CBO 7633-10 — Bordador, à máquina
O código 7633-10 identifica a ocupação bordador, à máquina na CBO 2002, dentro da família 7633 — Operadores de máquinas para bordado e acabamento de roupas. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.
Nesta ficha14 seções
O que faz um bordador, à máquina
Organizam o local de trabalho, preparam máquinas de costura e de bordar para acabamento de roupas. Preparam peças para costura, e bordado, de acordo com os gabaritos. Costuram acessórios e bordam peças confeccionadas. Controlam a qualidade da costura e dos acabamentos de peças do vestuário.
Descrição oficial da família 7633 — Operadores de máquinas para bordado e acabamento de roupas, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.
Como e onde se trabalha
Sob supervisão permanente, trabalham em confecções de roupas, ou oficinas de costura, geralmente como assalariados com carteira assinada, organizados em células de produção ou equipe multifuncional, exceto bordadores(as) e passadores que trabalham de forma individual. Trabalham em ambiente fechado, em horários diurno e noturno. Em algumas atividades podem estar sujeitos a posições desconfortáveis e expostos a ruído intenso e à poeira.
Recursos de trabalho
Aparelho de aplicar ilhós; Chave de fenda; Chave Phillips; Ferro industrial; Máquina de bordar; Máquina de costura; Microcomputador; Prensa de passar roupa; Régua; Tesoura de corte. 293
Quanto ganha um bordador, à máquina
Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais
mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.143
Entrada × quem já está
R$ 1.957 ao ser admitido · R$ 2.143 para quem tem vínculo ativo +9,5%
Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de bordador, à máquina foi de R$ 1.957 — metade das 3.884 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.611 e os 10% de maior, acima de R$ 2.516.
Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.143, ou seja, 9,5% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 26 meses.
Considerando a jornada média de 43.3 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 10,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.
Equivalência da mediana
| Por mês | R$ 1.957 |
| Por ano (12 salários) | R$ 23.484 |
| Por semana | R$ 450 |
| Por hora (43.3h/sem) | R$ 10,00 |
Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.
Composição e salário por sexo
Na admissão (CAGED, 40h+)
Quem já atua (RAIS 2024)
Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.
Salário por região
Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.
Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
| UF | Admissões | Saldo | P25 | Mediana | P75 |
|---|---|---|---|---|---|
| SP | 861 | -89 | — | R$ 2.097 | — |
| SC | 793 | -88 | — | R$ 2.048 | — |
| PR | 649 | -70 | — | R$ 2.114 | — |
| MG | 361 | -44 | — | R$ 1.759 | — |
| RS | 313 | -12 | — | R$ 1.933 | — |
| GO | 189 | -8 | — | R$ 1.848 | — |
| PE | 163 | -6 | — | R$ 1.755 | — |
| BA | 111 | -8 | — | R$ 1.640 | — |
| RJ | 110 | +2 | — | R$ 1.748 | — |
| ES | 58 | -14 | — | R$ 1.756 | — |
UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.
Contratação e mercado
Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026
Admissões
4.105
Desligamentos
4.441
Saldo
-336
Rotatividade
51,7%
Saldo mês a mês
Em 12 meses houve 4.105 admissões e 4.441 desligamentos de bordador, à máquina, o que significa que o mercado formal fechou 336 postos de trabalho no período, com rotatividade de 51,7% sobre o estoque de vínculos.
Entre os desligamentos, 38,5% foram a pedido do próprio trabalhador e 48,7% por dispensa sem justa causa, além de 11% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.
Por que as pessoas saem
Sobre 4.441 desligamentos com motivo declarado.
Como são os contratos
Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,3% das admissões são de jornada parcial e 0,1% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.
Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.
Porte de quem contrata
Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.
Quem contrata bordador, à máquina
Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma
| CNAE — atividade econômica | Admissões | Jornada | P25 | Mediana | P75 | RAT | GR |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Confecção de peças de vestuário, exceto roupas íntimas e as confeccionadas sob medida 1412601 · 21,5% das admissões | 884 | 43.9h | R$ 1.801 | R$ 1.992 | R$ 2.230 | 3% | 2 |
| Outros serviços de acabamento em fios, tecidos, artefatos têxteis e peças do vestuário 1340599 · 16,6% das admissões | 683 | 43.9h | R$ 1.790 | R$ 1.928 | R$ 2.169 | 3% | 3 |
| Fabricação de artefatos têxteis para uso doméstico 1351100 · 7,6% das admissões | 310 | 43.9h | R$ 1.843 | R$ 2.061 | R$ 2.236 | 3% | 3 |
| Comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios 4781400 · 7,3% das admissões | 301 | 44h | R$ 1.681 | R$ 1.845 | R$ 2.166 | 2% | 1 |
| Fabricação de outros produtos têxteis não especificados anteriormente 1359600 · 6% das admissões | 247 | 43.9h | R$ 1.844 | R$ 2.050 | R$ 2.242 | 3% | 3 |
| Confecção de roupas profissionais, exceto sob medida 1413401 · 3,6% das admissões | 149 | 44.1h | R$ 1.666 | R$ 1.881 | R$ 1.988 | 2% | 2 |
| Facção de peças do vestuário, exceto roupas íntimas 1412603 · 3,3% das admissões | 137 | 44h | R$ 1.811 | R$ 2.155 | R$ 2.434 | 3% | 2 |
| Fabricação de calçados de couro 1531901 · 3% das admissões | 125 | 44h | R$ 1.604 | R$ 1.665 | R$ 1.857 | 2% | 3 |
RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.
Perfil de quem trabalha como bordador, à máquina
Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 8.588 vínculos
Idade mediana
34 anos
Tempo de casa
26 meses
No setor público
0,1%
Em empresa do Simples
67,2%
Sexo
Composição do vínculo
- Jornada média contratada43,4h/sem
- Pessoas com deficiência0,6%
- Jornada parcial0,1%
- Contrato intermitente0,1%
- Em entidade sem fins lucrativos0,1%
Sobre os 8.588 vínculos ativos em 31/12/2024.
Raça/cor
Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.
Escolaridade
Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.
Porte do empregador
Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.
Riscos ocupacionais de bordador, à máquina
Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências
Taxa por mil/ano
13,5
CAT no período
92
Idade média no acidente
33 anos
Foram 92 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo bordador, à máquina nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 13,5 por mil vínculos ao ano — próxima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.
Do total, 76,1% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 23,9% de trajeto (no deslocamento) e 0% doenças ocupacionais.
Tipo de acidente
Parte do corpo atingida
Natureza da lesão
Agente causador
Diagnósticos mais frequentes (CID-10)
Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país
| CID-10 | Casos | % | Afastamentos no Brasil |
|---|---|---|---|
| S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha | 11 | 12% | 3.531 |
| S61.1 — Ferimento de dedo(s) com lesão da unha | 8 | 8,7% | 3.531 |
| T23.2 — Queimadura de segundo grau do punho e da mão | 3 | 3,3% | 263 |
| S61.9 — Ferimento do punho e da mão, parte não especificada | 3 | 3,3% | 3.531 |
| S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo | 3 | 3,3% | 5.476 |
| S61.0NU — Ferimento do punho e da mão | 3 | 3,3% | 3.531 |
Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.
Risco de tabela × risco observado
A atividade que mais contrata essa ocupação (Confecção de peças de vestuário, exceto roupas íntimas e as confeccionadas sob medida) tem RAT 3% e grau de risco 2, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 13,5 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.
Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.
Informalidade no setor que mais contrata
PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral
Informalidade no setor
24,3%
Média nacional
37,5%
Conta própria
16,3%
Rendimento formal × informal
R$ 3.887 × R$ 2.141
No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.
O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.
Formação exigida
Exigência oficial da CBO
O exercício dessas ocupações pressupõe escolaridade de nível fundamental seguida de curso de formação profissional básica de até duzentas horas/aula em um dos conjuntos de atividades do acabamento, como passadoria e operação de máquinas de acabamento. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Texto oficial do MTE para a família 7633.
Qual especialização paga mais na família 7633
Todas as ocupações de operadores de máquinas para bordado e acabamento de roupas, ordenadas pela remuneração de quem já atua
| CBO | Ocupação | Admissão | Quem já atua | Vínculos |
|---|---|---|---|---|
| 7633-10 | Bordador, à máquina (esta página) | R$ 1.957 | R$ 2.143 | 8.588 |
| 7633-15 | Marcador de peças confeccionadas para bordar | R$ 1.801 | R$ 2.046 | 503 |
| 7633-25 | Passadeira de peças confeccionadas | R$ 1.941 | R$ 2.032 | 7.287 |
| 7633-20 | Operador de máquina de costura de acabamento | R$ 1.868 | R$ 1.965 | 15.657 |
| 7633-05 | Arrematadeira | R$ 1.685 | R$ 1.855 | 6.154 |
“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.
Atividades do perfil ocupacional
Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7633-10.
A Organizar local de trabalho (3)
- •Limpar as máquinas e o local de trabalho
- •Lubrificar as máquinas
- •Identificar acessórios para cada tipo de operação de bordar e de montagem de peças do vestuários
B Preparar máquina de costura, bordar (8)
- •Identificar tipos de linha de acordo com a ordem de serviço
- •Passar (enfiar) linhas
- •Identificar o número das agulhas adequado ao tipo de tecido, couro e pele
- •Trocar agulhas
- •Regular pontos da máquina para cada tipo de costura, tecido, couro e pele
- •Identificar tipos de calcadores (sapatilhas)
- •Regular tensões das linhas
- •Regular bobinas em lançadeiras
C Preparar peças para costura, bordado (3)
- •Desenvolver gabaritos de acordo com a peça-piloto para bordados e arremates
- •Selecionar peças do vestuário por tecido, cor e tamanho
- •Medir peças do vestuário
D Costurar acessórios em peças confeccionadas (1)
- •Bordar peças confeccionadas
F Bordar peças confeccionadas (4)
- •Programar máquina de bordados conforme ordem de serviço
- •Controlar a regulagem das linhas em bobinas
- •Calibrar agulhas (ajustar)
- •Substituir agulhas
G Controlar a qualidade da costura e acabamento de peças de vestuário (5)
- •Corrigir as peças do vestuário fora da especificação de qualidade
- •Identificar defeitos em peças confeccionadas e bordadas
- •Identificar defeitos da máquina
- •Solicitar substituição de componentes defeituosos da máquina
- •Controlar tempo e motivo de horas trabalhadas e paradas
Z Demonstrar competências pessoais (10)
- •Trabalhar em equipe
- •Discriminar relevos de bordados
- •Demonstrar capacidade de visão de curta distância
- •Demonstrar criatividade
- •Demonstrar iniciativa
- •Demonstrar capacidade de auto-aperfeiçoamento
- •Demonstrar agilidade
- •Usar equipamentos de proteção individual (epi)
- •Demonstrar firmeza no pulso
- •Demonstrar destreza manual
Sinônimos oficiais (2)
Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7633-10 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.
Perguntas frequentes
Quanto ganha um bordador, à máquina?
A mediana do salário de admissão é R$ 1.957 por mês, considerando as 3.884 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.611 (10% menores) a R$ 2.516 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.143 (RAIS 2024), 9.5% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.
O mercado está contratando bordador, à máquina?
Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 4.105 admissões contra 4.441 desligamentos, saldo de -336 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.
Que tipo de empresa contrata bordador, à máquina?
A atividade econômica que mais contratou foi Confecção de peças de vestuário, exceto roupas íntimas e as confeccionadas sob medida (CNAE 1412601), com 21,5% das admissões e mediana de R$ 1.992. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.
Qual o código CBO de bordador, à máquina?
7633-10 (família 7633 — Operadores de máquinas para bordado e acabamento de roupas). A CBO reconhece também os títulos: Auxiliar de operador de máquina de bordar, Operador de máquina de bordar — todos usam o mesmo código 7633-10. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.
Precisa de faculdade para ser bordador, à máquina?
Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7633: O exercício dessas ocupações pressupõe escolaridade de nível fundamental seguida de curso de formação profissional básica de até duzentas horas/aula em um dos conjuntos de atividades do acabamento, como passadoria e operação de máquinas de acabamento. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Quais são os riscos e acidentes mais comuns de bordador, à máquina?
A taxa é de 13,5 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (54,3% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.
É uma profissão com muita informalidade?
A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.
Onde informo o CBO 7633-10?
No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.
O CBO 7633-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?
Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7633-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1412601), o RAT é 3%.
Fontes oficiais
- → CBO 2002 — Ministério do Trabalho e Emprego
- → Novo CAGED — microdados de movimentação (PDET)
- → RAIS — microdados de vínculos (PDET)
- → CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (INSS)
- → PNAD Contínua (IBGE)
- → Tabela CBO completa
- → Todas as fontes do site
Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.
Quem descreveu esta família na CBO (7 instituições)
A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7633:
- •Apry Indústria e Comércio Ltda.
- •Bordatta Serviços de Bordados Ltda.
- •Citerol - Comércio e Indústria de Tecidos e Roupas Ltda.
- •Costurarte Indústria e Comércio Ltda.
- •Patachou Indústria e Comércio Ltda.
- •Instituição Conveniada Responsável
- •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai