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CBO 2002 Família 7817 R$ 2.410 na admissão +337 postos em 12 meses 66 atividades

CBO 7817-05 — Mergulhador profissional (raso e profundo)

O código 7817-05 identifica a ocupação mergulhador profissional (raso e profundo) na CBO 2002, dentro da família 7817 — Trabalhadores subaquáticos. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 13 seções

O que faz um mergulhador profissional (raso e profundo)

Planejam e realizam operações subaquáticas. Inspecionam instalações subaquáticas e realizam manutenção corretiva nas suas estruturas. Prestam socorro, buscam e resgatam objetos, pessoas e corpos submersos. Elaboram documentação de operações subaquáticas. Trabalham seguindo normas de segurança, saúde, higiene, qualidade e proteção ao meio ambiente.

Descrição oficial da família 7817 — Trabalhadores subaquáticos, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam em empresas que prestam serviços à indústria de extração de petróleo e gás natural. Atuam também nas empresas de eletricidade, gás e água quente, de construção, de defesa e de transporte aquaviário. São empregados com carteira assinada, trabalham em equipe, sob supervisão permanente, em horários irregulares e em ambientes confinados. Trabalham sob pressão, o que pode levá-los à situação de estresse; podem permanecer em posições desconfortáveis durante longos períodos e expostos a ruído intenso, água poluída, baixa temperatura e pressão atmosférica.

Recursos de trabalho

Câmara hiperbárica; Cinto com lastro; Faca; Fontes de alimentação (compressores e cilindro); Máscaras faciais e capacetes; Profundímetro; Sino ou sinete; Trajes secos e molhados; Umbilicais; Vasos de pressão e manômetro.

Quanto ganha um mergulhador profissional (raso e profundo)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 2.07210% ganham até R$ 2.410mediana R$ 4.08810% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 5.789

Entrada × quem já está

R$ 2.410 ao ser admitido · R$ 5.789 para quem tem vínculo ativo +140,2%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de mergulhador profissional (raso e profundo) foi de R$ 2.410 — metade das 1.134 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.072 e os 10% de maior, acima de R$ 4.088.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 5.789, ou seja, 140,2% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 22 meses.

Considerando a jornada média de 42.9 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 13,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.410
Por ano (12 salários)R$ 28.920
Por semanaR$ 555
Por hora (42.9h/sem)R$ 13,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.410 97,9%
  • Mulheres — R$ 2.325 2,1%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 5.833 98,6%
  • Mulheres — R$ 2.825 1,4%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Nordeste 2.400
  • Sudeste 2.400
  • Sul 2.658
  • Centro-Oeste 2.367

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (3 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
RJ 581 +214 — R$ 2.431 —
SP 282 +93 — R$ 2.384 —
ES 152 +25 — R$ 2.382 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

1.262

Desligamentos

925

Saldo

+337

Rotatividade

35,2%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: mai/26 (+89) saldo negativo · pior: jun/26 (-5)

Em 12 meses houve 1.262 admissões e 925 desligamentos de mergulhador profissional (raso e profundo), o que significa que o mercado formal abriu 337 postos de trabalho no período, com rotatividade de 35,2% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 31,8% foram a pedido do próprio trabalhador e 56,9% por dispensa sem justa causa, além de 8,9% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 31,8%
  • Dispensa sem justa causa 56,9%
  • Fim de contrato 8,9%

Sobre 925 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Contrato intermitente 42,7%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 7,8%
  • 1 a 4 empregados 7,9%
  • 5 a 9 empregados 8%
  • 10 a 19 empregados 17,4%
  • 20 a 49 empregados 23,5%
  • 50 a 99 empregados 8,2%
  • 100 a 249 empregados 19,3%
  • 250 a 499 empregados 2,7%
  • 500 a 999 empregados 0,6%
  • 1.000 ou mais empregados 4,6%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata mergulhador profissional (raso e profundo)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Escafandria e mergulho 7490102 · 69,5% das admissões 877 43.5h R$ 2.301 R$ 2.442 R$ 2.695 3% 1
Serviços de engenharia 7112000 · 10,3% das admissões 130 43.8h R$ 2.326 R$ 2.378 R$ 3.025 3% 1
Manutenção e reparação de embarcações e estruturas flutuantes 3317101 · 3,7% das admissões 47 44h R$ 2.198 R$ 2.359 R$ 2.856 3% 3
Administração de obras 4399101 · 1,3% das admissões 17 44h — R$ 2.681 — 3% 3
Navegação de apoio portuário 5030102 · 1,3% das admissões 16 44h — R$ 2.420 — 1% 3
Transporte rodoviário de carga, exceto produtos perigosos e mudanças, intermunicipal, interestadual e internacional 4930202 · 1,1% das admissões 14 44h — R$ 2.303 — 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como mergulhador profissional (raso e profundo)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 2.626 vínculos

Idade mediana

40 anos

Tempo de casa

22 meses

No setor público

0,2%

Em empresa do Simples

30%

Sexo

  • Homem 98,7%
  • Mulher 1,3%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43h/sem
  • Pessoas com deficiência0,2%
  • Jornada parcial0,1%
  • Contrato intermitente25,8%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,2%

Sobre os 2.626 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 51,4%
  • Parda 41,8%
  • Preta 6,2%
  • Amarela 0,4%
  • Indígena 0,3%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,1%
  • Até o 5º ano incompleto 0,3%
  • 5º ano completo 0,3%
  • 6º ao 9º ano 0,5%
  • Fundamental completo 2,2%
  • Médio incompleto 1,3%
  • Médio completo 88,5%
  • Superior incompleto 2,3%
  • Superior completo 4,5%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Até 5º ano incompleto 0,2%
  • 5º ano completo 0,1%
  • 6º a 9º ano 0,1%
  • Fundamental completo 1,3%
  • Médio incompleto 0,6%
  • Médio completo 90,2%
  • Superior incompleto 2%
  • Superior completo 5,1%
  • Pós-graduação 0,6%
  • Mestrado 0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 3,8%
  • 5 a 9 empregados 6,9%
  • 10 a 19 empregados 15,4%
  • 20 a 49 empregados 19,7%
  • 50 a 99 empregados 7,6%
  • 100 a 249 empregados 11%
  • 250 a 499 empregados 23,7%
  • 1.000 ou mais empregados 11,8%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de mergulhador profissional (raso e profundo)

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

24,4

CAT no período

54

Óbitos comunicados

1

Idade média no acidente

37 anos

Foram 54 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo mergulhador profissional (raso e profundo) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 24,4 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 72,2% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 22,2% de trajeto (no deslocamento) e 5,6% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 1 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico 72,2%
  • Trajeto 22,2%
  • Doença 5,6%

Parte do corpo atingida

  • Aparelho digestivo 13%
  • Dedo 11,1%
  • Perna (do tornozelo, exclusive, ao joelho, exclusive) 11,1%
  • Joelho 7,4%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis) 5,6%

Natureza da lesão

  • Doença, NIC 16,7%
  • Lesão imediata 14,8%
  • Outras lesões, NIC 13%
  • Fratura 13%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 11,1%

Agente causador

  • Animal vivo 9,8%
  • Motocicleta, motoneta 9,8%
  • Superfície de sustentação, NIC - superfície utilizada para sustentar pessoas 7,8%
  • Produtos alimenticio 5,9%
  • Equip. de mergulho 5,9%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
A09.9 — Diarréia e gastroenterite de origem infecciosa presumível 3 5,6% 1
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 3 5,6% 5.476
A09 — Diarréia e gastroenterite de origem infecciosa presumível 3 5,6% 1
S80 — Traumatismo superficial da perna 2 3,7% 1.225
M79.6 — Dor em membro 2 3,7% 517
T70.3 — Mal dos caixões [doença de descompressão] 2 3,7% 3

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Escafandria e mergulho) tem RAT 3% e grau de risco 1, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 24,4 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas

Informalidade no setor

25,4%

Média nacional

37,5%

Conta própria

23,7%

Rendimento formal × informal

R$ 5.385 × R$ 4.443

No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio concluído e curso de qualificação profissional básica entre duzentas e quatrocentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre com a prática profissional no posto de trabalho. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7817.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7817-05.

A Planejar operações subaquáticas (7)
  • •Interpretar projetos e informes de execução das operações subaquáticas
  • •Analisar viabilidade de execução das operações subaquáticas
  • •Realizar análise preliminar de risco
  • •Elaborar procedimentos de operações subaquáticas
  • •Especificar recursos humanos e materiais
  • •Dimensionar recursos humanos e materiais
  • •Elaborar cronograma de execução das operações subaquáticas
B Elaborar documentação de operações subaquáticas (6)
  • •Redigir relatórios técnicos
  • •Elaborar laudos técnicos
  • •Emitir parecer técnico
  • •Registrar ocorrências
  • •Organizar planilhas de acompanhamento dos serviços subaquáticos
  • •Comunicar por escrito passagem de serviço
C Trabalhar com segurança (5)
  • •Avaliar condições meteorológicas
  • •Interpretar mapa de risco
  • •Verificar as condições dos sistemas de mergulho
  • •Analisar o suprimento de gás
  • •Simular situações de emergência e de resgate
D Realizar operações subaquáticas (10)
  • •Mobilizar sistemas de mergulho
  • •Acionar o sistema de mergulho
  • •Construir instalações subaquáticas
  • •Montar estruturas subaquáticas
  • •Instalar peças e equipamentos em estruturas subaquáticas
  • •Descomissionar estruturas subaquáticas
  • •Derrocar estruturas subaquáticas com explosivos
  • •Derrocar estruturas subaquáticas com dispositivos mecânicos
  • •Extrair recursos minerais e espécimes marinhas
  • •Desmobilizar sistemas de mergulho
E Inspecionar instalações subaquáticas (9)
  • •Selecionar equipamentos e ferramentas
  • •Testar ferramentas e equipamentos calibrados
  • •Comparar o local inspecionado com o projeto de execução das operações subaquáticas
  • •Verificar visualmente a integridade das estruturas
  • •Interpretar inspeções remotas
  • •Avaliar o estado da proteção catódica das estruturas subaquáticas
  • •Detectar defeitos internos e externos em estruturas subaquáticas
  • •Fotografar as instalações inspecionadas
  • •Filmar as instalações inspecionadas
F Realizar manutenção corretiva em instalações subaquáticas (6)
  • •Limpar estruturas subaquáticas
  • •Substituir elementos das instalações subaquáticas
  • •Revestir as estruturas e acessórios das instalações subaquáticas
  • •Instalar acessórios de proteção
  • •Soldar acessórios e estruturas
  • •Cortar acessórios e estruturas
G Buscar objetos e corpos submersos (4)
  • •Demarcar área de busca
  • •Definir método de busca
  • •Localizar objetos ou corpos submersos
  • •Sinalizar objeto ou corpo encontrado
H Resgatar objetos, pessoas e corpos submersos (4)
  • •Definir o método de resgate
  • •Ancorar objeto ou corpo encontrado
  • •Ligar o cabo ancorado à superfície
  • •Retirar o objeto ou corpo
I Prestar socorro (5)
  • •Avaliar estado do acidentado
  • •Aplicar primeiros socorros
  • •Identificar o acidentado
  • •Tratar vítima de acidente hiperbárico
  • •Encaminhar o acidentado para o médico
Z Demonstrar competências pessoais (10)
  • •Demonstrar condicionamento psico-físico
  • •Evidenciar acuidade audiovisual
  • •Demonstrar senso tátil
  • •Disseminar informações
  • •Dar provas de coordenação motora
  • •Demonstrar capacidade de orientação espacial
  • •Trabalhar em equipe
  • •Manifestar iniciativa
  • •Demonstrar aquacidade
  • •Comunicar-se através de códigos ou sinais sonoros

Sinônimos oficiais (1)

Mergulhador

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7817-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um mergulhador profissional (raso e profundo)?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.410 por mês, considerando as 1.134 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 2.072 (10% menores) a R$ 4.088 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 5.789 (RAIS 2024), 140.2% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando mergulhador profissional (raso e profundo)?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 1.262 admissões contra 925 desligamentos, saldo de +337 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata mergulhador profissional (raso e profundo)?

A atividade econômica que mais contratou foi Escafandria e mergulho (CNAE 7490102), com 69,5% das admissões e mediana de R$ 2.442. A ficha de mergulhador profissional (raso e profundo) no Buscador NCM lista os 6 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de mergulhador profissional (raso e profundo)?

7817-05 (família 7817 — Trabalhadores subaquáticos). A CBO reconhece também os títulos: Mergulhador — todos usam o mesmo código 7817-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser mergulhador profissional (raso e profundo)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7817: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio concluído e curso de qualificação profissional básica entre duzentas e quatrocentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre com a prática profissional no posto de trabalho. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de mergulhador profissional (raso e profundo)?

A taxa é de 24,4 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é aparelho digestivo (13% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é A09.9 — diarréia e gastroenterite de origem infecciosa presumível. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7817-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7817-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7817-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (7490102), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (12 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7817:

  • •Aquamarine Engenharia e Assessoria Técnica Ltda.
  • •Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro
  • •Grupamento de Busca e Salvamento (GBS-RJ)
  • •Marítima Petróleo Engenharia Ltda.
  • •Marsat Serviços Submarinos Ltda.
  • •Oceânica Serviços Técnicos Submarinos Ltda.
  • •Sindicato das Empresas de Operação de Veículos de Controle Remoto,
  • •Atividades Subaquáticas e Afins (Siemasa)
  • •Sistac Sistemas de Acesso Ltda.
  • •Stolt Off Shore S.A.
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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