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CBO 2002 Família 9541 R$ 2.764 na admissão +1.272 postos em 12 meses 45 atividades

CBO 9541-25 — Operador eletromecânico

O código 9541-25 identifica a ocupação operador eletromecânico na CBO 2002, dentro da família 9541 — Instaladores e mantenedores eletromecânicos de elevadores, escadas e portas automáticas. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um operador eletromecânico

Instalam elevadores, escadas rolantes, portas e portões automáticos, organizando a execução de serviços e preparando locais para instalação dos equipamentos. Realizam manutenção preventiva e corretiva em sistemas e equipamentos. Redigem documentos técnicos, orçamentos, relatórios de serviços diários, solicitação de materiais e outros e trabalham seguindo normas de segurança, higiene, qualidade e proteção ao meio ambiente.

Descrição oficial da família 9541 — Instaladores e mantenedores eletromecânicos de elevadores, escadas e portas automáticas, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam predominantemente na construção civil como empregados com carteira assinada. Podem também trabalhar como autônomos. Trabalham de forma individual, sob supervisão ocasional, em ambientes fechados ou a céu aberto, no sistema de rodízio de turnos. No desenvolvimento de algumas atividades podem permanecer em posições desconfortáveis durante longos períodos e expostos à ação de altas temperaturas.

Recursos de trabalho

Amperímetro; Ferro de soldar; Furadeira; Kit de alicates; Kit de broca de vídia e aço rápido; Kit de chaves; Lixadeira; Máquina de soldar; Multímetro; Serra de tico-tico.

Quanto ganha um operador eletromecânico

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.88710% ganham até R$ 2.764mediana R$ 4.50410% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.841

Entrada × quem já está

R$ 2.764 ao ser admitido · R$ 3.841 para quem tem vínculo ativo +39%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de operador eletromecânico foi de R$ 2.764 — metade das 7.442 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.887 e os 10% de maior, acima de R$ 4.504.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.841, ou seja, 39% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 24 meses.

Considerando a jornada média de 39.4 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 13,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.764
Por ano (12 salários)R$ 33.168
Por semanaR$ 636
Por hora (39.4h/sem)R$ 13,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.914 89%
  • Mulheres — R$ 2.333 11%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 4.057 90,7%
  • Mulheres — R$ 2.274 9,3%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 2.883
  • Nordeste 2.617
  • Sudeste 2.966
  • Sul 2.403
  • Centro-Oeste 3.111

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 2.502 +220 — R$ 3.090 —
MG 2.383 +638 — R$ 2.707 —
SC 1.808 +224 — R$ 2.367 —
PR 692 +66 — R$ 3.427 —
RS 581 -13 — R$ 3.225 —
RJ 398 -13 — R$ 2.540 —
PA 176 +43 — R$ 3.004 —
GO 130 -17 — R$ 3.175 —
ES 130 +44 — R$ 3.016 —
BA 121 +5 — R$ 2.750 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

9.477

Desligamentos

8.205

Saldo

+1.272

Rotatividade

47,8%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jan/26 (+845) saldo negativo · pior: dez/25 (-484)

Em 12 meses houve 9.477 admissões e 8.205 desligamentos de operador eletromecânico, o que significa que o mercado formal abriu 1.272 postos de trabalho no período, com rotatividade de 47,8% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 35,9% foram a pedido do próprio trabalhador e 36,2% por dispensa sem justa causa, além de 22,9% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 35,9%
  • Dispensa sem justa causa 36,2%
  • Fim de contrato 22,9%

Sobre 8.205 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial 2,3%
  • Contrato intermitente 1,4%
  • Pessoa com deficiência 0,4%
  • Jovem aprendiz 22,8%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 4,3%
  • 1 a 4 empregados 2,7%
  • 5 a 9 empregados 2%
  • 10 a 19 empregados 4,4%
  • 20 a 49 empregados 9,4%
  • 50 a 99 empregados 9,3%
  • 100 a 249 empregados 13,4%
  • 250 a 499 empregados 13,3%
  • 500 a 999 empregados 11,4%
  • 1.000 ou mais empregados 29,8%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata operador eletromecânico

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de compressores para uso industrial, peças e acessórios 2814301 · 9,9% das admissões 939 44h R$ 2.332 R$ 2.365 R$ 2.397 3% 3
Instalação e manutenção de sistemas centrais de ar condicionado, de ventilação e refrigeração 4322302 · 7,3% das admissões 695 44h R$ 2.300 R$ 2.613 R$ 2.939 3% 3
Instalação e manutenção elétrica 4321500 · 7,1% das admissões 675 44h R$ 2.350 R$ 2.662 R$ 2.990 3% 3
Fabricação de máquinas e aparelhos de refrigeração e ventilação para uso industrial e comercial, peças e acessórios 2823200 · 3% das admissões 285 44h R$ 2.045 R$ 2.089 R$ 2.230 3% 3
Serviços de engenharia 7112000 · 2,3% das admissões 219 43.8h R$ 2.692 R$ 3.036 R$ 3.373 3% 1
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 1,4% das admissões 133 43.8h R$ 1.878 R$ 2.850 R$ 3.540 3% 1
Fabricação de obras de caldeiraria pesada 2513600 · 1,3% das admissões 122 44h R$ 2.500 R$ 3.063 R$ 3.539 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como operador eletromecânico

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 17.152 vínculos

Idade mediana

37 anos

Tempo de casa

24 meses

No setor público

1,4%

Em empresa do Simples

8,7%

Sexo

  • Homem 90,7%
  • Mulher 9,3%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada41,3h/sem
  • Pessoas com deficiência1,9%
  • Jornada parcial1,4%
  • Contrato intermitente0,9%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,4%

Sobre os 17.152 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 47,2%
  • Parda 42,7%
  • Preta 9,1%
  • Amarela 0,7%
  • Indígena 0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,1%
  • Até o 5º ano incompleto 0,4%
  • 5º ano completo 0,5%
  • 6º ao 9º ano 2,2%
  • Fundamental completo 5,6%
  • Médio incompleto 8,1%
  • Médio completo 74,7%
  • Superior incompleto 3,1%
  • Superior completo 5,2%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,1%
  • Até 5º ano incompleto 0,3%
  • 5º ano completo 0,3%
  • 6º a 9º ano 2%
  • Fundamental completo 3,7%
  • Médio incompleto 16,2%
  • Médio completo 69,1%
  • Superior incompleto 3,7%
  • Superior completo 4,3%
  • Pós-graduação 0,3%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 2,1%
  • 5 a 9 empregados 2,1%
  • 10 a 19 empregados 4,4%
  • 20 a 49 empregados 7,6%
  • 50 a 99 empregados 9%
  • 100 a 249 empregados 13,1%
  • 250 a 499 empregados 14,5%
  • 500 a 999 empregados 11,3%
  • 1.000 ou mais empregados 36%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de operador eletromecânico

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

37,9

CAT no período

519

Óbitos comunicados

1

Idade média no acidente

36 anos

Foram 519 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo operador eletromecânico nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 37,9 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 78,2% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 21,8% de trajeto (no deslocamento) e 0% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 1 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Trajeto 21,8%
  • Típico 78,2%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 27%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 10,4%
  • Partes múltiplas 5,2%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis) 5,2%
  • Pé (exceto artelhos) 4,4%

Natureza da lesão

  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 22,4%
  • Fratura 16%
  • Lesão imediata 12,3%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 11,6%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 9,8%

Agente causador

  • Máquina, NIC 11,4%
  • Metal - inclui liga 7,9%
  • Motocicleta, motoneta 7,7%
  • Veículo rodoviário motorizado 5,2%
  • Ferramenta, máquina, equipamento, veículo, NIC 3,9%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 43 8,3% 3.531
S61 — Ferimento do punho e da mão 22 4,2% 3.531
S62.6 — Fratura de outros dedos 19 3,7% 24.580
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 13 2,5% 1.634
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 12 2,3% 5.476
S62.5 — Fratura do polegar 10 1,9% 24.580

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Fabricação de compressores para uso industrial, peças e acessórios) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 37,9 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio incompleto e curso básico de qualificação profissional em torno de duzentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 9541.

Qual especialização paga mais na família 9541

Todas as ocupações de instaladores e mantenedores eletromecânicos de elevadores, escadas e portas automáticas, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
9541-05 Eletromecânico de manutenção de elevadores R$ 2.910 R$ 4.161 6.697
9541-10 Eletromecânico de manutenção de escadas rolantes R$ 3.105 R$ 4.000 109
9541-25 Operador eletromecânico (esta página) R$ 2.764 R$ 3.841 17.152
9541-20 Mecânico de manutenção de instalações mecânicas de edifícios R$ 2.712 R$ 3.792 3.392
9541-15 Eletromecânico de manutenção de portas automáticas R$ 2.407 R$ 2.538 345

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 9541-25.

A Organizar execução de serviços (4)
  • •Determinar instrumentos, ferramentas e materiais, utilizados em serviços
  • •Especificar componentes para substituição e instalação
  • •Solicitar materiais
  • •Conferir materiais e componentes
B Preparar local para instalação de equipamentos (8)
  • •Interpretar projetos e desenhos
  • •Inspecionar local
  • •Marcar local definido para instalação
  • •Isolar local de trabalho
  • •Abrir paredes, lajes, pisos e valas
  • •Transportar equipamentos, instrumentos, ferramentas e materiais para o local
  • •Acondicionar materiais
  • •Fixar suportes
C Instalar elevadores, escadas rolantes, portas e portões automáticas (6)
  • •Verificar pontos elétricos
  • •Fixar componentes
  • •Interligar placas de comando
  • •Programar sistemas de controle
  • •Identificar controles
  • •Realizar testes operacionais
D Realizar manutenção preventiva (8)
  • •Verificar amperagem e tensão dos equipamentos
  • •Corrigir vazamento de tensão
  • •Examinar iluminação interna e externa
  • •Conferir sinalizações
  • •Reparar sistemas de acionamento hidráulico, pneumático e eletroeletrônico
  • •Lubrificar equipamentos
  • •Regular contactoras
  • •Verificar nível de óleo dos equipamentos
E Realizar manutenção corretiva (7)
  • •Identificar falhas operacionais
  • •Analisar causas e falhas operacionais
  • •Estudar esquemas elétrico, hidráulico, mecânico e de esgoto
  • •Desativar sistemas
  • •Montar equipamentos
  • •Reativar sistemas
  • •Testar funcionamento
F Redigir documentos (4)
  • •Redigir relatórios de serviços diários e mensais
  • •Preencher solicitação de materiais
  • •Preencher requisição de serviços
  • •Registrar ocorrência de defeitos
Z Demonstrar competências pessoais (8)
  • •Sugerir melhorias
  • •Trabalhar em equipe
  • •Demonstrar iniciativa
  • •Manter-se atualizado na profissão
  • •Utilizar equipamentos de segurança
  • •Reduzir sons e ruídos
  • •Ter habilidades manuais
  • •Demonstrar organização e higiene pessoal

Sinônimos oficiais (3)

Mecânico de manutenção e eletricistaOperador de equipamentos elétricosOperador de manutenção eletromecânica

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 9541-25 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um operador eletromecânico?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.764 por mês, considerando as 7.442 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.887 (10% menores) a R$ 4.504 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.841 (RAIS 2024), 39% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando operador eletromecânico?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 9.477 admissões contra 8.205 desligamentos, saldo de +1.272 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata operador eletromecânico?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de compressores para uso industrial, peças e acessórios (CNAE 2814301), com 9,9% das admissões e mediana de R$ 2.365. A ficha de operador eletromecânico no Buscador NCM lista os 7 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de operador eletromecânico?

9541-25 (família 9541 — Instaladores e mantenedores eletromecânicos de elevadores, escadas e portas automáticas). A CBO reconhece também os títulos: Mecânico de manutenção e eletricista, Operador de equipamentos elétricos, Operador de manutenção eletromecânica — todos usam o mesmo código 9541-25. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser operador eletromecânico?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 9541: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio incompleto e curso básico de qualificação profissional em torno de duzentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de operador eletromecânico?

A taxa é de 37,9 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (27% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 9541-25?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 9541-25 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 9541-25 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (2814301), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (11 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 9541:

  • •Amazonas Shopping
  • •Condomínio Edifício Manaus Shopping Center
  • •Condomínio Rio Negro Center
  • •Elvadores Atlas Schindler do Brasil
  • •Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE
  • •Otelc - Portões Automáticos
  • •Portas Automáticas com Sensor
  • •Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas
  • •Thyssen Sûr
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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