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CBO 2002 Família 7211 R$ 2.344 na admissão -50 postos em 12 meses 74 atividades

CBO 7211-10 — Ferramenteiro de mandris, calibradores e outros dispositivos

O código 7211-10 identifica a ocupação ferramenteiro de mandris, calibradores e outros dispositivos na CBO 2002, dentro da família 7211 — Ferramenteiros e afins. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 12 seções

O que faz um ferramenteiro de mandris, calibradores e outros dispositivos

Constróem e desenvolvem ferramentas e dispositivos de usinagem, estampos de corte, dobra, repuxo e corte fino, moldes de sopro, de injeção e eletroerosão, modelos de moldes metálicos para fundição; fazem controle dimensional de produtos e peças usinadas e planejam o processo de construção de produtos ou protótipos.

Descrição oficial da família 7211 — Ferramenteiros e afins, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham empregados com carteira assinada na metalmecânica, em minerais não-metálicos, borracha e plástico; é também comum o trabalho em equipe, com supervisão ocasional, desenvolvido em ambientes fechados e em turnos diurnos. Podem trabalhar em posições desconfortáveis por longos períodos e estar expostos a ruídos intensos.

Recursos de trabalho

Bancada; Brocas; Eletroerosão a fio e por penetração; Esmerilhadora de turbina; Fresadora; Furadeira de bancada; Instrumentos de medição; Retificadoras; Torno.

Quanto ganha um ferramenteiro de mandris, calibradores e outros dispositivos

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.74610% ganham até R$ 2.344mediana R$ 4.76510% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.109

Entrada × quem já está

R$ 2.344 ao ser admitido · R$ 3.109 para quem tem vínculo ativo +32,6%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de ferramenteiro de mandris, calibradores e outros dispositivos foi de R$ 2.344 — metade das 174 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.746 e os 10% de maior, acima de R$ 4.765.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.109, ou seja, 32,6% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 48 meses.

Considerando a jornada média de 44 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 12,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.344
Por ano (12 salários)R$ 28.128
Por semanaR$ 539
Por hora (44h/sem)R$ 12,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.469 89,7%
  • Mulheres — R$ 2.237 10,3%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 3.671 80%
  • Mulheres — R$ 2.156 20%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Sudeste 2.358
  • Sul 2.569

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

175

Desligamentos

225

Saldo

-50

Rotatividade

47,6%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jul/26 (+7) saldo negativo · pior: set/25 (-9)

Em 12 meses houve 175 admissões e 225 desligamentos de ferramenteiro de mandris, calibradores e outros dispositivos, o que significa que o mercado formal fechou 50 postos de trabalho no período, com rotatividade de 47,6% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 37,3% foram a pedido do próprio trabalhador e 49,3% por dispensa sem justa causa, além de 11,1% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 37,3%
  • Dispensa sem justa causa 49,3%
  • Fim de contrato 11,1%

Sobre 225 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Contrato intermitente 4%
  • Pessoa com deficiência 1,1%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 9,7%
  • 1 a 4 empregados 2,4%
  • 5 a 9 empregados 10,3%
  • 10 a 19 empregados 6,7%
  • 20 a 49 empregados 11,5%
  • 50 a 99 empregados 36,4%
  • 100 a 249 empregados 17,6%
  • 250 a 499 empregados 1,8%
  • 500 a 999 empregados 1,8%
  • 1.000 ou mais empregados 1,8%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata ferramenteiro de mandris, calibradores e outros dispositivos

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de aparelhos e equipamentos de medida, teste e controle 2651500 · 24,6% das admissões 43 44h R$ 2.210 R$ 2.240 R$ 2.270 2% 3
Obras de montagem industrial 4292802 · 6,3% das admissões 11 44h — R$ 2.500 — 3% 4
Fabricação de outros produtos de metal não especificados anteriormente 2599399 · 5,1% das admissões 9 — — — — 3% 3
Fabricação de móveis de outros materiais, exceto madeira e metal 3103900 · 4,6% das admissões 8 — — — — 3% 3
Produção de artefatos estampados de metal 2532201 · 2,9% das admissões 5 — — — — 3% 4
Impermeabilização em obras de engenharia civil 4330401 · 2,9% das admissões 5 — — — — 3% 3
Serviços de manutenção e reparação mecânica de veículos automotores 4520001 · 2,3% das admissões 4 — — — — 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como ferramenteiro de mandris, calibradores e outros dispositivos

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 473 vínculos

Idade mediana

39 anos

Tempo de casa

48 meses

Em empresa do Simples

29%

Sexo

  • Homem 81%
  • Mulher 19%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada44h/sem
  • Pessoas com deficiência1,3%

Sobre os 473 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 62,8%
  • Parda 28,6%
  • Preta 8,2%
  • Indígena 0,4%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Até o 5º ano incompleto 2,5%
  • 5º ano completo 1,9%
  • 6º ao 9º ano 5,5%
  • Fundamental completo 14,6%
  • Médio incompleto 8,7%
  • Médio completo 60,7%
  • Superior incompleto 2,5%
  • Superior completo 3,6%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • 6º a 9º ano 2,9%
  • Fundamental completo 4%
  • Médio incompleto 5,7%
  • Médio completo 80%
  • Superior incompleto 3,4%
  • Superior completo 2,9%
  • Pós-graduação 0,6%
  • Doutorado 0,6%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 8%
  • 5 a 9 empregados 5,9%
  • 10 a 19 empregados 8,5%
  • 20 a 49 empregados 13,7%
  • 50 a 99 empregados 11,6%
  • 100 a 249 empregados 9,3%
  • 250 a 499 empregados 25,8%
  • 500 a 999 empregados 11,4%
  • 1.000 ou mais empregados 5,7%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O exercício das ocupações requer ensino médio e cursos de qualificação profissional, seguido de especialização em ferramentaria, com duração de mais de quatrocentas horas/ aula. O exercício pleno das atividades demanda experiência de três a quatro anos. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7211.

Qual especialização paga mais na família 7211

Todas as ocupações de ferramenteiros e afins, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7211-05 Ferramenteiro R$ 3.512 R$ 5.641 22.839
7211-15 Modelador de metais (fundição) R$ 2.123 R$ 3.729 1.934
7211-10 Ferramenteiro de mandris, calibradores e outros dispositivos (esta página) R$ 2.344 R$ 3.109 473

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7211-10.

A Planejar o processo de construção (12)
  • •Utilizar normas técnicas
  • •Desenvolver protótipo
  • •Analisar desenho de projeto
  • •Seguir desenho de produto ou protótipo
  • •Identificar incorreções ou modificações no projeto
  • •Corrigir falhas de projeto
  • •Definir seqüência de operação
  • •Estabelecer máquinas e ferramentas
  • •Identificar material a ser utilizado
  • •Checar itens padronizados para a construção
  • •Estimar o tempo de construção
  • •Seguir cronograma do processo de construção
B Construir ferramentas e dispositivos (16)
  • •Organizar a distribuição do material
  • •Consultar catálogos técnicos
  • •Utilizar parâmetros de corte
  • •Afiar ferramentas de corte
  • •Operar máquinas convencionais e especiais
  • •Usinar em coordenadas
  • •Tratar materiais termicamente
  • •Definir seqüência de montagem e de construção
  • •Utilizar ferramentas manuais
  • •Soldar peças e conjuntos
  • •Instalar circuitos hidráulicos e pneumáticos
  • •Fazer ajuste final (try-out)
  • •Conformar à quente utilizando equipamento oxiacetilênico
  • •Dar acabamento na superfície de machos e matrizes
  • •Modificar projetos
  • •Elaborar croqui de peças
C Desenvolver ferramentas para máquinas (4)
  • •Construir ferramentas de corte
  • •Construir dispositivos para usinagem
  • •Construir dispositivos de controle do produto
  • •Desenvolver ferramentas especiais ou manuais
D Construir estampos de corte, dobra, repuxo e corte fino (3)
  • •Limar punções e matriz
  • •Determinar folga entre punção e matriz
  • •Erodir à fio e por penetração
E Construir moldes de sopro, de injeção e de eletroerosão (5)
  • •Confeccionar eletrodos para eletroerosão
  • •Furar o conjunto extrator
  • •Usinar circuito de refrigeração
  • •Ajustar gavetas
  • •Ajustar postiços
F Construir modelos e moldes metálicos para fundição (3)
  • •Copiar modelos, utilizando máquinas especiais
  • •Conformar à quente modelos e moldes
  • •Confeccionar guias
G Executar manutenção preventiva e corretiva (8)
  • •Identificar falhas no ferramental
  • •Desmontar estampos, moldes e dispositivos
  • •Avaliar desgastes de moldes, estampos e dispositivos
  • •Administrar tempo de execução da manutenção
  • •Utilizar o plano de produção para modificar ferramentas
  • •Recuperar peças
  • •Ajustar peças por rasqueteamento
  • •Montar estampos, moldes e dispositivos
H Fazer controle dimensional (6)
  • •Utilizar equipamentos de medição
  • •Traçar material a ser usinado
  • •Medir dureza de componentes submetidos a tratamento térmico
  • •Controlar dimensões do produto
  • •Fazer ajustes dimensionais
  • •Controlar as peças usinadas
I Trabalhar com segurança (7)
  • •Utilizar equipamentos de proteção individual
  • •Limpar moldes, estampos e dispositivos, antes da desmontagem
  • •Manter o local de trabalho limpo e organizado
  • •Participar de atividades de prevenção de acidentes
  • •Obedecer ás normas internas de segurança e da iso 14000
  • •Prever situações de risco
  • •Prestar primeiros socorros
Z Demonstrar competências pessoais (10)
  • •Demonstrar iniciativa
  • •Agir com criatividade
  • •Trabalhar em equipe
  • •Tomar decisões
  • •Buscar auto-desenvolvimento
  • •Demonstrar visão espacial
  • •Demonstrar capacidade de enfrentar situações de emergência
  • •Demonstrar autocontrole
  • •Demonstrar destreza e precisão
  • •Demonstrar senso visual e tátil

Perguntas frequentes

Quanto ganha um ferramenteiro de mandris, calibradores e outros dispositivos?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.344 por mês, considerando as 174 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.746 (10% menores) a R$ 4.765 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.109 (RAIS 2024), 32.6% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando ferramenteiro de mandris, calibradores e outros dispositivos?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 175 admissões contra 225 desligamentos, saldo de -50 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata ferramenteiro de mandris, calibradores e outros dispositivos?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de aparelhos e equipamentos de medida, teste e controle (CNAE 2651500), com 24,6% das admissões e mediana de R$ 2.240. A ficha de ferramenteiro de mandris, calibradores e outros dispositivos no Buscador NCM lista os 7 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de ferramenteiro de mandris, calibradores e outros dispositivos?

7211-10 (família 7211 — Ferramenteiros e afins). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser ferramenteiro de mandris, calibradores e outros dispositivos?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7211: O exercício das ocupações requer ensino médio e cursos de qualificação profissional, seguido de especialização em ferramentaria, com duração de mais de quatrocentas horas/ aula. O exercício pleno das atividades demanda experiência de três a quatro anos. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7211-10?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7211-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7211-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (2651500), o RAT é 2%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (21 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7211:

  • •Alumbra Produtos Elétricos
  • •Asbrasil S.A.
  • •Autometal Indústria e Comércio Ltda.
  • •Behr Brasil S.A.
  • •D. Zeppini & Companhia Ltda.
  • •Gaspec Mecânica Industrial de Precisão Ltda.
  • •Ghizzi Comércio e Manutenção de Ferramentas Ltda.
  • •Mahle-metal Leve S.A.
  • •Mercedes-Benz do Brasil S.A.
  • •Scania Latin America Ltda.
  • •Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos
  • •Sindicato dos Metalúrgicos do ABC
  • •Tramontina S.A. Cutelaria
  • •US - Mold Indústria e Comércio Ltda.
  • •Visteon Sistemas Automotivos Ltda.
  • •Wagerner Lernnartz do Brasil
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
  • •GLOSSÁRIO
  • •EPI: Equipamento de Proteção Individual.
  • •ISO 14000: normas referentes ao gerenciamento ambiental das atividades da empresa: diz respeito a ações desenvolvidas pela empresa para minimizar efeitos danosos ao am- biente provocados pelas suas atividades.
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