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CBO 2002 Família 3115 R$ 2.310 na admissão +84 postos em 12 meses 66 atividades

CBO 3115-15 — Técnico de utilidade (produção e distribuição de vapor, gases, óleos, combustíveis, energia)

O código 3115-15 identifica a ocupação técnico de utilidade (produção e distribuição de vapor, gases, óleos, combustíveis, energia) na CBO 2002, dentro da família 3115 — Técnicos em controle ambiental, utilidades e tratamento de efluentes. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um técnico de utilidade (produção e distribuição de vapor, gases, óleos, combustíveis, energia)

Auxiliam profissionais de nível superior na implementação de projetos, gestão ambiental e coordenação de equipes de trabalho; operam máquinas, equipamentos e instrumentos. Coordenam processos de controle ambiental, utilidades, tratamento de efluentes e levantamentos meteorológicos. Realizam análises físico-químicas e micro-biológicas dos efluentes. Monitoram a segurança no trabalho.

Descrição oficial da família 3115 — Técnicos em controle ambiental, utilidades e tratamento de efluentes, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam na preservação da qualidade ambiental. Trabalham em equipe, em laboratórios e em atividades de campo, vinculados à administração pública, indústrias, empresas de consultoria, estações meteorológicas e de tratamento. Trabalham em ambientes fechados, a céu aberto ou em veículos nos horários diurnos e noturnos. Muitas vezes, trabalham sob pressão, em posições desconfortáveis ou expostos a ruídos, material tóxico, radiação, altas temperaturas, frio intenso e umidade. CONSULTE 3111 - Técnicos químicos.

Recursos de trabalho

Aerador; Balança; Caldeira; Computador; Decantador; Epis; Oxímetro; Phmetro; Termômetro; Trator (arado, grade).

Notas oficiais da CBO — inclui a base legal da profissão

Norma regulamentadora: Lei nº 5.524, de 5 de novembro de 1968 - dispõe sobre o exercício da profissão de técnico industrial de nível médio. Resolução normativa nº 24, de 18 de fevereiro de 1970 - autoriza os conselhos regionais de química a procederem ao registro de técnicos industriais.

Quanto ganha um técnico de utilidade (produção e distribuição de vapor, gases, óleos, combustíveis, energia)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.79610% ganham até R$ 2.310mediana R$ 4.50610% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 5.146

Entrada × quem já está

R$ 2.310 ao ser admitido · R$ 5.146 para quem tem vínculo ativo +122,8%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de técnico de utilidade (produção e distribuição de vapor, gases, óleos, combustíveis, energia) foi de R$ 2.310 — metade das 850 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.796 e os 10% de maior, acima de R$ 4.506.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 5.146, ou seja, 122,8% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 39 meses.

Considerando a jornada média de 43.1 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 13,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.310
Por ano (12 salários)R$ 27.720
Por semanaR$ 532
Por hora (43.1h/sem)R$ 13,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.281 83,2%
  • Mulheres — R$ 2.419 16,8%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 5.258 89,6%
  • Mulheres — R$ 4.063 10,4%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Nordeste 2.191
  • Sudeste 2.762
  • Sul 2.588
  • Centro-Oeste 2.266

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 241 +16 — R$ 3.030 —
MT 131 -4 — R$ 2.262 —
MG 72 -1 — R$ 1.985 —
RN 55 +10 — R$ 2.139 —
SC 50 +6 — R$ 2.259 —
RJ 50 -15 — R$ 1.997 —
CE 42 +26 — R$ 3.031 —
PE 41 +18 — R$ 1.884 —
RS 41 +4 — R$ 2.938 —
ES 35 +8 — R$ 2.732 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

892

Desligamentos

808

Saldo

+84

Rotatividade

28,6%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jan/26 (+126) saldo negativo · pior: mar/26 (-95)

Em 12 meses houve 892 admissões e 808 desligamentos de técnico de utilidade (produção e distribuição de vapor, gases, óleos, combustíveis, energia), o que significa que o mercado formal abriu 84 postos de trabalho no período, com rotatividade de 28,6% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 30,2% foram a pedido do próprio trabalhador e 44,9% por dispensa sem justa causa, além de 22% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 30,2%
  • Dispensa sem justa causa 44,9%
  • Fim de contrato 22%

Sobre 808 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Contrato intermitente 1,5%
  • Pessoa com deficiência 2,2%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 4,8%
  • 1 a 4 empregados 6,1%
  • 5 a 9 empregados 5,4%
  • 10 a 19 empregados 8,3%
  • 20 a 49 empregados 13,3%
  • 50 a 99 empregados 7,7%
  • 100 a 249 empregados 14,7%
  • 250 a 499 empregados 8,3%
  • 500 a 999 empregados 10,7%
  • 1.000 ou mais empregados 20,8%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata técnico de utilidade (produção e distribuição de vapor, gases, óleos, combustíveis, energia)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fornecimento e gestão de recursos humanos para terceiros 7830200 · 13,1% das admissões 117 44h R$ 2.230 R$ 2.261 R$ 2.291 2% 1
Serviços de engenharia 7112000 · 8% das admissões 71 43.7h R$ 2.300 R$ 3.042 R$ 3.097 3% 1
Geração de energia elétrica 3511501 · 7,4% das admissões 66 43.3h R$ 1.827 R$ 1.890 R$ 1.983 — 3
Serviços de cartografia, topografia e geodésia 7119701 · 5% das admissões 45 44h R$ 2.120 R$ 2.146 R$ 2.173 2% 1
Captação, tratamento e distribuição de água 3600601 · 4,6% das admissões 41 42.1h — R$ 3.110 — 3% 3
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 3,8% das admissões 34 44h — R$ 3.282 — 2% 1
Instalação e manutenção elétrica 4321500 · 3,4% das admissões 30 44h — R$ 3.690 — 3% 3
Aluguel de outras máquinas e equipamentos comerciais e industriais não especificados anteriormente, sem operador 7739099 · 3,3% das admissões 29 44.9h — R$ 1.933 — 3% 1

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como técnico de utilidade (produção e distribuição de vapor, gases, óleos, combustíveis, energia)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 2.826 vínculos

Idade mediana

38 anos

Tempo de casa

39 meses

No setor público

2,1%

Em empresa do Simples

8%

Sexo

  • Homem 89,8%
  • Mulher 10,2%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada41,4h/sem
  • Pessoas com deficiência2,3%
  • Jornada parcial0,2%
  • Contrato intermitente1,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,6%

Sobre os 2.826 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 49,8%
  • Parda 40,8%
  • Preta 8,3%
  • Amarela 0,9%
  • Indígena 0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Até o 5º ano incompleto 0,7%
  • 5º ano completo 0,6%
  • 6º ao 9º ano 1%
  • Fundamental completo 5,1%
  • Médio incompleto 1,9%
  • Médio completo 69,7%
  • Superior incompleto 5,6%
  • Superior completo 15,2%
  • Mestrado 0,2%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Até 5º ano incompleto 0,4%
  • 6º a 9º ano 1%
  • Fundamental completo 2%
  • Médio incompleto 3,7%
  • Médio completo 70,9%
  • Superior incompleto 6,2%
  • Superior completo 13,9%
  • Pós-graduação 1,7%
  • Mestrado 0,2%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 3%
  • 5 a 9 empregados 3,2%
  • 10 a 19 empregados 6,8%
  • 20 a 49 empregados 13,3%
  • 50 a 99 empregados 7,6%
  • 100 a 249 empregados 16,5%
  • 250 a 499 empregados 11,8%
  • 500 a 999 empregados 12,6%
  • 1.000 ou mais empregados 25,1%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de técnico de utilidade (produção e distribuição de vapor, gases, óleos, combustíveis, energia)

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

28,8

CAT no período

64

Óbitos comunicados

1

Idade média no acidente

33 anos

Foram 64 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo técnico de utilidade (produção e distribuição de vapor, gases, óleos, combustíveis, energia) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 28,8 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 64,1% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 35,9% de trajeto (no deslocamento) e 0% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 1 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Trajeto 35,9%
  • Típico 64,1%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 17,2%
  • Joelho 12,5%
  • Ombro 9,4%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 6,3%
  • Perna (do tornozelo, exclusive, ao joelho, exclusive) 6,3%

Natureza da lesão

  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 20,3%
  • Lesão imediata 15,6%
  • Distensão, torção 14,1%
  • Fratura 10,9%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 9,4%

Agente causador

  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas 23,4%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas 9,4%
  • Motocicleta, motoneta 9,4%
  • Agente do acidente, NIC 7,8%
  • Veículo rodoviário motorizado 6,3%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S80.0 — Contusão do joelho 4 6,3% 1.225
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 4 6,3% 5.476
V29.9 — Motociclista [qualquer] traumatizado em um acidente de trânsito não especificado 2 3,1% 313
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 2 3,1% 3.531
S62.6 — Fratura de outros dedos 2 3,1% 24.580
S09 — Outros traumatismos da cabeça e os não especificados 2 3,1% 210

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Fornecimento e gestão de recursos humanos para terceiros) tem RAT 2% e grau de risco 1, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 28,8 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas

Informalidade no setor

25,4%

Média nacional

37,5%

Conta própria

23,7%

Rendimento formal × informal

R$ 5.385 × R$ 4.443

No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Essas ocupações requerem formação técnica de nível médio completa nas áreas do meio ambiente, saneamento e afins. O pleno exercício das atividades requer de um a dois anos de experiência. Geralmente, trabalham sob supervisão de profissionais de nível superior.

Texto oficial do MTE para a família 3115.

Qual especialização paga mais na família 3115

Todas as ocupações de técnicos em controle ambiental, utilidades e tratamento de efluentes, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
3115-10 Técnico de meteorologia R$ 3.213 R$ 7.888 477
3115-15 Técnico de utilidade (produção e distribuição de vapor, gases, óleos, combustíveis, energia) (esta página) R$ 2.310 R$ 5.146 2.826
3115-20 Técnico em tratamento de efluentes R$ 2.938 R$ 4.625 1.032
3115-05 Técnico de controle de meio ambiente R$ 3.186 R$ 4.046 10.686

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3115-15.

A Implementar projetos (6)
  • •Estudar etapas de desenvolvimento do projeto
  • •Interpretar plantas, fluxogramas de projetos
  • •Orientar implantação de projetos
  • •Adequar procedimentos operacionais
  • •Identificar problemas operacionais na implantação de projetos
  • •Propor melhorias em projetos
B Coordenar equipes de trabalho (7)
  • •Elaborar plano de trabalho
  • •Dimensionar equipes de trabalho
  • •Distribuir tarefas
  • •Orientar equipes de trabalho
  • •Monitorar cumprimento das normas e legislação no trabalho
  • •Identificar necessidades de treinamento
  • •Capacitar operadores
C Operar máquinas, equipamentos e instrumentos (8)
  • •Identificar procedimentos de operação
  • •Avaliar funcionamento das máquinas e equipamentos
  • •Ajustar máquinas e equipamentos
  • •Calibrar equipamentos e instrumentos (pluviógrafo, linígrafo, oxímetro e phmetro)
  • •Fornecer subsídios para elaborar plano de manutenção
  • •Solicitar manutenção periódica das máquinas e equipamentos
  • •Programar paradas para manutenção
  • •Propor melhorias nas máquinas, equipamentos e instrumentos
D Coordenar processos de controle ambiental, utilidades, tratamento de efluentes e levantamentos meteorológicos (12)
  • •Programar aquisição e estocagem de matéria-prima e insumos
  • •Ajustar parâmetros operacionais de otimização dos processos
  • •Avaliar eficiênca dos processos
  • •Avaliar capacidade produtiva do processo de ar, vapor, óleo e gases
  • •Controlar custos operacionais
  • •Determinar vazões líquidas e índices inerentes ao controle do processo
  • •Realizar inspeções e vistorias técnicas
  • •Controlar distribuição dos produtos gerados (vapor, ar e efluentes)
  • •Testar novos produtos químicos e equipamentos
  • •Identificar os aspectos ambientais e impactos associados
  • •Cumprir objetivos e metas ambientais
  • •Definir local de armazenagem dos resíduos e efluentes
E Realizar análises físico-químicas e micro-biológicas dos efluentes (10)
  • •Preparar ambiente para análises
  • •Suprir ambiente de análises com reagentes, vidrarias e equipamentos
  • •Coletar amostras
  • •Preservar amostras coletadas
  • •Identificar amostras e pontos de coletas
  • •Manusear vidrarias, instrumentos e equipamentos
  • •Manipular produtos químicos e biológicos
  • •Interpretar resultados analíticos
  • •Elaborar laudos, relatórios e planilhas dos resultados analíticos
  • •Encaminhar amostras para análises externas complementares
F Implementar ações de gestão ambiental (7)
  • •Avaliar amplitude dos impactos ambientais
  • •Definir medidas corretivas
  • •Estabelecer prazos, ações e responsabilidades
  • •Aplicar ações corretivas
  • •Analisar resultados das ações corretivas
  • •Atender normas e legislação ambiental
  • •Propor ações preventivas
G Monitorar a segurança no trabalho (6)
  • •Fornecer subsídios para elaboração do mapa de riscos
  • •Interpretar mapa de riscos
  • •Controlar uso dos equipamentos de proteção (individual e coletiva)
  • •Cumprir procedimentos de emergência
  • •Fornecer informações para procedimentos de emergência
  • •Informar sobre precauções de produtos e resíduos gerados no processo
Z Demonstrar competências pessoais (10)
  • •Comunicar-se
  • •Agir com ética
  • •Demonstrar iniciativa
  • •Demonstrar capacidade de auto-organização
  • •Demonstrar dinamismo
  • •Dar provas de liderança
  • •Demonstrar capacidade de adaptação
  • •Demonstrar sociabilidade
  • •Autocriticar-se
  • •Manter bom relacionamento interpessoal

Sinônimos oficiais (7)

Auxiliar técnico de centro de operação do sistema de energiaAuxiliar técnico de distribuição de energiaAuxiliar técnico de geração de energiaLaboratorista de água e controle ambientalTécnico de abastecimento, captação e distribuição de águaTécnico de avaliação de capacidade de estação de tratamento e distribuição de água e esgotoTécnico de central térmica

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 3115-15 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um técnico de utilidade (produção e distribuição de vapor, gases, óleos, combustíveis, energia)?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.310 por mês, considerando as 850 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.796 (10% menores) a R$ 4.506 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 5.146 (RAIS 2024), 122.8% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando técnico de utilidade (produção e distribuição de vapor, gases, óleos, combustíveis, energia)?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 892 admissões contra 808 desligamentos, saldo de +84 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata técnico de utilidade (produção e distribuição de vapor, gases, óleos, combustíveis, energia)?

A atividade econômica que mais contratou foi Fornecimento e gestão de recursos humanos para terceiros (CNAE 7830200), com 13,1% das admissões e mediana de R$ 2.261. A ficha de técnico de utilidade (produção e distribuição de vapor, gases, óleos, combustíveis, energia) no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de técnico de utilidade (produção e distribuição de vapor, gases, óleos, combustíveis, energia)?

3115-15 (família 3115 — Técnicos em controle ambiental, utilidades e tratamento de efluentes). A CBO reconhece também os títulos: Auxiliar técnico de centro de operação do sistema de energia, Auxiliar técnico de distribuição de energia, Auxiliar técnico de geração de energia, Laboratorista de água e controle ambiental, Técnico de abastecimento, captação e distribuição de água, Técnico de avaliação de capacidade de estação de tratamento e distribuição de água e esgoto, Técnico de central térmica — todos usam o mesmo código 3115-15. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser técnico de utilidade (produção e distribuição de vapor, gases, óleos, combustíveis, energia)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3115: Essas ocupações requerem formação técnica de nível médio completa nas áreas do meio ambiente, saneamento e afins. O pleno exercício das atividades requer de um a dois anos de experiência. Geralmente, trabalham sob supervisão de profissionais de nível superior.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de técnico de utilidade (produção e distribuição de vapor, gases, óleos, combustíveis, energia)?

A taxa é de 28,8 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (17,2% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S80.0 — contusão do joelho. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 3115-15?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 3115-15 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3115-15 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (7830200), o RAT é 2%.

A profissão de técnico de utilidade (produção e distribuição de vapor, gases, óleos, combustíveis, energia) é regulamentada?

As notas oficiais da CBO para a família 3115 registram: Norma regulamentadora: Lei nº 5.524, de 5 de novembro de 1968 - dispõe sobre o exercício da profissão de técnico industrial de nível médio. Resolução normativa nº 24, de 18 de fevereiro de 1970 - autoriza os conselhos regionais de química a procederem ao registro de técnicos industriais.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (17 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3115:

  • •Bresolin Indústria e Comércio de Madeiras Ltda.
  • •Companhia de Saneamento do Paraná - Sanepar
  • •Coopavel - Cooperativa Cascavel Ltda
  • •Empresa Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater - Pr)
  • •Fiação de Seda Bratac S.A.
  • •Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis
  • •Sadia S.A.
  • •Senai - Departamento Regional do Paraná
  • •Suderhsa - Superintendência de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental
  • •Synteko Produtos Químicos S.A.
  • •Trombini Embalagens Ltda.
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
  • •GLOSSÁRIO
  • •Pluviógrafo: instrumento que registra quantidade, duração e intensidade da chuva.
  • •Oxímetro: instrumento que determina o grau de saturação de oxigênio no sangue.
  • •Phmetro: instrumento para medir o ph em uma solução.
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