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CBO 2002 Família 7211 R$ 2.123 na admissão -84 postos em 12 meses 69 atividades

CBO 7211-15 — Modelador de metais (fundição)

O código 7211-15 identifica a ocupação modelador de metais (fundição) na CBO 2002, dentro da família 7211 — Ferramenteiros e afins. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um modelador de metais (fundição)

Constróem e desenvolvem ferramentas e dispositivos de usinagem, estampos de corte, dobra, repuxo e corte fino, moldes de sopro, de injeção e eletroerosão, modelos de moldes metálicos para fundição; fazem controle dimensional de produtos e peças usinadas e planejam o processo de construção de produtos ou protótipos.

Descrição oficial da família 7211 — Ferramenteiros e afins, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham empregados com carteira assinada na metalmecânica, em minerais não-metálicos, borracha e plástico; é também comum o trabalho em equipe, com supervisão ocasional, desenvolvido em ambientes fechados e em turnos diurnos. Podem trabalhar em posições desconfortáveis por longos períodos e estar expostos a ruídos intensos.

Recursos de trabalho

Bancada; Brocas; Eletroerosão a fio e por penetração; Esmerilhadora de turbina; Fresadora; Furadeira de bancada; Instrumentos de medição; Retificadoras; Torno.

Quanto ganha um modelador de metais (fundição)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.84610% ganham até R$ 2.123mediana R$ 3.74410% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.729

Entrada × quem já está

R$ 2.123 ao ser admitido · R$ 3.729 para quem tem vínculo ativo +75,6%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de modelador de metais (fundição) foi de R$ 2.123 — metade das 367 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.846 e os 10% de maior, acima de R$ 3.744.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.729, ou seja, 75,6% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 62 meses.

Considerando a jornada média de 43.6 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 11,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.123
Por ano (12 salários)R$ 25.476
Por semanaR$ 489
Por hora (43.6h/sem)R$ 11,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.142 88%
  • Mulheres — R$ 2.111 12%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 3.921 92,5%
  • Mulheres — R$ 2.500 7,5%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Sudeste 2.463
  • Sul 2.115

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (4 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 125 -62 — R$ 2.471 —
RS 115 +11 — R$ 2.082 —
MG 35 +7 — R$ 2.283 —
SC 34 -12 — R$ 2.250 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

374

Desligamentos

458

Saldo

-84

Rotatividade

23,7%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: abr/26 (+1) saldo negativo · pior: dez/25 (-23)

Em 12 meses houve 374 admissões e 458 desligamentos de modelador de metais (fundição), o que significa que o mercado formal fechou 84 postos de trabalho no período, com rotatividade de 23,7% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 35,2% foram a pedido do próprio trabalhador e 46,7% por dispensa sem justa causa, além de 14,4% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 35,2%
  • Dispensa sem justa causa 46,7%
  • Fim de contrato 14,4%

Sobre 458 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Pessoa com deficiência 0,5%
  • Jovem aprendiz 1,6%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 9%
  • 1 a 4 empregados 12%
  • 5 a 9 empregados 11,7%
  • 10 a 19 empregados 14%
  • 20 a 49 empregados 9,6%
  • 50 a 99 empregados 14,6%
  • 100 a 249 empregados 14,6%
  • 250 a 499 empregados 4,1%
  • 500 a 999 empregados 9,3%
  • 1.000 ou mais empregados 1,2%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata modelador de metais (fundição)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fundição de ferro e aço 2451200 · 12% das admissões 45 44h R$ 2.038 R$ 2.513 R$ 2.691 3% 4
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 8,8% das admissões 33 44h — R$ 2.031 — 2% 1
Comércio varejista de outros artigos de uso pessoal e doméstico não especificados anteriormente 4759899 · 8,8% das admissões 33 44h — R$ 2.031 — 2% 1
Fundição de metais não ferrosos e suas ligas 2452100 · 8% das admissões 30 44h — R$ 2.100 — 3% 4
Fabricação de fogões, refrigeradores e máquinas de lavar e secar para uso doméstico, peças e acessórios 2751100 · 7,5% das admissões 28 44h — R$ 2.101 — 3% 3
Comércio varejista de ferragens e ferramentas 4744001 · 4,8% das admissões 18 44h — R$ 2.118 — 3% 2
Fabricação de outros produtos de metal não especificados anteriormente 2599399 · 3,2% das admissões 12 44h — R$ 2.500 — 3% 3
Fabricação de ferramentas 2543800 · 2,7% das admissões 10 44h — R$ 2.310 — 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como modelador de metais (fundição)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 1.934 vínculos

Idade mediana

43 anos

Tempo de casa

62 meses

No setor público

1,2%

Em empresa do Simples

35,9%

Sexo

  • Mulher 7,3%
  • Homem 92,7%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,1h/sem
  • Pessoas com deficiência1,6%
  • Jornada parcial0,1%
  • Contrato intermitente0,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,1%

Sobre os 1.934 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 67,8%
  • Parda 24,7%
  • Preta 6,5%
  • Amarela 0,7%
  • Indígena 0,3%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,2%
  • Até o 5º ano incompleto 2,2%
  • 5º ano completo 1,6%
  • 6º ao 9º ano 5,5%
  • Fundamental completo 10,9%
  • Médio incompleto 8,7%
  • Médio completo 63,6%
  • Superior incompleto 2,3%
  • Superior completo 5%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,3%
  • Até 5º ano incompleto 1,1%
  • 5º ano completo 2,1%
  • 6º a 9º ano 6,7%
  • Fundamental completo 15,2%
  • Médio incompleto 9,1%
  • Médio completo 63,6%
  • Superior incompleto 1,3%
  • Superior completo 0,5%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 8,5%
  • 5 a 9 empregados 9,9%
  • 10 a 19 empregados 14,7%
  • 20 a 49 empregados 13,5%
  • 50 a 99 empregados 8,1%
  • 100 a 249 empregados 9,6%
  • 250 a 499 empregados 8,1%
  • 500 a 999 empregados 6,7%
  • 1.000 ou mais empregados 20,8%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de modelador de metais (fundição)

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

30,3

CAT no período

46

Idade média no acidente

42 anos

Foram 46 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo modelador de metais (fundição) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 30,3 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 91,3% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 4,3% de trajeto (no deslocamento) e 4,3% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico 91,3%
  • Trajeto 4,3%
  • Doença 4,3%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 28,3%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 26,1%
  • Pé (exceto artelhos) 10,9%
  • Olho (inclusive nervo ótico e visão) 4,3%
  • Ombro 4,3%

Natureza da lesão

  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 30,4%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 26,1%
  • Fratura 15,2%
  • Perda ou diminuição de sentido (audição, visão, olfato, paladar e tato, desde que não seja sequela de outra lesão) 6,5%
  • Luxação 6,5%

Agente causador

  • Ferramenta, máquina, equipamento, veículo, NIC 10,9%
  • Metal - inclui liga 10,9%
  • Politriz, lixadora, esmeril - máquina 6,5%
  • Furadeira, broqueadeira, torno, fresa - máquina 6,5%
  • Madeira (toro, madeira serrada, pranchão, poste, barrote, ripa e produto de madeira) 6,5%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61 — Ferimento do punho e da mão 3 6,5% 3.531
S61.8 — Ferimento de outras partes do punho e da mão 2 4,3% 3.531
S61.1 — Ferimento de dedo(s) com lesão da unha 2 4,3% 3.531
S52.5 — Fratura da extremidade distal do rádio 2 4,3% 16.067
S60 — Traumatismo superficial do punho e da mão 2 4,3% 1.634
S62.6 — Fratura de outros dedos 2 4,3% 24.580

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Fundição de ferro e aço) tem RAT 3% e grau de risco 4, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 30,3 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O exercício das ocupações requer ensino médio e cursos de qualificação profissional, seguido de especialização em ferramentaria, com duração de mais de quatrocentas horas/ aula. O exercício pleno das atividades demanda experiência de três a quatro anos. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7211.

Qual especialização paga mais na família 7211

Todas as ocupações de ferramenteiros e afins, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7211-05 Ferramenteiro R$ 3.512 R$ 5.641 22.839
7211-15 Modelador de metais (fundição) (esta página) R$ 2.123 R$ 3.729 1.934
7211-10 Ferramenteiro de mandris, calibradores e outros dispositivos R$ 2.344 R$ 3.109 473

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7211-15.

A Planejar o processo de construção (12)
  • •Utilizar normas técnicas
  • •Desenvolver protótipo
  • •Analisar desenho de projeto
  • •Seguir desenho de produto ou protótipo
  • •Identificar incorreções ou modificações no projeto
  • •Corrigir falhas de projeto
  • •Definir seqüência de operação
  • •Estabelecer máquinas e ferramentas
  • •Identificar material a ser utilizado
  • •Checar itens padronizados para a construção
  • •Estimar o tempo de construção
  • •Seguir cronograma do processo de construção
B Construir ferramentas e dispositivos (16)
  • •Organizar a distribuição do material
  • •Consultar catálogos técnicos
  • •Utilizar parâmetros de corte
  • •Afiar ferramentas de corte
  • •Operar máquinas convencionais e especiais
  • •Usinar em coordenadas
  • •Tratar materiais termicamente
  • •Definir seqüência de montagem e de construção
  • •Utilizar ferramentas manuais
  • •Soldar peças e conjuntos
  • •Instalar circuitos hidráulicos e pneumáticos
  • •Fazer ajuste final (try-out)
  • •Conformar à quente utilizando equipamento oxiacetilênico
  • •Dar acabamento na superfície de machos e matrizes
  • •Modificar projetos
  • •Elaborar croqui de peças
C Desenvolver ferramentas para máquinas (3)
  • •Construir dispositivos para usinagem
  • •Construir dispositivos de controle do produto
  • •Desenvolver ferramentas especiais ou manuais
E Construir moldes de sopro, de injeção e de eletroerosão (2)
  • •Confeccionar eletrodos para eletroerosão
  • •Furar o conjunto extrator
F Construir modelos e moldes metálicos para fundição (5)
  • •Copiar modelos, utilizando máquinas especiais
  • •Conformar à quente modelos e moldes
  • •Usinar canais de alimentação e respiro
  • •Confeccionar guias
  • •Ajustar fechamento de coquilhas
G Executar manutenção preventiva e corretiva (8)
  • •Identificar falhas no ferramental
  • •Desmontar estampos, moldes e dispositivos
  • •Avaliar desgastes de moldes, estampos e dispositivos
  • •Administrar tempo de execução da manutenção
  • •Utilizar o plano de produção para modificar ferramentas
  • •Recuperar peças
  • •Ajustar peças por rasqueteamento
  • •Montar estampos, moldes e dispositivos
H Fazer controle dimensional (6)
  • •Utilizar equipamentos de medição
  • •Traçar material a ser usinado
  • •Medir dureza de componentes submetidos a tratamento térmico
  • •Controlar dimensões do produto
  • •Fazer ajustes dimensionais
  • •Controlar as peças usinadas
I Trabalhar com segurança (7)
  • •Utilizar equipamentos de proteção individual
  • •Limpar moldes, estampos e dispositivos, antes da desmontagem
  • •Manter o local de trabalho limpo e organizado
  • •Participar de atividades de prevenção de acidentes
  • •Obedecer ás normas internas de segurança e da iso 14000
  • •Prever situações de risco
  • •Prestar primeiros socorros
Z Demonstrar competências pessoais (10)
  • •Demonstrar iniciativa
  • •Agir com criatividade
  • •Trabalhar em equipe
  • •Tomar decisões
  • •Buscar auto-desenvolvimento
  • •Demonstrar visão espacial
  • •Demonstrar capacidade de enfrentar situações de emergência
  • •Demonstrar autocontrole
  • •Demonstrar destreza e precisão
  • •Demonstrar senso visual e tátil

Sinônimos oficiais (1)

Modelador de ferramentaria

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7211-15 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um modelador de metais (fundição)?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.123 por mês, considerando as 367 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.846 (10% menores) a R$ 3.744 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.729 (RAIS 2024), 75.6% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando modelador de metais (fundição)?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 374 admissões contra 458 desligamentos, saldo de -84 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata modelador de metais (fundição)?

A atividade econômica que mais contratou foi Fundição de ferro e aço (CNAE 2451200), com 12% das admissões e mediana de R$ 2.513. A ficha de modelador de metais (fundição) no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de modelador de metais (fundição)?

7211-15 (família 7211 — Ferramenteiros e afins). A CBO reconhece também os títulos: Modelador de ferramentaria — todos usam o mesmo código 7211-15. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser modelador de metais (fundição)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7211: O exercício das ocupações requer ensino médio e cursos de qualificação profissional, seguido de especialização em ferramentaria, com duração de mais de quatrocentas horas/ aula. O exercício pleno das atividades demanda experiência de três a quatro anos. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de modelador de metais (fundição)?

A taxa é de 30,3 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (28,3% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61 — ferimento do punho e da mão. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7211-15?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7211-15 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7211-15 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (2451200), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (21 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7211:

  • •Alumbra Produtos Elétricos
  • •Asbrasil S.A.
  • •Autometal Indústria e Comércio Ltda.
  • •Behr Brasil S.A.
  • •D. Zeppini & Companhia Ltda.
  • •Gaspec Mecânica Industrial de Precisão Ltda.
  • •Ghizzi Comércio e Manutenção de Ferramentas Ltda.
  • •Mahle-metal Leve S.A.
  • •Mercedes-Benz do Brasil S.A.
  • •Scania Latin America Ltda.
  • •Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos
  • •Sindicato dos Metalúrgicos do ABC
  • •Tramontina S.A. Cutelaria
  • •US - Mold Indústria e Comércio Ltda.
  • •Visteon Sistemas Automotivos Ltda.
  • •Wagerner Lernnartz do Brasil
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
  • •GLOSSÁRIO
  • •EPI: Equipamento de Proteção Individual.
  • •ISO 14000: normas referentes ao gerenciamento ambiental das atividades da empresa: diz respeito a ações desenvolvidas pela empresa para minimizar efeitos danosos ao am- biente provocados pelas suas atividades.
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