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CBO 2002 Família 2544 R$ 3.425 na admissão -34 postos em 12 meses 85 atividades

CBO 2544-10 — Fiscal de tributos municipal

O código 2544-10 identifica a ocupação fiscal de tributos municipal na CBO 2002, dentro da família 2544 — Fiscais de tributos estaduais e municipais. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 13 seções

O que faz um fiscal de tributos municipal

Fiscalizam o cumprimento da legislação tributária; constituem o crédito tributário mediante lançamento; controlam a arrecadação e promovem a cobrança de tributos, aplicando penalidades; analisam e tomam decisões sobre processos administrativo-fiscais; controlam a circulação de bens, mercadorias e serviços; atendem e orientam contribuintes e, ainda, planejam, coordenam e dirigem órgãos da administração tributária.

Descrição oficial da família 2544 — Fiscais de tributos estaduais e municipais, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham em secretarias de fazenda dos estados e municípios. Atuam de forma individual e, eventualmente, em equipe, sob supervisão permanente, em ambiente fechado, a céu aberto ou em veículos, em horários diurno, noturno e irregulares. Podem permanecer em posições desconfortáveis por longos períodos, estar expostos a materiais tóxicos, radiação e ruído intenso, bem como a insalubridade, periculosidade e risco de perder a vida, ocasionalmente. Tais condições podem conduzi-los a estresse. ESTA FAMÍLIA NÃO COMPREENDE 2541 - Auditores fiscais e técnicos da receita federal 2542 - Auditores fiscais da previdência social 2543 - Auditores fiscais do trabalho

Recursos de trabalho

Banco de dados; Documento de identificação funcional e legislação; Equipamentos de segurança; Equipamentos e recursos de informática; Instrumentos fotocopiadores; Material de consumo e formulários; Proteção policial; Sinalizador de trânsito; Telefone e fax; Veículo de transporte.

Quanto ganha um fiscal de tributos municipal

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 2.00110% ganham até R$ 3.425mediana R$ 7.84510% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 6.265

Entrada × quem já está

R$ 3.425 ao ser admitido · R$ 6.265 para quem tem vínculo ativo +82,9%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de fiscal de tributos municipal foi de R$ 3.425 — metade das 242 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.001 e os 10% de maior, acima de R$ 7.845.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 6.265, ou seja, 82,9% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 184 meses.

Considerando a jornada média de 41.7 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 18,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 3.425
Por ano (12 salários)R$ 41.100
Por semanaR$ 788
Por hora (41.7h/sem)R$ 18,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 3.663 52,9%
  • Mulheres — R$ 3.138 47,1%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 6.261 66,2%
  • Mulheres — R$ 6.273 33,8%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Sudeste 3.488

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (2 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 167 +4 — R$ 3.783 —
MG 40 -13 — R$ 2.575 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

269

Desligamentos

303

Saldo

-34

Rotatividade

1,4%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: mai/26 (+12) saldo negativo · pior: jul/26 (-12)

Em 12 meses houve 269 admissões e 303 desligamentos de fiscal de tributos municipal, o que significa que o mercado formal fechou 34 postos de trabalho no período, com rotatividade de 1,4% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 46,9% foram a pedido do próprio trabalhador e 31% por dispensa sem justa causa, além de 12,2% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 46,9%
  • Dispensa sem justa causa 31%
  • Fim de contrato 12,2%

Sobre 303 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial 1,5%
  • Pessoa com deficiência 1,1%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 2,4%
  • 1 a 4 empregados 2%
  • 5 a 9 empregados 6,1%
  • 10 a 19 empregados 9,3%
  • 20 a 49 empregados 9,8%
  • 50 a 99 empregados 5,7%
  • 100 a 249 empregados 10,2%
  • 250 a 499 empregados 11%
  • 500 a 999 empregados 17,5%
  • 1.000 ou mais empregados 26%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata fiscal de tributos municipal

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Administração pública em geral 8411600 · 53,5% das admissões 144 40.8h R$ 2.801 R$ 3.125 R$ 4.275 2% 1
Atividades de contabilidade 6920601 · 13,8% das admissões 37 43.9h — R$ 2.500 — 1% 1
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 4,1% das admissões 11 42.5h — R$ 4.200 — 2% 1
Atividades de fiscalização profissional 9412001 · 2,2% das admissões 6 — — — — — 1
Fabricação de periféricos para equipamentos de informática 2622100 · 1,9% das admissões 5 — — — — 2% 3
Transporte rodoviário coletivo de passageiros, com itinerário fixo, municipal 4921301 · 1,9% das admissões 5 — — — — 3% 3
Gestão e administração da propriedade imobiliaria 6822600 · 1,9% das admissões 5 — — — — 2% 1
Atividades de consultoria em gestão empresarial, exceto consultoria técnica específica 7020400 · 1,5% das admissões 4 — — — — 2% 1

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como fiscal de tributos municipal

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 22.347 vínculos

Idade mediana

48 anos

Tempo de casa

184 meses

No setor público

98,2%

Em empresa do Simples

0,7%

Sexo

  • Homem 66,8%
  • Mulher 33,2%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada39,5h/sem
  • Pessoas com deficiência0,8%
  • Jornada parcial0,2%

Sobre os 22.347 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 63,1%
  • Parda 29,6%
  • Preta 3,7%
  • Amarela 3%
  • Indígena 0,7%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Superior completo 98,6%
  • Mestrado 1%
  • Doutorado 0,4%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Até 5º ano incompleto 0,4%
  • 5º ano completo 0,4%
  • 6º a 9º ano 0,7%
  • Fundamental completo 1,5%
  • Médio incompleto 1,5%
  • Médio completo 31,6%
  • Superior incompleto 9,7%
  • Superior completo 49,1%
  • Pós-graduação 4,8%
  • Doutorado 0,4%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 0,1%
  • 5 a 9 empregados 0,3%
  • 10 a 19 empregados 0,4%
  • 20 a 49 empregados 1,1%
  • 50 a 99 empregados 1,5%
  • 100 a 249 empregados 8,4%
  • 250 a 499 empregados 12,9%
  • 500 a 999 empregados 14,5%
  • 1.000 ou mais empregados 60,7%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de fiscal de tributos municipal

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

CAT no período

30

Idade média no acidente

47 anos

Tipo de acidente

  • Típico 63,3%
  • Doença 10%
  • Trajeto 26,7%

Parte do corpo atingida

  • Partes múltiplas 13,3%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis) 10%
  • Sistema nervoso 10%
  • Braço (entre o punho e o ombro) 6,7%
  • Dedo 6,7%

Natureza da lesão

  • Lesão imediata 33,3%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 26,7%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 10%
  • Fratura 10%
  • Lesão imediata, NIC 6,7%

Agente causador

  • Motocicleta, motoneta 22,2%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas 18,5%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas 7,4%
  • Calçada ou caminho para pedestre - superfície utilizada para sustentar pessoas 7,4%
  • Escada permanente cujos degraus permitem apoio integral do pé, degrau - superfície utilizada para sustentar pessoas 7,4%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
V29 — Motociclista traumatizado em outros acidentes de transporte e em acidentes de transporte não especificados 2 6,7% 313
S40.0 — Contusão do ombro e do braço 2 6,7% 479
S50 — Traumatismo superficial do cotovelo e do antebraço 2 6,7% 250
Y96 — Circunstância relativa às condições de trabalho 2 6,7% 29
T14.0 — Traumatismo superficial de região não especificada do corpo 1 3,3% 796
M54.3 — Ciática 1 3,3% 9.517

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: administração pública, educação, saúde e serviços sociais

Informalidade no setor

9,6%

Média nacional

37,5%

Conta própria

6,3%

Rendimento formal × informal

R$ 5.009 × R$ 4.613

No setor de administração pública, educação, saúde e serviços sociais — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 9,6% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício das funções de fiscal de tributos estadual e municipal requer-se curso superior. Para o técnico em tributos requer-se escolaridade de nível médio. O acesso às funções ocorre por meio de concursos públicos diferenciados, para fiscais e técnicos, conforme legislação específica dos estados e municípios.

Texto oficial do MTE para a família 2544.

Qual especialização paga mais na família 2544

Todas as ocupações de fiscais de tributos estaduais e municipais, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
2544-05 Fiscal de tributos estadual R$ 4.188 R$ 34.551 10.494
2544-15 Técnico de tributos estadual R$ 4.022 R$ 20.924 3.546
2544-20 Técnico de tributos municipal R$ 2.994 R$ 6.556 1.818
2544-10 Fiscal de tributos municipal (esta página) R$ 3.425 R$ 6.265 22.347

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 2544-10.

A Fiscalizar o cumprimento da legislação tributária (16)
  • •Planejar ação fiscal
  • •Fiscalizar estabelecimentos públicos e privados
  • •Fiscalizar cartórios
  • •Fiscalizar eventos (shows, feiras e exposições)
  • •Fiscalizar mercadorias, bens e serviços
  • •Desenquadrar regimes especiais
  • •Examinar demonstrativos obrigatórios do contribuinte
  • •Examinar contabilidade das empresas
  • •Conciliar documentos fiscais
  • •Revisar declarações espontâneas do contribuinte
  • •Circularizar documentos
  • •Impor penalidades
  • •Acompanhar inventários falências e concordatas
  • •Intimar contribuintes
  • •Solicitar informações bancárias
  • •Requisitar força policial
B Constituir 0 crédito tributário (11)
  • •Identificar sujeito passivo da tributação
  • •Identificar bens, mercadorias e serviços
  • •Identificar a ocorrência do fato gerador
  • •Determinar base de cálculo
  • •Identificar alíquota aplicável
  • •Verificar irregularidades
  • •Lavrar notificações
  • •Lavrar auto de infração
  • •Emitir notificações de lançamento de débitos
  • •Retificar lançamentos
  • •Replicar defesa do contribuinte
C Controlar a arrecadação de tributos (12)
  • •Controlar recolhimento do contribuinte
  • •Controlar regime especial de arrecadação
  • •Atualizar débitos fiscais
  • •Controlar parcelamento de débito
  • •Inscrever crédito tributário na dívida ativa
  • •Encaminhar débitos para cobrança judicial
  • •Analisar consistência de documentos de arrecadação
  • •Controlar desempenho da arrecadação
  • •Realizar procedimentos e auditoria na rede arrecadadora
  • •Montar relatórios de crédito tributário
  • •Controlar certificado de crédito
  • •Prever receita tributária para fins orçamentários
E Analisar processos administrativo-fiscais (12)
  • •Analisar pedidos de contribuintes inclusive benefícios fiscais
  • •Elaborar pareceres
  • •Elaborar despachos decisórios
  • •Elaborar decisões
  • •Conceder regime especial ou atípico
  • •Parcelar dívidas de contribuinte
  • •Enquadrar contribuinte em regime especial de fiscalização
  • •Autorizar uso de equipamentos emissores de documentos fiscais
  • •Credenciar interventor em equipamento emissor de cupons fiscais
  • •Encaminhar representação de ilícito tributário
  • •Assessorar elaboração de normas
  • •Compor juntas de julgamento
F Organizar o sistema de informações cadastrais (10)
  • •Analisar pedidos de inscrição no cadastro fiscal
  • •Enquadrar contribuinte na atividade econômica
  • •Administrar sistema de informações tributárias
  • •Operar sistema de informações tributárias
  • •Verificar integridade das informações cadastrais
  • •Bloquear contribuinte em situação irregular
  • •Pesquisar valores de bens e serviços
  • •Pesquisar valores de locação de imóveis
  • •Elaborar planta genérica de valores
  • •Atualizar pautas de valores mínimos de bens e mercadorias
G Realizar diligências (6)
  • •Diligenciar repartições públicas e privadas
  • •Coletar informações do contribuinte
  • •Apreender livros e documentos
  • •Realizar operações especiais (blitz)
  • •Subsidiar a justiça nos processos tributários
  • •Arrolar bens e direitos para garantia do crédito tributário
H Atender o contribuinte (8)
  • •Orientar contribuinte no plantão fiscal
  • •Responder consultas do contribuinte
  • •Autorizar confecção de documentos fiscais
  • •Autorizar uso de livros fiscais
  • •Calcular débitos fiscais
  • •Eliminar pendência de regularidade fiscal
  • •Recepcionar arquivos magnéticos de contribuinte
  • •Emitir certidões de regularidade fiscal
Z Demonstrar competências pessoais (10)
  • •Demonstrar perspicácia
  • •Demonstrar discrição
  • •Demonstrar capacidade de análise
  • •Exercer autoridade
  • •Demonstrar tirocínio
  • •Demonstrar capacidade de decisão (ser resoluto)
  • •Demonstrar imparcialidade
  • •Demonstrar bom senso e equilíbrio
  • •Manifestar raciocínio lógico
  • •Demonstrar espírito de equipe

Perguntas frequentes

Quanto ganha um fiscal de tributos municipal?

A mediana do salário de admissão é R$ 3.425 por mês, considerando as 242 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 2.001 (10% menores) a R$ 7.845 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 6.265 (RAIS 2024), 82.9% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando fiscal de tributos municipal?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 269 admissões contra 303 desligamentos, saldo de -34 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata fiscal de tributos municipal?

A atividade econômica que mais contratou foi Administração pública em geral (CNAE 8411600), com 53,5% das admissões e mediana de R$ 3.125. A ficha de fiscal de tributos municipal no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de fiscal de tributos municipal?

2544-10 (família 2544 — Fiscais de tributos estaduais e municipais). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser fiscal de tributos municipal?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 2544: Para o exercício das funções de fiscal de tributos estadual e municipal requer-se curso superior. Para o técnico em tributos requer-se escolaridade de nível médio. O acesso às funções ocorre por meio de concursos públicos diferenciados, para fiscais e técnicos, conforme legislação específica dos estados e municípios.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (administração pública, educação, saúde e serviços sociais), 9,6% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 2544-10?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 2544-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 2544-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (8411600), o RAT é 2%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (12 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 2544:

  • •Anfip- Assoc. Nac. dos Fisc. de Contrib. Prev.
  • •Coordenação da Receita do Estado do Paraná
  • •Governo do Distrito Federal
  • •Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)
  • •Núcleo de Desenvolvimento Terapêutico Integrado/uniban
  • •Prefeitura Municipal de Pardinho (SP)
  • •Prefeitura Municipal de Porto Alegre
  • •Prefeitura Municipal de São Paulo
  • •Secretaria de Estado dos Negócios da Fazenda de São Paulo
  • •Sindicato dos Funcionários da Secretaria da Fazenda de São Paulo (Sindfesp)
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
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