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CBO 2002 Família 3722 R$ 1.744 na admissão +152 postos em 12 meses 72 atividades

CBO 3722-05 — Operador de rede de teleprocessamento

O código 3722-05 identifica a ocupação operador de rede de teleprocessamento na CBO 2002, dentro da família 3722 — Operadores de rede de teleprocessamento e afins. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um operador de rede de teleprocessamento

Operam e monitoram sistemas de comunicação em rede, preparam equipamentos e meios de comunicação, cuidam da segurança operacional por meio de procedimentos específicos e realizam atendimento ao usuário.

Descrição oficial da família 3722 — Operadores de rede de teleprocessamento e afins, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham em empresas de informática e departamentos de informática de empresas de diversos ramos de atividade e em entidades que atuam com populações residentes em áreas remotas. São assalariados, com carteira assinada, pela empresa onde atuam ou empresa terceirizada. Trabalham em equipe, sob supervisão, em ambiente fechado, em diferentes regimes de horário de trabalho diurno, noturno, rodízio de turnos e horários irregulares.

Recursos de trabalho

Computador de grande porte; Fone auricular; Impressora; Manipulador de telégrafo; Microcomputador; Microfone; Periféricos de rede; Rádio; Rádio telégrafo; Telefone.

Quanto ganha um operador de rede de teleprocessamento

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.62210% ganham até R$ 1.744mediana R$ 2.31110% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.509

Entrada × quem já está

R$ 1.744 ao ser admitido · R$ 2.509 para quem tem vínculo ativo +43,9%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de operador de rede de teleprocessamento foi de R$ 1.744 — metade das 4.552 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.622 e os 10% de maior, acima de R$ 2.311.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.509, ou seja, 43,9% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 14 meses.

Considerando a jornada média de 38.1 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 9,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.744
Por ano (12 salários)R$ 20.928
Por semanaR$ 401
Por hora (38.1h/sem)R$ 9,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 1.767 52,9%
  • Mulheres — R$ 1.739 47,1%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.697 75,4%
  • Mulheres — R$ 2.125 24,6%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 2.000
  • Nordeste 1.784
  • Sudeste 1.728
  • Sul 2.050
  • Centro-Oeste 1.694

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
MG 3.107 +766 — R$ 1.709 —
SC 790 -154 — R$ 2.057 —
PR 528 -2 — R$ 2.100 —
SP 502 -262 — R$ 2.111 —
RS 126 +20 — R$ 1.895 —
RJ 115 -8 — R$ 1.877 —
CE 100 -2 — R$ 1.806 —
GO 94 -52 — R$ 1.677 —
DF 88 -82 — R$ 1.650 —
ES 83 +0 — R$ 1.682 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

5.882

Desligamentos

5.730

Saldo

+152

Rotatividade

38,2%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: nov/25 (+274) saldo negativo · pior: mar/26 (-93)

Em 12 meses houve 5.882 admissões e 5.730 desligamentos de operador de rede de teleprocessamento, o que significa que o mercado formal abriu 152 postos de trabalho no período, com rotatividade de 38,2% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 42,4% foram a pedido do próprio trabalhador e 49,4% por dispensa sem justa causa. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 42,4%
  • Dispensa sem justa causa 49,4%
  • Fim de contrato 2,6%

Sobre 5.730 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial 2,2%
  • Contrato intermitente 3,6%
  • Pessoa com deficiência 0,3%
  • Jovem aprendiz 0,4%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 13,8%
  • 1 a 4 empregados 5,4%
  • 5 a 9 empregados 3,5%
  • 10 a 19 empregados 8,9%
  • 20 a 49 empregados 12,2%
  • 50 a 99 empregados 17,7%
  • 100 a 249 empregados 21,7%
  • 250 a 499 empregados 13,9%
  • 500 a 999 empregados 1,7%
  • 1.000 ou mais empregados 1,2%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata operador de rede de teleprocessamento

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 48,9% das admissões 2.875 44h R$ 1.649 R$ 1.707 R$ 1.776 2% 1
Portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na internet 6319400 · 17,1% das admissões 1.008 44h R$ 1.701 R$ 1.905 R$ 2.073 1% 2
Suporte técnico, manutenção e outros serviços em tecnologia da informação 6209100 · 4,6% das admissões 270 43.7h R$ 1.644 R$ 1.693 R$ 2.025 2% 2
Atividades de monitoramento de sistemas de segurança eletrônico 8020001 · 3,1% das admissões 183 42.8h R$ 1.761 R$ 2.013 R$ 2.088 — 3
Desenvolvimento e licenciamento de programas de computador customizáveis 6202300 · 3% das admissões 174 43.3h R$ 2.038 R$ 2.103 R$ 2.472 2% 2
Serviços de comunicação multimídia - scm 6110803 · 2% das admissões 120 43.7h R$ 1.664 R$ 1.892 R$ 2.021 2% 2
Preparação de documentos e serviços especializados de apoio administrativo não especificados anteriormente 8219999 · 1,9% das admissões 113 43.9h — R$ 1.729 — 3% 2
Comércio varejista especializado de equipamentos e suprimentos de informática 4751201 · 1,2% das admissões 73 43.7h R$ 1.829 R$ 2.058 R$ 2.158 — 1

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como operador de rede de teleprocessamento

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 15.019 vínculos

Idade mediana

34 anos

Tempo de casa

14 meses

No setor público

1%

Em empresa do Simples

50,6%

Sexo

  • Homem 59,3%
  • Mulher 40,7%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada37,2h/sem
  • Pessoas com deficiência0,5%
  • Jornada parcial1,2%
  • Contrato intermitente11,6%
  • Em entidade sem fins lucrativos1,6%

Sobre os 15.019 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 58,7%
  • Parda 35,6%
  • Preta 4,6%
  • Amarela 0,8%
  • Indígena 0,3%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Até o 5º ano incompleto 0,1%
  • 6º ao 9º ano 0,1%
  • Fundamental completo 1,1%
  • Médio incompleto 1,5%
  • Médio completo 55,7%
  • Superior incompleto 9,8%
  • Superior completo 31,5%
  • Mestrado 0,2%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • 5º ano completo 0,1%
  • 6º a 9º ano 0,1%
  • Fundamental completo 0,5%
  • Médio incompleto 1,8%
  • Médio completo 58,5%
  • Superior incompleto 10,8%
  • Superior completo 25,8%
  • Pós-graduação 2,2%
  • Mestrado 0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 3%
  • 5 a 9 empregados 3,7%
  • 10 a 19 empregados 5,4%
  • 20 a 49 empregados 10,2%
  • 50 a 99 empregados 14,2%
  • 100 a 249 empregados 29,3%
  • 250 a 499 empregados 23,8%
  • 500 a 999 empregados 7,5%
  • 1.000 ou mais empregados 2,8%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de operador de rede de teleprocessamento

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

3,6

CAT no período

42

Idade média no acidente

30 anos

Foram 42 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo operador de rede de teleprocessamento nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 3,6 por mil vínculos ao ano — abaixo da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 52,4% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 45,2% de trajeto (no deslocamento) e 2,4% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Trajeto 45,2%
  • Típico 52,4%
  • Doença 2,4%

Parte do corpo atingida

  • Membros superiores, NIC 14,3%
  • Articulação do tornozelo 11,9%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis) 7,1%
  • Perna (do tornozelo, exclusive, ao joelho, exclusive) 7,1%
  • Membros inferiores, NIC 7,1%

Natureza da lesão

  • Distensão, torção 21,4%
  • Fratura 16,7%
  • Luxação 14,3%
  • Lesão imediata 14,3%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 11,9%

Agente causador

  • Veículo rodoviário motorizado 21,4%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas 14,3%
  • Veículo, NIC 11,9%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas 9,5%
  • Escada permanente cujos degraus permitem apoio integral do pé, degrau - superfície utilizada para sustentar pessoas 9,5%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 5 11,9% 5.476
S90 — Traumatismo superficial do tornozelo e do pé 2 4,8% 1.188
M25.5 — Dor articular 2 4,8% 1.605
S52.2 — Fratura da diáfise do cúbito [ulna] 1 2,4% 16.067
S82.4 — Fratura do perônio [fíbula] 1 2,4% 25.350
S43 — Luxação, entorse e distensão das articulações e dos ligamentos da cintura escapular 1 2,4% 2.950

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Serviços combinados de escritório e apoio administrativo) tem RAT 2% e grau de risco 1, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 3,6 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas

Informalidade no setor

25,4%

Média nacional

37,5%

Conta própria

23,7%

Rendimento formal × informal

R$ 5.385 × R$ 4.443

No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se formação de nível médio. Para as ocupações de operador de teleprocessamento requer-se, adicionalmente, cursos de especialização de aproximadamente quatrocentas horas/aula. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 3722.

Qual especialização paga mais na família 3722

Todas as ocupações de operadores de rede de teleprocessamento e afins, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
3722-10 Radiotelegrafista R$ 4.516 R$ 3.625 151
3722-05 Operador de rede de teleprocessamento (esta página) R$ 1.744 R$ 2.509 15.019

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3722-05.

A Operar sistemas de comunicação (9)
  • •Testar funcionamento dos aplicativos
  • •Priorizar operações emergenciais
  • •Priorizar execução de sistemas críticos
  • •Executar cronograma de atividades
  • •Executar plano de contingência
  • •Definir fila de transmissão de mensagens
  • •Efetuar retransmissões devido a falhas
  • •Montar fita ou cartucho no computador central
  • •Ordenar seqüência de impressão
B Monitorar sistemas (9)
  • •Acompanhar desempenho da rede
  • •Controlar taxa de transmissão de dados
  • •Acompanhar transferência de mensagens e arquivos
  • •Confirmar transferência de mensagens e arquivos
  • •Acompanhar processo de impressão
  • •Avaliar resultados de impressão
  • •Verificar resultados de processos e operações
  • •Identificar possíveis falhas do equipamento na transmissão
  • •Monitorar funcionamento de geradores e baterias em caso de falta de energia
C Comunicar-se na rede (6)
  • •Interpretar códigos de comunicação (morse, cw)
  • •Identificar se na rede por meio de senha, código e prefixo
  • •Localizar área de atendimento
  • •Transmitir mensagens e dados
  • •Relacionar-se com outros órgãos e usuários de comunicação
  • •Protocolar recebimento de mensagens e arquivos
D Preparar equipamentos e meios de comunicação (8)
  • •Ajustar equipamentos para operação
  • •Regular climatização do ambiente
  • •Controlar suprimento de insumos (papel, cartucho de tinta)
  • •Limpar equipamento periodicamente
  • •Verificar a conectividade entre os equipamentos do bastidor
  • •Testar fontes de alimentação de energia
  • •Executar testes de capacidade de transmissão
  • •Executar testes de conexão e comunicação
E Cuidar da segurança operacional (5)
  • •Permitir acesso do usuário ao sistema
  • •Bloquear tentativa de acesso não autorizado
  • •Criptografar arquivos e mensagens
  • •Decriptar arquivos e mensagens
  • •Efetuar cópia de segurança de dados
F Efetuar procedimentos de trabalho (10)
  • •Participar de ginástica laboral
  • •Consultar manuais e documentação básica
  • •Consultar procedimentos padronizados para transmissão de dados e de rádio-comunicação
  • •Consultar plano de contingência
  • •Organizar cronograma de atividades
  • •Organizar material de trabalho (fitas, cd)
  • •Calcular a capacidade do tráfego de dados
  • •Registrar ocorrências do período de trabalho
  • •Emitir relatórios estatísticos de atendimento ao usuário
  • •Rotular mídia digital
G Atender usuários (10)
  • •Receber solicitação de suporte técnico
  • •Priorizar atendimento ao usuário preferencial
  • •Prestar apoio técnico à rede
  • •Identificar localização do usuário
  • •Diagnosticar tipo de ocorrência
  • •Orientar usuário sobre condições operacionais, comerciais e climáticas
  • •Registrar ocorrência de problema técnico
  • •Acionar suporte técnico especializado
  • •Acionar setores competentes para emergências (polícia, bombeiros, sos, salva-mar, salva-aero)
  • •Registrar término do atendimento
Z Demonstrar competências pessoais (15)
  • •Zelar pela qualidade das informações
  • •Zelar pela segurança no ambiente de trabalho
  • •Manter-se atualizado profissionalmente
  • •Manter sigilo das informações confidenciais
  • •Trabalhar em equipe
  • •Demonstrar iniciativa
  • •Tomar decisões
  • •Agir com ética
  • •Manter controle emocional
  • •Demonstrar capacidade de concentração
  • •Comprometer-se com o trabalho
  • •Cumprir normas e regulamentos
  • •Administrar situações de conflitos
  • •Cumprir prazos
  • •Respeitar hierarquia

Sinônimos oficiais (3)

Operador de rede de transmissão de dadosOperador de sistemas de informática (teleprocessamento)Operador de teleprocessamento

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 3722-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um operador de rede de teleprocessamento?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.744 por mês, considerando as 4.552 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.622 (10% menores) a R$ 2.311 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.509 (RAIS 2024), 43.9% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando operador de rede de teleprocessamento?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 5.882 admissões contra 5.730 desligamentos, saldo de +152 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata operador de rede de teleprocessamento?

A atividade econômica que mais contratou foi Serviços combinados de escritório e apoio administrativo (CNAE 8211300), com 48,9% das admissões e mediana de R$ 1.707. A ficha de operador de rede de teleprocessamento no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de operador de rede de teleprocessamento?

3722-05 (família 3722 — Operadores de rede de teleprocessamento e afins). A CBO reconhece também os títulos: Operador de rede de transmissão de dados, Operador de sistemas de informática (teleprocessamento), Operador de teleprocessamento — todos usam o mesmo código 3722-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser operador de rede de teleprocessamento?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3722: Para o exercício dessas ocupações requer-se formação de nível médio. Para as ocupações de operador de teleprocessamento requer-se, adicionalmente, cursos de especialização de aproximadamente quatrocentas horas/aula. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de operador de rede de teleprocessamento?

A taxa é de 3,6 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é membros superiores, nic (14,3% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S93.4 — entorse e distensão do tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 3722-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 3722-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3722-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (8211300), o RAT é 2%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (15 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3722:

  • •Centro de Computação Eletrônica da Universidade de São Paulo (Cce-usp)
  • •Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp)
  • •Companhia de Processamento de Dados do Município de São Paulo (Prodam)
  • •Cooperativa Mista de Trabalho dos Motoristas Autônomos de Táxi Especial de São Paulo (Copertesp-Radiotáxi Vermelho e Branco)
  • •Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Ect)
  • •Empresa de Taxi Catumbi Ltda.
  • •Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social - Dataprev
  • •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe-usp)
  • •Fundação Nacional do Índio (Funai)
  • •Guarucoop Central Taxi Aeroporto Guarulhos
  • •Sindicato Oficiais de Radiocomunicação da Marinha Mercante
  • •Telemig Celular S.A.
  • •Unisys Outsourcing - Datamec S.A.
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
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