NCM Buscador
CBO 2002 Família 2392 R$ 3.036 na admissão +148 postos em 12 meses 130 atividades

CBO 2392-15 — Professor de alunos com deficiência mental

O código 2392-15 identifica a ocupação professor de alunos com deficiência mental na CBO 2002, dentro da família 2392 — Professores de educação especial. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um professor de alunos com deficiência mental

Promovem a educação de alunos com necessidades educativas especiais ensinando-os a ler e escrever em português e em braile, calcular, expressar-se, resolver problemas e as atividades da vida diária, desenvolver habilidades, atitudes e valores; desenvolvem atividades funcionais e programas de estimulação essencial e de educação de jovens e adultos, avaliando as necessidades educacionais dos alunos; realizam atividades como: planejar, avaliar, elaborar materiais, pesquisar e divulgar conhecimentos da área; podem dirigir e coordenar estabelecimentos de educação especial.

Descrição oficial da família 2392 — Professores de educação especial, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam em atividades de ensino, saúde e serviços sociais, pesquisa e desenvolvimento, atividades recreativas, culturais e desportivas e administração pública, defesa e seguridade social. São estatutários ou empregados com carteira assinada; trabalham tanto individualmente como em equipe interdisciplinar, com supervisão ocasional, em ambientes fechados e em horário diurno. Eventualmente, trabalham em posições desconfortáveis durante longos períodos; em algumas atividades podem trabalhar sob pressão, levando-os à situação de estresse. Também podem estar expostos a ruído intenso, condições insalubres e agressões físicas.

Recursos de trabalho

Aparelho de amplificação sonora coletiva; Cadeiras/mesas adaptadas aos DFs; Dicionário ilustrado; Filmadora; Impressora braile; Pranchetas de comunicação; Softwares - virtual vision, dos-vox; Teletouch; Televisão.

Quanto ganha um professor de alunos com deficiência mental

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.82910% ganham até R$ 3.036mediana R$ 5.36410% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.191

Entrada × quem já está

R$ 3.036 ao ser admitido · R$ 3.191 para quem tem vínculo ativo +5,1%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de professor de alunos com deficiência mental foi de R$ 3.036 — metade das 975 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.829 e os 10% de maior, acima de R$ 5.364.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.191, ou seja, 5,1% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 24 meses.

Considerando a jornada média de 29.9 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 26,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 3.036
Por ano (12 salários)R$ 36.432
Por semanaR$ 699
Por hora (29.9h/sem)R$ 26,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.513 9,4%
  • Mulheres — R$ 3.043 90,6%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 3.186 7,4%
  • Mulheres — R$ 3.191 92,6%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Nordeste 3.227
  • Sudeste 1.952
  • Sul 4.875
  • Centro-Oeste 3.475

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (8 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 1.305 +10 — R$ 1.891 —
PR 523 +7 — R$ 3.017 —
SC 302 +81 — R$ 5.070 —
RS 154 -20 — R$ 3.067 —
ES 83 +1 — R$ 4.130 —
MG 82 -4 — R$ 3.207 —
MS 78 +10 — R$ 3.430 —
CE 48 +42 — R$ 3.251 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

2.788

Desligamentos

2.640

Saldo

+148

Rotatividade

22,1%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: fev/26 (+589) saldo negativo · pior: dez/25 (-812)

Em 12 meses houve 2.788 admissões e 2.640 desligamentos de professor de alunos com deficiência mental, o que significa que o mercado formal abriu 148 postos de trabalho no período, com rotatividade de 22,1% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 36,1% foram a pedido do próprio trabalhador e 30,5% por dispensa sem justa causa, além de 30,8% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 36,1%
  • Dispensa sem justa causa 30,5%
  • Fim de contrato 30,8%

Sobre 2.640 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial 2,5%
  • Contrato intermitente 0,1%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 10,9%
  • 1 a 4 empregados 0,9%
  • 5 a 9 empregados 2,1%
  • 10 a 19 empregados 5,8%
  • 20 a 49 empregados 26,6%
  • 50 a 99 empregados 29,9%
  • 100 a 249 empregados 10,9%
  • 250 a 499 empregados 2,1%
  • 500 a 999 empregados 3,6%
  • 1.000 ou mais empregados 7,2%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata professor de alunos com deficiência mental

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Atividades de associações de defesa de direitos sociais 9430800 · 43,8% das admissões 1.220 41.7h R$ 2.783 R$ 4.337 R$ 5.200 2% 1
Administração pública em geral 8411600 · 23,6% das admissões 657 42.3h — R$ 4.924 — 2% 1
Atividades de apoio à gestão de saúde 8660700 · 8,5% das admissões 236 44h R$ 1.827 R$ 1.854 R$ 1.881 2% 1
Serviços de assistência social sem alojamento 8800600 · 7,3% das admissões 203 42.6h R$ 2.544 R$ 3.236 R$ 5.105 2% 1
Ensino fundamental 8513900 · 5,4% das admissões 150 42.9h R$ 2.075 R$ 3.000 R$ 4.263 1% 2
Educação infantil - préescola 8512100 · 2,2% das admissões 60 42.9h — R$ 1.800 — 1% 2
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 1,7% das admissões 48 43.6h R$ 3.222 R$ 3.253 R$ 3.283 2% 1
Educação infantil - creche 8511200 · 1,5% das admissões 42 42.7h — R$ 2.620 — 2% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como professor de alunos com deficiência mental

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 11.967 vínculos

Idade mediana

42 anos

Tempo de casa

24 meses

No setor público

44,1%

Em empresa do Simples

1,3%

Sexo

  • Mulher 92,9%
  • Homem 7,1%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada33,7h/sem
  • Pessoas com deficiência0,3%
  • Jornada parcial2,2%
  • Contrato intermitente0,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos53,1%

Sobre os 11.967 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 65,4%
  • Parda 27,6%
  • Preta 6%
  • Amarela 0,7%
  • Indígena 0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Superior completo 99,1%
  • Mestrado 0,7%
  • Doutorado 0,2%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,1%
  • Fundamental completo 0,2%
  • Médio completo 17,3%
  • Superior incompleto 2,9%
  • Superior completo 61,1%
  • Pós-graduação 16,9%
  • Mestrado 1,4%
  • Doutorado 0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 0,3%
  • 5 a 9 empregados 0,7%
  • 10 a 19 empregados 4,6%
  • 20 a 49 empregados 23%
  • 50 a 99 empregados 15,5%
  • 100 a 249 empregados 9,5%
  • 250 a 499 empregados 3,7%
  • 500 a 999 empregados 3,4%
  • 1.000 ou mais empregados 39,2%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de professor de alunos com deficiência mental

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

13,8

CAT no período

130

Idade média no acidente

43 anos

Foram 130 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo professor de alunos com deficiência mental nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 13,8 por mil vínculos ao ano — próxima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 74,6% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 23,8% de trajeto (no deslocamento) e 1,5% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico 74,6%
  • Trajeto 23,8%
  • Doença 1,5%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 11,5%
  • Pé (exceto artelhos) 9,2%
  • Articulação do tornozelo 7,7%
  • Braço (entre o punho e o ombro) 6,9%
  • Partes múltiplas 6,2%

Natureza da lesão

  • Fratura 17,7%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 16,2%
  • Lesão imediata 15,4%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 13,1%
  • Distensão, torção 11,5%

Agente causador

  • Ser vivo, NIC 19,4%
  • Agente do acidente, NIC 8,5%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas 8,5%
  • Motocicleta, motoneta 7,8%
  • Calçada ou caminho para pedestre - superfície utilizada para sustentar pessoas 5,4%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 5 3,8% 5.476
S00.3 — Traumatismo superficial do nariz 4 3,1% 57
M79.6 — Dor em membro 3 2,3% 517
M25.5 — Dor articular 3 2,3% 1.605
S90.0 — Contusão do tornozelo 3 2,3% 1.188
S80.0 — Contusão do joelho 3 2,3% 1.225

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Atividades de associações de defesa de direitos sociais) tem RAT 2% e grau de risco 1, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 13,8 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: outros serviços

Informalidade no setor

58,8%

Média nacional

37,5%

Conta própria

60,8%

Rendimento formal × informal

R$ 4.157 × R$ 2.095

No setor de outros serviços — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 58,8% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO e cenário do curso no Censo da Educação Superior 2024

O exercício dessas ocupações requer curso superior na área de educação, com cursos ou especializações na área de educação especial.

Texto oficial do MTE para a família 2392.

Curso de graduação Concorrência (presencial) Matrículas Formados/ano EAD Rede pública
Educação especial formação de professor 2,06× 20.363 2.024 87% 18,4%

Quantos se formam × quantas vagas abrem

Formam-se 2.024 pessoas por ano nos cursos associados a essa família, enquanto o mercado formal abriu 148 postos líquidos em 12 meses — cerca de 13,7 formados por vaga nova. O saldo líquido não é o total de oportunidades (há também a reposição de quem sai), mas a razão dá a ordem de grandeza da pressão de entrada na carreira.

A concorrência é calculada somente no ensino presencial: cursos a distância operam com oferta de vagas quase ilimitada e, misturados, achatam o indicador até fazer parecer que sobram vagas. A associação entre família da CBO e curso é curadoria nossa — não existe correspondência oficial entre a CBO e os cursos de graduação. Não publicamos “taxa de conclusão” porque concluintes e ingressantes do mesmo ano são turmas diferentes.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 Censo da Educação Superior — microdados de cursos — Lei 9.394/1996 (LDB), art. 9º VI; Portaria INEP de divulgação dos microdados · Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira — INEP

Qual especialização paga mais na família 2392

Todas as ocupações de professores de educação especial, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
2392-10 Professor de alunos com deficiência física R$ 3.300 R$ 4.592 2.918
2392-05 Professor de alunos com deficiência auditiva e surdos R$ 3.579 R$ 3.956 4.880
2392-25 Professor de alunos com deficiência visual R$ 2.100 R$ 3.898 1.598
2392-20 Professor de alunos com deficiência múltipla R$ 3.610 R$ 3.692 45.536
2392-15 Professor de alunos com deficiência mental (esta página) R$ 3.036 R$ 3.191 11.967

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 2392-15.

A Atuar no processo de ensino-aprendizagem (16)
  • •Ensinar as atividades de vida diária (AVD)
  • •Ensinar as atividades de vida autônoma
  • •Ministrar aulas de orientação para o trabalho
  • •Desenvolver atividades profissionalizantes com os alunos
  • •Orientar estágios dos alunos
  • •Acompanhar treinamento do aluno em empresas
  • •Ensinar conteúdos das disciplinas curriculares
  • •Corrigir trabalhos dos alunos
  • •Trabalhar com comunicação aumentativa e alternativa
  • •Trabalhar com recursos da linguagem da informática
  • •Participar das atividades do programa de integração sensorial
  • •Ensinar atividades recreativas
  • •Ensinar a organizar os objetos de referência para antecipar as atividades diárias
  • •Ensinar língua portuguesa
  • •Realizar atividades lúdicas visando interação sócio-afetiva
  • •Orientar trabalho em sala de leitura
B Avaliar as necessidades educacionais dos alunos (12)
  • •Identificar as necessidades de aprendizagem dos alunos
  • •Encaminhar alunos para avaliações específicas
  • •Avaliar conhecimento do aluno iniciante
  • •Analisar os resultados das avaliações dos profissionais de outras áreas
  • •Participar do processo de avaliação dos aspectos psicomotor e cognitivo do aluno
  • •Avaliar estilos e rítmos de aprendizagem dos alunos
  • •Avaliar comunicação expressiva dos alunos
  • •Avaliar comunicação receptiva dos alunos
  • •Participar da avaliação da comunicação expressiva dos alunos
  • •Participar da avaliação da comunicação receptiva dos alunos
  • •Elaborar instrumentos de avaliação
  • •Avaliar rendimento escolar
C Preparar materiais pedagógicos e recursos específicos (5)
  • •Gravar textos em diferentes suportes (fitas, multimídia etc)
  • •Elaborar material visual para alunos
  • •Criar materiais para comunicação alternativa
  • •Criar materiais didático-pedagógicos
  • •Confeccionar materiais didático-pedagógicos
D Participar da elaboração do projeto político-pedagógico da escola (16)
  • •Participar do planejamento de atividades de integração escola-família-comunidade
  • •Elaborar plano de aulas
  • •Participar da elaboração do plano de ensino
  • •Selecionar atividades e recursos físicos e materiais
  • •Adequar o currículo às necessidades dos alunos
  • •Participar da elaboração do currículo escolar
  • •Planejar programas de intervenção educacional individual
  • •Planejar componentes curriculares de acordo com ano/ciclo
  • •Planejar atividades extra-classe
  • •Planejar a avaliação do processo de ensino-aprendizagem
  • •Definir conteúdos escolares
  • •Analisar propostas pedagógicas
  • •Analisar novas teorias para implementação prática
  • •Analisar bibliografias sobre síndromes e patologias
  • •Elaborar projetos de atendimento de jovens e adultos
  • •Elaborar projetos de estimulação essencial
E Participar do desenvolvimento de diferentes programas de atendimento educacional (15)
  • •Elaborar programas de atendimento educacional
  • •Implementar programas de atendimento educacional
  • •Prestar assessoria à comunidade escolar
  • •Estabelecer parcerias com as famílias
  • •Elaborar projetos com instituições não escolares
  • •Desenvolver atividades funcionais que envolvam a comunidade
  • •Preparar atividades funcionais que envolvam a comunidade
  • •Estabelecer parcerias com equipes multidisciplinares
  • •Prestar serviços de apoio pedagógico especializado nas diferentes modalidades de ensino
  • •Atuar em programas de estimulação essencial
  • •Atuar em programas de habilitação educacional
  • •Atuar em programas de reabilitação educacional
  • •Participar de programas de inclusão escolar
  • •Realizar atividades pedagógicas e culturais em hospitais
  • •Elaborar programas de atendimento a jovens e adultos
F Pesquisar sobre temas de interesse da área (7)
  • •Estudar as propostas da legislação educacional
  • •Estudar abordagens de comunicação aumentativa e alternativa
  • •Pesquisar o uso de tecnologias
  • •Pesquisar bibliografia sobre síndromes e patologias
  • •Participar de projetos de pesquisa
  • •Elaborar projetos de pesquisa
  • •Pesquisar temas de educação especial
G Participar de atividades pedagógico-administrativas (14)
  • •Participar de reuniões pedagógicas
  • •Elaborar relatórios
  • •Elaborar registros de avanços dos alunos
  • •Avaliar os resultados dos projetos
  • •Coordenar curso
  • •Registrar notas e conteúdos em diários de classe
  • •Participar de conselhos de classe
  • •Encaminhar o aluno para oficinas protegidas, profissionalizantes ou ocupacionais
  • •Indicar instituições para práticas de ensino profissionalizante
  • •Encaminhar o aluno para treinamento em empresas
  • •Encaminhar aluno para ensino regular
  • •Encaminhar o aluno para o mercado de trabalho
  • •Dirigir instituições de atendimento de alunos com necessidades especiais de aprendizagem
  • •Coordenar pedagogicamente instituições de atendimento de alunos com necessidades especiais de aprend
H Divulgar conhecimentos da área (13)
  • •Ministrar palestras e cursos
  • •Participar de palestras e cursos
  • •Participar da organização de eventos sobre prevenção
  • •Participar de fóruns de saúde e educação
  • •Participar da elaboração de informativos sobre prevenção
  • •Participar da elaboração de informativos sobre formas de comunicação
  • •Trabalhar o tema do preconceito em diferentes tipos de eventos
  • •Participar da organização de seminários, fóruns e outros eventos
  • •Conceder entrevistas aos meios de comunicação de massa
  • •Participar da elaboração de textos sobre temas da área
  • •Contribuir para a elaboração de revistas, jornais e boletins informativos
  • •Organizar exposições dos trabalhos dos alunos
  • •Divulgar os resultados dos projetos de pesquisas
I Formar profissionais para atuação na área (5)
  • •Preparar a comunidade para interagir com pessoas com necessidades educacionais especiais
  • •Orientar voluntários para educação especial em comunidades
  • •Preparar professores para classes de inclusão
  • •Preparar profissionais para atuação educacional em hospitais
  • •Preparar instrutores para atuação na formação profissionalizante do aprendiz
Z Demonstrar competências pessoais (27)
  • •Demonstrar capacidade de interpretar a língua de sinais
  • •Demonstrar capacidade de trabalhar em equipe
  • •Participar das associações da área
  • •Demonstrar capacidade de reconhecer as próprias limitações
  • •Proceder com ética
  • •Demonstrar tolerância
  • •Demonstrar flexibilidade
  • •Demonstrar capacidade de observação
  • •Demonstrar criatividade
  • •Demonstrar capacidade de improvisação
  • •Participar de associações da categoria
  • •Recorrer a legislação sobre os direitos das pessoas com necessidades especiais de aprendizagem
  • •Demonstrar capacidade de estudo e pesquisa
  • •Dominar braile
  • •Dominar língua de sinais
  • •Dominar diferentes formas de comunicação
  • •Demonstrar capacidade de trabalhar com ensino individualizado
  • •Demonstrar capacidade de articular diferentes realidades
  • •Demonstrar capacidade de trabalhar com as diferenças
  • •Demonstrar capacidade de administrar frustações
  • •Demonstrar capacidade de planejamento
  • •Demonstrar capacidade de liderança
  • •Demonstrar capacidade de motivar o outro
  • •Dominar conteúdos e metodologias da área
  • •Demonstrar capacidade de dirigir estabelecimentos de ensino
  • •Demonstrar capacidade de coordenação pedagógica de estabelecimentos de ensino
  • •Estudar a língua escrita da língua de sinais

Sinônimos oficiais (3)

Pedagogo especializado em deficiência mentalProfessor de alunos com deficiências mentaisProfessor especializado em excepcionais

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 2392-15 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um professor de alunos com deficiência mental?

A mediana do salário de admissão é R$ 3.036 por mês, considerando as 975 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.829 (10% menores) a R$ 5.364 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.191 (RAIS 2024), 5.1% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando professor de alunos com deficiência mental?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 2.788 admissões contra 2.640 desligamentos, saldo de +148 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata professor de alunos com deficiência mental?

A atividade econômica que mais contratou foi Atividades de associações de defesa de direitos sociais (CNAE 9430800), com 43,8% das admissões e mediana de R$ 4.337. A ficha de professor de alunos com deficiência mental no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de professor de alunos com deficiência mental?

2392-15 (família 2392 — Professores de educação especial). A CBO reconhece também os títulos: Pedagogo especializado em deficiência mental, Professor de alunos com deficiências mentais, Professor especializado em excepcionais — todos usam o mesmo código 2392-15. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser professor de alunos com deficiência mental?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 2392: O exercício dessas ocupações requer curso superior na área de educação, com cursos ou especializações na área de educação especial. No Censo da Educação Superior de 2024, o curso mais associado é Educação especial formação de professor, com 2,06 candidatos por vaga no presencial.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de professor de alunos com deficiência mental?

A taxa é de 13,8 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (11,5% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S93.4 — entorse e distensão do tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (outros serviços), 58,8% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 2392-15?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 2392-15 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 2392-15 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (9430800), o RAT é 2%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (17 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 2392:

  • •Ahimsa-associação Educacional para Múltiplas Deficiências (São Caetano do Sul-SP)
  • •Associação de Assistência à Criança Defeituosa (Aacd)
  • •Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae)
  • •Casa da Amizade de São Caetano do Sul
  • •Clínica Escola Fono (Belo Horizonte)
  • •Colégio Gradual (Santo André-SP)
  • •Divisão de Educação e Reabilitação dos Distúrbios da Comunicação (Derdic-puc-SP)
  • •Escola de Educação Especial Sociedade Pestalozzi (São Paulo)
  • •Escola Estadual Sylvio Romero (São Caetano do Sul-SP)
  • •Escola Municipal de Educação Especial Anne Sulivan (Emee-pmsp)
  • •Faculdade de Educação da USP
  • •Instituto Nacional de Educação de Surdos
  • •Universidade Luterana do Brasil
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Fundação de Desenvolvimento da Unicamp - Funcamp
  • •GLOSSÁRIO
  • •Libras: língua brasileira de sinais.
Voltar ao topo