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CBO 2002 Família 7224 R$ 2.213 na admissão -354 postos em 12 meses 44 atividades

CBO 7224-15 — Trefilador de metais, à máquina

O código 7224-15 identifica a ocupação trefilador de metais, à máquina na CBO 2002, dentro da família 7224 — Trabalhadores de trefilação e estiramento de metais puros e ligas metálicas. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um trefilador de metais, à máquina

Abastecem máquinas e operam equipamentos para trefilar metais, extrudar perfis e produzir cabos metálicos, realizam tratamento térmico e dão acabamento em produtos. Monitoram os processos cumprindo normas e procedimentos técnicos de qualidade, segurança, meio ambiente e saúde.

Descrição oficial da família 7224 — Trabalhadores de trefilação e estiramento de metais puros e ligas metálicas, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam em metalurgia básica, na fabricação de produtos de metal, na condição de trabalho assalariado. Durante a jornada de trabalho podem permanecer longos períodos em posições desconfortáveis, sujeitos à irradiação de calor e pressão por cumprimento de metas de produção.

Recursos de trabalho

Carretéis; Esticadeira; Fieira; Fornos; Instrumentos de medição; Mandril; Máquina de cablear; Máquina de soldar; Máquina de trefilar; Prensa de extrusão.

Quanto ganha um trefilador de metais, à máquina

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.80210% ganham até R$ 2.213mediana R$ 3.17410% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.993

Entrada × quem já está

R$ 2.213 ao ser admitido · R$ 3.993 para quem tem vínculo ativo +80,4%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de trefilador de metais, à máquina foi de R$ 2.213 — metade das 1.145 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.802 e os 10% de maior, acima de R$ 3.174.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.993, ou seja, 80,4% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 53 meses.

Considerando a jornada média de 43.7 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 12,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.213
Por ano (12 salários)R$ 26.556
Por semanaR$ 509
Por hora (43.7h/sem)R$ 12,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.211 92%
  • Mulheres — R$ 2.233 8%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 4.078 92,6%
  • Mulheres — R$ 2.863 7,4%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 1.851
  • Nordeste 1.753
  • Sudeste 2.519
  • Sul 2.282
  • Centro-Oeste 1.950

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (7 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 489 -89 — R$ 2.702 —
PA 229 +110 — R$ 1.850 —
SC 104 +0 — R$ 2.284 —
RJ 80 -44 — R$ 2.095 —
MG 72 -257 — R$ 1.794 —
RS 58 -10 — R$ 2.275 —
BA 48 -17 — R$ 1.770 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

1.169

Desligamentos

1.523

Saldo

-354

Rotatividade

24,5%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: mar/26 (+13) saldo negativo · pior: ago/26 (-92)

Em 12 meses houve 1.169 admissões e 1.523 desligamentos de trefilador de metais, à máquina, o que significa que o mercado formal fechou 354 postos de trabalho no período, com rotatividade de 24,5% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 25,7% foram a pedido do próprio trabalhador e 61,5% por dispensa sem justa causa, além de 8,8% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 25,7%
  • Dispensa sem justa causa 61,5%
  • Fim de contrato 8,8%

Sobre 1.523 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial 0,2%
  • Pessoa com deficiência 1,5%
  • Jovem aprendiz 0,6%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 9,1%
  • 1 a 4 empregados 3,2%
  • 5 a 9 empregados 7,5%
  • 10 a 19 empregados 8,8%
  • 20 a 49 empregados 5,5%
  • 50 a 99 empregados 6,8%
  • 100 a 249 empregados 12,1%
  • 250 a 499 empregados 15,4%
  • 500 a 999 empregados 4%
  • 1.000 ou mais empregados 27,6%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata trefilador de metais, à máquina

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Produção de laminados longos de aço, exceto tubos 2423702 · 27,5% das admissões 322 44h R$ 1.835 R$ 1.871 R$ 2.034 2% 4
Fabricação de produtos de trefilados de metal, exceto padronizados 2592602 · 14,5% das admissões 169 44h R$ 2.154 R$ 2.273 R$ 2.775 3% 4
Fabricação de fios, cabos e condutores elétricos isolados 2733300 · 9,2% das admissões 107 44h R$ 1.942 R$ 3.018 R$ 3.138 3% 3
Produção de arames de aço 2424501 · 8,9% das admissões 104 44h R$ 1.766 R$ 2.225 R$ 2.799 2% 4
Produção de laminados de alumínio 2441502 · 5,2% das admissões 61 44.4h R$ 2.278 R$ 2.807 R$ 3.038 3% 4
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 4,6% das admissões 54 44h R$ 2.231 R$ 2.271 R$ 2.323 3% 1
Serviço de corte e dobra de metais 2599302 · 3,8% das admissões 45 44h R$ 2.122 R$ 2.149 R$ 2.176 — 3
Fabricação de produtos de trefilados de metal padronizados 2592601 · 3,2% das admissões 37 44h — R$ 2.589 — 3% 4

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como trefilador de metais, à máquina

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 6.222 vínculos

Idade mediana

39 anos

Tempo de casa

53 meses

Em empresa do Simples

7%

Sexo

  • Homem 92,7%
  • Mulher 7,3%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,1h/sem
  • Pessoas com deficiência3,7%

Sobre os 6.222 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda 44,5%
  • Branca 42,4%
  • Preta 12,2%
  • Amarela 0,6%
  • Indígena 0,3%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,3%
  • Até o 5º ano incompleto 1,1%
  • 5º ano completo 1,4%
  • 6º ao 9º ano 2,9%
  • Fundamental completo 7,5%
  • Médio incompleto 4,8%
  • Médio completo 78,6%
  • Superior incompleto 1,6%
  • Superior completo 1,8%
  • Mestrado 0,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,3%
  • Até 5º ano incompleto 0,6%
  • 5º ano completo 0,4%
  • 6º a 9º ano 0,8%
  • Fundamental completo 3,2%
  • Médio incompleto 6,3%
  • Médio completo 84,2%
  • Superior incompleto 2,1%
  • Superior completo 2,1%
  • Pós-graduação 0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 2,2%
  • 5 a 9 empregados 3,2%
  • 10 a 19 empregados 4%
  • 20 a 49 empregados 5,2%
  • 50 a 99 empregados 10,6%
  • 100 a 249 empregados 16,5%
  • 250 a 499 empregados 17,3%
  • 500 a 999 empregados 15,2%
  • 1.000 ou mais empregados 25,9%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de trefilador de metais, à máquina

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

41,4

CAT no período

202

Óbitos comunicados

1

Idade média no acidente

36 anos

Foram 202 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo trefilador de metais, à máquina nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 41,4 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 77,7% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 14,4% de trajeto (no deslocamento) e 7,9% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 1 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico 77,7%
  • Trajeto 14,4%
  • Doença 7,9%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 34,2%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 9,4%
  • Dorso (inclusive músculos dorsais, coluna e medula espinhal) 4,5%
  • Pé (exceto artelhos) 4,5%
  • Punho 3,5%

Natureza da lesão

  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 27,7%
  • Fratura 14,4%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 12,9%
  • Lesão imediata 11,4%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 11,4%

Agente causador

  • Metal - inclui liga 21,8%
  • Máquina, NIC 16,8%
  • Motocicleta, motoneta 7,9%
  • Ferramenta, máquina, equipamento, veículo, NIC 5,4%
  • Agente do acidente, NIC 4,5%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 17 8,4% 3.531
S61 — Ferimento do punho e da mão 10 5% 3.531
S62.6 — Fratura de outros dedos 8 4% 24.580
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 8 4% 1.634
S61.1 — Ferimento de dedo(s) com lesão da unha 7 3,5% 3.531
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 6 3% 5.476

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Produção de laminados longos de aço, exceto tubos) tem RAT 2% e grau de risco 4, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 41,4 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino fundamental. A qualificação é feita no próprio emprego e o desempenho pleno das atividades demanda de um a dois anos de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7224.

Qual especialização paga mais na família 7224

Todas as ocupações de trabalhadores de trefilação e estiramento de metais puros e ligas metálicas, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7224-05 Cableador R$ 2.465 R$ 4.388 657
7224-15 Trefilador de metais, à máquina (esta página) R$ 2.213 R$ 3.993 6.222
7224-10 Estirador de tubos de metal sem costura R$ 2.372 R$ 2.905 288

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7224-15.

A Abastecer máquinas (4)
  • •Abastecer a máquina com matéria prima
  • •Abastecer o forno de tratamento térmico
  • •Abastecer as máquinas de trançagem de cabo com carretéis de arame
  • •Abastecer a máquina extrusora com tarugos
B Trefilar a matéria prima (12)
  • •Montar ferramental na máquina
  • •Regular o ferramental
  • •Preparar a ponta da matéria prima para trefilação
  • •Passar a matéria prima pela matriz para iniciar a trefilação
  • •Colocar lubrificante na caixa de trefilação
  • •Prender a matéria prima no sistema de tracionamento
  • •Operar equipamento de trefilação
  • •Desempenar o arame de forma retilínea ou circular
  • •Soldar arames
  • •Monitorar velocidade de trefilação e qualidade superficial
  • •Controlar o sistema de refrigeração do equipamento e da matriz
  • •Inspecionar qualidade superficial de produtos
C Extrudar perfis (5)
  • •Monitorar o processo de extrusão
  • •Solubilizar os perfis extrudados
  • •Avaliar a qualidade superficial e dimensional do produto extrudado
  • •Estirar os perfis extrudados
  • •Serrar perfis extrudados
D Realizar tratamento térmico (6)
  • •Pré aquecer o forno de tratamento térmico
  • •Programar ciclo de tratamento (tempos e temperaturas)
  • •Monitorar o processo de tratamento
  • •Envelhecer os perfis
  • •Estabilizar os cabos
  • •Resfriar produto tratado
E Produzir cabos metálicos (6)
  • •Passar os fios pelo equipamento de trançagem
  • •Regular o equipamento de trançagem
  • •Operar equipamento de trançagem
  • •Preformar o cabo
  • •Guiar o cabo até o carretel de enrolamento
  • •Acionar o equipamento enrolador de cabos
F Dar acabamento em produtos (4)
  • •Cortar produtos acabados
  • •Conferir medidas e qualidade de produto
  • •Acondicionar o produto, conforme especificado
  • •Armazenar os produtos
Z Demonstrar competências pessoais (7)
  • •Usar equipamentos de proteção individual
  • •Obedecer princípios de qualidade total
  • •Trabalhar em equipe
  • •Cumprir procedimentos operacionais
  • •Comunicar, através de comunicação oral, escrita e gestual
  • •Demonstrar habilidade de manusear instrumentos de medição
  • •Trabalhar com segurança

Sinônimos oficiais (6)

Alambrador - na fabricação de arameAramador - na fabricação de arameOperador de trefilaSeparador de trefiladosTrefilador à máquinaTrefilador de barras de metal, à máquina

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7224-15 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um trefilador de metais, à máquina?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.213 por mês, considerando as 1.145 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.802 (10% menores) a R$ 3.174 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.993 (RAIS 2024), 80.4% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando trefilador de metais, à máquina?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 1.169 admissões contra 1.523 desligamentos, saldo de -354 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata trefilador de metais, à máquina?

A atividade econômica que mais contratou foi Produção de laminados longos de aço, exceto tubos (CNAE 2423702), com 27,5% das admissões e mediana de R$ 1.871. A ficha de trefilador de metais, à máquina no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de trefilador de metais, à máquina?

7224-15 (família 7224 — Trabalhadores de trefilação e estiramento de metais puros e ligas metálicas). A CBO reconhece também os títulos: Alambrador - na fabricação de arame, Aramador - na fabricação de arame, Operador de trefila, Separador de trefilados, Trefilador à máquina, Trefilador de barras de metal, à máquina — todos usam o mesmo código 7224-15. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser trefilador de metais, à máquina?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7224: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino fundamental. A qualificação é feita no próprio emprego e o desempenho pleno das atividades demanda de um a dois anos de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de trefilador de metais, à máquina?

A taxa é de 41,4 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (34,2% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7224-15?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7224-15 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7224-15 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (2423702), o RAT é 2%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (8 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7224:

  • •Alcoa Fios Cabos Elétricos S.A.
  • •Cimaf Cabos S.A.
  • •Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira (Usina de João Monlevade-MG)
  • •Sier Consultoria Ltda.
  • •Sindicato dos Metalúrgicos de Belo Horizonte e Contagem
  • •V&M do Brasil S.A.
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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