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CBO 2002 Família 1424 R$ 2.525 na admissão -286 postos em 12 meses 51 atividades

CBO 1424-15 — Gerente de almoxarifado

O código 1424-15 identifica a ocupação gerente de almoxarifado na CBO 2002, dentro da família 1424 — Gerentes de suprimentos e afins. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um gerente de almoxarifado

Gerenciam equipes de trabalhadores que atuam em processos de compra, armazenagem e movimentação de matérias-primas, materiais indiretos, equipamentos, insumos e serviços em empresas industriais, comerciais e de serviços.

Descrição oficial da família 1424 — Gerentes de suprimentos e afins, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Os profissionais da família podem ser encontrados, principalmente, em empresas e instituições de grande porte, englobando sob suas responsabilidades as áreas de compras, almoxarifado e logística. Seu trabalho pode se desenvolver nas mais diversas atividades econômicas e é desejável que demonstrem habilidade de negociação; os trabalhadores podem estar sujeitos à fadiga e estresse, fruto do trabalho sob pressão. O vínculo de trabalho mais comum é como empregado com carteira.

Recursos de trabalho

Calculadora eletrônica; Fax; Micromputador; Teleconferência; Telefone; Telefone celular; Vídeoconferência.

Quanto ganha um gerente de almoxarifado

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.80410% ganham até R$ 2.525mediana R$ 5.10510% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.537

Entrada × quem já está

R$ 2.525 ao ser admitido · R$ 3.537 para quem tem vínculo ativo +40,1%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de gerente de almoxarifado foi de R$ 2.525 — metade das 1.106 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.804 e os 10% de maior, acima de R$ 5.105.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.537, ou seja, 40,1% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 43 meses.

Considerando a jornada média de 43.6 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 13,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.525
Por ano (12 salários)R$ 30.300
Por semanaR$ 581
Por hora (43.6h/sem)R$ 13,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.609 83,9%
  • Mulheres — R$ 2.488 16,1%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 3.628 81,7%
  • Mulheres — R$ 3.188 18,3%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 2.388
  • Nordeste 2.263
  • Sudeste 3.031
  • Sul 2.170
  • Centro-Oeste 2.650

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 339 -43 — R$ 3.052 —
MG 133 -22 — R$ 2.833 —
RS 121 +9 — R$ 1.958 —
GO 70 -24 — R$ 2.564 —
BA 54 -1 — R$ 2.100 —
PR 46 -30 — R$ 3.183 —
SC 45 -30 — R$ 2.900 —
RJ 39 -8 — R$ 3.525 —
MT 38 -23 — R$ 2.863 —
PA 32 -4 — R$ 2.100 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

1.119

Desligamentos

1.405

Saldo

-286

Rotatividade

27,9%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: fev/26 (+7) saldo negativo · pior: mai/26 (-47)

Em 12 meses houve 1.119 admissões e 1.405 desligamentos de gerente de almoxarifado, o que significa que o mercado formal fechou 286 postos de trabalho no período, com rotatividade de 27,9% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 24,6% foram a pedido do próprio trabalhador e 62,9% por dispensa sem justa causa, além de 8,4% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 24,6%
  • Dispensa sem justa causa 62,9%
  • Fim de contrato 8,4%

Sobre 1.405 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0,2% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 12,5%
  • 1 a 4 empregados 9,4%
  • 5 a 9 empregados 10,1%
  • 10 a 19 empregados 13,5%
  • 20 a 49 empregados 17,3%
  • 50 a 99 empregados 12,3%
  • 100 a 249 empregados 8,1%
  • 250 a 499 empregados 2,7%
  • 500 a 999 empregados 1,8%
  • 1.000 ou mais empregados 12,3%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata gerente de almoxarifado

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 10,8% das admissões 121 42.9h R$ 2.100 R$ 3.088 R$ 3.155 3% 1
Comércio atacadista de produtos alimentícios em geral 4639701 · 7,4% das admissões 83 44h R$ 1.859 R$ 1.921 R$ 1.973 3% 2
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 3,7% das admissões 41 44h R$ 1.875 R$ 2.350 R$ 3.090 2% 1
Comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios 4781400 · 2,8% das admissões 31 44.2h — R$ 2.120 — 2% 1
Comércio a varejo de peças e acessórios novos para veículos automotores 4530703 · 2,6% das admissões 29 44h — R$ 2.500 — 2% 2
Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios - supermercados 4711302 · 2,6% das admissões 29 44h — R$ 2.500 — 3% 2
Comércio por atacado de peças e acessórios novos para veículos automotores 4530701 · 2,1% das admissões 24 44.1h — R$ 3.100 — 2% 2
Comércio varejista de materiais de construção em geral 4744099 · 2,1% das admissões 24 43.8h — R$ 2.051 — 3% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como gerente de almoxarifado

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 5.041 vínculos

Idade mediana

40 anos

Tempo de casa

43 meses

No setor público

7,4%

Em empresa do Simples

33%

Sexo

  • Homem 80,9%
  • Mulher 19,1%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,3h/sem
  • Pessoas com deficiência1%
  • Em entidade sem fins lucrativos2%

Sobre os 5.041 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 50,7%
  • Parda 44,1%
  • Preta 4,1%
  • Amarela 0,9%
  • Indígena 0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Superior completo 99,9%
  • Mestrado 0,1%
  • Doutorado 0,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,1%
  • Até 5º ano incompleto 0,4%
  • 5º ano completo 0,4%
  • 6º a 9º ano 0,7%
  • Fundamental completo 2,7%
  • Médio incompleto 3,8%
  • Médio completo 69,3%
  • Superior incompleto 5,1%
  • Superior completo 15,4%
  • Pós-graduação 1,7%
  • Mestrado 0,1%
  • Doutorado 0,4%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 7%
  • 5 a 9 empregados 11,2%
  • 10 a 19 empregados 17%
  • 20 a 49 empregados 22,7%
  • 50 a 99 empregados 11,6%
  • 100 a 249 empregados 10,7%
  • 250 a 499 empregados 6,3%
  • 500 a 999 empregados 3,7%
  • 1.000 ou mais empregados 9,8%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de gerente de almoxarifado

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

8,7

CAT no período

37

Idade média no acidente

37 anos

Foram 37 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo gerente de almoxarifado nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 8,7 por mil vínculos ao ano — abaixo da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 81,1% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 16,2% de trajeto (no deslocamento) e 2,7% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico 81,1%
  • Trajeto 16,2%
  • Doença 2,7%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 13,5%
  • Cabeça, NIC 10,8%
  • Pé (exceto artelhos) 10,8%
  • Articulação do tornozelo 8,1%
  • Partes múltiplas 8,1%

Natureza da lesão

  • Lesão imediata 27%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 16,2%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 10,8%
  • Fratura 10,8%
  • Luxação 8,1%

Agente causador

  • Agente do acidente, NIC 8,3%
  • Veículo rodoviário motorizado 8,3%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas 8,3%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas 5,6%
  • Veículo, NIC 5,6%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 4 10,8% 5.476
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 3 8,1% 3.531
S92.9 — Fratura do pé não especificada 2 5,4% 15.618
S09 — Outros traumatismos da cabeça e os não especificados 1 2,7% 210
T07 — Traumatismos múltiplos não especificados 1 2,7% 1.358
V29.9 — Motociclista [qualquer] traumatizado em um acidente de trânsito não especificado 1 2,7% 313

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Locação de mão de obra temporária) tem RAT 3% e grau de risco 1, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 8,7 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas

Informalidade no setor

25,4%

Média nacional

37,5%

Conta própria

23,7%

Rendimento formal × informal

R$ 5.385 × R$ 4.443

No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O acesso às ocupações gerenciais nesta área pode se dar por ascensão de carreira de pessoal de compras da empresa, com ou sem escolaridade de nível superior. Para preenchimento de vagas com profissionais externos, normalmente, procura-se recrutar profissionais com nível superior completo e cinco anos de experiência mínima anterior na função. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 1424.

Qual especialização paga mais na família 1424

Todas as ocupações de gerentes de suprimentos e afins, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
1424-10 Gerente de suprimentos R$ 7.002 R$ 11.346 8.386
1424-05 Gerente de compras R$ 6.000 R$ 7.780 20.039
1424-15 Gerente de almoxarifado (esta página) R$ 2.525 R$ 3.537 5.041

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 1424-15.

A Gerenciar compras (3)
  • •Realizar parcerias com fornecedores
  • •Acompanhar os indicadores de eficiência do departamento
  • •Controlar orçamento de compras por centros de custos
B Administrar estoques (14)
  • •Planejar estoques
  • •Monitorar nível de estoques
  • •Programar a execução das entregas
  • •Calcular giro de estoques
  • •Supervisionar recebimento dos materiais adquiridos
  • •Supervisionar movimentação interna dos materiais
  • •Administrar espaço de estocagem
  • •Controlar índice de aproveitamento de materiais processados para terceiros
  • •Elaborar procedimentos de inventários de estoques
  • •Operacionalizar inventário de estoques
  • •Aplicar legislação referente a produtos controlados
  • •Identificar materiais inativos
  • •Orientar formas de estocagem
  • •Atender auditoria interna e externa
C Controlar fornecedores (2)
  • •Controlar contratos
  • •Controlar alteração de preços
G Descartar resíduos, sucatas e produtos descontinuados (6)
  • •Acompanhar legislação ambiental relativa a descarte de resíduos
  • •Fixar critérios para descarte
  • •Definir critérios de venda de sucata e produtos inativos
  • •Processar a venda direta de sucatas e produtos inativos
  • •Contratar leiloeiro
  • •Contratar empresas especializadas em descartes
Y Comunicar-se (11)
  • •Demonstrar clareza na comunicação oral e escrita
  • •Relacionar-se com os departamentos da empresa
  • •Comunicar-se com fornecedores
  • •Elaborar relatórios
  • •Liderar reuniões
  • •Redigir comunicados e normas
  • •Reportar-se a diretores
  • •Participar de reuniões
  • •Comunicar-se via correio eletrônico (e-mail)
  • •Comunicar-se via telefone, fax e celular
  • •Expressar-se em outros idiomas
Z Demonstrar competências pessoais (15)
  • •Demonstrar liderança
  • •Demonstrar habilidade para negociar
  • •Dominar o sistema produtivo da empresa
  • •Revelar eficiência
  • •Manter-se atualizado
  • •Demonstrar raciocínio lógico
  • •Demonstrar capacidade de convencimento
  • •Demonstrar objetividade
  • •Demonstrar sensatez
  • •Demonstrar responsabilidade
  • •Demonstrar capacidade de inovação
  • •Demonstrar flexibilidade
  • •Demonstrar capacidade de trabalhar sob pressão
  • •Demonstrar criatividade
  • •Desenvolver capacidade de observação

Sinônimos oficiais (1)

Administrador de materiais

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 1424-15 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um gerente de almoxarifado?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.525 por mês, considerando as 1.106 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.804 (10% menores) a R$ 5.105 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.537 (RAIS 2024), 40.1% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando gerente de almoxarifado?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 1.119 admissões contra 1.405 desligamentos, saldo de -286 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata gerente de almoxarifado?

A atividade econômica que mais contratou foi Locação de mão de obra temporária (CNAE 7820500), com 10,8% das admissões e mediana de R$ 3.088. A ficha de gerente de almoxarifado no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de gerente de almoxarifado?

1424-15 (família 1424 — Gerentes de suprimentos e afins). A CBO reconhece também os títulos: Administrador de materiais — todos usam o mesmo código 1424-15. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser gerente de almoxarifado?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 1424: O acesso às ocupações gerenciais nesta área pode se dar por ascensão de carreira de pessoal de compras da empresa, com ou sem escolaridade de nível superior. Para preenchimento de vagas com profissionais externos, normalmente, procura-se recrutar profissionais com nível superior completo e cinco anos de experiência mínima anterior na função. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de gerente de almoxarifado?

A taxa é de 8,7 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (13,5% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S93.4 — entorse e distensão do tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 1424-15?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 1424-15 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 1424-15 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (7820500), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (16 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 1424:

  • •Bargoa S.A.
  • •Círculo S.A. (Linhas Círculo)
  • •Construtora e Comércio Camargo Correa S.A.
  • •Cremer S.A.
  • •Fundação São Paulo - Pontifícia Universidade Católica (PUC)
  • •Imprensa Oficial do Estado de São Paulo S.A.
  • •Instituto Imam
  • •Irmãos Biagi S.A. Açúcar e Álcool
  • •La Mole Serviços de Alimentação Ltda.
  • •Pem Engenharia S.A.
  • •Proema Produtos Eletro-metalúrgicos S.A.
  • •Schmidt - Indústria, Comércio, Importação e Exportação Ltda. (Porcelanas Schmidt)
  • •Trorion S.A.
  • •Viena Rio Restaurantes Ltda.
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
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