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CBO 2002 Família 3511 R$ 3.632 na admissão -298 postos em 12 meses 99 atividades

CBO 3511-05 — Técnico de contabilidade

O código 3511-05 identifica a ocupação técnico de contabilidade na CBO 2002, dentro da família 3511 — Técnicos em contabilidade. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 13 seções

O que faz um técnico de contabilidade

Realizam atividades inerentes à contabilidade em empresas, órgãos governamentais e outras instituições públicas e privadas. Para tanto, constituem e regularizam empresa, identificam documentos e informações, atendem à fiscalização e procedem consultoria empresarial. Executam a contabilidade geral, operacionalizam a contabilidade de custos e efetuam contabilidade gerencial. Administram o departamento pessoal e realizam controle patrimonial.

Descrição oficial da família 3511 — Técnicos em contabilidade, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham em escritórios de contabilidade, em departamentos de contabilidade de empresas agrícolas, comerciais, industriais e de serviços e em órgãos governamentais, como estatutários, empregados assalariados ou como autônomos (consultor contábil). O trabalho é presencial ou a distância; pode ser realizado de forma individual sem supervisão, ou em equipe, sob supervisão. Os profissionais trabalham em ambiente fechado, no período diurno. O chefe de contabilidade e o técnico de contabilidade permanecem, durante longos períodos, em posições desconfortáveis e trabalham sob pressão, o que pode levá-los à situação de estresse constante.

Recursos de trabalho

Calculadora; Computador e periféricos; Internet; Máquina copiadora; Programas e aplicativos; Telefone.

Quanto ganha um técnico de contabilidade

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 2.26110% ganham até R$ 3.632mediana R$ 6.51310% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 5.470

Entrada × quem já está

R$ 3.632 ao ser admitido · R$ 5.470 para quem tem vínculo ativo +50,6%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de técnico de contabilidade foi de R$ 3.632 — metade das 1.891 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.261 e os 10% de maior, acima de R$ 6.513.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 5.470, ou seja, 50,6% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 116 meses.

Considerando a jornada média de 42.6 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 19,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 3.632
Por ano (12 salários)R$ 43.584
Por semanaR$ 836
Por hora (42.6h/sem)R$ 19,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 3.642 39,3%
  • Mulheres — R$ 3.622 60,7%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 5.891 46%
  • Mulheres — R$ 5.189 54%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 3.225
  • Nordeste 2.830
  • Sudeste 3.892
  • Sul 3.824
  • Centro-Oeste 3.536

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 701 -72 — R$ 4.129 —
PR 223 -14 — R$ 3.883 —
RS 187 -27 — R$ 3.559 —
SC 163 -34 — R$ 3.975 —
MG 159 -18 — R$ 3.171 —
RJ 116 -42 — R$ 3.550 —
BA 64 +3 — R$ 3.256 —
GO 49 -4 — R$ 3.550 —
CE 48 -12 — R$ 2.550 —
DF 40 -56 — R$ 3.333 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

1.976

Desligamentos

2.274

Saldo

-298

Rotatividade

11,7%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jun/26 (+12) saldo negativo · pior: dez/25 (-64)

Em 12 meses houve 1.976 admissões e 2.274 desligamentos de técnico de contabilidade, o que significa que o mercado formal fechou 298 postos de trabalho no período, com rotatividade de 11,7% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 43,7% foram a pedido do próprio trabalhador e 48,1% por dispensa sem justa causa, além de 5,3% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 43,7%
  • Dispensa sem justa causa 48,1%
  • Fim de contrato 5,3%

Sobre 2.274 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial 1,2%
  • Contrato intermitente 0,3%
  • Pessoa com deficiência 0,3%
  • Jovem aprendiz 0,5%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 9,3%
  • 1 a 4 empregados 10%
  • 5 a 9 empregados 10,8%
  • 10 a 19 empregados 11,8%
  • 20 a 49 empregados 13,7%
  • 50 a 99 empregados 9%
  • 100 a 249 empregados 11,7%
  • 250 a 499 empregados 8,7%
  • 500 a 999 empregados 8,3%
  • 1.000 ou mais empregados 6,7%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata técnico de contabilidade

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Atividades de contabilidade 6920601 · 38,5% das admissões 760 43.8h R$ 2.833 R$ 3.506 R$ 4.325 1% 1
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 7,6% das admissões 151 42.8h R$ 2.986 R$ 3.700 R$ 5.025 2% 1
Holdings de instituições não financeiras 6462000 · 4,9% das admissões 97 43.1h R$ 3.320 R$ 3.597 R$ 5.196 3% 1
Preparação de documentos e serviços especializados de apoio administrativo não especificados anteriormente 8219999 · 1,4% das admissões 28 43.3h — R$ 3.600 — 3% 2
Construção de edifícios 4120400 · 1,2% das admissões 24 44h — R$ 4.000 — 3% 3
Atividades de consultoria em gestão empresarial, exceto consultoria técnica específica 7020400 · 1,2% das admissões 23 43.8h — R$ 3.800 — 2% 1
Transporte rodoviário de carga, exceto produtos perigosos e mudanças, intermunicipal, interestadual e internacional 4930202 · 1,1% das admissões 21 44h — R$ 3.583 — 3% 3
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 1% das admissões 20 42.7h — R$ 5.500 — 3% 1

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como técnico de contabilidade

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 19.472 vínculos

Idade mediana

48 anos

Tempo de casa

116 meses

No setor público

48,8%

Em empresa do Simples

16,6%

Sexo

  • Homem 46,9%
  • Mulher 53,1%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada40,3h/sem
  • Pessoas com deficiência1,2%
  • Jornada parcial0,5%
  • Em entidade sem fins lucrativos2,6%

Sobre os 19.472 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 58,7%
  • Parda 33,1%
  • Preta 6,4%
  • Amarela 1,4%
  • Indígena 0,4%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Até o 5º ano incompleto 0,1%
  • 5º ano completo 0,1%
  • 6º ao 9º ano 0,2%
  • Fundamental completo 0,6%
  • Médio incompleto 0,5%
  • Médio completo 30,5%
  • Superior incompleto 8,5%
  • Superior completo 57,7%
  • Mestrado 1,6%
  • Doutorado 0,2%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,6%
  • Até 5º ano incompleto 0,1%
  • 6º a 9º ano 0,1%
  • Fundamental completo 0,4%
  • Médio incompleto 1%
  • Médio completo 21,1%
  • Superior incompleto 17,6%
  • Superior completo 51,4%
  • Pós-graduação 7,3%
  • Mestrado 0,5%
  • Doutorado 0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 6,8%
  • 5 a 9 empregados 6,5%
  • 10 a 19 empregados 5,9%
  • 20 a 49 empregados 7%
  • 50 a 99 empregados 5,6%
  • 100 a 249 empregados 8,7%
  • 250 a 499 empregados 9,3%
  • 500 a 999 empregados 10%
  • 1.000 ou mais empregados 40,1%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de técnico de contabilidade

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

3,3

CAT no período

53

Idade média no acidente

41 anos

Foram 53 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo técnico de contabilidade nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 3,3 por mil vínculos ao ano — abaixo da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 28,3% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 67,9% de trajeto (no deslocamento) e 3,8% doenças ocupacionais — a predominância do trajeto indica que o deslocamento é o principal ponto de exposição nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico 28,3%
  • Trajeto 67,9%
  • Doença 3,8%

Parte do corpo atingida

  • Joelho 15,1%
  • Pé (exceto artelhos) 9,4%
  • Articulação do tornozelo 9,4%
  • Ombro 9,4%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis) 7,5%

Natureza da lesão

  • Fratura 22,6%
  • Distensão, torção 15,1%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 13,2%
  • Lesão imediata 11,3%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 11,3%

Agente causador

  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas 19,6%
  • Motocicleta, motoneta 15,7%
  • Calçada ou caminho para pedestre - superfície utilizada para sustentar pessoas 11,8%
  • Veículo rodoviário motorizado 9,8%
  • Escada permanente cujos degraus permitem apoio integral do pé, degrau - superfície utilizada para sustentar pessoas 7,8%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 6 11,3% 5.476
S80.0 — Contusão do joelho 5 9,4% 1.225
S40.0 — Contusão do ombro e do braço 3 5,7% 479
S82.0 — Fratura da rótula [patela] 2 3,8% 25.350
M25.5 — Dor articular 2 3,8% 1.605
S90.0 — Contusão do tornozelo 1 1,9% 1.188

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Atividades de contabilidade) tem RAT 1% e grau de risco 1, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 3,3 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas

Informalidade no setor

25,4%

Média nacional

37,5%

Conta própria

23,7%

Rendimento formal × informal

R$ 5.385 × R$ 4.443

No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O exercício dessas ocupações requer curso técnico em contabilidade (nível médio). O exercício pleno das atividades ocorre após quatro anos de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 3511.

Qual especialização paga mais na família 3511

Todas as ocupações de técnicos em contabilidade, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
3511-10 Chefe de contabilidade (técnico) R$ 4.222 R$ 5.725 3.181
3511-05 Técnico de contabilidade (esta página) R$ 3.632 R$ 5.470 19.472
3511-15 Consultor contábil (técnico) R$ 4.567 R$ 5.004 3.017

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3511-05.

A Constituir empresa (5)
  • •Fornecer consultoria na constituição da empresa
  • •Enquadrar a empresa na atividade
  • •Registrar a empresa junto aos órgãos públicos competentes
  • •Encaminhar os atos constitutivos ao arquivo na junta comercial e ou cartório
  • •Preparar todos os livros pertinentes a empresa para autenticação
B Identificar documentos e informações (6)
  • •Distinguir os atos dos fatos administrativos
  • •Encaminhar os documentos aos setores competentes
  • •Classificar documentos fiscais
  • •Codificar documentos contábeis
  • •Enviar documentos para serem arquivados
  • •Eliminar documentos do arquivo após prazo legal
C Executar a contabilidade geral (10)
  • •Efetuar lançamentos contábeis
  • •Fazer balancetes de verificação
  • •Conciliar contas
  • •Analisar contas patrimoniais
  • •Formar peças contábeis das empresas
  • •Emitir diário, razão e livros fiscais
  • •Escriturar o livro de apuração do lucro real (lalur)
  • •Apurar impostos
  • •Atender a obrigações fiscais acessórias
  • •Assessorar auditoria
D Administrar o departamento pessoal (10)
  • •Solicitar documentação para admissão
  • •Estudar as mudanças da legislação trabalhista
  • •Verificar os termos dos dissídios coletivos
  • •Efetuar contrato de trabalho
  • •Acompanhar o programa de controle médico de saúde ocupacional
  • •Administrar os benefícios sociais do empregado
  • •Computar folha de pagamento dos empregados, empregadores e terceiros
  • •Gerar guias de encargos sociais
  • •Controlar férias
  • •Preparar rescisão e homologação
E Realizar controle patrimonial (10)
  • •Controlar a entrada de ativos imobilizados
  • •Depreciar bens
  • •Reavaliar bens
  • •Corrigir bens
  • •Calcular juros sobre patrimônio em formação
  • •Amortizar os gastos e custos incorridos
  • •Proceder equivalência patrimonial
  • •Dar baixa ao ativo imobilizado
  • •Apurar o resultado da alienação
  • •Inventariar o patrimônio
F Operacionalizar a contabilidade de custos (6)
  • •Levantar estoque
  • •Relacionar custos operacionais e não operacionais
  • •Demonstrar custo incorrido e ou orçado
  • •Identificar custo gerencial e administrativo
  • •Contabilizar custo orçado ou incorrido
  • •Criar relatório de custo
G Efetuar contabilidade gerencial (8)
  • •Compilar informações contábeis
  • •Analisar comportamento das contas
  • •Preparar fluxo de caixa
  • •Fazer previsão orçamentária
  • •Acompanhar os resultados finais da empresa
  • •Efetuar análises comparativas
  • •Executar o planejamento tributário
  • •Elaborar o balanço social
H Atender à fiscalização (2)
  • •Disponibilizar documentos e livros
  • •Preparar relatórios
I Regularizar empresa (7)
  • •Efetuar balanço de abertura
  • •Reorganizar a contabilidade
  • •Atualizar a contabilidade
  • •Refazer obrigações fiscais de natureza acessória
  • •Recalcular tributos
  • •Aprontar pedidos de parcelamento
  • •Extinguir empresas
J Proceder consultoria empresarial (7)
  • •Examinar documentos fiscais e legislação
  • •Inventariar documentação trabalhista e legislação
  • •Analisar documentação societária
  • •Estudar a documentação contábil
  • •Diagnosticar os problemas da empresa
  • •Reestruturar plano de contas
  • •Definir centro de custos
Y Comunicar-se (4)
  • •Utilizar meios e veículos de comunicação
  • •Enviar boletins informativos
  • •Visitar regularmente o cliente
  • •Contatar os órgãos competentes
Z Demonstrar competências pessoais (24)
  • •Ministrar cursos e palestras
  • •Assessorar o desenvolvimento de "software" contábil
  • •Trabalhar em equipe
  • •Demonstrar flexibilidade
  • •Delegar competência
  • •Raciocinar logicamente
  • •Dominar noções de informática
  • •Interpretar a legislação
  • •Dominar grandezas numéricas
  • •Demonstrar dinamismo
  • •Demonstrar postura profissional
  • •Apresentar boa aparência
  • •Utilizar corretamente as ferramentas de trabalho
  • •Manter-se atualizado
  • •Liderar equipes de trabalho
  • •Transparecer objetividade
  • •Demonstrar segurança
  • •Demonstrar organização
  • •Demonstrar disciplina
  • •Demonstrar criatividade
  • •Aplicar a legislação relativa ao objeto da empresa
  • •Supervisionar o trabalho
  • •Distribuir tarefas
  • •Resolver problemas administrativos

Perguntas frequentes

Quanto ganha um técnico de contabilidade?

A mediana do salário de admissão é R$ 3.632 por mês, considerando as 1.891 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 2.261 (10% menores) a R$ 6.513 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 5.470 (RAIS 2024), 50.6% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando técnico de contabilidade?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 1.976 admissões contra 2.274 desligamentos, saldo de -298 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata técnico de contabilidade?

A atividade econômica que mais contratou foi Atividades de contabilidade (CNAE 6920601), com 38,5% das admissões e mediana de R$ 3.506. A ficha de técnico de contabilidade no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de técnico de contabilidade?

3511-05 (família 3511 — Técnicos em contabilidade). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser técnico de contabilidade?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3511: O exercício dessas ocupações requer curso técnico em contabilidade (nível médio). O exercício pleno das atividades ocorre após quatro anos de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de técnico de contabilidade?

A taxa é de 3,3 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é joelho (15,1% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S93.4 — entorse e distensão do tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 3511-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 3511-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3511-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (6920601), o RAT é 1%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (19 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3511:

  • •Arthur Verna S/C Ltda.
  • •Assessor Consultores Empresariais S/C Ltda.
  • •Banco do Estado de São Paulo S.A.
  • •Banco Nossa Caixa S.A.
  • •Contábil Gero´s S/C Ltda.
  • •Contamar - Contabilidade Marques
  • •Copan Informática S/C Ltda.
  • •Empresa Metropolitana de Água e Energia S.A.
  • •Escritório Contabilex S/C Ltda.
  • •Escritório do Fazendeiro
  • •Financial Contábil S/C. Ltda.
  • •Flaumar Assessoria Empresarial S/C Ltda.
  • •Gonçalves Assessoria Contábil S/C Ltda.
  • •Orcose - Empresa de Contabilidade e Assessoria Ltda.
  • •Razao Social
  • •Volkswagen do Brasil Ltda.
  • •W&m Contabilidade e Agronomia S/C Ltda.
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
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