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CBO 2002 Família 5143 R$ 1.930 na admissão +12.501 postos em 12 meses 12 atividades

CBO 5143-25 — Trabalhador da manutenção de edificações

O código 5143-25 identifica a ocupação trabalhador da manutenção de edificações na CBO 2002, dentro da família 5143 — Trabalhadores nos serviços de manutenção de edificações. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um trabalhador da manutenção de edificações

Executam serviços de manutenção elétrica, mecânica, hidráulica, carpintaria e alvenaria, substituindo, trocando, limpando, reparando e instalando peças, componentes e equipamentos. Conservam vidros e fachadas, limpam recintos e acessórios e tratam de piscinas. Trabalham seguindo normas de segurança, higiene, qualidade e proteção ao meio ambiente.

Descrição oficial da família 5143 — Trabalhadores nos serviços de manutenção de edificações, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham em companhias e órgãos de limpeza pública, em condomínios de edifícios, em empresas comerciais e industriais, como assalariados e com carteira assinada; as atividades são realizadas em recintos fechados ou a céu aberto. Trabalham individualmente ou em equipe, com ou sem supervisão permanente. O horário de trabalho é variado, ou em regime de rodízio de turnos. Algumas das atividades podem ser exercidas em grandes alturas, ou em posições desconfortáveis por longos períodos, com exposição a ruído intenso e a poluição dos veículos.

Recursos de trabalho

Alicate, martelo, chave de fenda, chave inglesa; Aspirador de pó, enceradeira; Balde; Cadeirinha, balancim; Conjunto de aspiração; EPI; Kit limpa-vidro (rodo, extensor, bucha); Produtos de limpeza; Produtos químicos (cloro); Vassoura.

Quanto ganha um trabalhador da manutenção de edificações

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.60910% ganham até R$ 1.930mediana R$ 2.70810% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.120

Entrada × quem já está

R$ 1.930 ao ser admitido · R$ 2.120 para quem tem vínculo ativo +9,8%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de trabalhador da manutenção de edificações foi de R$ 1.930 — metade das 137.779 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.609 e os 10% de maior, acima de R$ 2.708.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.120, ou seja, 9,8% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 30 meses.

Considerando a jornada média de 43.2 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 10,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.930
Por ano (12 salários)R$ 23.160
Por semanaR$ 444
Por hora (43.2h/sem)R$ 10,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.058 75,1%
  • Mulheres — R$ 1.738 24,9%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.331 65,7%
  • Mulheres — R$ 1.806 34,3%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 1.684
  • Nordeste 1.669
  • Sudeste 2.016
  • Sul 2.194
  • Centro-Oeste 1.779

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 42.615 +3.606 — R$ 2.118 —
PR 17.709 +1.331 — R$ 2.480 —
MG 13.539 +1.402 — R$ 1.870 —
RJ 12.575 +1.806 — R$ 1.865 —
RS 5.895 +219 — R$ 1.882 —
SC 5.496 +319 — R$ 2.093 —
BA 4.987 +153 — R$ 1.696 —
ES 4.901 +625 — R$ 1.747 —
GO 4.351 +182 — R$ 1.777 —
DF 3.632 +476 — R$ 1.774 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

146.215

Desligamentos

133.714

Saldo

+12.501

Rotatividade

42,7%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jan/26 (+2.768) saldo negativo · pior: dez/25 (-1.751)

Em 12 meses houve 146.215 admissões e 133.714 desligamentos de trabalhador da manutenção de edificações, o que significa que o mercado formal abriu 12.501 postos de trabalho no período, com rotatividade de 42,7% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 28,9% foram a pedido do próprio trabalhador e 46,2% por dispensa sem justa causa, além de 20,1% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 28,9%
  • Dispensa sem justa causa 46,2%
  • Fim de contrato 20,1%

Sobre 133.714 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial 0,2%
  • Contrato intermitente 3,7%
  • Pessoa com deficiência 0,5%
  • Jovem aprendiz 0,2%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 9,4%
  • 1 a 4 empregados 7,2%
  • 5 a 9 empregados 7,4%
  • 10 a 19 empregados 9,1%
  • 20 a 49 empregados 13,8%
  • 50 a 99 empregados 10,1%
  • 100 a 249 empregados 11,1%
  • 250 a 499 empregados 6,8%
  • 500 a 999 empregados 7,1%
  • 1.000 ou mais empregados 17,9%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata trabalhador da manutenção de edificações

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 8% das admissões 11.714 43.8h R$ 1.943 R$ 2.524 R$ 2.584 3% 1
Limpeza em prédios e em domicílios 8121400 · 6,3% das admissões 9.158 43.9h R$ 1.666 R$ 1.760 R$ 1.892 3% 3
Construção de edifícios 4120400 · 4,8% das admissões 7.006 44h R$ 1.814 R$ 2.216 R$ 2.622 3% 3
Serviços combinados para apoio a edifícios, exceto condomínios prediais 8111700 · 4,2% das admissões 6.163 43.9h R$ 1.705 R$ 1.821 R$ 1.998 3% 2
Condomínios prediais 8112500 · 3,8% das admissões 5.514 44.1h R$ 1.752 R$ 1.987 R$ 2.320 2% 2
Instalação e manutenção elétrica 4321500 · 3,2% das admissões 4.667 44h R$ 1.997 R$ 2.305 R$ 2.629 3% 3
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 2,8% das admissões 4.140 43.7h R$ 1.649 R$ 1.807 R$ 2.161 2% 1
Serviços de engenharia 7112000 · 2,7% das admissões 3.924 44h R$ 1.814 R$ 2.236 R$ 2.581 3% 1

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como trabalhador da manutenção de edificações

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 312.973 vínculos

Idade mediana

44 anos

Tempo de casa

30 meses

No setor público

26,6%

Em empresa do Simples

19,4%

Sexo

  • Homem 63,5%
  • Mulher 36,5%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada41,9h/sem
  • Pessoas com deficiência1,3%
  • Jornada parcial0,3%
  • Contrato intermitente1,4%
  • Em entidade sem fins lucrativos14,5%

Sobre os 312.973 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda 54,5%
  • Branca 34,8%
  • Preta 9,2%
  • Amarela 0,9%
  • Indígena 0,6%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,9%
  • Até o 5º ano incompleto 7,6%
  • 5º ano completo 3,2%
  • 6º ao 9º ano 7,8%
  • Fundamental completo 14%
  • Médio incompleto 6,8%
  • Médio completo 56,4%
  • Superior incompleto 0,9%
  • Superior completo 2,3%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,6%
  • Até 5º ano incompleto 2,5%
  • 5º ano completo 1,6%
  • 6º a 9º ano 6,1%
  • Fundamental completo 11,5%
  • Médio incompleto 7,7%
  • Médio completo 67,7%
  • Superior incompleto 1,1%
  • Superior completo 1,2%
  • Pós-graduação 0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 8,1%
  • 5 a 9 empregados 7,6%
  • 10 a 19 empregados 8,1%
  • 20 a 49 empregados 11,2%
  • 50 a 99 empregados 8,2%
  • 100 a 249 empregados 10,2%
  • 250 a 499 empregados 8,2%
  • 500 a 999 empregados 9,4%
  • 1.000 ou mais empregados 28,9%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de trabalhador da manutenção de edificações

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

19,7

CAT no período

4.903

Óbitos comunicados

15

Idade média no acidente

41 anos

Foram 4.903 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo trabalhador da manutenção de edificações nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 19,7 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 76,6% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 22,5% de trajeto (no deslocamento) e 0,9% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 15 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico 76,6%
  • Trajeto 22,5%
  • Doença 0,9%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 18,5%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 8,8%
  • Pé (exceto artelhos) 8,3%
  • Joelho 5,9%
  • Partes múltiplas 4,8%

Natureza da lesão

  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 17,9%
  • Fratura 17,2%
  • Lesão imediata 16,5%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 10,7%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 9,3%

Agente causador

  • Motocicleta, motoneta 6,8%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas 6,2%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas 5,8%
  • Metal - inclui liga 5%
  • Escada móvel ou fixada, NIC 4,6%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 215 4,4% 3.531
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 140 2,9% 5.476
S61 — Ferimento do punho e da mão 137 2,8% 3.531
S62.6 — Fratura de outros dedos 130 2,7% 24.580
S80.0 — Contusão do joelho 97 2% 1.225
M79.6 — Dor em membro 76 1,6% 517

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Locação de mão de obra temporária) tem RAT 3% e grau de risco 1, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 19,7 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas

Informalidade no setor

25,4%

Média nacional

37,5%

Conta própria

23,7%

Rendimento formal × informal

R$ 5.385 × R$ 4.443

No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício das ocupações requer-se ensino fundamental completo ou prática profissional no posto de trabalho. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 5143.

Qual especialização paga mais na família 5143

Todas as ocupações de trabalhadores nos serviços de manutenção de edificações, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
5143-15 Limpador de fachadas R$ 2.214 R$ 2.177 5.131
5143-10 Auxiliar de manutenção predial R$ 1.895 R$ 2.138 148.033
5143-25 Trabalhador da manutenção de edificações (esta página) R$ 1.930 R$ 2.120 312.973
5143-05 Limpador de vidros R$ 1.904 R$ 2.076 6.540
5143-30 Limpador de piscinas R$ 1.828 R$ 2.014 5.270
5143-20 Faxineiro R$ 1.744 R$ 1.746 2.105.999

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 5143-25.

Z Demonstrar competências pessoais (12)
  • •Demonstra resistência física
  • •Demonstra paciência
  • •Trabalhar em equipe
  • •Demonstrar iniciativa
  • •Demonstrar prudência
  • •Demonstrar equilíbrio físico
  • •Reconhecer limitações pessoais
  • •Demonstrar capacidade de trabalhar em alturas
  • •Contornar situações adversas
  • •Demonstrar agilidade
  • •Demonstrar controle emocional
  • •Demonstrar destreza manual

Sinônimos oficiais (9)

Auxiliar de conservação de barragensAuxiliar de conservação de obras civisAuxiliar de manutenção de edifíciosOficial de manutençãoOficial de manutenção predialOficial de serviços diversos na manutenção de edificaçõesOficial de serviços gerais na manutenção de edificaçõesTrabalhador de manutenção de edifíciosTrabalhador na conservação de edifícios

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 5143-25 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um trabalhador da manutenção de edificações?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.930 por mês, considerando as 137.779 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.609 (10% menores) a R$ 2.708 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.120 (RAIS 2024), 9.8% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando trabalhador da manutenção de edificações?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 146.215 admissões contra 133.714 desligamentos, saldo de +12.501 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata trabalhador da manutenção de edificações?

A atividade econômica que mais contratou foi Locação de mão de obra temporária (CNAE 7820500), com 8% das admissões e mediana de R$ 2.524. A ficha de trabalhador da manutenção de edificações no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de trabalhador da manutenção de edificações?

5143-25 (família 5143 — Trabalhadores nos serviços de manutenção de edificações). A CBO reconhece também os títulos: Auxiliar de conservação de barragens, Auxiliar de conservação de obras civis, Auxiliar de manutenção de edifícios, Oficial de manutenção, Oficial de manutenção predial, Oficial de serviços diversos na manutenção de edificações, Oficial de serviços gerais na manutenção de edificações, Trabalhador de manutenção de edifícios, entre outros — todos usam o mesmo código 5143-25. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser trabalhador da manutenção de edificações?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 5143: Para o exercício das ocupações requer-se ensino fundamental completo ou prática profissional no posto de trabalho. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de trabalhador da manutenção de edificações?

A taxa é de 19,7 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (18,5% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 5143-25?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 5143-25 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 5143-25 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (7820500), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (8 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 5143:

  • •Beach Park
  • •Boto Azul Piscinas
  • •Clube Paineiras
  • •Gr - garantia Real
  • •Internacional Clean System
  • •Serra Azul Water Park S/A - Wet’n Wild
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
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