NCM Buscador
CBO 2002 Família 3331 R$ 3.230 na admissão -224 postos em 12 meses 68 atividades

CBO 3331-15 — Professores de cursos livres

O código 3331-15 identifica a ocupação professores de cursos livres na CBO 2002, dentro da família 3331 — Instrutores e professores de cursos livres. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 13 seções

O que faz um professores de cursos livres

Os profissionais dessa família ocupacional devem ser capazes de criar e planejar cursos livres, elaborar programas para empresas e clientes, definir materiais didáticos, ministrar aulas, avaliar alunos e sugerir mudanças estruturais em cursos.

Descrição oficial da família 3331 — Instrutores e professores de cursos livres, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Exercem suas funções em instituições de ensino, basicamente em escolas que oferecem cursos livres. Atuam de forma individual e também em equipe; trabalham com super-visão ocasional e, dependendo da característica do curso, podem atuar em ambiente fechado, a céu aberto e em veículos. Na grande maioria, trabalham na condição de profissinais autônomos, atuando nos períodos diurno e noturno.

Recursos de trabalho

Carro; Equipamentos e instrumentos necessários aos cursos; Flip-chart; Lousa.

Quanto ganha um professores de cursos livres

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.62410% ganham até R$ 3.230mediana R$ 8.01810% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.665

Entrada × quem já está

R$ 3.230 ao ser admitido · R$ 2.665 para quem tem vínculo ativo -17,5%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de professores de cursos livres foi de R$ 3.230 — metade das 2.629 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.624 e os 10% de maior, acima de R$ 8.018.

Quem já está na ocupação ganha menos do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.665, ou seja, 17,5% abaixo do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração cai com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 35 meses.

Considerando a jornada média de 25.7 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 24,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 3.230
Por ano (12 salários)R$ 38.760
Por semanaR$ 743
Por hora (25.7h/sem)R$ 24,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 3.513 38,8%
  • Mulheres — R$ 3.116 61,2%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.312 39,8%
  • Mulheres — R$ 2.983 60,2%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 1.983
  • Nordeste 2.579
  • Sudeste 3.335
  • Sul 3.850
  • Centro-Oeste 4.010

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 2.030 -118 — R$ 3.635 —
RJ 1.108 -27 — R$ 3.575 —
PR 1.005 +169 — R$ 2.089 —
MG 918 -56 — R$ 2.889 —
SC 523 +3 — R$ 7.425 —
RS 388 -64 — R$ 4.613 —
DF 271 -24 — R$ 3.975 —
GO 271 -175 — R$ 4.163 —
BA 251 +36 — R$ 3.050 —
ES 189 -13 — R$ 2.400 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

8.155

Desligamentos

8.379

Saldo

-224

Rotatividade

25,2%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: fev/26 (+673) saldo negativo · pior: dez/25 (-1.363)

Em 12 meses houve 8.155 admissões e 8.379 desligamentos de professores de cursos livres, o que significa que o mercado formal fechou 224 postos de trabalho no período, com rotatividade de 25,2% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 44,4% foram a pedido do próprio trabalhador e 43,8% por dispensa sem justa causa, além de 9,1% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 44,4%
  • Dispensa sem justa causa 43,8%
  • Fim de contrato 9,1%

Sobre 8.379 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial 6,4%
  • Contrato intermitente 1,2%
  • Pessoa com deficiência 0,3%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 8,4%
  • 1 a 4 empregados 9%
  • 5 a 9 empregados 10,5%
  • 10 a 19 empregados 17,4%
  • 20 a 49 empregados 21,2%
  • 50 a 99 empregados 12%
  • 100 a 249 empregados 7,4%
  • 250 a 499 empregados 3,3%
  • 500 a 999 empregados 3,5%
  • 1.000 ou mais empregados 7,2%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata professores de cursos livres

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Ensino de idiomas 8593700 · 21% das admissões 1.709 44.1h R$ 3.570 R$ 4.689 R$ 6.125 1% 2
Atividades de associações de defesa de direitos sociais 9430800 · 11,5% das admissões 938 42.6h R$ 2.350 R$ 2.845 R$ 4.758 2% 1
Atividades de condicionamento físico 9313100 · 10,3% das admissões 839 43.5h R$ 2.495 R$ 3.575 R$ 6.065 1% 2
Ensino fundamental 8513900 · 8,3% das admissões 673 43.5h R$ 2.063 R$ 3.409 R$ 4.144 1% 2
Outras atividades de ensino não especificadas anteriormente 8599699 · 5,3% das admissões 431 43.8h R$ 1.698 R$ 2.828 R$ 8.204 2% 2
Ensino médio 8520100 · 4,5% das admissões 367 42.2h R$ 1.525 R$ 2.650 R$ 4.642 1% 2
Educação infantil - préescola 8512100 · 3,9% das admissões 316 43.1h R$ 1.927 R$ 2.317 R$ 3.180 1% 2
Ensino de esportes 8591100 · 3,6% das admissões 291 42.9h R$ 2.691 R$ 3.400 R$ 4.850 2% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como professores de cursos livres

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 33.276 vínculos

Idade mediana

40 anos

Tempo de casa

35 meses

No setor público

26,1%

Em empresa do Simples

36,7%

Sexo

  • Mulher 60,2%
  • Homem 39,8%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada29,4h/sem
  • Pessoas com deficiência0,5%
  • Jornada parcial6,1%
  • Contrato intermitente1,3%
  • Em entidade sem fins lucrativos25,3%

Sobre os 33.276 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 56,5%
  • Parda 35,3%
  • Preta 6,6%
  • Amarela 1,5%
  • Indígena 0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,2%
  • Até o 5º ano incompleto 0,1%
  • 5º ano completo 0,2%
  • 6º ao 9º ano 0,1%
  • Fundamental completo 0,6%
  • Médio incompleto 0,7%
  • Médio completo 21,3%
  • Superior incompleto 8,4%
  • Superior completo 61,7%
  • Mestrado 5%
  • Doutorado 1,7%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,1%
  • 5º ano completo 0,1%
  • 6º a 9º ano 0,1%
  • Fundamental completo 0,3%
  • Médio incompleto 1,2%
  • Médio completo 27,2%
  • Superior incompleto 13,2%
  • Superior completo 49%
  • Pós-graduação 6,1%
  • Mestrado 2%
  • Doutorado 0,6%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 4,6%
  • 5 a 9 empregados 7,3%
  • 10 a 19 empregados 14,2%
  • 20 a 49 empregados 19%
  • 50 a 99 empregados 9%
  • 100 a 249 empregados 7,8%
  • 250 a 499 empregados 5,2%
  • 500 a 999 empregados 6%
  • 1.000 ou mais empregados 26,9%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de professores de cursos livres

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

3,3

CAT no período

89

Idade média no acidente

36 anos

Foram 89 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo professores de cursos livres nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 3,3 por mil vínculos ao ano — abaixo da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 58,4% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 41,6% de trajeto (no deslocamento) e 0% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Trajeto 41,6%
  • Típico 58,4%

Parte do corpo atingida

  • Joelho 20,2%
  • Dedo 10,1%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis) 7,9%
  • Partes múltiplas 6,7%
  • Pé (exceto artelhos) 6,7%

Natureza da lesão

  • Fratura 20,2%
  • Distensão, torção 18%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 15,7%
  • Lesão imediata 10,1%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 9%

Agente causador

  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas 13,5%
  • Motocicleta, motoneta 11,2%
  • Escada permanente cujos degraus permitem apoio integral do pé, degrau - superfície utilizada para sustentar pessoas 10,1%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas 9%
  • Ser vivo, NIC 7,9%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 4 4,5% 5.476
S92 — Fratura do pé (exceto do tornozelo) 3 3,4% 15.618
V28 — Motociclista traumatizado em um acidente de transporte sem colisão 3 3,4% 39
S62.6 — Fratura de outros dedos 2 2,2% 24.580
M79.6 — Dor em membro 2 2,2% 517
S60.2 — Contusão de outras partes do punho e da mão 2 2,2% 1.634

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Ensino de idiomas) tem RAT 1% e grau de risco 2, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 3,3 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: administração pública, educação, saúde e serviços sociais

Informalidade no setor

9,6%

Média nacional

37,5%

Conta própria

6,3%

Rendimento formal × informal

R$ 5.009 × R$ 4.613

No setor de administração pública, educação, saúde e serviços sociais — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 9,6% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O exercício dessas ocupações é livre. Requer-se escolaridade e qualificação profissional variadas, dependendo da área de atuação. Os cursos livres não estão sujeitos à regulamentação do mec.

Texto oficial do MTE para a família 3331.

Qual especialização paga mais na família 3331

Todas as ocupações de instrutores e professores de cursos livres, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
3331-15 Professores de cursos livres (esta página) R$ 3.230 R$ 2.665 33.276
3331-05 Instrutor de auto-escola R$ 2.217 R$ 2.541 52.110
3331-10 Instrutor de cursos livres R$ 2.626 R$ 2.040 39.774

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3331-15.

A Criar cursos livres (10)
  • •Detectar demanda de mercado
  • •Compilar informações coletadas da pesquisa
  • •Levantar necessidades do público alvo
  • •Definir objetivos gerais dos cursos
  • •Elencar necessidades técnicas e físicas para realização do curso
  • •Determinar pré-requisitos do público alvo
  • •Determinar carga horária do curso
  • •Desenvolver metodologia a ser aplicada ao curso
  • •Sugerir valor de cursos
  • •Formatar projetos de cursos
B Planejar cursos (8)
  • •Estabelecer objetivos específicos dos cursos
  • •Adequar metodologia aos objetivos do curso
  • •Consultar bibliografia
  • •Definir recursos didáticos e materiais para os cursos
  • •Definir conteúdo programático dos cursos
  • •Elaborar cronograma dos cursos
  • •Adequar periodicidade dos cursos, ao público alvo
  • •Preparar planos de aula
C Elaborar cursos para empresas e clientes (5)
  • •Visitar empresas e clientes
  • •Pesquisar segmento de mercado
  • •Diagnosticar necessidades das empresas
  • •Desenvolver módulos do curso
  • •Adequar a dinâmica do curso a empresas e clientes
D Definir materiais didáticos (6)
  • •Analisar material didático existente
  • •Atualizar material didático existente
  • •Elaborar materiais didáticos
  • •Realizar pesquisas bibliográficas
  • •Elaborar atividades teóricas e práticas
  • •Adaptar material didático ao público alvo e aos objetivos do curso
E Ministrar aulas (18)
  • •Apresentar programa do curso
  • •Acompanhar realização dos exercícios
  • •Apresentar, teoricamente, o assunto a ser abordado
  • •Promover atividades práticas
  • •Acompanhar elaboração de projetos
  • •Manusear materiais e equipamentos técnicos
  • •Adaptar técnicas didático-pedagógicas ao público específico
  • •Adequar estratégias e ou conteúdo do curso
  • •Elucidar dúvidas dos alunos
  • •Utilizar recursos audiovisuais
  • •Promover aulas vivenciais
  • •Estimular criatividade
  • •Retratar realidade do mercado
  • •Apresentar vantagens e desvantagens das técnicas
  • •Controlar presença dos alunos
  • •Tutoriar alunos à distância
  • •Elaborar relatórios
  • •Utilizar experiências e conhecimentos prévios dos alunos
F Avaliar alunos (7)
  • •Elaborar instrumentos de avaliação
  • •Aplicar procedimentos de avaliação contínua
  • •Diagnosticar nível de conhecimento do aluno
  • •Discutir conteúdo programático e objetivos com os alunos
  • •Identificar dificuldades dos alunos
  • •Monitorar desempenho dos alunos
  • •Informar aluno acerca de seu aproveitamento
G Sugerir mudanças estruturais no curso (7)
  • •Propor elaboração de módulos avançados
  • •Auxiliar coordenação dos cursos
  • •Expor mudanças de mercado
  • •Participar da elaboração do plano de desenvolvimento educacional
  • •Acompanhar mudanças e tendências de mercado
  • •Adequar cursos às mudanças do mercado
  • •Avaliar resultados das mudanças efetuadas nos cursos
Z Demonstrar competências pessoais (7)
  • •Demonstrar flexibilidade
  • •Dominar conteúdo ministrado
  • •Compatibilizar diferenças entre alunos
  • •Desenvolver criatividade
  • •Aprimorar-se continuamente
  • •Despertar outros interesses nos alunos
  • •Mediar relação ensino-aprendizagem

Perguntas frequentes

Quanto ganha um professores de cursos livres?

A mediana do salário de admissão é R$ 3.230 por mês, considerando as 2.629 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.624 (10% menores) a R$ 8.018 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.665 (RAIS 2024), 17.5% abaixo do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando professores de cursos livres?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 8.155 admissões contra 8.379 desligamentos, saldo de -224 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata professores de cursos livres?

A atividade econômica que mais contratou foi Ensino de idiomas (CNAE 8593700), com 21% das admissões e mediana de R$ 4.689. A ficha de professores de cursos livres no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de professores de cursos livres?

3331-15 (família 3331 — Instrutores e professores de cursos livres). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser professores de cursos livres?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3331: O exercício dessas ocupações é livre. Requer-se escolaridade e qualificação profissional variadas, dependendo da área de atuação. Os cursos livres não estão sujeitos à regulamentação do mec.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de professores de cursos livres?

A taxa é de 3,3 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é joelho (20,2% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S93.4 — entorse e distensão do tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (administração pública, educação, saúde e serviços sociais), 9,6% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 3331-15?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 3331-15 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3331-15 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (8593700), o RAT é 1%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (16 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3331:

  • •Andréa Dellamonica
  • •Auto Escola Pamplona Ltda.
  • •Castelo Branco Consultoria e Treinamento Empresarial Ltda.
  • •Centro de Comunicação e Artes do Senac - SP
  • •Centro de Educação em Design de Interiores (Senac)
  • •Dcr Consultores Associados Ltda.
  • •Europa Paisagismo Ltda.
  • •Garagem Digital Mídia Artes Ltda.
  • •Moda e Ponto Desenvolvimentos Ltda. Epp
  • •Quallimax Assessoria em Marketing e Qualificação
  • •Senac- Centro de Educação em Turismo e Hotelaria
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac-dr-SP)
  • •Sindicato das Costureiras de SP
  • •Tailor Made Agency Viagens e Turismo Ltda.
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
Voltar ao topo