NCM Buscador
CBO 2002 Família 8118 R$ 2.501 na admissão -902 postos em 12 meses 44 atividades

CBO 8118-05 — Operador de máquina de produtos farmacêuticos

O código 8118-05 identifica a ocupação operador de máquina de produtos farmacêuticos na CBO 2002, dentro da família 8118 — Operadores de máquinas e instalações de produtos farmacêuticos, cosméticos e afins. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 13 seções

O que faz um operador de máquina de produtos farmacêuticos

Preparam a operação de máquinas de produtos farmacêuticos e afins. Fabricam, envasam e embalam produtos farmacêuticos e afins. Realizam manutenção preventiva das máquinas, equipamentos e instalações e preenchem fichas de controle de processo. Trabalham em conformidade com as normas e procedimentos de segurança, saúde e higiene, sanificando equipamentos, higienizando instalações, selecionando e acondicionando materiais tóxicos e descartando resíduos.

Descrição oficial da família 8118 — Operadores de máquinas e instalações de produtos farmacêuticos, cosméticos e afins, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam predominantemente na fabricação de produtos químicos como empregados com carteira assinada. O trabalho é presencial, realizado em equipe, com supervisão permanente, em ambiente fechado e no horário diurno. No desenvolvimento de algumas atividades permanecem expostos a ruído intenso.

Recursos de trabalho

Autoclave; Balança; Bombas (centrífuga, pneumática, hidráulica); Dosador (para líquidos e sólidos); Enchedoras (líquidos e sólidos); Filtros (areia, carvão ativado, cloidal e outros); Reatores; Rotuladoras; Tanques de armazenamento; Tanques de preparo.

Quanto ganha um operador de máquina de produtos farmacêuticos

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.90710% ganham até R$ 2.501mediana R$ 3.18310% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.273

Entrada × quem já está

R$ 2.501 ao ser admitido · R$ 3.273 para quem tem vínculo ativo +30,9%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de operador de máquina de produtos farmacêuticos foi de R$ 2.501 — metade das 2.509 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.907 e os 10% de maior, acima de R$ 3.183.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.273, ou seja, 30,9% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 46 meses.

Considerando a jornada média de 42.1 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 13,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.501
Por ano (12 salários)R$ 30.012
Por semanaR$ 576
Por hora (42.1h/sem)R$ 13,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.508 58,7%
  • Mulheres — R$ 2.417 41,3%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 3.505 54,7%
  • Mulheres — R$ 3.004 45,3%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 4.100
  • Sudeste 2.538
  • Sul 2.307
  • Centro-Oeste 2.058

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (8 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 1.027 -198 — R$ 2.600 —
MG 838 -206 — R$ 2.483 —
GO 478 -236 — R$ 2.041 —
SC 139 -6 — R$ 2.272 —
PR 116 -85 — R$ 2.331 —
RJ 114 -14 — R$ 2.183 —
RS 31 -18 — R$ 2.558 —
AM 30 -84 — R$ 4.100 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

2.829

Desligamentos

3.731

Saldo

-902

Rotatividade

24,8%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: fev/26 (-4) saldo negativo · pior: mai/26 (-152)

Em 12 meses houve 2.829 admissões e 3.731 desligamentos de operador de máquina de produtos farmacêuticos, o que significa que o mercado formal fechou 902 postos de trabalho no período, com rotatividade de 24,8% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 35,3% foram a pedido do próprio trabalhador e 49,8% por dispensa sem justa causa, além de 9,9% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 35,3%
  • Dispensa sem justa causa 49,8%
  • Fim de contrato 9,9%

Sobre 3.731 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial 0,7%
  • Pessoa com deficiência 1,4%
  • Jovem aprendiz 1%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 3,2%
  • 1 a 4 empregados 0,5%
  • 5 a 9 empregados 0,3%
  • 10 a 19 empregados 1,1%
  • 20 a 49 empregados 2,4%
  • 50 a 99 empregados 5,8%
  • 100 a 249 empregados 14,9%
  • 250 a 499 empregados 20,4%
  • 500 a 999 empregados 22%
  • 1.000 ou mais empregados 29,4%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata operador de máquina de produtos farmacêuticos

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de medicamentos alopáticos para uso humano 2121101 · 63,3% das admissões 1.790 42.4h R$ 2.284 R$ 2.543 R$ 2.815 3% 3
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 10,4% das admissões 294 43.5h R$ 2.137 R$ 2.177 R$ 2.485 3% 1
Fabricação de outros produtos alimentícios não especificados anteriormente 1099699 · 6,6% das admissões 187 44h R$ 2.449 R$ 2.519 R$ 2.563 3% 3
Fabricação de medicamentos para uso veterinário 2122000 · 2,8% das admissões 80 43.8h R$ 2.030 R$ 2.080 R$ 2.515 3% 3
Fabricação de cosméticos, produtos de perfumaria e de higiene pessoal 2063100 · 2,2% das admissões 62 43.3h R$ 2.013 R$ 2.090 R$ 2.292 3% 2
Outras atividades profissionais, científicas e técnicas não especificadas anteriormente 7490199 · 1,8% das admissões 50 44.4h R$ 1.834 R$ 1.868 R$ 1.904 2% 1
Fabricação de materiais para medicina e odontologia 3250705 · 1,7% das admissões 48 44.3h R$ 1.918 R$ 1.990 R$ 2.125 3% —
Fabricação de alimentos dietéticos e complementos alimentares 1099607 · 1,6% das admissões 44 42.5h R$ 2.163 R$ 2.850 R$ 3.015 — 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como operador de máquina de produtos farmacêuticos

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 15.055 vínculos

Idade mediana

37 anos

Tempo de casa

46 meses

No setor público

0,9%

Em empresa do Simples

0,9%

Sexo

  • Homem 54,5%
  • Mulher 45,5%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada41,3h/sem
  • Pessoas com deficiência3,3%
  • Jornada parcial0,2%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,1%

Sobre os 15.055 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 46,7%
  • Parda 42,7%
  • Preta 9,5%
  • Amarela 0,9%
  • Indígena 0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Até o 5º ano incompleto 0,2%
  • 5º ano completo 0,5%
  • 6º ao 9º ano 0,8%
  • Fundamental completo 3,7%
  • Médio incompleto 2,8%
  • Médio completo 83,2%
  • Superior incompleto 2,9%
  • Superior completo 5,9%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • 5º ano completo 0,2%
  • 6º a 9º ano 0,5%
  • Fundamental completo 3,1%
  • Médio incompleto 3%
  • Médio completo 82,9%
  • Superior incompleto 4,2%
  • Superior completo 5,7%
  • Pós-graduação 0,4%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 0,1%
  • 5 a 9 empregados 0,1%
  • 10 a 19 empregados 0,7%
  • 20 a 49 empregados 1,9%
  • 50 a 99 empregados 4,7%
  • 100 a 249 empregados 9,7%
  • 250 a 499 empregados 18,8%
  • 500 a 999 empregados 17,1%
  • 1.000 ou mais empregados 46,9%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de operador de máquina de produtos farmacêuticos

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

27,4

CAT no período

324

Óbitos comunicados

1

Idade média no acidente

36 anos

Foram 324 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo operador de máquina de produtos farmacêuticos nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 27,4 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 76,5% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 22,8% de trajeto (no deslocamento) e 0,6% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 1 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico 76,5%
  • Trajeto 22,8%
  • Doença 0,6%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 30,6%
  • Pé (exceto artelhos) 8%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 7,7%
  • Articulação do tornozelo 7,1%
  • Joelho 4,6%

Natureza da lesão

  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 19,8%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 16,4%
  • Fratura 12,3%
  • Distensão, torção 10,5%
  • Lesão imediata 9,9%

Agente causador

  • Máquina, NIC 20,1%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas 7,4%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas 6,5%
  • Motocicleta, motoneta 6,2%
  • Máquina de embalar ou empacotar 6,2%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 21 6,5% 3.531
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 18 5,6% 5.476
S62.6 — Fratura de outros dedos 14 4,3% 24.580
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 13 4% 1.634
S61.1 — Ferimento de dedo(s) com lesão da unha 9 2,8% 3.531
S80.0 — Contusão do joelho 9 2,8% 1.225

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Fabricação de medicamentos alopáticos para uso humano) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 27,4 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio concluído e curso básico de qualificação profissional com até duzentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 8118.

Qual especialização paga mais na família 8118

Todas as ocupações de operadores de máquinas e instalações de produtos farmacêuticos, cosméticos e afins, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
8118-05 Operador de máquina de produtos farmacêuticos (esta página) R$ 2.501 R$ 3.273 15.055
8118-20 Operador de máquina de fabricação de produtos de higiene e limpeza (sabão, sabonete, detergente, absorvente, fraldas cotonetes e outros) R$ 2.288 R$ 3.139 7.182
8118-15 Operador de máquina de fabricação de cosméticos R$ 2.249 R$ 2.704 3.519
8118-10 Drageador (medicamentos) R$ 2.377 R$ 2.702 1.937

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 8118-05.

A Preparar a operação de máquinas de produtos farmacêuticos e afins (5)
  • •Analisar ordens de produção
  • •Verificar condições de funcionamento das máquinas para fabricação dos produtos farmacêuticos e afins
  • •Selecionar equipamentos e instrumentos
  • •Receber componentes
  • •Comparar a matéria-prima com a ordem de produção
B Fabricar produtos farmacêuticos e afins (7)
  • •Programar máquinas para fabricação de produtos farmacêuticos e afins
  • •Controlar volume, temperatura e pressão das instalações de produtos farmacêuticos e afins
  • •Misturar os componentes segundo formulação
  • •Controlar visualmente a homogeneização dos componentes químicos
  • •Coletar amostras dos produtos para análise físico-química
  • •Solicitar laudo e análise ao controle de qualidade
  • •Transferir o produto para o envase
C Envasar produtos farmacêuticos (8)
  • •Programar máquina para envase
  • •Abastecer a máquina com recipientes de enchimento
  • •Medir por amostragem volume ou peso de produtos
  • •Identificar falhas no enchimento
  • •Corrigir falhas no enchimento
  • •Lacrar manual ou automaticamente os recipientes
  • •Esterilizar as embalagens e os produtos
  • •Transferir os produtos para embalagem
D Embalar produtos (5)
  • •Abastecer a máquina com bobina, tinta etc.
  • •Imprimir lote, data de fabricação e validade nos recipientes e nas embalagens
  • •Verificar as condições físicas e aparentes dos recipientes
  • •Empacotar as embalagens para expedição
  • •Transferir as embalagens para expedição
E Realizar manutenção preventiva de máquinas e instalações de produtos farmacêuticos e afins (2)
  • •Limpar as instalações e máquinas de produtos farmacêuticos e afins
  • •Lubrificar máquinas e equipamentos
F Trabalhar com higiene e segurança (7)
  • •Sanificar os equipamentos
  • •Selecionar resíduos
  • •Acondicionar materiais tóxicos
  • •Descartar os resíduos
  • •Providenciar socorro em situação de emergência
  • •Proteger-se com equipamentos
  • •Higienizar as instalações
G Preencher fichas de controle de processo (5)
  • •Registrar ocorrências de manutenção e de turnos de trabalho
  • •Preencher requisição de materiais e matéria-prima
  • •Registrar defeitos corrigidos em máquinas e equipamentos
  • •Preencher ficha técnica de fabricação
  • •Preencher ficha de limpeza
Z Demonstrar competências pessoais (5)
  • •Trabalhar em equipe
  • •Demonstrar senso de organização
  • •Demonstrar capacidade de concentração
  • •Demonstrar resistência física
  • •Demonstrar destreza manual

Perguntas frequentes

Quanto ganha um operador de máquina de produtos farmacêuticos?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.501 por mês, considerando as 2.509 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.907 (10% menores) a R$ 3.183 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.273 (RAIS 2024), 30.9% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando operador de máquina de produtos farmacêuticos?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 2.829 admissões contra 3.731 desligamentos, saldo de -902 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata operador de máquina de produtos farmacêuticos?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de medicamentos alopáticos para uso humano (CNAE 2121101), com 63,3% das admissões e mediana de R$ 2.543. A ficha de operador de máquina de produtos farmacêuticos no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de operador de máquina de produtos farmacêuticos?

8118-05 (família 8118 — Operadores de máquinas e instalações de produtos farmacêuticos, cosméticos e afins). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser operador de máquina de produtos farmacêuticos?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 8118: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio concluído e curso básico de qualificação profissional com até duzentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de operador de máquina de produtos farmacêuticos?

A taxa é de 27,4 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (30,6% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 8118-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 8118-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 8118-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (2121101), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (9 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 8118:

  • •Aroma do Campo Cosméticos Natural
  • •Biomolecular Farmácia de Manipulação
  • •Laboratório B. Brauw
  • •Leite de Rosas
  • •Merck Indústria Química e Farmacêutica S.A.
  • •Ninon Indústria Comércio Produtos Químicos
  • •Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
Voltar ao topo