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CBO 2002 Família 7211 R$ 3.506 na admissão -682 postos em 12 meses 83 atividades

CBO 7211-05 — Ferramenteiro

O código 7211-05 identifica a ocupação ferramenteiro na CBO 2002, dentro da família 7211 — Ferramenteiros e afins. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um ferramenteiro

Constróem e desenvolvem ferramentas e dispositivos de usinagem, estampos de corte, dobra, repuxo e corte fino, moldes de sopro, de injeção e eletroerosão, modelos de moldes metálicos para fundição; fazem controle dimensional de produtos e peças usinadas e planejam o processo de construção de produtos ou protótipos.

Descrição oficial da família 7211 — Ferramenteiros e afins, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham empregados com carteira assinada na metalmecânica, em minerais não-metálicos, borracha e plástico; é também comum o trabalho em equipe, com supervisão ocasional, desenvolvido em ambientes fechados e em turnos diurnos. Podem trabalhar em posições desconfortáveis por longos períodos e estar expostos a ruídos intensos.

Recursos de trabalho

Bancada; Brocas; Eletroerosão a fio e por penetração; Esmerilhadora de turbina; Fresadora; Furadeira de bancada; Instrumentos de medição; Retificadoras; Torno.

Quanto ganha um ferramenteiro

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.97710% ganham atéR$ 3.506medianaR$ 6.41910% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 5.641

Entrada × quem já está

R$ 3.506 ao ser admitido · R$ 5.641 para quem tem vínculo ativo +60,9%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de ferramenteiro foi de R$ 3.506 — metade das 4.859 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.977 e os 10% de maior, acima de R$ 6.419.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 5.641, ou seja, 60,9% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 51 meses.

Considerando a jornada média de 42.8 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 17,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 3.506
Por ano (12 salários)R$ 42.072
Por semanaR$ 807
Por hora (42.8h/sem)R$ 17,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 3.55195,3%
  • Mulheres — R$ 2.4034,7%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 5.72797,1%
  • Mulheres — R$ 2.7962,9%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte2.879
  • Nordeste2.293
  • Sudeste4.008
  • Sul3.541
  • Centro-Oeste2.419

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 2.308 -355 R$ 4.130
MG 578 -20 R$ 3.090
RS 560 -135 R$ 3.242
PR 408 -42 R$ 4.040
SC 349 -127 R$ 3.779
RJ 154 +15 R$ 3.161
CE 152 +1 R$ 2.248
AM 136 +3 R$ 4.550
BA 131 -3 R$ 2.655
PA 97 -1 R$ 2.558

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

5.181

Desligamentos

5.863

Saldo

-682

Rotatividade

25,7%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: ago/25 (+81) saldo negativo · pior: dez/25 (-219)

Em 12 meses houve 5.181 admissões e 5.863 desligamentos de ferramenteiro, o que significa que o mercado formal fechou 682 postos de trabalho no período, com rotatividade de 25,7% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 28,7% foram a pedido do próprio trabalhador e 55,9% por dispensa sem justa causa, além de 11,2% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador28,7%
  • Dispensa sem justa causa55,9%
  • Fim de contrato11,2%
  • Aposentadoria0,1%

Sobre 5.863 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial0,6%
  • Contrato intermitente3,1%
  • Pessoa com deficiência0,8%
  • Jovem aprendiz7%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro6%
  • 1 a 4 empregados5,6%
  • 5 a 9 empregados4,8%
  • 10 a 19 empregados8,6%
  • 20 a 49 empregados13,1%
  • 50 a 99 empregados12,4%
  • 100 a 249 empregados13,6%
  • 250 a 499 empregados11,8%
  • 500 a 999 empregados12,2%
  • 1.000 ou mais empregados12%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata ferramenteiro

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de outras peças e acessórios para veículos automotores não especificadas anteriormente 2949299 · 7,6% das admissões 395 43.3h R$ 3.946 R$ 5.450 R$ 6.742 3% 3
Fabricação de ferramentas 2543800 · 5,3% das admissões 273 43.9h R$ 2.235 R$ 3.267 R$ 4.750 3% 3
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 4,6% das admissões 238 44h R$ 3.733 R$ 5.000 R$ 6.067 3% 1
Fabricação de outros produtos de metal não especificados anteriormente 2599399 · 4,1% das admissões 215 44h R$ 2.217 R$ 3.575 R$ 5.022 3% 3
Fabricação de artefatos de material plástico para usos industriais 2229302 · 3,6% das admissões 188 43.9h R$ 3.042 R$ 4.475 R$ 5.642 3% 3
Serviços de usinagem, tornearia e solda 2539001 · 3,4% das admissões 177 44h R$ 2.190 R$ 2.863 R$ 4.263 4
Fabricação de artefatos de material plástico para outros usos não especificados anteriormente 2229399 · 2,4% das admissões 125 43.9h R$ 2.775 R$ 4.325 R$ 5.644 3% 3
Construção de edifícios 4120400 · 2,3% das admissões 121 43.9h R$ 2.013 R$ 2.274 R$ 2.493 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como ferramenteiro

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 22.839 vínculos

Idade mediana

41 anos

Tempo de casa

51 meses

No setor público

0,1%

Em empresa do Simples

17,2%

Sexo

  • Homem97,1%
  • Mulher2,9%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,2h/sem
  • Pessoas com deficiência2,7%
  • Jornada parcial0,2%
  • Contrato intermitente0,8%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,1%

Sobre os 22.839 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca62,2%
  • Parda31%
  • Preta5,9%
  • Amarela0,7%
  • Indígena0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,1%
  • Até o 5º ano incompleto0,6%
  • 5º ano completo0,8%
  • 6º ao 9º ano2%
  • Fundamental completo5,4%
  • Médio incompleto5,6%
  • Médio completo74,2%
  • Superior incompleto4%
  • Superior completo7,2%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,1%
  • Até 5º ano incompleto0,8%
  • 5º ano completo0,3%
  • 6º a 9º ano1,6%
  • Fundamental completo4,1%
  • Médio incompleto7,5%
  • Médio completo76,8%
  • Superior incompleto3,1%
  • Superior completo5,2%
  • Pós-graduação0,5%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados3,6%
  • 5 a 9 empregados4,2%
  • 10 a 19 empregados7%
  • 20 a 49 empregados10,4%
  • 50 a 99 empregados10,4%
  • 100 a 249 empregados13,4%
  • 250 a 499 empregados12,8%
  • 500 a 999 empregados13,9%
  • 1.000 ou mais empregados24,4%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de ferramenteiro

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

38,6

CAT no período

714

Óbitos comunicados

1

Idade média no acidente

38 anos

Foram 714 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo ferramenteiro nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 38,6 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 79,6% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 18,9% de trajeto (no deslocamento) e 1,5% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 1 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico79,6%
  • Trajeto18,9%
  • Doença1,5%

Parte do corpo atingida

  • Dedo41,9%
  • Mão (exceto punho ou dedos)10,2%
  • Braço (entre o punho e o ombro)4,1%
  • Olho (inclusive nervo ótico e visão)3,9%
  • Pé (exceto artelhos)3,6%

Natureza da lesão

  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)28,8%
  • Fratura21,9%
  • Lesão imediata12,8%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)12,1%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)7,7%

Agente causador

  • Metal - inclui liga14,7%
  • Ferramenta, máquina, equipamento, veículo, NIC8,7%
  • Motocicleta, motoneta8,4%
  • Ferramenta manual sem força motriz, NIC8,3%
  • Máquina, NIC6,9%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S62.6 — Fratura de outros dedos 71 10% 24.580
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 55 7,7% 3.531
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 38 5,3% 1.634
S61 — Ferimento do punho e da mão 29 4,1% 3.531
S62 — Fratura ao nível do punho e da mão 17 2,4% 24.580
S61.1 — Ferimento de dedo(s) com lesão da unha 15 2,1% 3.531

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Fabricação de outras peças e acessórios para veículos automotores não especificadas anteriormente) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 38,6 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O exercício das ocupações requer ensino médio e cursos de qualificação profissional, seguido de especialização em ferramentaria, com duração de mais de quatrocentas horas/ aula. O exercício pleno das atividades demanda experiência de três a quatro anos. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7211.

Qual especialização paga mais na família 7211

Todas as ocupações de ferramenteiros e afins, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7211-05 Ferramenteiro (esta página) R$ 3.506 R$ 5.641 22.839
7211-15 Modelador de metais (fundição) R$ 2.124 R$ 3.729 1.934
7211-10 Ferramenteiro de mandris, calibradores e outros dispositivos R$ 2.263 R$ 3.109 473

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7211-05.

A Planejar o processo de construção (12)
  • Utilizar normas técnicas
  • Desenvolver protótipo
  • Analisar desenho de projeto
  • Seguir desenho de produto ou protótipo
  • Identificar incorreções ou modificações no projeto
  • Corrigir falhas de projeto
  • Definir seqüência de operação
  • Estabelecer máquinas e ferramentas
  • Identificar material a ser utilizado
  • Checar itens padronizados para a construção
  • Estimar o tempo de construção
  • Seguir cronograma do processo de construção
B Construir ferramentas e dispositivos (16)
  • Organizar a distribuição do material
  • Consultar catálogos técnicos
  • Utilizar parâmetros de corte
  • Afiar ferramentas de corte
  • Operar máquinas convencionais e especiais
  • Usinar em coordenadas
  • Tratar materiais termicamente
  • Definir seqüência de montagem e de construção
  • Utilizar ferramentas manuais
  • Soldar peças e conjuntos
  • Instalar circuitos hidráulicos e pneumáticos
  • Fazer ajuste final (try-out)
  • Conformar à quente utilizando equipamento oxiacetilênico
  • Dar acabamento na superfície de machos e matrizes
  • Modificar projetos
  • Elaborar croqui de peças
C Desenvolver ferramentas para máquinas (4)
  • Construir ferramentas de corte
  • Construir dispositivos para usinagem
  • Construir dispositivos de controle do produto
  • Desenvolver ferramentas especiais ou manuais
D Construir estampos de corte, dobra, repuxo e corte fino (5)
  • Limar punções e matriz
  • Perfilar punções
  • Trefilar matrizes (vazar)
  • Determinar folga entre punção e matriz
  • Erodir à fio e por penetração
E Construir moldes de sopro, de injeção e de eletroerosão (9)
  • Confeccionar eletrodos para eletroerosão
  • Usinar canais de injeção
  • Furar o conjunto extrator
  • Usinar circuito de refrigeração
  • Ajustar câmara à quente
  • Ajustar gavetas
  • Ajustar postiços
  • Ajustar núcleos rotativos
  • Fazer ajuste de fechamento do molde
F Construir modelos e moldes metálicos para fundição (6)
  • Projetar caixa de machos, coquilhas e modelos
  • Copiar modelos, utilizando máquinas especiais
  • Conformar à quente modelos e moldes
  • Usinar canais de alimentação e respiro
  • Confeccionar guias
  • Ajustar fechamento de coquilhas
G Executar manutenção preventiva e corretiva (8)
  • Identificar falhas no ferramental
  • Desmontar estampos, moldes e dispositivos
  • Avaliar desgastes de moldes, estampos e dispositivos
  • Administrar tempo de execução da manutenção
  • Utilizar o plano de produção para modificar ferramentas
  • Recuperar peças
  • Ajustar peças por rasqueteamento
  • Montar estampos, moldes e dispositivos
H Fazer controle dimensional (6)
  • Utilizar equipamentos de medição
  • Traçar material a ser usinado
  • Medir dureza de componentes submetidos a tratamento térmico
  • Controlar dimensões do produto
  • Fazer ajustes dimensionais
  • Controlar as peças usinadas
I Trabalhar com segurança (7)
  • Utilizar equipamentos de proteção individual
  • Limpar moldes, estampos e dispositivos, antes da desmontagem
  • Manter o local de trabalho limpo e organizado
  • Participar de atividades de prevenção de acidentes
  • Obedecer ás normas internas de segurança e da iso 14000
  • Prever situações de risco
  • Prestar primeiros socorros
Z Demonstrar competências pessoais (10)
  • Demonstrar iniciativa
  • Agir com criatividade
  • Trabalhar em equipe
  • Tomar decisões
  • Buscar auto-desenvolvimento
  • Demonstrar visão espacial
  • Demonstrar capacidade de enfrentar situações de emergência
  • Demonstrar autocontrole
  • Demonstrar destreza e precisão
  • Demonstrar senso visual e tátil

Sinônimos oficiais (11)

Ferramenteiro de bancadaFerramenteiro de coquilhasFerramenteiro de injeção termofixoFerramenteiro de injeção termoplásticoFerramenteiro de injeção zamak e alumínioFerramenteiro de manutençãoFerramenteiro de matrizes e estamposFerramenteiro de molde para borrachaFerramenteiro de moldes plásticos (sopro)Líder de ferramentariaMatrizeiro

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7211-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um ferramenteiro?

A mediana do salário de admissão é R$ 3.506 por mês, considerando as 4.859 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.977 (10% menores) a R$ 6.419 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 5.641 (RAIS 2024), 60.9% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando ferramenteiro?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 5.181 admissões contra 5.863 desligamentos, saldo de -682 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata ferramenteiro?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de outras peças e acessórios para veículos automotores não especificadas anteriormente (CNAE 2949299), com 7,6% das admissões e mediana de R$ 5.450. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de ferramenteiro?

7211-05 (família 7211 — Ferramenteiros e afins). A CBO reconhece também os títulos: Ferramenteiro de bancada, Ferramenteiro de coquilhas, Ferramenteiro de injeção termofixo, Ferramenteiro de injeção termoplástico, Ferramenteiro de injeção zamak e alumínio, Ferramenteiro de manutenção, Ferramenteiro de matrizes e estampos, Ferramenteiro de molde para borracha, entre outros — todos usam o mesmo código 7211-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser ferramenteiro?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7211: O exercício das ocupações requer ensino médio e cursos de qualificação profissional, seguido de especialização em ferramentaria, com duração de mais de quatrocentas horas/ aula. O exercício pleno das atividades demanda experiência de três a quatro anos. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de ferramenteiro?

A taxa é de 38,6 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (41,9% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S62.6 — fratura de outros dedos. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7211-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7211-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7211-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (2949299), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (21 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7211:

  • Alumbra Produtos Elétricos
  • Asbrasil S.A.
  • Autometal Indústria e Comércio Ltda.
  • Behr Brasil S.A.
  • D. Zeppini & Companhia Ltda.
  • Gaspec Mecânica Industrial de Precisão Ltda.
  • Ghizzi Comércio e Manutenção de Ferramentas Ltda.
  • Mahle-metal Leve S.A.
  • Mercedes-Benz do Brasil S.A.
  • Scania Latin America Ltda.
  • Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos
  • Sindicato dos Metalúrgicos do ABC
  • Tramontina S.A. Cutelaria
  • US - Mold Indústria e Comércio Ltda.
  • Visteon Sistemas Automotivos Ltda.
  • Wagerner Lernnartz do Brasil
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
  • GLOSSÁRIO
  • EPI: Equipamento de Proteção Individual.
  • ISO 14000: normas referentes ao gerenciamento ambiental das atividades da empresa: diz respeito a ações desenvolvidas pela empresa para minimizar efeitos danosos ao am- biente provocados pelas suas atividades.
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