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CBO 2002 Família 4102 R$ 3.176 na admissão -2.568 postos em 12 meses 46 atividades

CBO 4102-05 — Supervisor de almoxarifado

O código 4102-05 identifica a ocupação supervisor de almoxarifado na CBO 2002, dentro da família 4102 — Supervisores de serviços financeiros, de câmbio e de controle. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um supervisor de almoxarifado

Supervisionam e controlam equipe e serviços financeiros, de câmbio, bens-patrimoniais, créditos e bancários; elaboram orçamentos; efetuam e conferem pagamentos; realizam cobranças, planejando e solucionando pendências; administram almoxarifado.

Descrição oficial da família 4102 — Supervisores de serviços financeiros, de câmbio e de controle, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Os profissionais dessa família ocupacional trabalham em vários ramos de atividades, tais como construção, indústrias diversas e atividades empresariais. Normalmente, são empregados com carteira assinada com supervisão permanente, estando diretamente subordinados aos gerentes, e possuem subordinados, formando equipe. No caso dos supervisores de câmbio, existe a possibilidade de trabalharem por conta própria. Executam seu trabalho em horário diurno e em ambientes fechados. Algumas vezes trabalham sob pressão, podendo levar à situação de estresse.

Recursos de trabalho

Agenda; Calculadora; Correio eletrônico; Fax; Leitor ótico; Microcomputador; Radiocomunicador; Softwares específicos; Telefone fixo; Telefone móvel.

Quanto ganha um supervisor de almoxarifado

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.84410% ganham até R$ 3.176mediana R$ 6.50910% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 4.148

Entrada × quem já está

R$ 3.176 ao ser admitido · R$ 4.148 para quem tem vínculo ativo +30,6%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de supervisor de almoxarifado foi de R$ 3.176 — metade das 5.427 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.844 e os 10% de maior, acima de R$ 6.509.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 4.148, ou seja, 30,6% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 47 meses.

Considerando a jornada média de 43.7 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 17,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 3.176
Por ano (12 salários)R$ 38.112
Por semanaR$ 731
Por hora (43.7h/sem)R$ 17,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 3.218 86,1%
  • Mulheres — R$ 2.821 13,9%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 4.218 85,3%
  • Mulheres — R$ 3.776 14,7%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 3.033
  • Nordeste 2.536
  • Sudeste 3.544
  • Sul 3.150
  • Centro-Oeste 3.161

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 1.433 -834 — R$ 3.583 —
MG 562 -279 — R$ 3.493 —
PR 376 -218 — R$ 3.219 —
RJ 330 -146 — R$ 3.363 —
SC 330 -171 — R$ 3.480 —
GO 271 -89 — R$ 3.079 —
BA 265 -99 — R$ 3.019 —
RS 262 -147 — R$ 2.675 —
MT 245 -102 — R$ 3.313 —
PE 191 -66 — R$ 2.925 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

5.498

Desligamentos

8.066

Saldo

-2.568

Rotatividade

29,6%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jan/26 (-130) saldo negativo · pior: abr/26 (-287)

Em 12 meses houve 5.498 admissões e 8.066 desligamentos de supervisor de almoxarifado, o que significa que o mercado formal fechou 2.568 postos de trabalho no período, com rotatividade de 29,6% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 27% foram a pedido do próprio trabalhador e 63,7% por dispensa sem justa causa, além de 5,4% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 27%
  • Dispensa sem justa causa 63,7%
  • Fim de contrato 5,4%

Sobre 8.066 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0,1% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 12,2%
  • 1 a 4 empregados 5,3%
  • 5 a 9 empregados 7,4%
  • 10 a 19 empregados 11,2%
  • 20 a 49 empregados 16,5%
  • 50 a 99 empregados 13,9%
  • 100 a 249 empregados 12,4%
  • 250 a 499 empregados 8,4%
  • 500 a 999 empregados 6,2%
  • 1.000 ou mais empregados 6,5%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata supervisor de almoxarifado

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Comércio por atacado de peças e acessórios novos para veículos automotores 4530701 · 4,3% das admissões 234 44h R$ 1.663 R$ 1.774 R$ 3.025 2% 2
Comércio varejista de materiais de construção em geral 4744099 · 2,6% das admissões 144 43.9h R$ 2.235 R$ 2.892 R$ 3.557 3% 2
Transporte rodoviário de carga, exceto produtos perigosos e mudanças, intermunicipal, interestadual e internacional 4930202 · 2,5% das admissões 140 43.8h R$ 3.006 R$ 3.450 R$ 4.554 3% 3
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 2,2% das admissões 120 43.8h R$ 2.163 R$ 2.836 R$ 3.529 2% 1
Construção de edifícios 4120400 · 2% das admissões 109 44.1h R$ 2.640 R$ 3.367 R$ 4.900 3% 3
Comércio a varejo de peças e acessórios novos para veículos automotores 4530703 · 2% das admissões 109 44h R$ 2.167 R$ 2.800 R$ 3.280 2% 2
Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios - supermercados 4711302 · 1,7% das admissões 96 44h R$ 2.190 R$ 2.527 R$ 3.080 3% 2
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 1,7% das admissões 93 43.6h R$ 2.275 R$ 2.879 R$ 3.958 3% 1

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como supervisor de almoxarifado

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 27.261 vínculos

Idade mediana

39 anos

Tempo de casa

47 meses

No setor público

1,4%

Em empresa do Simples

18,6%

Sexo

  • Homem 85,1%
  • Mulher 14,9%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,6h/sem
  • Pessoas com deficiência1,5%
  • Contrato intermitente0,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos2,9%

Sobre os 27.261 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 49,8%
  • Parda 42,5%
  • Preta 6,3%
  • Amarela 1%
  • Indígena 0,4%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,1%
  • Até o 5º ano incompleto 0,5%
  • 5º ano completo 0,7%
  • 6º ao 9º ano 1,7%
  • Fundamental completo 4,1%
  • Médio incompleto 4,6%
  • Médio completo 59,1%
  • Superior incompleto 6%
  • Superior completo 23,1%
  • Mestrado 0,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,2%
  • Até 5º ano incompleto 0,2%
  • 5º ano completo 0,2%
  • 6º a 9º ano 0,9%
  • Fundamental completo 2%
  • Médio incompleto 3%
  • Médio completo 58,2%
  • Superior incompleto 7,3%
  • Superior completo 23,8%
  • Pós-graduação 4,1%
  • Mestrado 0,1%
  • Doutorado 0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 3,7%
  • 5 a 9 empregados 6,2%
  • 10 a 19 empregados 11%
  • 20 a 49 empregados 17,7%
  • 50 a 99 empregados 15,2%
  • 100 a 249 empregados 15,8%
  • 250 a 499 empregados 10,7%
  • 500 a 999 empregados 9,2%
  • 1.000 ou mais empregados 10,5%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de supervisor de almoxarifado

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

11,7

CAT no período

256

Óbitos comunicados

3

Idade média no acidente

39 anos

Foram 256 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo supervisor de almoxarifado nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 11,7 por mil vínculos ao ano — próxima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 64,1% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 33,6% de trajeto (no deslocamento) e 2,3% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 3 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Trajeto 33,6%
  • Típico 64,1%
  • Doença 2,3%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 18,4%
  • Pé (exceto artelhos) 7%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis) 6,6%
  • Joelho 6,3%
  • Ombro 6,3%

Natureza da lesão

  • Fratura 18,8%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 14,5%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 14,5%
  • Lesão imediata 10,5%
  • Distensão, torção 9,8%

Agente causador

  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas 11,3%
  • Motocicleta, motoneta 10,2%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas 7,4%
  • Veículo, NIC 7%
  • Veículo rodoviário motorizado 6,6%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 14 5,5% 3.531
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 12 4,7% 5.476
S62.6 — Fratura de outros dedos 6 2,3% 24.580
S61 — Ferimento do punho e da mão 6 2,3% 3.531
S80.0 — Contusão do joelho 5 2% 1.225
S42.0 — Fratura da clavícula 4 1,6% 11.388

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Comércio por atacado de peças e acessórios novos para veículos automotores) tem RAT 2% e grau de risco 2, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 11,7 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: comércio e reparação de veículos

Informalidade no setor

33,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

24,1%

Rendimento formal × informal

R$ 3.373 × R$ 1.988

No setor de comércio e reparação de veículos — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 33,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Esse emprego/ocupação exige nível superior completo, curso básico de qualificação profissional de até duzentas horas/aula e de três a quatro anos de experiência.

Texto oficial do MTE para a família 4102.

Qual especialização paga mais na família 4102

Todas as ocupações de supervisores de serviços financeiros, de câmbio e de controle, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
4102-10 Supervisor de câmbio R$ 3.519 R$ 6.750 437
4102-30 Supervisor de orçamento R$ 3.481 R$ 5.338 6.281
4102-40 Supervisor de logística R$ 4.017 R$ 5.220 39.407
4102-35 Supervisor de tesouraria R$ 4.007 R$ 5.050 22.132
4102-15 Supervisor de contas a pagar R$ 3.838 R$ 5.005 6.421
4102-05 Supervisor de almoxarifado (esta página) R$ 3.176 R$ 4.148 27.261
4102-20 Supervisor de controle patrimonial R$ 2.221 R$ 3.584 5.943
4102-25 Supervisor de crédito e cobrança R$ 2.059 R$ 3.110 15.935

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 4102-05.

A Elaborar orçamento (2)
  • •Levantar preços de mercado
  • •Controlar execução orçamentária
B Efetuar pagamentos (1)
  • •Gerar documentos para contabilidade
D Controlar bens patrimoniais (3)
  • •Conciliar valores
  • •Inventariar bens
  • •Atender auditorias (interna e externa)
H Administrar processos logísticos (1)
  • •Identificar necessidade de novos equipamentos
I Gerir estoque/almoxarifado (16)
  • •Administrar requisições de materiais e/ou produtos
  • •Controlar níveis de estoque (quantidade, valor...)
  • •Supervisionar o recebimento de materiais
  • •Planejar estocagem de materiais e/ou produtos
  • •Controlar condições de acondicionamento de materiais e/ou produtos
  • •Calcular curva abc de estoque
  • •Monitorar movimentação de materiais e/ou produtos segundo a curva abc
  • •Administrar entrega de materiais e/ou produtos
  • •Supervisionar aplicação do método peps (primeiro a entrar, primeiro a sair)
  • •Acompanhar prazo de validade dos materiais e/ou produtos
  • •Supervisionar realização de inventário
  • •Solicitar compra para reposição de estoque
  • •Estabelecer modo de embalagem e de identificação de materiais
  • •Controlar saldos de contratos de fornecimentos
  • •Verificar o cumprimento de normas legais e de segurança
  • •Controlar estoque de materiais e/ou produtos inservíveis
J Supervisionar trabalho de equipe (13)
  • •Orientar execução dos trabalhos
  • •Planejar trabalho da equipe
  • •Distribuir tarefas
  • •Estabelecer prioridades de trabalho
  • •Avaliar desempenho dos colaboradores
  • •Promover a capacitação da equipe
  • •Motivar equipe
  • •Administrar conflitos
  • •Planejar escala de férias
  • •Identificar necessidade de contratação de colaboradores
  • •Decidir sobre admissão ou desligamento de colaboradores
  • •Participar na elaboração de normas e manuais de procedimentos
  • •Orientar colaboradores quanto a utilização e manutenção de equipamentos
Z Demonstrar competências pessoais (10)
  • •Demonstrar liderança
  • •Demonstrar iniciativa
  • •Demonstrar flexibilidade
  • •Demonstrar objetividade
  • •Demonstrar capacidade de tomar decisões
  • •Demonstrar capacidade de negociação
  • •Trabalhar em equipe
  • •Demonstrar capacidade analítica
  • •Demonstrar capacidade de visão holística
  • •Demonstrar agilidade

Sinônimos oficiais (2)

Encarregado de almoxarifadoSupervisor de materiais em almoxarifado

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 4102-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um supervisor de almoxarifado?

A mediana do salário de admissão é R$ 3.176 por mês, considerando as 5.427 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.844 (10% menores) a R$ 6.509 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 4.148 (RAIS 2024), 30.6% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando supervisor de almoxarifado?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 5.498 admissões contra 8.066 desligamentos, saldo de -2.568 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata supervisor de almoxarifado?

A atividade econômica que mais contratou foi Comércio por atacado de peças e acessórios novos para veículos automotores (CNAE 4530701), com 4,3% das admissões e mediana de R$ 1.774. A ficha de supervisor de almoxarifado no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de supervisor de almoxarifado?

4102-05 (família 4102 — Supervisores de serviços financeiros, de câmbio e de controle). A CBO reconhece também os títulos: Encarregado de almoxarifado, Supervisor de materiais em almoxarifado — todos usam o mesmo código 4102-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser supervisor de almoxarifado?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 4102: Esse emprego/ocupação exige nível superior completo, curso básico de qualificação profissional de até duzentas horas/aula e de três a quatro anos de experiência.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de supervisor de almoxarifado?

A taxa é de 11,7 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (18,4% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (comércio e reparação de veículos), 33,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 4102-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 4102-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 4102-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4530701), o RAT é 2%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (15 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 4102:

  • •Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-SP)
  • •Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp)
  • •Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM)
  • •Editora Pini Ltda. - São Paulo - Sp
  • •Fabrimar S.A. Indústria Comércio
  • •Gazeta Mercantil S.A.
  • •Imprensa Oficial do Estado de São Paulo S.A.
  • •Instituto Presbiteriano Mackenzie
  • •Lira S.A. Corretora de Câmbio
  • •Perdigão Agroindustrial S.A.
  • •Siemens Ltda.
  • •Univali - Universidade do Vale do Itajaí - S/C
  • •Wheaton do Brasil S.A.
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
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