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CBO 2002 Família 7633 R$ 1.886 na admissão -760 postos em 12 meses 36 atividades

CBO 7633-20 — Operador de máquina de costura de acabamento

O código 7633-20 identifica a ocupação operador de máquina de costura de acabamento na CBO 2002, dentro da família 7633 — Operadores de máquinas para bordado e acabamento de roupas. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um operador de máquina de costura de acabamento

Organizam o local de trabalho, preparam máquinas de costura e de bordar para acabamento de roupas. Preparam peças para costura, e bordado, de acordo com os gabaritos. Costuram acessórios e bordam peças confeccionadas. Controlam a qualidade da costura e dos acabamentos de peças do vestuário.

Descrição oficial da família 7633 — Operadores de máquinas para bordado e acabamento de roupas, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Sob supervisão permanente, trabalham em confecções de roupas, ou oficinas de costura, geralmente como assalariados com carteira assinada, organizados em células de produção ou equipe multifuncional, exceto bordadores(as) e passadores que trabalham de forma individual. Trabalham em ambiente fechado, em horários diurno e noturno. Em algumas atividades podem estar sujeitos a posições desconfortáveis e expostos a ruído intenso e à poeira.

Recursos de trabalho

Aparelho de aplicar ilhós; Chave de fenda; Chave Phillips; Ferro industrial; Máquina de bordar; Máquina de costura; Microcomputador; Prensa de passar roupa; Régua; Tesoura de corte. 293

Quanto ganha um operador de máquina de costura de acabamento

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.60610% ganham até R$ 1.886mediana R$ 2.27710% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 1.965

Entrada × quem já está

R$ 1.886 ao ser admitido · R$ 1.965 para quem tem vínculo ativo +4,2%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de operador de máquina de costura de acabamento foi de R$ 1.886 — metade das 7.291 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.606 e os 10% de maior, acima de R$ 2.277.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 1.965, ou seja, 4,2% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 24 meses.

Considerando a jornada média de 43.7 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 10,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.886
Por ano (12 salários)R$ 22.632
Por semanaR$ 434
Por hora (43.7h/sem)R$ 10,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 1.844 31,4%
  • Mulheres — R$ 1.898 68,6%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 1.892 28,5%
  • Mulheres — R$ 1.999 71,5%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 1.679
  • Nordeste 1.636
  • Sudeste 1.967
  • Sul 1.993
  • Centro-Oeste 1.680

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 1.851 -365 — R$ 2.032 —
MG 1.222 -34 — R$ 1.842 —
PR 1.144 -30 — R$ 1.957 —
SC 974 -144 — R$ 2.036 —
CE 472 -93 — R$ 1.638 —
PE 389 +58 — R$ 1.629 —
RS 263 -60 — R$ 1.891 —
RJ 234 -6 — R$ 1.674 —
GO 213 -1 — R$ 1.673 —
RN 159 +7 — R$ 1.627 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

7.465

Desligamentos

8.225

Saldo

-760

Rotatividade

52,5%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: set/25 (+127) saldo negativo · pior: dez/25 (-384)

Em 12 meses houve 7.465 admissões e 8.225 desligamentos de operador de máquina de costura de acabamento, o que significa que o mercado formal fechou 760 postos de trabalho no período, com rotatividade de 52,5% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 39,3% foram a pedido do próprio trabalhador e 43,6% por dispensa sem justa causa, além de 15% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 39,3%
  • Dispensa sem justa causa 43,6%
  • Fim de contrato 15%

Sobre 8.225 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,3% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 7,8%
  • 1 a 4 empregados 6%
  • 5 a 9 empregados 8%
  • 10 a 19 empregados 13,6%
  • 20 a 49 empregados 21,9%
  • 50 a 99 empregados 11,3%
  • 100 a 249 empregados 8,9%
  • 250 a 499 empregados 3,9%
  • 500 a 999 empregados 9,4%
  • 1.000 ou mais empregados 9,3%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata operador de máquina de costura de acabamento

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Confecção de peças de vestuário, exceto roupas íntimas e as confeccionadas sob medida 1412601 · 35,2% das admissões 2.626 44.2h R$ 1.665 R$ 1.809 R$ 1.979 3% 2
Fabricação de bancos e estofados para veículos automotores 2949201 · 6,6% das admissões 495 44h R$ 2.008 R$ 2.039 R$ 2.069 3% 3
Facção de peças do vestuário, exceto roupas íntimas 1412603 · 5,4% das admissões 405 43.8h R$ 1.636 R$ 1.693 R$ 1.966 3% 2
Fabricação de artefatos têxteis para uso doméstico 1351100 · 5,3% das admissões 397 43.9h R$ 2.000 R$ 2.134 R$ 2.264 3% 3
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 4,7% das admissões 350 44h R$ 2.219 R$ 2.252 R$ 2.285 3% 1
Comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios 4781400 · 3,8% das admissões 286 44.2h R$ 1.644 R$ 1.738 R$ 2.003 2% 1
Confecção de roupas íntimas 1411801 · 3,6% das admissões 270 44h R$ 1.616 R$ 1.671 R$ 1.802 3% 2
Confecção de roupas profissionais, exceto sob medida 1413401 · 3,3% das admissões 249 44h R$ 1.650 R$ 1.775 R$ 2.039 2% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como operador de máquina de costura de acabamento

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 15.657 vínculos

Idade mediana

36 anos

Tempo de casa

24 meses

Em empresa do Simples

50,7%

Sexo

  • Mulher 71,6%
  • Homem 28,4%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,7h/sem
  • Pessoas com deficiência1,5%
  • Jornada parcial0,2%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,1%

Sobre os 15.657 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 53%
  • Parda 38,4%
  • Preta 7,5%
  • Amarela 0,9%
  • Indígena 0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 1%
  • Até o 5º ano incompleto 1,7%
  • 5º ano completo 1,7%
  • 6º ao 9º ano 5,9%
  • Fundamental completo 9,6%
  • Médio incompleto 10,1%
  • Médio completo 68%
  • Superior incompleto 1,1%
  • Superior completo 0,9%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 1%
  • Até 5º ano incompleto 1%
  • 5º ano completo 0,7%
  • 6º a 9º ano 4,8%
  • Fundamental completo 5,9%
  • Médio incompleto 10,7%
  • Médio completo 72,9%
  • Superior incompleto 1,6%
  • Superior completo 1,2%
  • Pós-graduação 0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 6,4%
  • 5 a 9 empregados 8,8%
  • 10 a 19 empregados 13,5%
  • 20 a 49 empregados 22,8%
  • 50 a 99 empregados 13,4%
  • 100 a 249 empregados 11,9%
  • 250 a 499 empregados 5,3%
  • 500 a 999 empregados 3,7%
  • 1.000 ou mais empregados 14,2%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de operador de máquina de costura de acabamento

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

14,9

CAT no período

191

Idade média no acidente

35 anos

Foram 191 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo operador de máquina de costura de acabamento nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 14,9 por mil vínculos ao ano — próxima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 73,3% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 24,1% de trajeto (no deslocamento) e 2,6% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico 73,3%
  • Trajeto 24,1%
  • Doença 2,6%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 52,9%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 6,3%
  • Pé (exceto artelhos) 5,2%
  • Joelho 5,2%
  • Membros superiores, NIC 3,1%

Natureza da lesão

  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 24,1%
  • Fratura 18,8%
  • Lesão imediata 13,1%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 12,6%
  • Luxação 7,9%

Agente causador

  • Máquina têxtil 23%
  • Máquina de costurar e de pespontar 15,7%
  • Motocicleta, motoneta 6,3%
  • Veículo, NIC 6,3%
  • Máquina, NIC 6,3%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 14 7,3% 3.531
S61 — Ferimento do punho e da mão 12 6,3% 3.531
S61.1 — Ferimento de dedo(s) com lesão da unha 11 5,8% 3.531
S62.6 — Fratura de outros dedos 11 5,8% 24.580
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 4 2,1% 5.476
S52.5 — Fratura da extremidade distal do rádio 4 2,1% 16.067

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Confecção de peças de vestuário, exceto roupas íntimas e as confeccionadas sob medida) tem RAT 3% e grau de risco 2, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 14,9 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O exercício dessas ocupações pressupõe escolaridade de nível fundamental seguida de curso de formação profissional básica de até duzentas horas/aula em um dos conjuntos de atividades do acabamento, como passadoria e operação de máquinas de acabamento. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7633.

Qual especialização paga mais na família 7633

Todas as ocupações de operadores de máquinas para bordado e acabamento de roupas, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7633-10 Bordador, à máquina R$ 1.962 R$ 2.143 8.588
7633-15 Marcador de peças confeccionadas para bordar R$ 1.818 R$ 2.046 503
7633-25 Passadeira de peças confeccionadas R$ 1.954 R$ 2.032 7.287
7633-20 Operador de máquina de costura de acabamento (esta página) R$ 1.886 R$ 1.965 15.657
7633-05 Arrematadeira R$ 1.705 R$ 1.855 6.154

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7633-20.

A Organizar local de trabalho (4)
  • •Limpar as máquinas e o local de trabalho
  • •Lubrificar as máquinas
  • •Identificar acessórios para cada tipo de operação de bordar e de montagem de peças do vestuários
  • •Conferir aviamentos para acabamentos.
B Preparar máquina de costura, bordar (8)
  • •Identificar tipos de linha de acordo com a ordem de serviço
  • •Passar (enfiar) linhas
  • •Identificar o número das agulhas adequado ao tipo de tecido, couro e pele
  • •Trocar agulhas
  • •Regular pontos da máquina para cada tipo de costura, tecido, couro e pele
  • •Identificar tipos de calcadores (sapatilhas)
  • •Regular tensões das linhas
  • •Regular bobinas em lançadeiras
C Preparar peças para costura, bordado (3)
  • •Desenvolver gabaritos de acordo com a peça-piloto para bordados e arremates
  • •Selecionar peças do vestuário por tecido, cor e tamanho
  • •Medir peças do vestuário
D Costurar acessórios em peças confeccionadas (5)
  • •Costurar acessórios em artigos de tecidos, couros e peles
  • •Corrigir regulagem de pontos (tamanho do ponto e tensão da agulha)
  • •Controlar elasticidade de costuras
  • •Regular aparelhos auxiliares de costura, durante o processo de produção de peças confeccionadas
  • •Montar peças do vestuário de acordo com a ordem de serviço
F Bordar peças confeccionadas (1)
  • •Substituir agulhas
G Controlar a qualidade da costura e acabamento de peças de vestuário (5)
  • •Corrigir as peças do vestuário fora da especificação de qualidade
  • •Identificar defeitos em peças confeccionadas e bordadas
  • •Identificar defeitos da máquina
  • •Solicitar substituição de componentes defeituosos da máquina
  • •Controlar tempo e motivo de horas trabalhadas e paradas
Z Demonstrar competências pessoais (10)
  • •Trabalhar em equipe
  • •Discriminar relevos de bordados
  • •Demonstrar capacidade de visão de curta distância
  • •Demonstrar criatividade
  • •Demonstrar iniciativa
  • •Demonstrar capacidade de auto-aperfeiçoamento
  • •Demonstrar agilidade
  • •Usar equipamentos de proteção individual (epi)
  • •Demonstrar firmeza no pulso
  • •Demonstrar destreza manual

Sinônimos oficiais (1)

Auxiliar de costureira (no acabamento)

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7633-20 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um operador de máquina de costura de acabamento?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.886 por mês, considerando as 7.291 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.606 (10% menores) a R$ 2.277 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 1.965 (RAIS 2024), 4.2% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando operador de máquina de costura de acabamento?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 7.465 admissões contra 8.225 desligamentos, saldo de -760 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata operador de máquina de costura de acabamento?

A atividade econômica que mais contratou foi Confecção de peças de vestuário, exceto roupas íntimas e as confeccionadas sob medida (CNAE 1412601), com 35,2% das admissões e mediana de R$ 1.809. A ficha de operador de máquina de costura de acabamento no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de operador de máquina de costura de acabamento?

7633-20 (família 7633 — Operadores de máquinas para bordado e acabamento de roupas). A CBO reconhece também os títulos: Auxiliar de costureira (no acabamento) — todos usam o mesmo código 7633-20. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser operador de máquina de costura de acabamento?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7633: O exercício dessas ocupações pressupõe escolaridade de nível fundamental seguida de curso de formação profissional básica de até duzentas horas/aula em um dos conjuntos de atividades do acabamento, como passadoria e operação de máquinas de acabamento. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de operador de máquina de costura de acabamento?

A taxa é de 14,9 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (52,9% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7633-20?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7633-20 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7633-20 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1412601), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (7 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7633:

  • •Apry Indústria e Comércio Ltda.
  • •Bordatta Serviços de Bordados Ltda.
  • •Citerol - Comércio e Indústria de Tecidos e Roupas Ltda.
  • •Costurarte Indústria e Comércio Ltda.
  • •Patachou Indústria e Comércio Ltda.
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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