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CBO 2002 Família 8221 R$ 2.050 na admissão -12 postos em 12 meses 80 atividades

CBO 8221-05 — Forneiro de cubilô

O código 8221-05 identifica a ocupação forneiro de cubilô na CBO 2002, dentro da família 8221 — Forneiros metalúrgicos (segunda fusão e reaquecimento). É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 13 seções

O que faz um forneiro de cubilô

Realizam fundição e tratamento térmico de metais e ligas e preparam fornos para operação, carregando-os com materiais. Ajustam a composição química de ligas metálicas, realizam vazamento de metal e preparam fornos para manutenção. Registram as ocorrências técnicas e operacionais e trabalham em conformidade com as normas e procedimentos técnicos e de qualidade, segurança, higiene, saúde e preservação ambiental.

Descrição oficial da família 8221 — Forneiros metalúrgicos (segunda fusão e reaquecimento), publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam predominantemente na fabricação de produtos de metal, de siderurgia e de máquinas e equipamentos como empregados com carteira assinada. Organizam-se em grupos de trabalho, com supervisão ocasional, em ambientes fechados e no sistema de rodízio de turnos (diurno/noturno). Podem permanecer em posições desconfortáveis durante longos períodos e expostos à ação de materiais tóxicos, radiação, ruído intenso, altas temperaturas, riscos de explosões e riscos de lesões cutâneas causadas por respingos de materiais.

Recursos de trabalho

Balança; Calculadora; Empilhadeira e talha; Instrumentos de medição; Maçarico; Microcomputador e periféricos; Painéis de comando; Ponte rolante; Semipórtico (rodão); Tenaz.

Quanto ganha um forneiro de cubilô

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.62510% ganham até R$ 2.050mediana R$ 2.80010% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.375

Entrada × quem já está

R$ 2.050 ao ser admitido · R$ 3.375 para quem tem vínculo ativo +64,6%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de forneiro de cubilô foi de R$ 2.050 — metade das 20 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.625 e os 10% de maior, acima de R$ 2.800.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.375, ou seja, 64,6% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 42 meses.

Considerando a jornada média de 43.7 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 11,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.050
Por ano (12 salários)R$ 24.600
Por semanaR$ 472
Por hora (43.7h/sem)R$ 11,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.050 100%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 3.363 100%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

22

Desligamentos

34

Saldo

-12

Rotatividade

26,2%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jan/26 (+3) saldo negativo · pior: abr/26 (-6)

Em 12 meses houve 22 admissões e 34 desligamentos de forneiro de cubilô, o que significa que o mercado formal fechou 12 postos de trabalho no período, com rotatividade de 26,2% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 17,6% foram a pedido do próprio trabalhador e 73,5% por dispensa sem justa causa, além de 5,9% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 17,6%
  • Dispensa sem justa causa 73,5%
  • Fim de contrato 5,9%

Sobre 34 desligamentos com motivo declarado.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 18,2%
  • 5 a 9 empregados 9,1%
  • 10 a 19 empregados 18,2%
  • 20 a 49 empregados 18,2%
  • 50 a 99 empregados 31,8%
  • 100 a 249 empregados 4,5%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata forneiro de cubilô

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fundição de ferro e aço 2451200 · 31,8% das admissões 7 — — — — 3% 4
Comércio atacadista de ferragens e ferramentas 4672900 · 9,1% das admissões 2 — — — — 3% 3
Restaurantes e similares 5611201 · 9,1% das admissões 2 — — — — 2% 2
Metalurgia de outros metais não ferrosos e suas ligas não especificados anteriormente 2449199 · 9,1% das admissões 2 — — — — 3% 4
Fundição de metais não ferrosos e suas ligas 2452100 · 9,1% das admissões 2 — — — — 3% 4
Fabricação de produtos de padaria e confeitaria com predominância de produção própria 1091102 · 9,1% das admissões 2 — — — — — 3
Outras atividades de prestação de serviços de informação não especificadas anteriormente 6399200 · 4,5% das admissões 1 — — — — 3% —
Fabricação de equipamentos hidráulicos e pneumáticos, peças e acessórios, exceto válvulas 2812700 · 4,5% das admissões 1 — — — — 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como forneiro de cubilô

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 130 vínculos

Idade mediana

44 anos

Tempo de casa

42 meses

No setor público

0,8%

Em empresa do Simples

43,8%

Sexo

  • Homem 97,7%
  • Mulher 2,3%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43h/sem

Sobre os 130 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 47,2%
  • Parda 43,2%
  • Preta 8%
  • Amarela 1,6%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Até o 5º ano incompleto 3,1%
  • 5º ano completo 10%
  • 6º ao 9º ano 8,5%
  • Fundamental completo 16,9%
  • Médio incompleto 13,1%
  • Médio completo 46,9%
  • Superior completo 1,5%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Até 5º ano incompleto 4,5%
  • 5º ano completo 4,5%
  • 6º a 9º ano 13,6%
  • Fundamental completo 4,5%
  • Médio incompleto 18,2%
  • Médio completo 54,5%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 3,1%
  • 5 a 9 empregados 10%
  • 10 a 19 empregados 13,8%
  • 20 a 49 empregados 21,5%
  • 50 a 99 empregados 16,2%
  • 100 a 249 empregados 22,3%
  • 250 a 499 empregados 0,8%
  • 1.000 ou mais empregados 12,3%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Formação e experiência para o exercício dessas ocupações requer-se ensino fundamental concluído e curso básico de qualificação profissional de duzentas a quatrocentas horas/ aula. O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 8221.

Qual especialização paga mais na família 8221

Todas as ocupações de forneiros metalúrgicos (segunda fusão e reaquecimento), ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
8221-20 Forneiro de reaquecimento e tratamento térmico na metalurgia R$ 2.700 R$ 4.141 619
8221-15 Forneiro de fundição (forno de redução) R$ 2.613 R$ 4.051 3.605
8221-10 Forneiro de forno-poço R$ 2.090 R$ 3.550 190
8221-25 Forneiro de revérbero R$ 2.356 R$ 3.419 264
8221-05 Forneiro de cubilô (esta página) R$ 2.050 R$ 3.375 130

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 8221-05.

A Realizar fundição e tratamento térmico de metais e ligas (13)
  • •Monitorar sistema de aquecimento e resfriamento
  • •Monitorar funcionamento de fornos
  • •Acionar sistema de aquecimento e resfriamento
  • •Verificar condições físico-químicas da carga
  • •Retirar escória de fornos
  • •Limpar sistema de ventilação para escoamento
  • •Ajustar potência de fusão de fornos
  • •Limpar sistema de exaustão de fornos
  • •Abrir orifícios de escoamento de metal líqüido
  • •Fechar orifícios de escoamento de metal líqüido
  • •Limpar escórias das bicas
  • •Limpar calhas de vazamento
  • •Controlar tempo e temperatura de tratamento térmico da carga
B Preparar fornos para operação (6)
  • •Definir seqüência de operação
  • •Definir temperatura para tratamento térmico e fusão
  • •Preparar ferramentas
  • •Verificar condições de funcionamento de equipamentos e acessórios
  • •Aquecer recipientes de transporte de metal
  • •Calafetar calhas de vazamento
C Carregar fornos com materiais (8)
  • •Inspecionar sucata e matéria-prima
  • •Selecionar cargas
  • •Preparar cargas
  • •Controlar quantidade de carga
  • •Alimentar fornos
  • •Adicionar fundentes
  • •Distribuir a carga no forno
  • •Transportar cargas, com equipamentos
D Ajustar composição química de ligas metálicas (9)
  • •Aquecer ferramentas
  • •Selecionar elementos de ligas
  • •Adicionar ligas ao metal líqüido
  • •Escorificar metal
  • •Esgotar metal do forno
  • •Completar carga de metal do forno
  • •Avaliar resultados de análises de composição química do metal
  • •Controlar temperatura de metais
  • •Coletar amostras de material para análise laboratorial
E Realizar vazamento de metal (4)
  • •Desobstruir calhas
  • •Extrair metal do forno
  • •Escumar metal
  • •Solidificar metal em fôrmas
F Preparar fornos para manutenção (10)
  • •Desligar fornos
  • •Analisar funcionamento de fornos
  • •Esgotar lastros de fornos
  • •Revestir fornos com material refratário
  • •Resfriar fornos
  • •Retirar camada refratária de fornos
  • •Retirar acessórios elétricos e mecânicos
  • •Reparar revestimentos refratários
  • •Resfriar recipientes de transporte de metal
  • •Limpar recipientes de transporte de metal
G Registrar ocorrências técnicas e operacionais (8)
  • •Elaborar relatórios técnicos
  • •Registrar produção diária
  • •Requisitar materiais de consumo
  • •Registrar paradas de equipamentos e de máquinas
  • •Registrar temperatura do metal e do produto
  • •Registrar dimensões do metal e do produto
  • •Registrar resultados de testes e ensaios
  • •Registrar consumo de materiais e insumos
H Trabalhar com segurança (12)
  • •Utilizar equipamentos de proteção individual e coletiva
  • •Manter o local de trabalho limpo e organizado
  • •Participar de ações de prevenção de acidentes propostas pela empresa
  • •Relatar atos e condições inseguras aos membros da cipa
  • •Identificar atos e condições inseguras
  • •Identificar necessidade de substituição de equipamentos de proteção
  • •Respeitar áreas de risco
  • •Providenciar primeiros socorros
  • •Verificar validade e condições de equipamentos de combate a incêndio
  • •Manusear equipamentos de combate a incêndio
  • •Acionar sistemas de segurança de equipamentos
  • •Respeitar normas e procedimentos de segurança
Z Demonstrar competências pessoais (10)
  • •Relacionar-se com outras pessoas
  • •Agir com criatividade
  • •Autocontrolar-se
  • •Manter pontualidade e assiduidade na troca de turnos
  • •Tomar decisões
  • •Trabalhar em equipe
  • •Compartilhar conhecimentos e informações
  • •Respeitar normas de preservação ambiental
  • •Demonstrar capacidade de avaliação
  • •Demonstrar resistência física a altas temperaturas

Sinônimos oficiais (2)

Forneiro auxiliar de cubilôOperador de forno cubilô

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 8221-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um forneiro de cubilô?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.050 por mês, considerando as 20 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.625 (10% menores) a R$ 2.800 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.375 (RAIS 2024), 64.6% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando forneiro de cubilô?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 22 admissões contra 34 desligamentos, saldo de -12 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata forneiro de cubilô?

A atividade econômica que mais contratou foi Fundição de ferro e aço (CNAE 2451200), com 31,8% das admissões. A ficha de forneiro de cubilô no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de forneiro de cubilô?

8221-05 (família 8221 — Forneiros metalúrgicos (segunda fusão e reaquecimento)). A CBO reconhece também os títulos: Forneiro auxiliar de cubilô, Operador de forno cubilô — todos usam o mesmo código 8221-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser forneiro de cubilô?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 8221: Formação e experiência para o exercício dessas ocupações requer-se ensino fundamental concluído e curso básico de qualificação profissional de duzentas a quatrocentas horas/ aula. O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 8221-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 8221-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 8221-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (2451200), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (11 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 8221:

  • •Aços Villares S.A.
  • •CBA Companhia Brasileira de Alumínio S.A.
  • •Federação Interestadual dos Metalúrgicos da CUT
  • •Femaq S.A. Fundição, Engenharia e Máquinas
  • •Metalúrgica Ferrame Ltda.
  • •Sindicato dos Metalúrgicos de Joinville
  • •Sindicato dos Metalúrgicos de Santa Catarina
  • •Tupy Fundições Ltda.
  • •Voith S.A. Máquinas e Equipamentos
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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