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CBO 2002 Família 3121 R$ 3.138 na admissão +2.942 postos em 12 meses 113 atividades

CBO 3121-05 — Técnico de obras civis

O código 3121-05 identifica a ocupação técnico de obras civis na CBO 2002, dentro da família 3121 — Técnicos em construção civil (edificações). É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 13 seções

O que faz um técnico de obras civis

Realizam levantamentos topográficos e planialtimétricos. Desenvolvem e legalizam projetos de edificações sob supervisão de um engenheiro civil; planejam a execução, orçam e providenciam suprimentos e supervisionam a execução de obras e serviços. Treinam mão-de-obra e realizam o controle tecnológico de materiais e do solo.

Descrição oficial da família 3121 — Técnicos em construção civil (edificações), publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham na construção civil e indústrias de materiais para construção. Podem, também, trabalhar em laboratórios de pesquisa e desenvolvimento, planejamento, orçamento, projetos, gerenciamento, controle e execução de obras. Trabalham em equipe, sob supervisão ocasional, com carteira assinada ou por conta própria. Atuam em ambientes fechados ou abertos, por rodízio de turnos. Frequentemente estão sujeitos ao trabalho em grandes alturas, expostos a ruídos, material tóxico e condições variáveis de temperatura.

Recursos de trabalho

Calculadoras; Computador; Epis; Equipamento de laboratório; Equipamento de topografia; Material de desenho; Projetor de slides; Softwares específicos; Telefone celular/bip; Trena.

Quanto ganha um técnico de obras civis

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 2.02310% ganham até R$ 3.138mediana R$ 6.00210% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.828

Entrada × quem já está

R$ 3.138 ao ser admitido · R$ 3.828 para quem tem vínculo ativo +22%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de técnico de obras civis foi de R$ 3.138 — metade das 28.952 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.023 e os 10% de maior, acima de R$ 6.002.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.828, ou seja, 22% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 17 meses.

Considerando a jornada média de 42.9 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 16,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 3.138
Por ano (12 salários)R$ 37.656
Por semanaR$ 722
Por hora (42.9h/sem)R$ 16,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 3.195 69,3%
  • Mulheres — R$ 3.020 30,7%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 3.970 70,7%
  • Mulheres — R$ 3.522 29,3%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 2.580
  • Nordeste 2.803
  • Sudeste 3.433
  • Sul 3.079
  • Centro-Oeste 3.015

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 8.992 +897 — R$ 3.386 —
MG 3.385 +58 — R$ 3.099 —
RJ 2.536 +318 — R$ 3.595 —
PE 1.704 +413 — R$ 2.805 —
PR 1.634 +362 — R$ 3.190 —
BA 1.444 +217 — R$ 3.053 —
SC 1.278 -19 — R$ 3.194 —
CE 1.208 +178 — R$ 2.827 —
RS 981 +57 — R$ 2.856 —
GO 964 +35 — R$ 2.890 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

30.243

Desligamentos

27.301

Saldo

+2.942

Rotatividade

46,3%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jan/26 (+488) saldo negativo · pior: dez/25 (-704)

Em 12 meses houve 30.243 admissões e 27.301 desligamentos de técnico de obras civis, o que significa que o mercado formal abriu 2.942 postos de trabalho no período, com rotatividade de 46,3% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 31% foram a pedido do próprio trabalhador e 57,3% por dispensa sem justa causa, além de 8,5% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 31%
  • Dispensa sem justa causa 57,3%
  • Fim de contrato 8,5%

Sobre 27.301 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial 0,6%
  • Contrato intermitente 0,7%
  • Pessoa com deficiência 0,3%
  • Jovem aprendiz 2,5%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 19,7%
  • 1 a 4 empregados 5,6%
  • 5 a 9 empregados 6%
  • 10 a 19 empregados 8%
  • 20 a 49 empregados 13%
  • 50 a 99 empregados 9,7%
  • 100 a 249 empregados 12,1%
  • 250 a 499 empregados 9,1%
  • 500 a 999 empregados 6,4%
  • 1.000 ou mais empregados 10,4%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata técnico de obras civis

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Construção de edifícios 4120400 · 25,7% das admissões 7.767 44h R$ 2.490 R$ 3.029 R$ 3.699 3% 3
Serviços de engenharia 7112000 · 18,3% das admissões 5.541 43.1h R$ 2.489 R$ 3.068 R$ 4.099 3% 1
Incorporação de empreendimentos imobiliários 4110700 · 9,4% das admissões 2.849 43.9h R$ 2.538 R$ 3.007 R$ 3.571 3% 1
Administração de obras 4399101 · 2,6% das admissões 779 43.9h R$ 3.594 R$ 5.333 R$ 7.491 3% 3
Instalação e manutenção elétrica 4321500 · 2,2% das admissões 677 43.5h R$ 2.633 R$ 3.338 R$ 4.227 3% 3
Construção de rodovias e ferrovias 4211101 · 2,2% das admissões 666 44h R$ 3.023 R$ 4.003 R$ 5.538 3% 4
Outras obras de engenharia civil não especificadas anteriormente 4299599 · 1,9% das admissões 561 43.9h R$ 2.725 R$ 3.544 R$ 4.992 3% 3
Construção de redes de abastecimento de água, coleta de esgoto e construções correlatas, exceto obras de irrigação 4222701 · 1,4% das admissões 424 44h R$ 2.636 R$ 3.253 R$ 3.984 3% —

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como técnico de obras civis

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 58.995 vínculos

Idade mediana

32 anos

Tempo de casa

17 meses

No setor público

9,4%

Em empresa do Simples

11,7%

Sexo

  • Homem 71,2%
  • Mulher 28,8%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada42,6h/sem
  • Pessoas com deficiência0,9%
  • Jornada parcial0,4%
  • Contrato intermitente0,7%
  • Em entidade sem fins lucrativos3%

Sobre os 58.995 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 46,6%
  • Parda 45,3%
  • Preta 6,9%
  • Amarela 1%
  • Indígena 0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Até o 5º ano incompleto 0,4%
  • 5º ano completo 0,4%
  • 6º ao 9º ano 1,2%
  • Fundamental completo 2%
  • Médio incompleto 1,6%
  • Médio completo 43,9%
  • Superior incompleto 17%
  • Superior completo 33,1%
  • Mestrado 0,3%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,1%
  • Até 5º ano incompleto 0,3%
  • 5º ano completo 0,1%
  • 6º a 9º ano 0,5%
  • Fundamental completo 1,2%
  • Médio incompleto 2,4%
  • Médio completo 41,3%
  • Superior incompleto 22,3%
  • Superior completo 29,7%
  • Pós-graduação 1,9%
  • Mestrado 0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 6%
  • 5 a 9 empregados 6%
  • 10 a 19 empregados 8,9%
  • 20 a 49 empregados 13,3%
  • 50 a 99 empregados 10,4%
  • 100 a 249 empregados 14,1%
  • 250 a 499 empregados 10,5%
  • 500 a 999 empregados 9,4%
  • 1.000 ou mais empregados 21,3%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de técnico de obras civis

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

11,5

CAT no período

545

Óbitos comunicados

6

Idade média no acidente

35 anos

Foram 545 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo técnico de obras civis nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 11,5 por mil vínculos ao ano — próxima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 58,9% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 39,8% de trajeto (no deslocamento) e 1,3% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 6 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico 58,9%
  • Trajeto 39,8%
  • Doença 1,3%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 12,3%
  • Pé (exceto artelhos) 10,6%
  • Partes múltiplas 7,3%
  • Joelho 6,8%
  • Articulação do tornozelo 5,7%

Natureza da lesão

  • Fratura 16%
  • Lesão imediata 14,3%
  • Distensão, torção 13,8%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 13,8%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 9,5%

Agente causador

  • Motocicleta, motoneta 14,2%
  • Veículo rodoviário motorizado 10,9%
  • Veículo, NIC 9,8%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas 9%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas 5,7%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 43 7,9% 5.476
T07 — Traumatismos múltiplos não especificados 23 4,2% 1.358
S80.0 — Contusão do joelho 16 2,9% 1.225
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 13 2,4% 3.531
S92.3 — Fratura de ossos do metatarso 10 1,8% 15.618
S62.6 — Fratura de outros dedos 9 1,7% 24.580

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Construção de edifícios) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 11,5 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: construção

Informalidade no setor

64,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

47,7%

Rendimento formal × informal

R$ 3.960 × R$ 2.195

No setor de construção — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 64,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se curso técnico em edificações, técnico em construção civil de várias modalidades, em nível médio, oferecidos pelas instituições de formação profissional e escolas técnicas, com registro no crea. O desempenho pleno das atividades ocorre com menos de um ano de experiência na área.

Texto oficial do MTE para a família 3121.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3121-05.

A Realizar levantamento topográfico (5)
  • •Fazer levantamento planialtimétrico
  • •Elaborar desenho topográfico
  • •Desenvolver planilhas de cálculo
  • •Locar obras
  • •Conferir cotas e medidas
B Desenvolver projetos sob supervisão (12)
  • •Coletar dados do local e do cliente
  • •Interpretar projetos
  • •Elaborar plantas seguindo normas e especificações técnicas
  • •Elaborar projetos arquitetônicos
  • •Desenvolver projeto de estrutura de concreto
  • •Elaborar projetos de estrutura metálica
  • •Elaborar projetos de instalações hidrossanitárias
  • •Elaborar projetos de instalações elétricas, telefônicas e spdac
  • •Elaborar projetos de instalações de prevenção e combate a incêndios
  • •Elaborar projetos de instalações de ar condicionado
  • •Elaborar projeto de instalações de cabeamento estruturado
  • •Compatibilizar projetos para eliminar as interferências
C Legalizar projetos e obras (8)
  • •Conferir projetos
  • •Selecionar documentos para legalização da obra
  • •Encaminhar projetos para aprovação junto aos órgãos competentes
  • •Controlar prazo de documentação
  • •Corrigir as não-conformidades
  • •Requerer aprovação de vistoria nos órgãos competentes
  • •Providenciar encerramento das obras
  • •Organizar arquivo técnico
D Planejar o trabalho de execução de obras civis (9)
  • •Elaborar plano de ação
  • •Definir a logística
  • •Propor cronograma físico
  • •Participar da definição de métodos e técnicas construtivas
  • •Dimensionar equipe de trabalho
  • •Listar máquinas, equipamentos e ferramentas
  • •Elaborar cronograma de suprimentos
  • •Racionalizar canteiro de obras
  • •Acompanhar os resultados dos serviços
E Orçar obras (9)
  • •Fazer estimativa de custos
  • •Interpretar projetos e especificações técnicas
  • •Fazer visita técnica para levantamento de dados
  • •Levantar quantitativos de projetos de edificações
  • •Cotar preços de insumos e serviços
  • •Fazer composição de custos diretos e indiretos
  • •Elaborar planilha de quantidade e de custos
  • •Comparar custos
  • •Elaborar cronograma físico-financeiro
F Providenciar suprimentos e serviços (7)
  • •Pesquisar a existência de novas tecnologias
  • •Elaborar cronograma de compras
  • •Consultar estoque
  • •Selecionar fornecedores
  • •Fazer cotação de preços
  • •Elaborar estudo comparativo de custos
  • •Negociar preços, prazos de entrega e condições de pagamento de produtos e serviços
G Supervisionar execução de obras (16)
  • •Inspecionar a qualidade dos materiais e serviços
  • •Controlar o estoque e o armazenamento de materiais
  • •Seguir as instruções dos fabricantes
  • •Buscar a industrialização de processos executivos
  • •Racionalizar o uso dos materiais
  • •Cumprir cronograma preestabelecido
  • •Coordenar equipes de trabalho
  • •Conferir execução e qualidade dos serviços
  • •Fiscalizar obras
  • •Realizar medições
  • •Efetivar pagamentos na obra
  • •Realizar apropriação de máquinas, equipamentos e mão-de-obra
  • •Fazer diário de obras
  • •Solucionar problemas de execução
  • •Zelar pela organização, segurança e limpeza da obra
  • •Padronizar procedimentos
H Executar controle tecnológico de materiais e solos (11)
  • •Aplicar normas técnicas
  • •Operar equipamentos de laboratório e sondagem
  • •Executar serviços de sondagem
  • •Coordenar equipe de coleta de amostras e ensaios
  • •Coletar amostras
  • •Executar ensaios
  • •Especificar os materiais utilizados nos ensaios
  • •Quantificar os materiais utilizados nos ensaios
  • •Elaborar relatórios técnicos
  • •Analisar relatórios técnicos
  • •Controlar estoque dos materiais de ensaio
I Treinar mão-de-obra (6)
  • •Definir objetivos do treinamento
  • •Programar atividades teóricas e práticas
  • •Elaborar material didático
  • •Supervisionar as aulas práticas
  • •Conscientizar o aprendiz quanto ao uso racional de materiais, equipamentos e do tempo
  • •Avaliar o aproveitamento do aprendiz
J Vender produtos e serviços (7)
  • •Fazer pesquisa de mercado
  • •Divulgar o produto
  • •Demonstrar viabilidade do produto ao cliente
  • •Adequar o produto às necessidades do mercado e do cliente
  • •Elaborar propostas comerciais
  • •Emitir contratos
  • •Prestar assistência técnica
K Executar a manutenção e conservação de obras (6)
  • •Fazer visita técnica para diagnóstico
  • •Verificar responsabilidade
  • •Apresentar soluções alternativas
  • •Orçar o serviço
  • •Providenciar o reparo
  • •Supervisionar a execução
Z Demonstrar competências pessoais (17)
  • •Realizar serviços de acordo com normas de higiene, saúde e segurança no trabalho
  • •Tomar decisões cabíveis às funções realizadas
  • •Utilizar legislação trabalhista
  • •Comunicar-se
  • •Trabalhar em equipe
  • •Prestar primeiros socorros
  • •Redigir documentos comerciais técnicos
  • •Manter-se atualizado e informado
  • •Comunicar-se em idiomas estrangeiros
  • •Agir com ética
  • •Solucionar problemas
  • •Demonstrar dinamismo e criatividade
  • •Conscientizar-se sobre questões ambientais
  • •Agir com liderança
  • •Demonstrar capacidade em negócios
  • •Demonstrar capacidade de relacionamento
  • •Avaliar produção e produtividade

Sinônimos oficiais (16)

Assistente de engenharia (construção civil)Auxiliar técnico de engenharia (construção civil)Fiscal de medição (obras civis)Inspetor de obrasTécnico de analista de custos (construção civil)Técnico de construção civilTécnico de edificaçõesTécnico de edificações, estradas e saneamentoTécnico de engenharia civilTécnico de manutenção de obrasTécnico de obrasTécnico de planejamento de obrasTécnico em canteiro de obras de construção civilTécnico em desenho de construção civilTécnico em laboratório e campo de construção civilTécnico orçamentista de obras na construção civil

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 3121-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um técnico de obras civis?

A mediana do salário de admissão é R$ 3.138 por mês, considerando as 28.952 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 2.023 (10% menores) a R$ 6.002 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.828 (RAIS 2024), 22% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando técnico de obras civis?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 30.243 admissões contra 27.301 desligamentos, saldo de +2.942 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata técnico de obras civis?

A atividade econômica que mais contratou foi Construção de edifícios (CNAE 4120400), com 25,7% das admissões e mediana de R$ 3.029. A ficha de técnico de obras civis no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de técnico de obras civis?

3121-05 (família 3121 — Técnicos em construção civil (edificações)). A CBO reconhece também os títulos: Assistente de engenharia (construção civil), Auxiliar técnico de engenharia (construção civil), Fiscal de medição (obras civis), Inspetor de obras, Técnico de analista de custos (construção civil), Técnico de construção civil, Técnico de edificações, Técnico de edificações, estradas e saneamento, entre outros — todos usam o mesmo código 3121-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser técnico de obras civis?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3121: Para o exercício dessas ocupações requer-se curso técnico em edificações, técnico em construção civil de várias modalidades, em nível médio, oferecidos pelas instituições de formação profissional e escolas técnicas, com registro no crea. O desempenho pleno das atividades ocorre com menos de um ano de experiência na área.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de técnico de obras civis?

A taxa é de 11,5 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (12,3% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S93.4 — entorse e distensão do tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (construção), 64,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 3121-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 3121-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3121-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4120400), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (13 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3121:

  • •Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet-mg)
  • •Construtora Andrade Gutierrez S.A.
  • •Construtora Castor
  • •Construtora Novus Ltda.
  • •Fs Consultores Ltda.
  • •Losango Engenharia Ltda.
  • •M Godoi Engenharia Ltda.
  • •Mrv Engenharia Ltda.
  • •Serviço Social da Indústria (Sesi)
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
  • •GLOSSÁRIO
  • •SPDAC: space physics data availability catalog.
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