, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham em empresas de transporte, turismo, hotelaria, alimentação, condomínios de edifícios e em departamentos de serviços de apoio de empresas públicas e privadas, dentre outras. São trabalhadores assalariados, com carteira assinada; atuam em am- 739 bientes fechados, a céu aberto ou em veículos, em subterrâneos, em rodízio de turnos e horários irregulares, sob supervisão ocasional. Em algumas das atividades podem estar expostos a ruído intenso e sujeitos à pressão ocasionadora de estresse.

Recursos de trabalho

Aparelhos de sonorização; Calculadora; Comandas; Computador; Equipamentos de cozinha; Leitor de bilhetes; Material de escritório; Radiocomunicador; Tonfa; Utensílios de cozinha.

Quanto ganha um supervisor de andar

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.80510% ganham até R$ 2.657mediana R$ 3.75710% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.940

Entrada × quem já está

R$ 2.657 ao ser admitido · R$ 2.940 para quem tem vínculo ativo +10,7%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de supervisor de andar foi de R$ 2.657 — metade das 1.019 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.805 e os 10% de maior, acima de R$ 3.757.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.940, ou seja, 10,7% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 40 meses.

Considerando a jornada média de 43.7 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 14,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.657
Por ano (12 salários)R$ 31.884
Por semanaR$ 612
Por hora (43.7h/sem)R$ 14,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.813 22,3%
  • Mulheres — R$ 2.619 77,7%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 3.060 26,3%
  • Mulheres — R$ 2.905 73,7%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 2.600
  • Nordeste 2.378
  • Sudeste 2.900
  • Sul 2.657
  • Centro-Oeste 2.704

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 283 -159 — R$ 3.098 —
RJ 166 -53 — R$ 2.429 —
MG 80 -35 — R$ 2.757 —
BA 78 -7 — R$ 2.470 —
PR 63 -10 — R$ 2.593 —
PE 59 -9 — R$ 2.607 —
DF 51 -5 — R$ 2.758 —
RS 47 -24 — R$ 2.470 —
SC 47 -26 — R$ 2.933 —
AL 39 -3 — R$ 2.450 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

1.082

Desligamentos

1.448

Saldo

-366

Rotatividade

37,5%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: nov/25 (+1) saldo negativo · pior: jul/26 (-51)

Em 12 meses houve 1.082 admissões e 1.448 desligamentos de supervisor de andar, o que significa que o mercado formal fechou 366 postos de trabalho no período, com rotatividade de 37,5% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 33,5% foram a pedido do próprio trabalhador e 53,5% por dispensa sem justa causa, além de 8,6% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 33,5%
  • Dispensa sem justa causa 53,5%
  • Fim de contrato 8,6%

Sobre 1.448 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,2% das admissões são de jornada parcial e 0,6% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 10,7%
  • 1 a 4 empregados 2%
  • 5 a 9 empregados 4,2%
  • 10 a 19 empregados 6,2%
  • 20 a 49 empregados 21,5%
  • 50 a 99 empregados 19,3%
  • 100 a 249 empregados 20,5%
  • 250 a 499 empregados 7,2%
  • 500 a 999 empregados 5%
  • 1.000 ou mais empregados 3,4%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata supervisor de andar

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Hotéis 5510801 · 48,1% das admissões 520 44.4h R$ 2.058 R$ 2.526 R$ 3.051 2% 2
Condomínios prediais 8112500 · 18,7% das admissões 202 44h R$ 2.588 R$ 3.014 R$ 3.398 2% 2
Limpeza em prédios e em domicílios 8121400 · 5,3% das admissões 57 44.3h R$ 2.146 R$ 2.727 R$ 2.786 3% 3
Atividades de atendimento hospitalar, exceto pronto socorro e unidades para atendimento a urgências 8610101 · 3,3% das admissões 36 42.7h — R$ 3.400 — 2% 3
Serviços combinados para apoio a edifícios, exceto condomínios prediais 8111700 · 2,5% das admissões 27 44h — R$ 2.500 — 3% 2
Motéis 5510803 · 2,1% das admissões 23 44.2h — R$ 2.408 — 2% 2
Restaurantes e similares 5611201 · 1,4% das admissões 15 44h — R$ 2.164 — 2% 2
Agências de viagens 7911200 · 1,4% das admissões 15 44h — R$ 3.209 — 1% 1

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como supervisor de andar

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 3.857 vínculos

Idade mediana

43 anos

Tempo de casa

40 meses

No setor público

0,1%

Em empresa do Simples

17%

Sexo

  • Mulher 72,4%
  • Homem 27,6%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,7h/sem
  • Pessoas com deficiência0,6%
  • Jornada parcial0,1%
  • Contrato intermitente0,6%
  • Em entidade sem fins lucrativos29,2%

Sobre os 3.857 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda 51,4%
  • Branca 37,2%
  • Preta 10,2%
  • Amarela 0,9%
  • Indígena 0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,2%
  • Até o 5º ano incompleto 1,4%
  • 5º ano completo 1,5%
  • 6º ao 9º ano 3,6%
  • Fundamental completo 10%
  • Médio incompleto 6,8%
  • Médio completo 66%
  • Superior incompleto 2,9%
  • Superior completo 7,6%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,1%
  • Até 5º ano incompleto 0,5%
  • 5º ano completo 0,2%
  • 6º a 9º ano 1,8%
  • Fundamental completo 4,2%
  • Médio incompleto 4,1%
  • Médio completo 69%
  • Superior incompleto 4,9%
  • Superior completo 14,4%
  • Pós-graduação 0,9%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 2,2%
  • 5 a 9 empregados 4,4%
  • 10 a 19 empregados 8,7%
  • 20 a 49 empregados 27,3%
  • 50 a 99 empregados 20%
  • 100 a 249 empregados 17%
  • 250 a 499 empregados 8%
  • 500 a 999 empregados 6,1%
  • 1.000 ou mais empregados 6,3%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de supervisor de andar

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

14,9

CAT no período

47

Idade média no acidente

44 anos

Foram 47 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo supervisor de andar nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 14,9 por mil vínculos ao ano — próxima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 55,3% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 42,6% de trajeto (no deslocamento) e 2,1% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico 55,3%
  • Trajeto 42,6%
  • Doença 2,1%

Parte do corpo atingida

  • Pé (exceto artelhos) 17%
  • Braço (entre o punho e o ombro) 12,8%
  • Dedo 8,5%
  • Partes múltiplas 8,5%
  • Pescoço 6,4%

Natureza da lesão

  • Lesão imediata 21,3%
  • Fratura 21,3%
  • Distensão, torção 12,8%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 8,5%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 8,5%

Agente causador

  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas 12,8%
  • Escada permanente cujos degraus permitem apoio integral do pé, degrau - superfície utilizada para sustentar pessoas 12,8%
  • Mobiliário e acessórios, NIC 10,6%
  • Veículo rodoviário motorizado 10,6%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas 8,5%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 3 6,4% 5.476
S60.2 — Contusão de outras partes do punho e da mão 2 4,3% 1.634
T07 — Traumatismos múltiplos não especificados 2 4,3% 1.358
M54.5 — Dor lombar baixa 1 2,1% 9.517
S93.6 — Entorse e distensão de outras partes e de partes não especificadas do pé 1 2,1% 5.476
V40.0 — Ocupante de um automóvel [carro] traumatizado em colisão com um pedestre ou um animal - condutor [motorista] traumatizado em um acidente não-de-trânsito 1 2,1% 3

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Hotéis) tem RAT 2% e grau de risco 2, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 14,9 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: alojamento e alimentação

Informalidade no setor

50,6%

Média nacional

37,5%

Conta própria

31,5%

Rendimento formal × informal

R$ 3.121 × R$ 1.622

No setor de alojamento e alimentação — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 50,6% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O exercício dessas ocupações requer, no mínimo, escolaridade de nível médio incompleto e curso de qualificação profissional de duzentas a quatrocentas horas/aula. O acesso à função de supervisão ocorre após um ou dois anos de experiência na área. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 5101.

Qual especialização paga mais na família 5101

Todas as ocupações de supervisores dos serviços de transporte, turismo, hotelaria e administração de edifícios, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
5101-05 Supervisor de transportes R$ 3.524 R$ 4.638 9.768
5101-35 Maître R$ 2.316 R$ 3.571 12.358
5101-10 Administrador de edifícios R$ 2.763 R$ 3.479 9.992
5101-20 Chefe de portaria de hotel R$ 2.644 R$ 3.275 2.158
5101-15 Supervisor de andar (esta página) R$ 2.657 R$ 2.940 3.857
5101-30 Chefe de bar R$ 2.517 R$ 2.754 10.618

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 5101-15.

A Planejar rotinas de trabalho em restaurantes, hotéis, transportes e administração de edifícios (8)
  • •Descrever procedimentos de execução dos serviços
  • •Elaborar cronogramas de execução de tarefas
  • •Definir funções da equipe de trabalho
  • •Programar abastecimento dos setores
  • •Distribuir funcionários em setores
  • •Distribuir a utilização de equipamentos em bilheterias, hotéis e restaurantes
  • •Programar uso de equipamentos em hotéis e restaurantes
  • •Operacionalizar a grade horária de transportes, bilheterias e portaria
B Treinar funcionários em hospedagem, alimentação e transportes (10)
  • •Detectar necessidades de treinamento ou reciclagem
  • •Providenciar atividades de capacitação
  • •Elaborar normas para treinamento de funcionários
  • •Acompanhar a aprendizagem dos novos funcionários
  • •Instruir funcionário sobre normas e regulamentos da empresa
  • •Organizar treinamento para uso de novos equipamentos e produtos
  • •Organizar treinamento para execução de novos serviços
  • •Simular atividades para aprendizagem
  • •Propor treinamento externo para funcionários
  • •Participar de programas de treinamento
C Coordenar equipe de trabalho (11)
  • •Dimensionar equipe de trabalho
  • •Atribuir tarefas aos funcionários
  • •Executar trabalho de subordinados
  • •Delegar responsabilidade aos funcionários
  • •Orientar execução dos serviços
  • •Intermediar informações entre equipe e superiores
  • •Estabelecer escala de horários e folgas de funcionários
  • •Estabelecer rotinas de passagem de turnos
  • •Adequar equipe a situações atípicas
  • •Supervisionar higiene pessoal dos funcionários
  • •Controlar uso de uniformes e equipamentos de proteção individual
D Atender clientes em bilheterias, hotéis e restaurantes (8)
  • •Atender reclamações
  • •Recepcionar clientes
  • •Orientar pedido do cliente
  • •Registrar pedido do cliente
  • •Acompanhar visitações
  • •Finalizar atendimento ao cliente
  • •Encaminhar clientes
  • •Acomodar clientes
E Avaliar desempenho de funcionários (8)
  • •Determinar parâmetros para avaliação de execução de tarefas
  • •Determinar parâmetros de avaliação de comportamento de funcionários
  • •Coletar dados sobre desempenho de funcionários
  • •Avaliar tempo e qualidade na realização de tarefas
  • •Avaliar comportamento do funcionário com o cliente
  • •Solicitar auto-avaliação dos funcionários
  • •Realizar reuniões de avaliação de funcionários
  • •Avaliar funcionários para promoções
F Avaliar execução de serviços (9)
  • •Analisar opiniões dos clientes sobre produtos e serviços
  • •Sugerir produtos ou serviços de acordo com a clientela
  • •Avaliar novos equipamentos e utensílios
  • •Examinar produtos, segundo validade de utilização
  • •Controlar recebimento de mercadorias e valores
  • •Supervisionar locais de armazenamento e acondicionamento dos produtos
  • •Avaliar tempo, qualidade na entrega dos produtos e serviços aos clientes
  • •Examinar preparação de ambientes (quartos, salão de atendimento de restaurantes e outros)
  • •Examinar padrão de arrumação dos quartos
G Elaborar relatórios de operação e de avaliação (8)
  • •Registrar ocorrências nos setores
  • •Elaborar relatório sobre quebra e reposição de materiais
  • •Elaborar relatório sobre nível de satisfação do cliente
  • •Controlar consumo de matérias-primas e insumos
  • •Coletar dados sobre operação de reservas
  • •Elaborar relatório sobre situação de ocupação do quarto
  • •Coletar dados sobre venda de bilhetes
  • •Gerar relatório sobre procedimentos de bilheterias
H Verificar manutenção de instalações, equipamentos e utensílios (6)
  • •Verificar estado das instalações
  • •Verificar funcionamento de equipamentos
  • •Realizar triagem de peças de roupas e utensílios para descarte ou reparo
  • •Providenciar reparos de equipamentos e instalações
  • •Verificar resultado dos serviços de manutenção, dedetização e desratização
  • •Sugerir atualização de equipamentos
Z Demonstrar competências pessoais (11)
  • •Motivar funcionários
  • •Demonstrar senso de organização
  • •Tratar clientes e subordinados com cortesia
  • •Demonstrar atitudes inovadoras
  • •Manter boa postura pessoal
  • •Demonstrar agilidade
  • •Manter-se atualizado
  • •Liderar equipe
  • •Demonstrar iniciativa na resolução de problemas
  • •Manter bons hábitos de higiene
  • •Demonstrar bom senso

Sinônimos oficiais (1)

Encarregado de andar

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 5101-15 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um supervisor de andar?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.657 por mês, considerando as 1.019 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.805 (10% menores) a R$ 3.757 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.940 (RAIS 2024), 10.7% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando supervisor de andar?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 1.082 admissões contra 1.448 desligamentos, saldo de -366 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata supervisor de andar?

A atividade econômica que mais contratou foi Hotéis (CNAE 5510801), com 48,1% das admissões e mediana de R$ 2.526. A ficha de supervisor de andar no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de supervisor de andar?

5101-15 (família 5101 — Supervisores dos serviços de transporte, turismo, hotelaria e administração de edifícios). A CBO reconhece também os títulos: Encarregado de andar — todos usam o mesmo código 5101-15. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser supervisor de andar?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 5101: O exercício dessas ocupações requer, no mínimo, escolaridade de nível médio incompleto e curso de qualificação profissional de duzentas a quatrocentas horas/aula. O acesso à função de supervisão ocorre após um ou dois anos de experiência na área. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de supervisor de andar?

A taxa é de 14,9 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é pé (exceto artelhos) (17% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S93.4 — entorse e distensão do tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (alojamento e alimentação), 50,6% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 5101-15?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 5101-15 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 5101-15 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (5510801), o RAT é 2%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (13 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 5101:

  • •Cantina Mágico Sabor
  • •Chindler Administradora de Imóveis
  • •Companhia Fluminense de Trens Urbanos (Flumitrens)
  • •Companhia Industrial de Grandes Hotéis
  • •Condomínio Edifício Iracema Uruguai
  • •Fundação de Extensão e Pesquisas Educacionais - Balneário de Camboriú
  • •Oportrans - Metrô Rio
  • •Sofitel Rio de Janeiro
  • •Torta Mágica Cafeteria Ltda.
  • •Univali - Universidade do Vale do Itajaí - S/C
  • •Vale Florido Restaurante Ltda.
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Ministério do Trabalho e Emprego - MTE
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