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CBO 2002 Família 4131 R$ 2.322 na admissão -2.236 postos em 12 meses 28 atividades

CBO 4131-15 — Auxiliar de faturamento

O código 4131-15 identifica a ocupação auxiliar de faturamento na CBO 2002, dentro da família 4131 — Auxiliares de contabilidade. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um auxiliar de faturamento

Organizam documentos e efetuam sua classificação contábil; geram lançamentos contábeis, auxiliam na apuração dos impostos, conciliam contas e preenchimento de guias de recolhimento e de solicitações, junto a órgãos do governo. Emitem notas de venda e de transferência entre outras; realizam o arquivo de documentos.

Descrição oficial da família 4131 — Auxiliares de contabilidade, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Exercem suas funções em atividades empresariais como empregados formais. Trabalham com supervisão permanente em ambientes fechados e em horário diurno. Podem trabalhar sob pressão, levando à situação de estresse.

Recursos de trabalho

Calculadora financeira; Grampeador; Guilhotina; Leitor de micro; Máquina de escrever; Microcomputador e periféricos; Pastas de arquivo; Planilhas, editores de texto e base de dados; Publicações legais; Softwares de contabilidade.

Quanto ganha um auxiliar de faturamento

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.72810% ganham até R$ 2.322mediana R$ 3.40910% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.722

Entrada × quem já está

R$ 2.322 ao ser admitido · R$ 2.722 para quem tem vínculo ativo +17,2%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de auxiliar de faturamento foi de R$ 2.322 — metade das 25.979 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.728 e os 10% de maior, acima de R$ 3.409.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.722, ou seja, 17,2% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 30 meses.

Considerando a jornada média de 43.4 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 12,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.322
Por ano (12 salários)R$ 27.864
Por semanaR$ 534
Por hora (43.4h/sem)R$ 12,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.324 30,7%
  • Mulheres — R$ 2.321 69,3%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.863 32,5%
  • Mulheres — R$ 2.658 67,5%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 1.961
  • Nordeste 1.909
  • Sudeste 2.472
  • Sul 2.525
  • Centro-Oeste 2.288

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 7.522 -784 — R$ 2.584 —
PR 2.848 -111 — R$ 2.561 —
MG 2.808 -210 — R$ 2.208 —
SC 1.728 -121 — R$ 2.557 —
RJ 1.473 -280 — R$ 2.194 —
RS 1.299 -74 — R$ 2.355 —
MT 1.171 -130 — R$ 2.424 —
GO 1.146 -99 — R$ 2.209 —
BA 893 -11 — R$ 2.071 —
ES 800 -57 — R$ 2.252 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

26.750

Desligamentos

28.986

Saldo

-2.236

Rotatividade

35,9%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jan/26 (+146) saldo negativo · pior: abr/26 (-482)

Em 12 meses houve 26.750 admissões e 28.986 desligamentos de auxiliar de faturamento, o que significa que o mercado formal fechou 2.236 postos de trabalho no período, com rotatividade de 35,9% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 38,4% foram a pedido do próprio trabalhador e 49,2% por dispensa sem justa causa, além de 9,7% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 38,4%
  • Dispensa sem justa causa 49,2%
  • Fim de contrato 9,7%

Sobre 28.986 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,2% das admissões são de jornada parcial e 0,2% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 6,7%
  • 1 a 4 empregados 5,9%
  • 5 a 9 empregados 7,4%
  • 10 a 19 empregados 12%
  • 20 a 49 empregados 18,3%
  • 50 a 99 empregados 13,4%
  • 100 a 249 empregados 13,1%
  • 250 a 499 empregados 8,1%
  • 500 a 999 empregados 5,7%
  • 1.000 ou mais empregados 9,5%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata auxiliar de faturamento

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Atividades de atendimento hospitalar, exceto pronto socorro e unidades para atendimento a urgências 8610101 · 9,6% das admissões 2.579 43.6h R$ 1.945 R$ 2.254 R$ 2.625 2% 3
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 5% das admissões 1.333 43.8h R$ 2.710 R$ 3.045 R$ 3.141 3% 1
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 4,5% das admissões 1.216 43.9h R$ 1.871 R$ 2.227 R$ 2.665 2% 1
Transporte rodoviário de carga, exceto produtos perigosos e mudanças, intermunicipal, interestadual e internacional 4930202 · 4,4% das admissões 1.174 44h R$ 2.037 R$ 2.364 R$ 2.756 3% 3
Atividades de atendimento em pronto socorro e unidades hospitalares para atendimento a urgências 8610102 · 2,6% das admissões 691 43.8h R$ 1.761 R$ 2.100 R$ 2.529 2% 3
Atividades de contabilidade 6920601 · 2,5% das admissões 656 43.7h R$ 2.032 R$ 2.471 R$ 3.065 1% 1
Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios - supermercados 4711302 · 1,2% das admissões 325 44.1h R$ 1.843 R$ 2.074 R$ 2.375 3% 2
Comércio atacadista de produtos alimentícios em geral 4639701 · 1,2% das admissões 325 44h R$ 1.906 R$ 2.195 R$ 2.539 3% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como auxiliar de faturamento

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 80.822 vínculos

Idade mediana

34 anos

Tempo de casa

30 meses

No setor público

0,8%

Em empresa do Simples

19,1%

Sexo

  • Homem 32,6%
  • Mulher 67,4%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,3h/sem
  • Pessoas com deficiência1,7%
  • Jornada parcial0,1%
  • Contrato intermitente0,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos11%

Sobre os 80.822 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 51,8%
  • Parda 41,4%
  • Preta 5,9%
  • Amarela 0,8%
  • Indígena 0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,1%
  • Até o 5º ano incompleto 0,1%
  • 5º ano completo 0,1%
  • 6º ao 9º ano 0,4%
  • Fundamental completo 1,5%
  • Médio incompleto 2,9%
  • Médio completo 64,1%
  • Superior incompleto 10,5%
  • Superior completo 20,3%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,1%
  • 6º a 9º ano 0,1%
  • Fundamental completo 0,8%
  • Médio incompleto 2,2%
  • Médio completo 61,8%
  • Superior incompleto 13,4%
  • Superior completo 20,1%
  • Pós-graduação 1,4%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 5,1%
  • 5 a 9 empregados 7%
  • 10 a 19 empregados 11,9%
  • 20 a 49 empregados 18,5%
  • 50 a 99 empregados 14,8%
  • 100 a 249 empregados 14,8%
  • 250 a 499 empregados 9,4%
  • 500 a 999 empregados 7,9%
  • 1.000 ou mais empregados 10,6%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de auxiliar de faturamento

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

10

CAT no período

634

Óbitos comunicados

2

Idade média no acidente

35 anos

Foram 634 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo auxiliar de faturamento nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 10 por mil vínculos ao ano — próxima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 28,7% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 68,9% de trajeto (no deslocamento) e 2,4% doenças ocupacionais — a predominância do trajeto indica que o deslocamento é o principal ponto de exposição nessa ocupação.

No período foram comunicados 2 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico 28,7%
  • Trajeto 68,9%
  • Doença 2,4%

Parte do corpo atingida

  • Pé (exceto artelhos) 13,6%
  • Partes múltiplas 12,1%
  • Joelho 9,5%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis) 7,3%
  • Articulação do tornozelo 6,9%

Natureza da lesão

  • Fratura 17%
  • Lesão imediata 16,6%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 15,6%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 13,4%
  • Distensão, torção 11,4%

Agente causador

  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas 18,2%
  • Motocicleta, motoneta 16,8%
  • Veículo rodoviário motorizado 10,9%
  • Veículo, NIC 10,4%
  • Escada permanente cujos degraus permitem apoio integral do pé, degrau - superfície utilizada para sustentar pessoas 7,3%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 52 8,2% 5.476
S80.0 — Contusão do joelho 28 4,4% 1.225
T07 — Traumatismos múltiplos não especificados 17 2,7% 1.358
V29.9 — Motociclista [qualquer] traumatizado em um acidente de trânsito não especificado 13 2,1% 313
M25.5 — Dor articular 12 1,9% 1.605
V29 — Motociclista traumatizado em outros acidentes de transporte e em acidentes de transporte não especificados 12 1,9% 313

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Atividades de atendimento hospitalar, exceto pronto socorro e unidades para atendimento a urgências) tem RAT 2% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 10 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: administração pública, educação, saúde e serviços sociais

Informalidade no setor

9,6%

Média nacional

37,5%

Conta própria

6,3%

Rendimento formal × informal

R$ 5.009 × R$ 4.613

No setor de administração pública, educação, saúde e serviços sociais — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 9,6% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Embora não exista exigência legal, requer-se escolaridade de nível médio, preferencialmente com curso técnico ou superior incompleto. Não há exigência de experiência anterior. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 4131.

Qual especialização paga mais na família 4131

Todas as ocupações de auxiliares de contabilidade, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
4131-05 Analista de folha de pagamento R$ 3.517 R$ 3.837 35.541
4131-15 Auxiliar de faturamento (esta página) R$ 2.322 R$ 2.722 80.822
4131-10 Auxiliar de contabilidade R$ 2.318 R$ 2.700 203.155

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 4131-15.

A Organizar documentos (6)
  • •Relacionar documentos
  • •Arquivar documentos
  • •Enviar documentos para arquivo morto
  • •Requisitar documentos junto ao arquivo
  • •Controlar entrada e saída de documentos no arquivo
  • •Reunir dados e documentos para atender fiscalizações e auditorias
F Executar rotinas de faturamento (5)
  • •Emitir nota fiscal
  • •Efetuar lançamentos nas contas de estoque
  • •Lançar imposto nas transações comerciais
  • •Emitir faturas e duplicatas
  • •Emitir conhecimento de frete
Z Demonstrar competências pessoais (17)
  • •Consultar normas e procedimentos internos
  • •Acompanhar legislação trabalhista
  • •Desenvolver raciocínio lógico
  • •Utilizar recursos de informática
  • •Demonstrar conhecimentos técnicos específicos
  • •Demonstrar empatia
  • •Cultivar a ética
  • •Manter-se dinâmico
  • •Buscar auto desenvolvimento
  • •Demonstrar iniciativa
  • •Trabalhar em equipe
  • •Demonstrar capacidade de participação
  • •Demonstrar capacidade de crítica
  • •Demonstrar habilidade em cálculos
  • •Expressar-se de forma oral e escrita
  • •Utilizar telefone e fax
  • •Utilizar e-mail e intranet

Sinônimos oficiais (1)

Faturista

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 4131-15 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um auxiliar de faturamento?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.322 por mês, considerando as 25.979 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.728 (10% menores) a R$ 3.409 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.722 (RAIS 2024), 17.2% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando auxiliar de faturamento?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 26.750 admissões contra 28.986 desligamentos, saldo de -2.236 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata auxiliar de faturamento?

A atividade econômica que mais contratou foi Atividades de atendimento hospitalar, exceto pronto socorro e unidades para atendimento a urgências (CNAE 8610101), com 9,6% das admissões e mediana de R$ 2.254. A ficha de auxiliar de faturamento no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de auxiliar de faturamento?

4131-15 (família 4131 — Auxiliares de contabilidade). A CBO reconhece também os títulos: Faturista — todos usam o mesmo código 4131-15. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser auxiliar de faturamento?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 4131: Embora não exista exigência legal, requer-se escolaridade de nível médio, preferencialmente com curso técnico ou superior incompleto. Não há exigência de experiência anterior. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de auxiliar de faturamento?

A taxa é de 10 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é pé (exceto artelhos) (13,6% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S93.4 — entorse e distensão do tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (administração pública, educação, saúde e serviços sociais), 9,6% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 4131-15?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 4131-15 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 4131-15 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (8610101), o RAT é 2%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (11 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 4131:

  • •Banco Sudameris Brasil S.A.
  • •Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp)
  • •Cooperativa de Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo (Coopersucar)
  • •Fundação Instituto de Administração (FIA-USP)
  • •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe-USP)
  • •Lufas Contabilidade Técnica Ltda.
  • •Perdigão Agroindustrial S.A.
  • •Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Rio de Janeiro
  • •Volkswagen do Brasil Ltda.
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
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