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CBO 2002 Família 8321 R$ 2.136 na admissão -719 postos em 12 meses 29 atividades

CBO 8321-25 — Operador de máquina de fabricar papel e papelão

O código 8321-25 identifica a ocupação operador de máquina de fabricar papel e papelão na CBO 2002, dentro da família 8321 — Operadores de máquinas de fabricar papel e papelão. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um operador de máquina de fabricar papel e papelão

Operam máquinas de fabricar papel e papelão, acionando motores e bombas, ajustando parâmetros e nível de pasta, regulando pressão de prensas, trocando lâminas e limpando máquinas. Operam máquinas de fabricar papel e papelão em fase seca, regulando tensão, alinhamento e limites laterais de telas secadoras, acionando grupos secadores, bombas e turbinas, controlando pressão e temperatura de secadores. Operam supercalandras, ajustando tensão das folhas, regulando pressão de vapor e de rolos. Operam máquinas rebobinadeiras de papel e papelão, acionando, trocando facas e contrafacas, preparando tubetes e regulando pressão, tensão do papel e ângulo de rolos. Operam máquinas cortadeiras de papel e papelão. Controlam processo dos padrões de qualidade e trabalham em conformidade com as normas e procedimentos técnicos e de segurança, higiene, saúde e preservação ambiental.

Descrição oficial da família 8321 — Operadores de máquinas de fabricar papel e papelão, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam na fabricação de papel e derivados e de produtos químicos e na indústria editorial e gráfica (edição, impressão e reprodução de gravações) como empregados com carteira assinada. Organizam-se em equipe, sob supervisão ocasional, em ambiente fechado e no sistema de rodízio de turnos (diurno/noturno). Também podem atuar em grandes alturas ou confinados. Trabalham sob pressão, o que pode levá-los a situação de estresse, e podem permanecer em posições desconfortáveis durante longos períodos. No desenvolvimento de algumas atividades permanecem expostos a ação de materiais tóxicos, radiação, ruído intenso, altas temperaturas, poeira e umidade.

Recursos de trabalho

Calandra e supercalandra; Chaves (alicates, combinadas, inglesas, Allen); Claves de válvulas; Cortadeira e will; Mesa plana e duoformer; Micrômetro; Pirômetro; Rebobinadeira; Secadores (cilindros); Termômetro.

Quanto ganha um operador de máquina de fabricar papel e papelão

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.72810% ganham até R$ 2.136mediana R$ 3.18210% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.562

Entrada × quem já está

R$ 2.136 ao ser admitido · R$ 3.562 para quem tem vínculo ativo +66,8%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de operador de máquina de fabricar papel e papelão foi de R$ 2.136 — metade das 2.126 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.728 e os 10% de maior, acima de R$ 3.182.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.562, ou seja, 66,8% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 53 meses.

Considerando a jornada média de 42.5 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 11,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.136
Por ano (12 salários)R$ 25.632
Por semanaR$ 492
Por hora (42.5h/sem)R$ 11,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.191 69,7%
  • Mulheres — R$ 2.067 30,3%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 3.816 88,9%
  • Mulheres — R$ 2.331 11,1%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 1.920
  • Nordeste 1.831
  • Sudeste 2.217
  • Sul 2.091
  • Centro-Oeste 2.611

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (9 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 791 -269 — R$ 2.468 —
SC 525 -144 — R$ 2.072 —
MG 320 -51 — R$ 1.779 —
PR 281 -131 — R$ 2.301 —
RJ 85 +2 — R$ 1.635 —
AM 76 -23 — R$ 1.920 —
MS 51 +13 — R$ 2.697 —
ES 48 +20 — R$ 2.150 —
RS 35 -24 — R$ 2.550 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

2.335

Desligamentos

3.054

Saldo

-719

Rotatividade

30,1%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jan/26 (+27) saldo negativo · pior: dez/25 (-139)

Em 12 meses houve 2.335 admissões e 3.054 desligamentos de operador de máquina de fabricar papel e papelão, o que significa que o mercado formal fechou 719 postos de trabalho no período, com rotatividade de 30,1% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 34,7% foram a pedido do próprio trabalhador e 46,5% por dispensa sem justa causa, além de 14% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 34,7%
  • Dispensa sem justa causa 46,5%
  • Fim de contrato 14%
  • Aposentadoria 0,1%

Sobre 3.054 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial 1,9%
  • Pessoa com deficiência 0,9%
  • Jovem aprendiz 3,5%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 9,7%
  • 1 a 4 empregados 4,2%
  • 5 a 9 empregados 3,9%
  • 10 a 19 empregados 8,6%
  • 20 a 49 empregados 12,3%
  • 50 a 99 empregados 15,9%
  • 100 a 249 empregados 26%
  • 250 a 499 empregados 5,7%
  • 500 a 999 empregados 4,6%
  • 1.000 ou mais empregados 9%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata operador de máquina de fabricar papel e papelão

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de embalagens de papel 1731100 · 22,6% das admissões 528 43.2h R$ 1.862 R$ 2.144 R$ 2.617 3% 2
Fabricação de produtos de papel para uso doméstico e higiênico sanitário não especificados anteriormente 1742799 · 14,1% das admissões 330 44h R$ 1.833 R$ 1.979 R$ 2.182 3% 2
Fabricação de papel 1721400 · 12% das admissões 280 43.8h R$ 1.658 R$ 1.955 R$ 2.417 3% 3
Fabricação de chapas e de embalagens de papelão ondulado 1733800 · 10,8% das admissões 252 44h R$ 2.116 R$ 2.390 R$ 2.817 3% 2
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 5,6% das admissões 131 44h R$ 2.474 R$ 3.055 R$ 3.143 3% 1
Fabricação de produtos de pastas celulósicas, papel, cartolina, papel cartão e papelão ondulado não especificados anteriormente 1749400 · 5,5% das admissões 128 43.5h R$ 2.000 R$ 2.051 R$ 2.200 3% 2
Fabricação de produtos de papel, cartolina, papel cartão e papelão ondulado para uso comercial e de escritório 1741902 · 4,8% das admissões 111 44h R$ 1.905 R$ 2.100 R$ 2.376 3% 2
Comércio atacadista de embalagens 4686902 · 3,5% das admissões 82 43.9h R$ 1.689 R$ 1.750 R$ 2.208 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como operador de máquina de fabricar papel e papelão

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 10.154 vínculos

Idade mediana

38 anos

Tempo de casa

53 meses

Em empresa do Simples

15%

Sexo

  • Homem 89%
  • Mulher 11%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada42h/sem
  • Pessoas com deficiência2,2%
  • Jornada parcial0,2%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,1%

Sobre os 10.154 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 55,2%
  • Parda 35,2%
  • Preta 8,7%
  • Amarela 0,7%
  • Indígena 0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,1%
  • Até o 5º ano incompleto 1,3%
  • 5º ano completo 1,6%
  • 6º ao 9º ano 4%
  • Fundamental completo 8,4%
  • Médio incompleto 6,7%
  • Médio completo 73,1%
  • Superior incompleto 1,9%
  • Superior completo 2,9%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Até 5º ano incompleto 0,5%
  • 5º ano completo 0,7%
  • 6º a 9º ano 3,6%
  • Fundamental completo 5,1%
  • Médio incompleto 10,3%
  • Médio completo 76,6%
  • Superior incompleto 1,4%
  • Superior completo 1,6%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 1,5%
  • 5 a 9 empregados 2,5%
  • 10 a 19 empregados 5,4%
  • 20 a 49 empregados 8,6%
  • 50 a 99 empregados 12,9%
  • 100 a 249 empregados 20,1%
  • 250 a 499 empregados 15,1%
  • 500 a 999 empregados 20,3%
  • 1.000 ou mais empregados 13,5%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de operador de máquina de fabricar papel e papelão

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

39,7

CAT no período

323

Óbitos comunicados

2

Idade média no acidente

36 anos

Foram 323 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo operador de máquina de fabricar papel e papelão nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 39,7 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 88,9% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 10,8% de trajeto (no deslocamento) e 0,3% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 2 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico 88,9%
  • Trajeto 10,8%
  • Doença 0,3%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 39%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 12,7%
  • Pé (exceto artelhos) 10,2%
  • Cabeça, NIC 3,4%
  • Partes múltiplas 3,4%

Natureza da lesão

  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 25,4%
  • Lesão imediata 18%
  • Fratura 15,5%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 11,8%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 6,5%

Agente causador

  • Máquina, NIC 23,8%
  • Agente do acidente inexistente 5,3%
  • Motocicleta, motoneta 4,3%
  • Ferramenta manual sem força motriz, NIC 4,3%
  • Faca 4%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 25 7,7% 3.531
S61 — Ferimento do punho e da mão 22 6,8% 3.531
S62.6 — Fratura de outros dedos 19 5,9% 24.580
S61.1 — Ferimento de dedo(s) com lesão da unha 15 4,6% 3.531
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 11 3,4% 1.634
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 7 2,2% 5.476

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Fabricação de embalagens de papel) tem RAT 3% e grau de risco 2, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 39,7 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio concluído e curso técnico na área de atuação oferecido por instituições de formação profissional ou escolas técnicas. O pleno desempenho das atividades ocorre entre três e quatro anos de experiência profissional. Pode-se demandar aprendizagem profissional para a(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 8321.

Qual especialização paga mais na família 8321

Todas as ocupações de operadores de máquinas de fabricar papel e papelão, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
8321-25 Operador de máquina de fabricar papel e papelão (esta página) R$ 2.136 R$ 3.562 10.154
8321-15 Operador de máquina de fabricar papel (fase úmida) R$ 2.125 R$ 3.552 1.167
8321-20 Operador de máquina de fabricar papel (fase seca) R$ 2.104 R$ 3.538 1.129
8321-35 Operador de rebobinadeira na fabricação de papel e papelão R$ 2.269 R$ 3.301 5.329
8321-10 Operador de cortadeira de papel R$ 2.313 R$ 3.233 2.265
8321-05 Calandrista de papel R$ 1.925 R$ 3.230 306

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 8321-25.

A Operar máquina de fabricar papel e papelão (1)
  • •Acionar equipamentos (motores, bombas) para fabricar papel e papelão
E Operar cortadeira de papel e papelão (1)
  • •Acionar cortadeira de papel e papelão
F Controlar processo dos padrões de qualidade (8)
  • •Interpretar especificações do produto
  • •Examinar visualmente as folhas de papel e papelão
  • •Coletar amostras para testes físicos
  • •Analisar resultados de testes físicos (fases seca e úmida)
  • •Ajustar gramatura, espessura e umidade da folha
  • •Inspecionar produto final
  • •Preencher boletins operacionais (fases seca e úmida)
  • •Disponibilizar dados e informações para auditoria da qualidade
G Cumprir normas de segurança (8)
  • •Atender às convocações da empresa para cursos, eventos de segurança
  • •Interpretar normas, procedimentos de segurança e ambientais
  • •Utilizar epi e epc
  • •Identificar áreas de risco
  • •Orientar sobre situações de risco
  • •Isolar áreas de risco
  • •Registrar ocorrências que afetam o processo produtivo (ambientais e de segurança)
  • •Atender às convocações para exames médicos periódicos
Z Demonstrar competências pessoais (11)
  • •Trabalhar em equipe
  • •Manter-se concentrado no trabalho
  • •Demonstrar objetividade
  • •Adaptar-se a mudanças
  • •Demonstrar raciocínio lógico
  • •Demonstrar coordenação motora
  • •Demonstrar flexibilidade
  • •Relacionar-se com superiores e subordinados
  • •Atentar para detalhes
  • •Demonstrar autocontrole
  • •Demonstrar autocrítica

Sinônimos oficiais (4)

Condutor em fábrica de papelCondutor de máquina de fabricar papel e papelãoOperador de máquina de fabricar papelOperador de onduladora de papel

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 8321-25 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um operador de máquina de fabricar papel e papelão?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.136 por mês, considerando as 2.126 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.728 (10% menores) a R$ 3.182 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.562 (RAIS 2024), 66.8% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando operador de máquina de fabricar papel e papelão?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 2.335 admissões contra 3.054 desligamentos, saldo de -719 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata operador de máquina de fabricar papel e papelão?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de embalagens de papel (CNAE 1731100), com 22,6% das admissões e mediana de R$ 2.144. A ficha de operador de máquina de fabricar papel e papelão no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de operador de máquina de fabricar papel e papelão?

8321-25 (família 8321 — Operadores de máquinas de fabricar papel e papelão). A CBO reconhece também os títulos: Condutor em fábrica de papel, Condutor de máquina de fabricar papel e papelão, Operador de máquina de fabricar papel, Operador de onduladora de papel — todos usam o mesmo código 8321-25. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser operador de máquina de fabricar papel e papelão?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 8321: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio concluído e curso técnico na área de atuação oferecido por instituições de formação profissional ou escolas técnicas. O pleno desempenho das atividades ocorre entre três e quatro anos de experiência profissional. Pode-se demandar aprendizagem profissional para a(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de operador de máquina de fabricar papel e papelão?

A taxa é de 39,7 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (39% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 8321-25?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 8321-25 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 8321-25 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1731100), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (11 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 8321:

  • •Campion Papel e Celulose Ltda.
  • •Companhia Suzano de Papel e Celulose S.A.
  • •Ibema Companhia Brasileira de Papel
  • •Igaras Papéis e Embalagens
  • •Inpacel - Indústria de Papel Arapoti S.A.
  • •Rigesa Indústria de Celulose, Papel e Embalagens Ltda.
  • •Senges Papel e Celulose Ltda.
  • •Sinpacel
  • •Trombini Embalagens Ltda.
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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