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CBO 2002 Família 2617 R$ 3.238 na admissão +36 postos em 12 meses 56 atividades

CBO 2617-30 — Repórter de mídias audiovisuais

O código 2617-30 identifica a ocupação repórter de mídias audiovisuais na CBO 2002, dentro da família 2617 — Locutores, comentaristas e repórteres de mídias audiovisuais. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 13 seções

O que faz um repórter de mídias audiovisuais

Apresentam programas de rádio e televisão, ancorando programas, nos quais interpretam o conteúdo da apresentação, noticiam fatos, leem textos no ar, redigem a notícia, narram eventos esportivos e culturais, tecem comentários sobre os mesmos e fazem a locução de anúncios publicitários; entrevistam pessoas; anunciam programação; preparam conteúdo para apresentação, pautando o texto, checando as informações, adaptando-se aos padrões da emissora e do público alvo; atuam em rádio, televisão e eventos, bem como em mídias alternativas como cinema e internet.

Descrição oficial da família 2617 — Locutores, comentaristas e repórteres de mídias audiovisuais, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam na área de atividades recreativas, culturais e desportivas. Executam suas funções como empregados com carteira assinada e, no caso do locutor publicitário de 393 rádio e TV, como autônomo. São profissionais multifuncionais, que atualmente participam integralmente do processo, desde a produção até a apresentação da notícia, que trabalham em equipe, com supervisão ocasional, em ambiente fechado ou a céu aberto, no caso do comentarista de rádio e TV. A maioria dos profissionais trabalha em várias emissoras de rádio e TV, apresentando diversos programas, cumprindo horários flexíveis (manhã, noite, tarde, diariamente, etc.), podendo trabalhar também a distância. Eventualmente, trabalham sob pressão, levando à situação de estresse constante e expostos a ruído intenso, a radiação (locutor de rádio e TV) e a altas temperaturas (narrador em programas de rádio e TV e repórter de rádio e TV). CONSULTE 2611 - Profissionais do jornalismo. 3763 - Apresentadores de espetáculos, eventos e programas.

Recursos de trabalho

Câmera; Gravador; Microfone; Monitor; Telefone.

Notas oficiais da CBO — inclui a base legal da profissão

Norma Regulamentadora: Lei nº 6.615, de 16 de dezembro de 1978 - Dispõe sobre a regulamentação da profissão de Radialista e dá outras providências. Decreto nº 84.134, de 30 de outubro de 1979 - Regulamenta a Lei nº 6.615/78. Norma Regulamentadora: Decreto-Lei nº 972, de 17 de outubro de 1969 - Dispõe sobre o exercício da profissão de Jornalista. Decreto nº 83.284, de 13 de março de 1979 - Dá nova regulamentação ao Decreto-lei nº 972, de 17 de outubro de 1969, que dispõe sobre o exercício da profissão de Jornalista, em decorrência das alterações introduzidas pela Lei nº 6.612, de 07 de dezembro de 1978.

Quanto ganha um repórter de mídias audiovisuais

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.78810% ganham até R$ 3.238mediana R$ 7.34810% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 5.333

Entrada × quem já está

R$ 3.238 ao ser admitido · R$ 5.333 para quem tem vínculo ativo +64,7%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de repórter de mídias audiovisuais foi de R$ 3.238 — metade das 205 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.788 e os 10% de maior, acima de R$ 7.348.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 5.333, ou seja, 64,7% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 37 meses.

Considerando a jornada média de 33.8 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 23,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 3.238
Por ano (12 salários)R$ 38.856
Por semanaR$ 745
Por hora (33.8h/sem)R$ 23,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 3.425 49,8%
  • Mulheres — R$ 3.018 50,2%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 5.150 53,5%
  • Mulheres — R$ 5.444 46,5%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Nordeste 2.700
  • Sudeste 4.283
  • Sul 3.310

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (2 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 125 +11 — R$ 6.140 —
RS 64 -14 — R$ 3.375 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

653

Desligamentos

617

Saldo

+36

Rotatividade

21,6%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: ago/26 (+25) saldo negativo · pior: mai/26 (-21)

Em 12 meses houve 653 admissões e 617 desligamentos de repórter de mídias audiovisuais, o que significa que o mercado formal abriu 36 postos de trabalho no período, com rotatividade de 21,6% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 49,6% foram a pedido do próprio trabalhador e 37,6% por dispensa sem justa causa, além de 9,7% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 49,6%
  • Dispensa sem justa causa 37,6%
  • Fim de contrato 9,7%

Sobre 617 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial 6,7%
  • Contrato intermitente 2,9%
  • Pessoa com deficiência 0,2%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 8,3%
  • 1 a 4 empregados 6,8%
  • 5 a 9 empregados 6,9%
  • 10 a 19 empregados 7,6%
  • 20 a 49 empregados 15,2%
  • 50 a 99 empregados 14,2%
  • 100 a 249 empregados 17,8%
  • 250 a 499 empregados 14,2%
  • 500 a 999 empregados 3%
  • 1.000 ou mais empregados 5,9%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata repórter de mídias audiovisuais

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Atividades de televisão aberta 6021700 · 45,2% das admissões 295 42.7h R$ 2.675 R$ 3.319 R$ 3.675 3% 2
Atividades de rádio 6010100 · 15,6% das admissões 102 42.8h — R$ 2.510 — 1% 2
Portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na internet 6319400 · 7,4% das admissões 48 42.4h — R$ 5.720 — 1% 2
Edição integrada à impressão de jornais diários 5822101 · 4,9% das admissões 32 — — — — — 3
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 4,3% das admissões 28 — — — — 3% 1
Edição de jornais diários 5812301 · 3,2% das admissões 21 41h — R$ 6.356 — — 3
Atividades de produção cinematográfica, de vídeos e de programas de televisão não especificadas anteriormente 5911199 · 3,1% das admissões 20 43.4h — R$ 3.415 — 1% 2
Programadoras 6022501 · 2% das admissões 13 — — — — 3% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como repórter de mídias audiovisuais

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 2.855 vínculos

Idade mediana

35 anos

Tempo de casa

37 meses

No setor público

4,8%

Em empresa do Simples

12,7%

Sexo

  • Homem 53,7%
  • Mulher 46,3%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada34h/sem
  • Pessoas com deficiência0,7%
  • Jornada parcial16,2%
  • Contrato intermitente0,6%
  • Em entidade sem fins lucrativos6,4%

Sobre os 2.855 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 60,9%
  • Parda 31,5%
  • Preta 6,2%
  • Amarela 1%
  • Indígena 0,4%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Superior completo 98,7%
  • Mestrado 1,1%
  • Doutorado 0,2%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • 6º a 9º ano 0,2%
  • Fundamental completo 0,3%
  • Médio incompleto 0,2%
  • Médio completo 13,8%
  • Superior incompleto 11,2%
  • Superior completo 68,9%
  • Pós-graduação 5,2%
  • Mestrado 0,3%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 3,5%
  • 5 a 9 empregados 6%
  • 10 a 19 empregados 8,3%
  • 20 a 49 empregados 14,5%
  • 50 a 99 empregados 13,5%
  • 100 a 249 empregados 20,3%
  • 250 a 499 empregados 19,3%
  • 500 a 999 empregados 4,1%
  • 1.000 ou mais empregados 10,6%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas

Informalidade no setor

25,4%

Média nacional

37,5%

Conta própria

23,7%

Rendimento formal × informal

R$ 5.385 × R$ 4.443

No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO e cenário do curso no Censo da Educação Superior 2024

O exercício dessas ocupações requer curso superior, sendo atualmente, a locução de rádio e TV, principalmente de programas jornalísticos, uma atividade desempenhada por profissionais com formação em Jornalismo. No caso específico de locutores, apenas os profissionais com formação em Jornalismo podem redigir e comentar a notícia, em função da legislação e regulamentação da profissão. Portanto, os locutores sem formação em Jornalismo foram sendo gradualmente substituídos nos noticiários de rádio e TV. No caso dos Comentaristas esportivos, não é obrigatória a formação em Jornalismo, sendo frequente ex-jogadores e técnicos comentarem os eventos. Quando necessário também se habilitam como radialistas, fazendo cursos de locução de até duzentas horas/ aula ou de radialista em nível técnico e superior. Varia de um a dois anos a experiência profissional para os locutores e narradores de rádio e televisão, de quatro a cinco anos para o locutor publicitário de rádio e TV e mais de cinco para o comentarista e âncora de rádio e TV para o pleno desempenho das atividades.

Texto oficial do MTE para a família 2617.

Curso de graduação Concorrência (presencial) Matrículas Formados/ano EAD Rede pública
Jornalismo 1,16× 44.335 5.873 30,4% 31,3%
Rádio, TV e internet 1,27× 3.676 608 5,5% 49,6%

Quantos se formam × quantas vagas abrem

Formam-se 6.481 pessoas por ano nos cursos associados a essa família, enquanto o mercado formal abriu 36 postos líquidos em 12 meses — cerca de 180 formados por vaga nova. O saldo líquido não é o total de oportunidades (há também a reposição de quem sai), mas a razão dá a ordem de grandeza da pressão de entrada na carreira.

A concorrência é calculada somente no ensino presencial: cursos a distância operam com oferta de vagas quase ilimitada e, misturados, achatam o indicador até fazer parecer que sobram vagas. A associação entre família da CBO e curso é curadoria nossa — não existe correspondência oficial entre a CBO e os cursos de graduação. Não publicamos “taxa de conclusão” porque concluintes e ingressantes do mesmo ano são turmas diferentes.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 Censo da Educação Superior — microdados de cursos — Lei 9.394/1996 (LDB), art. 9º VI; Portaria INEP de divulgação dos microdados · Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira — INEP

Qual especialização paga mais na família 2617

Todas as ocupações de locutores, comentaristas e repórteres de mídias audiovisuais, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
2617-30 Repórter de mídias audiovisuais (esta página) R$ 3.238 R$ 5.333 2.855
2617-05 Âncora de mídias audiovisuais R$ 1.938 R$ 3.471 244
2617-10 Comentarista de mídias audiovisuais R$ 2.100 R$ 3.288 204
2617-15 Locutor de mídias audiovisuais R$ 1.926 R$ 2.116 11.032

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 2617-30.

A Apresentar programas e noticiários (8)
  • •Interpretar o conteúdo da apresentação
  • •Delimitar o conteúdo
  • •Noticiar fatos
  • •Ler o texto no ar
  • •Apresentar programações diversas
  • •Animar o programa
  • •Fazer enquete
  • •Operar equipamentos (mesa de som e outros)
B Comentar os fatos (4)
  • •Levantar informações e dados
  • •Organizar as informações
  • •Opinar a respeito do evento
  • •Participar de debates e mesas redondas
C Narrar transmissão de eventos (4)
  • •Descrever o evento
  • •Construir a cena
  • •Analisar fatos, notícias e eventos
  • •Reproduzir o fato ocorrido durante o evento
D Entrevistar pessoas (9)
  • •Formular perguntas
  • •Envolver o entrevistado
  • •Provocar o entrevistado
  • •Interromper o entrevistado
  • •Rebater o entrevistado
  • •Instruir o entrevistado
  • •Sugerir nomes para entrevistas
  • •Elaborar o roteiro da entrevista
  • •Adequar o tempo da entrevista
E Anunciar produtos e serviços (1)
  • •Relatar o que foi apresentado (música, entrevista ou notícia)
F Apresentar eventos (1)
  • •Mediar debates
G Preparar conteúdo para apresentação (9)
  • •Participar da definição da pauta
  • •Redigir a notícia
  • •Checar as informações
  • •Editar textos
  • •Passar o texto
  • •Ensaiar a apresentação
  • •Fazer aquecimento vocal e exercícios de dicção
  • •Gravar reportagens
  • •Editar material gravado
Z Demonstrar competências pessoais (20)
  • •Demonstrar credibilidade
  • •Demonstrar capacidade e interagir com público e pares
  • •Demonstrar facilidade de relacionamento humano
  • •Demonstrar dinamismo
  • •Demonstrar capacidade de observação técnica
  • •Demonstrar capacidade de comunicação
  • •Demonstrar qualidade de voz e dicção
  • •Demonstrar capacidade de expressão oral
  • •Demonstrar capacidade de expressão corporal
  • •Demonstrar fluência de leitura e interpretação de texto
  • •Demonstrar acuidade auditiva
  • •Demonstrar capacidade de emocionar o público
  • •Demonstrar flexibilidade
  • •Demonstrar capacidade de administrar tempo
  • •Demonstrar capacidade de propor soluções
  • •Demonstrar capacidade de tomar decisões
  • •Demonstrar capacidade de síntese
  • •Demonstrar cordialidade
  • •Demonstrar imparcialidade
  • •Demonstrar capacidade de cumprir normas e procedimentos

Sinônimos oficiais (4)

Rádio repórterRepórter de rádioRepórter de rádio e tvRepórter de televisão

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 2617-30 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um repórter de mídias audiovisuais?

A mediana do salário de admissão é R$ 3.238 por mês, considerando as 205 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.788 (10% menores) a R$ 7.348 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 5.333 (RAIS 2024), 64.7% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando repórter de mídias audiovisuais?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 653 admissões contra 617 desligamentos, saldo de +36 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata repórter de mídias audiovisuais?

A atividade econômica que mais contratou foi Atividades de televisão aberta (CNAE 6021700), com 45,2% das admissões e mediana de R$ 3.319. A ficha de repórter de mídias audiovisuais no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de repórter de mídias audiovisuais?

2617-30 (família 2617 — Locutores, comentaristas e repórteres de mídias audiovisuais). A CBO reconhece também os títulos: Rádio repórter, Repórter de rádio, Repórter de rádio e tv, Repórter de televisão — todos usam o mesmo código 2617-30. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser repórter de mídias audiovisuais?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 2617: O exercício dessas ocupações requer curso superior, sendo atualmente, a locução de rádio e TV, principalmente de programas jornalísticos, uma atividade desempenhada por profissionais com formação em Jornalismo. No caso específico de locutores, apenas os profissionais com formação em Jornalismo podem redigir e comentar a notícia, em função da legislação e regulamentação da profissão. Portanto, os locutores sem formação em Jornalismo foram sendo gradualmente substituídos nos noticiários de rádio e TV. No caso dos Comentaristas esportivos, não é obrigatória a formação em Jornalismo, sendo frequente ex-jogadores e técnicos comentarem os eventos. Quando necessário também se habilitam como radialistas, fazendo cursos de locução de até duzentas horas/ aula ou de radialista em nível técnico e superior. Varia de um a dois anos a experiência profissional para os locutores e narradores de rádio e televisão, de quatro a cinco anos para o locutor publicitário de rádio e TV e mais de cinco para o comentarista e âncora de rádio e TV para o pleno desempenho das atividades. No Censo da Educação Superior de 2024, o curso mais associado é Jornalismo, com 1,16 candidatos por vaga no presencial.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 2617-30?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 2617-30 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 2617-30 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (6021700), o RAT é 3%.

A profissão de repórter de mídias audiovisuais é regulamentada?

As notas oficiais da CBO para a família 2617 registram: Norma Regulamentadora: Lei nº 6.615, de 16 de dezembro de 1978 - Dispõe sobre a regulamentação da profissão de Radialista e dá outras providências. Decreto nº 84.134, de 30 de outubro de 1979 - Regulamenta a Lei nº 6.615/78. Norma Regulamentadora: Decreto-Lei nº 972, de 17 de outubro de 1969 - Dispõe sobre o exercício da profissão de Jornalista. Decreto nº 83.284, de 13 de março de 1979 - Dá nova regulamentação ao Decreto-lei nº 972, de 17 de outubro de 1969, que dispõe sobre o exercício da profissão de Jornalista, em decorrência das alterações introduzidas pela Lei nº 6.612, de 07 de…

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (22 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 2617:

  • •Espn Brasil
  • •M & H Associados S/C Ltda.
  • •Phrasis Prod. Sonoras e Visuais S/C Ltda.
  • •Qualy-med Comércio e Serviços de Instrumentos de Precisão, Calibração e Manu- tenção ME.
  • •Rádio Alpha Fm
  • •Rádio e Televisão Bandeirantes Ltda.
  • •Rádio Eldorado Ltda.
  • •Rádio Excelsior da Bahia
  • •Radio Guaíba
  • •Rádio Panamericana S.A.
  • •Rádio Sociedade da Bahia
  • •Rádio USP
  • •Sistema Jornal do Comércio de Comunicação
  • •TV e Rádio Jornal do Commércio
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
  • •GLOSSÁRIO
  • •Noticiar: levar a notícia ao ar em tempo real, no momento em que está aconte- cendo, ao vivo.
  • •Narração de eventos: esportivos (futebol, vôlei, tênis, esportes radicais), culturais (fes- tivais) e jornalísticos (ex: World Trade Center).
  • •Há estilos de narração: agressiva; ufanista - emocional (o narrador vende a emoção ao ouvinte); assertiva-ponderada.
  • •Expressões típicas do profissional que atua nessa área: “Chavinha” - tirar o som de uma determinada pessoa, por exemplo, um político que está dando uma entrevis- ta. “Derrubar” - expressão equivalente à anterior, significa tirar do ar. “Fazer enquete” trata-se de pesquisa de opinião realizada junto aos ouvintes durante as programações.
  • •Não tem representação estatística amostral. Em muitas ocasiões, é um recurso para tapar buraco da programação. “Tubar” - narrar o jogo no rádio, a partir das imagens da televisão. “Dar assinatura em anúncios publicitários” - emprestar a voz, que passa a fazer parte da imagem do produto e empresa
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