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CBO 2002 Família 3911 R$ 4.012 na admissão -160 postos em 12 meses 43 atividades

CBO 3911-35 — Técnico de matéria-prima e material

O código 3911-35 identifica a ocupação técnico de matéria-prima e material na CBO 2002, dentro da família 3911 — Planejadores, programadores e controladores de produção e manutenção. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um técnico de matéria-prima e material

Planejam, controlam e programam a produção; controlam suprimentos (matéria-prima e outros insumos). Planejam a manutenção de máquinas e equipamentos. Tratam informações em registros de cadastros e relatórios e na redação de instruções de trabalho.

Descrição oficial da família 3911 — Planejadores, programadores e controladores de produção e manutenção, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham em diversos tipos de empresas industriais, comerciais e de serviços; concentram-se nas empresas de construção, na indústria química e petroquímica, de fabricação de produtos têxteis, de celulose, papel e produtos de papel, no complexo automobilístico, entre outras. São empregados assalariados, com carteira assinada, que se organizam em equipe, sob supervisão ocasional. Geralmente, trabalham em rodízio de turnos. Algumas das atividades que exercem podem estar sujeitas a ruídos, altas temperaturas, radiação, poeira e material tóxico.

Recursos de trabalho

Autocad; Calculadora; Computador, impressora; Cronômetro; Edi; Ferramentas manuais; Meios de comunicação (telefone, internet); Multímetro; Softwares (controle de estoque e da produção); Trena.

Quanto ganha um técnico de matéria-prima e material

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 2.29210% ganham até R$ 4.012mediana R$ 6.51810% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 4.916

Entrada × quem já está

R$ 4.012 ao ser admitido · R$ 4.916 para quem tem vínculo ativo +22,5%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de técnico de matéria-prima e material foi de R$ 4.012 — metade das 2.643 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.292 e os 10% de maior, acima de R$ 6.518.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 4.916, ou seja, 22,5% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 30 meses.

Considerando a jornada média de 43.3 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 22,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 4.012
Por ano (12 salários)R$ 48.144
Por semanaR$ 923
Por hora (43.3h/sem)R$ 22,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 4.007 75,5%
  • Mulheres — R$ 4.022 24,5%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 4.972 74,2%
  • Mulheres — R$ 4.748 25,8%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 4.608
  • Nordeste 4.041
  • Sudeste 4.188
  • Sul 2.875
  • Centro-Oeste 4.083

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 814 -174 — R$ 4.332 —
RJ 523 +161 — R$ 4.175 —
MG 316 +25 — R$ 3.725 —
PR 174 -34 — R$ 2.750 —
SC 159 -10 — R$ 2.475 —
BA 137 -111 — R$ 4.089 —
RS 112 -25 — R$ 3.267 —
ES 102 -23 — R$ 4.086 —
AM 66 +1 — R$ 4.743 —
PA 61 -6 — R$ 4.517 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

2.704

Desligamentos

2.864

Saldo

-160

Rotatividade

35,1%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: mai/26 (+58) saldo negativo · pior: nov/25 (-83)

Em 12 meses houve 2.704 admissões e 2.864 desligamentos de técnico de matéria-prima e material, o que significa que o mercado formal fechou 160 postos de trabalho no período, com rotatividade de 35,1% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 29,1% foram a pedido do próprio trabalhador e 59,6% por dispensa sem justa causa, além de 8,8% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 29,1%
  • Dispensa sem justa causa 59,6%
  • Fim de contrato 8,8%

Sobre 2.864 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,1% das admissões são de jornada parcial e 0,1% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 6,5%
  • 1 a 4 empregados 3%
  • 5 a 9 empregados 2,6%
  • 10 a 19 empregados 4,4%
  • 20 a 49 empregados 8,4%
  • 50 a 99 empregados 10,2%
  • 100 a 249 empregados 15,2%
  • 250 a 499 empregados 17%
  • 500 a 999 empregados 9,2%
  • 1.000 ou mais empregados 23,5%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata técnico de matéria-prima e material

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Serviços de engenharia 7112000 · 7,8% das admissões 211 42.7h R$ 3.266 R$ 4.294 R$ 5.413 3% 1
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 7,5% das admissões 202 43.5h R$ 2.317 R$ 2.510 R$ 4.405 3% 1
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 7,2% das admissões 196 42.6h R$ 2.580 R$ 3.835 R$ 4.550 2% 1
Obras de montagem industrial 4292802 · 5,2% das admissões 140 44h R$ 3.725 R$ 4.529 R$ 5.350 3% 4
Atividades de consultoria em gestão empresarial, exceto consultoria técnica específica 7020400 · 4% das admissões 109 42.7h R$ 3.521 R$ 4.533 R$ 5.950 2% 1
Instalação e manutenção elétrica 4321500 · 3% das admissões 82 44h R$ 3.836 R$ 4.800 R$ 5.428 3% 3
Construção de edifícios 4120400 · 2,8% das admissões 77 43.9h R$ 3.822 R$ 4.550 R$ 5.500 3% 3
Administração de obras 4399101 · 2,8% das admissões 75 43.8h R$ 3.567 R$ 4.283 R$ 6.081 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como técnico de matéria-prima e material

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 8.165 vínculos

Idade mediana

37 anos

Tempo de casa

30 meses

No setor público

0,4%

Em empresa do Simples

5,2%

Sexo

  • Homem 74,4%
  • Mulher 25,6%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43h/sem
  • Pessoas com deficiência2,3%
  • Contrato intermitente0,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,9%

Sobre os 8.165 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 52,4%
  • Parda 38,1%
  • Preta 7,9%
  • Amarela 1,5%
  • Indígena 0,1%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Até o 5º ano incompleto 0,2%
  • 5º ano completo 0,2%
  • 6º ao 9º ano 0,6%
  • Fundamental completo 2,6%
  • Médio incompleto 2,4%
  • Médio completo 51%
  • Superior incompleto 9,8%
  • Superior completo 32,8%
  • Mestrado 0,2%
  • Doutorado 0,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Até 5º ano incompleto 0,1%
  • 5º ano completo 0,1%
  • 6º a 9º ano 0,6%
  • Fundamental completo 1,2%
  • Médio incompleto 1,6%
  • Médio completo 53,7%
  • Superior incompleto 9,5%
  • Superior completo 28,5%
  • Pós-graduação 4,5%
  • Mestrado 0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 0,9%
  • 5 a 9 empregados 1,5%
  • 10 a 19 empregados 2,8%
  • 20 a 49 empregados 4,8%
  • 50 a 99 empregados 8,9%
  • 100 a 249 empregados 14,8%
  • 250 a 499 empregados 15,4%
  • 500 a 999 empregados 17,6%
  • 1.000 ou mais empregados 33,3%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de técnico de matéria-prima e material

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

8,8

CAT no período

55

Idade média no acidente

34 anos

Foram 55 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo técnico de matéria-prima e material nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 8,8 por mil vínculos ao ano — abaixo da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 63,6% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 34,5% de trajeto (no deslocamento) e 1,8% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Trajeto 34,5%
  • Típico 63,6%
  • Doença 1,8%

Parte do corpo atingida

  • Pé (exceto artelhos) 14,5%
  • Dedo 12,7%
  • Joelho 9,1%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 9,1%
  • Articulação do tornozelo 7,3%

Natureza da lesão

  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 18,2%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 14,5%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 12,7%
  • Fratura 12,7%
  • Lesão imediata 10,9%

Agente causador

  • Metal - inclui liga 20,4%
  • Motocicleta, motoneta 14,8%
  • Escada permanente cujos degraus permitem apoio integral do pé, degrau - superfície utilizada para sustentar pessoas 7,4%
  • Veículo rodoviário motorizado 5,6%
  • Caixa, engradado, caixote - embalagem, recipiente (vazio ou cheio) 5,6%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 4 7,3% 5.476
S61 — Ferimento do punho e da mão 3 5,5% 3.531
M79.6 — Dor em membro 3 5,5% 517
T14.0 — Traumatismo superficial de região não especificada do corpo 2 3,6% 796
S62.6 — Fratura de outros dedos 2 3,6% 24.580
S80.0 — Contusão do joelho 2 3,6% 1.225

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Serviços de engenharia) tem RAT 3% e grau de risco 1, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 8,8 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas

Informalidade no setor

25,4%

Média nacional

37,5%

Conta própria

23,7%

Rendimento formal × informal

R$ 5.385 × R$ 4.443

No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O exercício dessas ocupações requer curso técnico de nível médio na área de atuação. O pleno desempenho das atividades ocorre após um ou dois anos de experiência.

Texto oficial do MTE para a família 3911.

Qual especialização paga mais na família 3911

Todas as ocupações de planejadores, programadores e controladores de produção e manutenção, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
3911-30 Técnico de planejamento e programação da manutenção R$ 4.021 R$ 5.553 24.736
3911-05 Cronoanalista R$ 4.025 R$ 5.538 11.074
3911-25 Técnico de planejamento de produção R$ 3.278 R$ 5.025 78.339
3911-20 Planejista R$ 3.736 R$ 4.972 4.448
3911-35 Técnico de matéria-prima e material (esta página) R$ 4.012 R$ 4.916 8.165
3911-40 Analista de manutenção (equipamentos aéreos) R$ 4.213 R$ 4.775 355
3911-45 Analista de planejamento de manutenção R$ 3.603 R$ 4.299 10.452
3911-10 Cronometrista R$ 2.288 R$ 2.824 863
3911-15 Controlador de entrada e saída R$ 2.040 R$ 2.104 63.629

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3911-35.

A Planejar produção (12)
  • •Identificar requisitos de produção
  • •Quantificar volumes de produção por períodos
  • •Realizar levantamento de recursos disponíveis
  • •Especificar recursos de áreas afins
  • •Prever paradas de produção
  • •Analisar capacidade de produção
  • •Definir leiaute do processo produtivo
  • •Dimensionar utilidades (vapor, água, ar comprimido e energia elétrica)
  • •Dimensionar recursos humanos
  • •Definir suprimentos (matéria-prima e insumos)
  • •Formalizar plano de produção
  • •Definir plano de contingência
B Controlar suprimentos (matéria-prima e insumos) (1)
  • •Definir estoque de segurança para cada item
C Programar produção (6)
  • •Definir cronograma de produção
  • •Definir prioridades de produção e/ou manutenção
  • •Estabelecer seqüência de produção
  • •Analisar ordens de produção
  • •Alocar recursos (humanos, materiais e insumos)
  • •Remanejar ´mix´ de produção
D Controlar produção e/ou manutenção (7)
  • •Estabelecer parâmetros de controle
  • •Monitorar fluxo de produção e/ou de manutenção
  • •Coletar dados da produção e/ou da manutenção
  • •Identificar desvios no processo de produção e/ou de manutenção
  • •Definir ações corretivas
  • •Propor melhorias no processo de produção e/ou de manutenção
  • •Propor melhorias em máquinas e equipamentos
F Tratar informações (6)
  • •Disponibilizar informações
  • •Interagir com clientes e/ou fornecedores
  • •Atualizar as informações
  • •Auxiliar na definição das instruções de trabalhos
  • •Manter registros
  • •Elaborar gráficos e relatórios de controles
Z Demonstrar competências pessoais (11)
  • •Demonstrar capacidade de raciocínio lógico
  • •Demonstrar capacidade de iniciativa
  • •Demonstrar dinamismo
  • •Demonstrar senso crítico
  • •Demonstrar capacidade de visão holística
  • •Demonstrar capacidade de administrar situações adversas
  • •Demonstrar capacidade de trabalhar em equipe
  • •Demonstrar capacidade de trabalhar sob pressão
  • •Demonstrar capacidade de liderança
  • •Demonstrar capacidade de assertividade
  • •Demonstrar capacidade de criatividade

Sinônimos oficiais (2)

Programador e controlador de materiaisTécnico analista de materiais

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 3911-35 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um técnico de matéria-prima e material?

A mediana do salário de admissão é R$ 4.012 por mês, considerando as 2.643 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 2.292 (10% menores) a R$ 6.518 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 4.916 (RAIS 2024), 22.5% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando técnico de matéria-prima e material?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 2.704 admissões contra 2.864 desligamentos, saldo de -160 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata técnico de matéria-prima e material?

A atividade econômica que mais contratou foi Serviços de engenharia (CNAE 7112000), com 7,8% das admissões e mediana de R$ 4.294. A ficha de técnico de matéria-prima e material no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de técnico de matéria-prima e material?

3911-35 (família 3911 — Planejadores, programadores e controladores de produção e manutenção). A CBO reconhece também os títulos: Programador e controlador de materiais, Técnico analista de materiais — todos usam o mesmo código 3911-35. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser técnico de matéria-prima e material?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3911: O exercício dessas ocupações requer curso técnico de nível médio na área de atuação. O pleno desempenho das atividades ocorre após um ou dois anos de experiência.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de técnico de matéria-prima e material?

A taxa é de 8,8 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é pé (exceto artelhos) (14,5% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S93.4 — entorse e distensão do tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 3911-35?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 3911-35 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3911-35 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (7112000), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (10 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3911:

  • •Chrysler do Brasil Ltda. (Mercedes-benz)
  • •Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Ect)
  • •F. Bertoldi Incorporação e Construção Ltda.
  • •Fiação de Seda Bratac S.A.
  • •Inpacel - Indústria de Papel Arapoti S.A.
  • •Robert Bosch Ltda.
  • •Sadia S.A.
  • •Volkswagen do Brasil Ltda.
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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