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CBO 2002 Família 7411 R$ 3.114 na admissão -7 postos em 12 meses 63 atividades

CBO 7411-05 — Ajustador de instrumentos de precisão

O código 7411-05 identifica a ocupação ajustador de instrumentos de precisão na CBO 2002, dentro da família 7411 — Mecânicos de instrumentos de precisão. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um ajustador de instrumentos de precisão

Montam, desmontam, ajustam, testam e calibram instrumentos de precisão para medição e controle. Instalam sistemas mecânicos de precisão e fazem manutenção em linhas de produção industrial e laboratórios. Registram informações e ocorrências técnicas. Realizam o trabalho com segurança, cumprindo normas e cuidando da limpeza e higiene do local de trabalho.

Descrição oficial da família 7411 — Mecânicos de instrumentos de precisão, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Esses profissionais são absorvidos pelo mercado de trabalho em indústrias fabricantes de máquinas e equipamentos, aparelhos e materiais elétricos, instrumentos médico-hospitalares, automação industrial, material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações e instrumentação. São empregados assalariados, registrados em carteira. Atuam em locais fechados nos horários diurnos e fazem rodízio de turnos. Alguns desses profissionais trabalham individualmente com total autonomia, outros atuam em equipes, sob supervisão ocasional. Ocasionalmente exercem atividades em grandes alturas, posições desconfortáveis e ficam sujeitos à pressão de trabalho.

Recursos de trabalho

Ar-condicionado; Bancada de calibração; Compressor; Equipamentos de medição; Equipamentos pneumáticos; Ferro de soldagem; Jogo de ferramentas manuais; Magnetizador e desmagnetizador; Morsa; Padrões de referência.

Quanto ganha um ajustador de instrumentos de precisão

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.71810% ganham até R$ 3.114mediana R$ 5.05110% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.635

Entrada × quem já está

R$ 3.114 ao ser admitido · R$ 3.635 para quem tem vínculo ativo +16,7%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de ajustador de instrumentos de precisão foi de R$ 3.114 — metade das 1.048 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.718 e os 10% de maior, acima de R$ 5.051.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.635, ou seja, 16,7% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 31 meses.

Considerando a jornada média de 37.2 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 12,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 3.114
Por ano (12 salários)R$ 37.368
Por semanaR$ 717
Por hora (37.2h/sem)R$ 12,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 3.274 92,7%
  • Mulheres — R$ 2.048 7,3%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 4.078 86,5%
  • Mulheres — R$ 2.106 13,5%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 3.356
  • Nordeste 2.433
  • Sudeste 3.217
  • Sul 2.546
  • Centro-Oeste 3.850

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (9 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 354 -63 — R$ 2.550 —
MG 306 -5 — R$ 3.439 —
RJ 160 +63 — R$ 4.578 —
SC 125 +22 — R$ 2.271 —
PA 96 +1 — R$ 3.296 —
PR 89 +30 — R$ 4.200 —
ES 53 -4 — R$ 3.030 —
GO 48 -5 — R$ 3.925 —
BA 44 -12 — R$ 4.010 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

1.469

Desligamentos

1.476

Saldo

-7

Rotatividade

50,6%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jan/26 (+273) saldo negativo · pior: dez/25 (-226)

Em 12 meses houve 1.469 admissões e 1.476 desligamentos de ajustador de instrumentos de precisão, o que significa que o mercado formal fechou 7 postos de trabalho no período, com rotatividade de 50,6% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 24% foram a pedido do próprio trabalhador e 44,6% por dispensa sem justa causa, além de 27,7% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 24%
  • Dispensa sem justa causa 44,6%
  • Fim de contrato 27,7%
  • Aposentadoria 0,1%

Sobre 1.476 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial 1,4%
  • Contrato intermitente 1,9%
  • Pessoa com deficiência 0,3%
  • Jovem aprendiz 30,8%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 5,7%
  • 1 a 4 empregados 4,4%
  • 5 a 9 empregados 4,1%
  • 10 a 19 empregados 6,5%
  • 20 a 49 empregados 10,7%
  • 50 a 99 empregados 7,8%
  • 100 a 249 empregados 10,5%
  • 250 a 499 empregados 6,6%
  • 500 a 999 empregados 16,9%
  • 1.000 ou mais empregados 26,8%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata ajustador de instrumentos de precisão

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Obras de montagem industrial 4292802 · 13,1% das admissões 192 44h R$ 3.692 R$ 3.876 R$ 4.505 3% 4
Instalação e manutenção elétrica 4321500 · 6,9% das admissões 101 43.6h R$ 2.588 R$ 4.025 R$ 4.438 3% 3
Comércio varejista de materiais de construção em geral 4744099 · 4,5% das admissões 66 44h R$ 2.421 R$ 2.461 R$ 2.503 3% 2
Fabricação de açúcar em bruto 1071600 · 4,1% das admissões 60 44h — R$ 2.375 — 3% 3
Construção de edifícios 4120400 · 2,8% das admissões 41 43.4h — R$ 2.940 — 3% 3
Tecelagem de fios de algodão 1321900 · 2,5% das admissões 37 — — — — 3% 3
Serviços de engenharia 7112000 · 2,5% das admissões 36 43h — R$ 5.258 — 3% 1
Montagem e desmontagem de andaimes e outras estruturas temporárias 4399102 · 2,2% das admissões 33 43.9h — R$ 3.100 — 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como ajustador de instrumentos de precisão

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 2.915 vínculos

Idade mediana

35 anos

Tempo de casa

31 meses

No setor público

0,5%

Em empresa do Simples

19,8%

Sexo

  • Homem 87,2%
  • Mulher 12,8%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada41,3h/sem
  • Pessoas com deficiência1,3%
  • Jornada parcial0,5%
  • Contrato intermitente1,7%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,8%

Sobre os 2.915 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda 53,6%
  • Branca 39,7%
  • Preta 5,9%
  • Amarela 0,6%
  • Indígena 0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,1%
  • Até o 5º ano incompleto 0,6%
  • 5º ano completo 0,9%
  • 6º ao 9º ano 2,2%
  • Fundamental completo 4,4%
  • Médio incompleto 7,9%
  • Médio completo 77,4%
  • Superior incompleto 2,5%
  • Superior completo 3,9%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,3%
  • Até 5º ano incompleto 0,3%
  • 5º ano completo 0,5%
  • 6º a 9º ano 2,3%
  • Fundamental completo 6%
  • Médio incompleto 16,9%
  • Médio completo 69,6%
  • Superior incompleto 2%
  • Superior completo 1,8%
  • Pós-graduação 0,2%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 5,4%
  • 5 a 9 empregados 5,5%
  • 10 a 19 empregados 8,4%
  • 20 a 49 empregados 7,6%
  • 50 a 99 empregados 7,8%
  • 100 a 249 empregados 8,3%
  • 250 a 499 empregados 9%
  • 500 a 999 empregados 15,7%
  • 1.000 ou mais empregados 32,3%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de ajustador de instrumentos de precisão

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

17,8

CAT no período

41

Idade média no acidente

36 anos

Foram 41 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo ajustador de instrumentos de precisão nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 17,8 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 75,6% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 22% de trajeto (no deslocamento) e 2,4% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Trajeto 22%
  • Típico 75,6%
  • Doença 2,4%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 22%
  • Membros superiores, NIC 7,3%
  • Joelho 7,3%
  • Ouvido (externo, médio, interno, audição e equilíbrio) 7,3%
  • Pé (exceto artelhos) 7,3%

Natureza da lesão

  • Fratura 26,8%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 14,6%
  • Lesão imediata 12,2%
  • Queimadura ou escaldadura - efeito de temperatura elevada ou efeito do contato com substância quente (inclui queimadura por eletricidade, mas não inclui choque elétrico; não inclui queimadura por substância química, efeito de radiação, queimadura de sol, incapacidade sistêmica como intermação, queimadura por atrito, etc.) 7,3%
  • Lesões múltiplas 7,3%

Agente causador

  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas 9,8%
  • Ferramenta manual sem força motriz, NIC 7,3%
  • Motocicleta, motoneta 4,9%
  • Veículo, NIC 4,9%
  • Veículo rodoviário motorizado 4,9%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 3 7,3% 3.531
S80.0 — Contusão do joelho 2 4,9% 1.225
S62 — Fratura ao nível do punho e da mão 2 4,9% 24.580
S70.0 — Contusão do quadril 1 2,4% 162
S92.5 — Fratura de outro artelho 1 2,4% 15.618
L23.1 — Dermatite alérgica de contato devida a adesivos 1 2,4% 43

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Obras de montagem industrial) tem RAT 3% e grau de risco 4, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 17,8 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: construção

Informalidade no setor

64,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

47,7%

Rendimento formal × informal

R$ 3.960 × R$ 2.195

No setor de construção — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 64,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para alguns profissionais dessas ocupações é necessário ter escolaridade do ensino fundamental completo acrescido de curso profissionalizante, até duzentas horas/aula. Para outros, como é o caso do relojoeiro de reparação e do ajustador de instrumentos de precisão, a exigência é a conclusão do ensino médio, além de um curso profissionalizante superior a quatrocentas horas/aula. As empresas que absorvem esses profissionais não costumam ter setores de qualidade ligados à produção. Por este motivo, os funcionários se tornam multifuncionais, trabalham em células, por rodízio de setores, responsáveis por selecionar métodos e processos de produção a fim de garantir a qualidade dos produtos e minimizar custos. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contra-tados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7411.

Qual especialização paga mais na família 7411

Todas as ocupações de mecânicos de instrumentos de precisão, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7411-05 Ajustador de instrumentos de precisão (esta página) R$ 3.114 R$ 3.635 2.915
7411-15 Montador de instrumentos de precisão R$ 2.123 R$ 2.778 1.117
7411-25 Relojoeiro (reparação) R$ 2.116 R$ 2.349 782
7411-10 Montador de instrumentos de óptica R$ 2.083 R$ 2.305 3.726
7411-20 Relojoeiro (fabricação) R$ 1.660 R$ 1.730 273

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7411-05.

A Montar instrumentos de precisão (11)
  • •Interpretar desenhos e diagramas
  • •Interpretar normas técnicas
  • •Orientar-se pelas instruções de trabalho
  • •Selecionar ferramentas e equipamentos para montagem
  • •Regular folgas entre elementos
  • •Acoplar conjuntos a elementos móveis
  • •Lubrificar componentes e elementos
  • •Magnetizar componentes e elementos
  • •Retirar impurezas de peças
  • •Vedar peças de encaixes
  • •Identificar lotes de produtos para controle de processo
B Ajustar instrumentos de precisão (5)
  • •Encaixar elementos de ligação
  • •Centralizar elementos
  • •Ajustar componentes e elementos
  • •Desmagnetizar componentes e elementos
  • •Lacrar componentes de ajustes e de fixação
C Realizar testes de funcionamento em instrumentos de medição (5)
  • •Verificar fonte de alimentação de instrumentos
  • •Testar componentes e elementos
  • •Conferir acoplamento nos eixos de elementos móveis
  • •Verificar exatidão de instrumentos e equipamentos
  • •Testar seqüência de fases de montagem de instrumentos e equipamentos
D Calibrar instrumentos de precisão (6)
  • •Interpretar procedimentos de calibração
  • •Interpretar unidades de medida
  • •Selecionar padrões de referência
  • •Conferir dimensões a partir de parâmetros de medição
  • •Converter unidades de referência em unidades de medição correlacionadas
  • •Detectar adversidades nas condições ambientais e climáticas
E Realizar manutenção em instrumentos de precisão (8)
  • •Desmontar instrumentos de precisão
  • •Detectar falhas e defeitos em componentes e elementos
  • •Retificar elementos danificados
  • •Recondicionar elementos
  • •Substituir componentes e elementos
  • •Lixar elementos
  • •Lapidar elementos
  • •Recuperar revestimentos de superfícies
F Registrar informações e ocorrências técnicas (7)
  • •Registrar não-conformidades
  • •Registrar incidências de falhas e defeitos
  • •Preencher ordens de serviço
  • •Registrar dados de calibração
  • •Registrar grau de temperatura e teor de umidade do ambiente
  • •Registrar quantidade de peças refugadas
  • •Elaborar relatórios técnicos
G Trabalhar com segurança (12)
  • •Utilizar equipamentos de proteção
  • •Identificar locais de riscos de acidentes
  • •Identificar atos e condições inseguros
  • •Interpretar normas de segurança
  • •Manter o local de trabalho limpo e organizado
  • •Identificar locais de existência de equipamentos de combate a incêndio
  • •Manusear equipamentos de combate a incêndio
  • •Providenciar atendimento de primeiros-socorros
  • •Acondicionar materiais para descarte
  • •Selecionar materiais para reciclagem
  • •Manter máquinas, equipamentos e ferramentas em condições de uso
  • •Cumprir normas de segurança
Z Demonstrar competências pessoais (9)
  • •Perceber detalhes
  • •Persistir nos propósitos e objetivos
  • •Transmitir conhecimentos e informações
  • •Demonstrar habilidade manual
  • •Concentrar-se nas atividades
  • •Buscar autodesenvolvimento
  • •Manter relacionamento interpessoal
  • •Solucionar problemas
  • •Demonstrar iniciativa

Sinônimos oficiais (3)

Instrumentista de precisãoMecânico de aparelhos de precisãoMecânico de instrumentos de precisão

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7411-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um ajustador de instrumentos de precisão?

A mediana do salário de admissão é R$ 3.114 por mês, considerando as 1.048 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.718 (10% menores) a R$ 5.051 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.635 (RAIS 2024), 16.7% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando ajustador de instrumentos de precisão?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 1.469 admissões contra 1.476 desligamentos, saldo de -7 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata ajustador de instrumentos de precisão?

A atividade econômica que mais contratou foi Obras de montagem industrial (CNAE 4292802), com 13,1% das admissões e mediana de R$ 3.876. A ficha de ajustador de instrumentos de precisão no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de ajustador de instrumentos de precisão?

7411-05 (família 7411 — Mecânicos de instrumentos de precisão). A CBO reconhece também os títulos: Instrumentista de precisão, Mecânico de aparelhos de precisão, Mecânico de instrumentos de precisão — todos usam o mesmo código 7411-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser ajustador de instrumentos de precisão?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7411: Para alguns profissionais dessas ocupações é necessário ter escolaridade do ensino fundamental completo acrescido de curso profissionalizante, até duzentas horas/aula. Para outros, como é o caso do relojoeiro de reparação e do ajustador de instrumentos de precisão, a exigência é a conclusão do ensino médio, além de um curso profissionalizante superior a quatrocentas horas/aula. As empresas que absorvem esses profissionais não costumam ter setores de qualidade ligados à produção. Por este motivo, os funcionários se tornam multifuncionais, trabalham em células, por rodízio de setores, responsáveis por selecionar métodos e processos de produção a fim de garantir a qualidade dos produtos e minimizar custos. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contra-tados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de ajustador de instrumentos de precisão?

A taxa é de 17,8 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (22% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (construção), 64,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7411-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7411-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7411-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4292802), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (11 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7411:

  • •Aferitec Comprovações Metrológicas e Comércio Ltda.
  • •Nansen S.A. - Instrumentos de Precisão
  • •Norberto Mischi & Companhia Ltda.
  • •Parker Hannifin Indústria e Comércio Ltda.
  • •Sindicato dos Empregados do Comércio de Santo André
  • •Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo
  • •Starrett Indústria e Comércio Ltda.
  • •Tecmetro - Tecnologia em Medições Ltda.
  • •Tecnicon Câmeras S/C Ltda.
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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