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CBO 2002 Família 7224 R$ 2.465 na admissão -55 postos em 12 meses 20 atividades

CBO 7224-05 — Cableador

O código 7224-05 identifica a ocupação cableador na CBO 2002, dentro da família 7224 — Trabalhadores de trefilação e estiramento de metais puros e ligas metálicas. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um cableador

Abastecem máquinas e operam equipamentos para trefilar metais, extrudar perfis e produzir cabos metálicos, realizam tratamento térmico e dão acabamento em produtos. Monitoram os processos cumprindo normas e procedimentos técnicos de qualidade, segurança, meio ambiente e saúde.

Descrição oficial da família 7224 — Trabalhadores de trefilação e estiramento de metais puros e ligas metálicas, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam em metalurgia básica, na fabricação de produtos de metal, na condição de trabalho assalariado. Durante a jornada de trabalho podem permanecer longos períodos em posições desconfortáveis, sujeitos à irradiação de calor e pressão por cumprimento de metas de produção.

Recursos de trabalho

Carretéis; Esticadeira; Fieira; Fornos; Instrumentos de medição; Mandril; Máquina de cablear; Máquina de soldar; Máquina de trefilar; Prensa de extrusão.

Quanto ganha um cableador

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 2.45210% ganham até R$ 2.465mediana R$ 3.00510% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 4.388

Entrada × quem já está

R$ 2.465 ao ser admitido · R$ 4.388 para quem tem vínculo ativo +78%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de cableador foi de R$ 2.465 — metade das 168 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.452 e os 10% de maior, acima de R$ 3.005.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 4.388, ou seja, 78% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 47 meses.

Considerando a jornada média de 44 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 13,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.465
Por ano (12 salários)R$ 29.580
Por semanaR$ 567
Por hora (44h/sem)R$ 13,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.465 100%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 4.444 92,9%
  • Mulheres — R$ 2.731 7,1%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Sudeste 2.459

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

168

Desligamentos

223

Saldo

-55

Rotatividade

33,9%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: fev/26 (+10) saldo negativo · pior: nov/25 (-22)

Em 12 meses houve 168 admissões e 223 desligamentos de cableador, o que significa que o mercado formal fechou 55 postos de trabalho no período, com rotatividade de 33,9% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 29,1% foram a pedido do próprio trabalhador e 41,3% por dispensa sem justa causa, além de 26% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 29,1%
  • Dispensa sem justa causa 41,3%
  • Fim de contrato 26%

Sobre 223 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Pessoa com deficiência 1,2%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 0,7%
  • 50 a 99 empregados 40,5%
  • 100 a 249 empregados 16,2%
  • 250 a 499 empregados 41,9%
  • 500 a 999 empregados 0,7%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata cableador

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 51,2% das admissões 86 44h R$ 2.424 R$ 2.450 R$ 2.476 3% 1
Fabricação de fios, cabos e condutores elétricos isolados 2733300 · 39,3% das admissões 66 44h R$ 2.431 R$ 2.470 R$ 2.923 3% 3
Fabricação de produtos de trefilados de metal, exceto padronizados 2592602 · 3,6% das admissões 6 — — — — 3% 4
Metalurgia do cobre 2443100 · 3% das admissões 5 — — — — 2% 4
Comércio varejista de outros produtos não especificados anteriormente 4789099 · 2,4% das admissões 4 — — — — 2% 1
Construção de edifícios 4120400 · 0,6% das admissões 1 — — — — 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como cableador

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 657 vínculos

Idade mediana

35 anos

Tempo de casa

47 meses

Em empresa do Simples

3%

Sexo

  • Mulher 7,6%
  • Homem 92,4%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,9h/sem
  • Pessoas com deficiência4%

Sobre os 657 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 55,1%
  • Parda 33,8%
  • Preta 9,8%
  • Amarela 0,8%
  • Indígena 0,5%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,2%
  • Até o 5º ano incompleto 0,5%
  • 5º ano completo 0,9%
  • 6º ao 9º ano 2,1%
  • Fundamental completo 7,6%
  • Médio incompleto 5,3%
  • Médio completo 82,2%
  • Superior incompleto 0,3%
  • Superior completo 0,9%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Até 5º ano incompleto 0,6%
  • 6º a 9º ano 0,6%
  • Fundamental completo 1,8%
  • Médio incompleto 1,8%
  • Médio completo 94%
  • Superior completo 1,2%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 1,7%
  • 5 a 9 empregados 0,8%
  • 10 a 19 empregados 0,6%
  • 20 a 49 empregados 2,7%
  • 50 a 99 empregados 7,8%
  • 100 a 249 empregados 18,3%
  • 250 a 499 empregados 36,5%
  • 500 a 999 empregados 31,7%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de cableador

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

60,9

CAT no período

31

Idade média no acidente

34 anos

Foram 31 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo cableador nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 60,9 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 74,2% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 19,4% de trajeto (no deslocamento) e 6,5% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico 74,2%
  • Trajeto 19,4%
  • Doença 6,5%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 67,7%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 6,5%
  • Dorso (inclusive músculos dorsais, coluna e medula espinhal) 6,5%
  • Partes múltiplas 6,5%
  • Cabeça, NIC 3,2%

Natureza da lesão

  • Fratura 29%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 19,4%
  • Lesão imediata 19,4%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 16,1%
  • Doença, NIC 3,2%

Agente causador

  • Máquina, NIC 19,4%
  • Metal - inclui liga 16,1%
  • Madeira (toro, madeira serrada, pranchão, poste, barrote, ripa e produto de madeira) 12,9%
  • Corda, cabo, corrente - ferramenta manual sem força motriz 9,7%
  • Veículo rodoviário motorizado 9,7%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 3 9,7% 1.634
S62.6 — Fratura de outros dedos 3 9,7% 24.580
S60.2 — Contusão de outras partes do punho e da mão 2 6,5% 1.634
V29.9 — Motociclista [qualquer] traumatizado em um acidente de trânsito não especificado 2 6,5% 313
S61.9 — Ferimento do punho e da mão, parte não especificada 2 6,5% 3.531
T14.9 — Traumatismo não especificado 1 3,2% 796

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Locação de mão de obra temporária) tem RAT 3% e grau de risco 1, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 60,9 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas

Informalidade no setor

25,4%

Média nacional

37,5%

Conta própria

23,7%

Rendimento formal × informal

R$ 5.385 × R$ 4.443

No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino fundamental. A qualificação é feita no próprio emprego e o desempenho pleno das atividades demanda de um a dois anos de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7224.

Qual especialização paga mais na família 7224

Todas as ocupações de trabalhadores de trefilação e estiramento de metais puros e ligas metálicas, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7224-05 Cableador (esta página) R$ 2.465 R$ 4.388 657
7224-15 Trefilador de metais, à máquina R$ 2.213 R$ 3.993 6.222
7224-10 Estirador de tubos de metal sem costura R$ 2.372 R$ 2.905 288

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7224-05.

A Abastecer máquinas (1)
  • •Abastecer as máquinas de trançagem de cabo com carretéis de arame
D Realizar tratamento térmico (2)
  • •Estabilizar os cabos
  • •Resfriar produto tratado
E Produzir cabos metálicos (6)
  • •Passar os fios pelo equipamento de trançagem
  • •Regular o equipamento de trançagem
  • •Operar equipamento de trançagem
  • •Preformar o cabo
  • •Guiar o cabo até o carretel de enrolamento
  • •Acionar o equipamento enrolador de cabos
F Dar acabamento em produtos (4)
  • •Cortar produtos acabados
  • •Conferir medidas e qualidade de produto
  • •Acondicionar o produto, conforme especificado
  • •Armazenar os produtos
Z Demonstrar competências pessoais (7)
  • •Usar equipamentos de proteção individual
  • •Obedecer princípios de qualidade total
  • •Trabalhar em equipe
  • •Cumprir procedimentos operacionais
  • •Comunicar, através de comunicação oral, escrita e gestual
  • •Demonstrar habilidade de manusear instrumentos de medição
  • •Trabalhar com segurança

Sinônimos oficiais (1)

Operador de máquina de cablear

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7224-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um cableador?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.465 por mês, considerando as 168 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 2.452 (10% menores) a R$ 3.005 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 4.388 (RAIS 2024), 78% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando cableador?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 168 admissões contra 223 desligamentos, saldo de -55 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata cableador?

A atividade econômica que mais contratou foi Locação de mão de obra temporária (CNAE 7820500), com 51,2% das admissões e mediana de R$ 2.450. A ficha de cableador no Buscador NCM lista os 6 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de cableador?

7224-05 (família 7224 — Trabalhadores de trefilação e estiramento de metais puros e ligas metálicas). A CBO reconhece também os títulos: Operador de máquina de cablear — todos usam o mesmo código 7224-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser cableador?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7224: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino fundamental. A qualificação é feita no próprio emprego e o desempenho pleno das atividades demanda de um a dois anos de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de cableador?

A taxa é de 60,9 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (67,7% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S60.0 — contusão de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7224-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7224-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7224-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (7820500), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (8 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7224:

  • •Alcoa Fios Cabos Elétricos S.A.
  • •Cimaf Cabos S.A.
  • •Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira (Usina de João Monlevade-MG)
  • •Sier Consultoria Ltda.
  • •Sindicato dos Metalúrgicos de Belo Horizonte e Contagem
  • •V&M do Brasil S.A.
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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