NCM Buscador
CBO 2002 Família 7202 R$ 4.950 na admissão -895 postos em 12 meses 82 atividades

CBO 7202-15 — Mestre (indústria de máquinas e outros equipamentos mecânicos)

O código 7202-15 identifica a ocupação mestre (indústria de máquinas e outros equipamentos mecânicos) na CBO 2002, dentro da família 7202 — Supervisores da fabricação e montagem metalmecânica. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um mestre (indústria de máquinas e outros equipamentos mecânicos)

Supervisionam equipes de trabalho na produção e montagem de equipamentos em indústrias da metalmecânica. Elaboram e seguem informações da documentação técnica tais como relatórios, cronogramas de produção, montagem de equipamentos e manuais de operação de equipamentos. Controlam recursos e processos da produção e administram resultados da produção. Desenvolvem novos fornecedores e equipes de trabalho. Prestam assessoria para o estabelecimento de políticas e metas da empresa. Coordenam ações voltadas para o meio ambiente e segurança do trabalho.

Descrição oficial da família 7202 — Supervisores da fabricação e montagem metalmecânica, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam na fabricação e montagem de veículos automotores e de outros equipamentos de transporte, fabricação de máquinas e equipamentos, metalurgia básica e construção naval. São empregados com carteira assinada, trabalham em equipe, com supervisão ocasional, em ambiente fechado e em rodízio de turnos diurno/noturno excetuando-se o mestre construção naval que trabalha a céu aberto e em horário diurno. Eventualmente, trabalham sob pressão, levando à situação de estresse constante. O mestre de construção de fornos pode exercer sua função em grandes alturas.

Recursos de trabalho

Calculadora; Fax; Filmadora; Flipchart; Máquina xerox; Microcomputador e periféricos; Quadros informativos; Softwares dedicados; Telefone; Videocassete e televisor.

Quanto ganha um mestre (indústria de máquinas e outros equipamentos mecânicos)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 2.61710% ganham até R$ 4.950mediana R$ 10.00410% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 7.755

Entrada × quem já está

R$ 4.950 ao ser admitido · R$ 7.755 para quem tem vínculo ativo +56,7%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de mestre (indústria de máquinas e outros equipamentos mecânicos) foi de R$ 4.950 — metade das 1.220 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.617 e os 10% de maior, acima de R$ 10.004.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 7.755, ou seja, 56,7% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 84 meses.

Considerando a jornada média de 43.3 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 25,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 4.950
Por ano (12 salários)R$ 59.400
Por semanaR$ 1.139
Por hora (43.3h/sem)R$ 25,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 5.007 93,4%
  • Mulheres — R$ 3.975 6,6%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 7.971 91,4%
  • Mulheres — R$ 5.738 8,6%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Nordeste 4.433
  • Sudeste 5.512
  • Sul 5.047
  • Centro-Oeste 4.440

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (9 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 360 -301 — R$ 5.505 —
MG 156 -106 — R$ 4.465 —
RS 152 -174 — R$ 5.505 —
SC 107 -96 — R$ 4.750 —
PR 94 -64 — R$ 4.800 —
ES 91 -48 — R$ 6.150 —
MA 69 +20 — R$ 4.458 —
RJ 53 -19 — R$ 9.017 —
BA 40 -31 — R$ 4.820 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

1.250

Desligamentos

2.145

Saldo

-895

Rotatividade

22,6%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jan/26 (+12) saldo negativo · pior: mai/26 (-117)

Em 12 meses houve 1.250 admissões e 2.145 desligamentos de mestre (indústria de máquinas e outros equipamentos mecânicos), o que significa que o mercado formal fechou 895 postos de trabalho no período, com rotatividade de 22,6% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 19% foram a pedido do próprio trabalhador e 67,6% por dispensa sem justa causa, além de 8,9% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 19%
  • Dispensa sem justa causa 67,6%
  • Fim de contrato 8,9%

Sobre 2.145 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Contrato intermitente 2,2%
  • Pessoa com deficiência 0,2%
  • Jovem aprendiz 3,3%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 9,7%
  • 1 a 4 empregados 5%
  • 5 a 9 empregados 6,5%
  • 10 a 19 empregados 9,7%
  • 20 a 49 empregados 11,5%
  • 50 a 99 empregados 10,8%
  • 100 a 249 empregados 12,9%
  • 250 a 499 empregados 10,7%
  • 500 a 999 empregados 11%
  • 1.000 ou mais empregados 12,2%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata mestre (indústria de máquinas e outros equipamentos mecânicos)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Montagem de estruturas metálicas 4292801 · 6,8% das admissões 85 43.9h R$ 4.419 R$ 4.459 R$ 4.499 3% 4
Obras de montagem industrial 4292802 · 6,5% das admissões 81 44h R$ 3.906 R$ 4.447 R$ 8.025 3% 4
Fabricação de máquinas e equipamentos para a agricultura e pecuária, peças e acessórios, exceto para irrigação 2833000 · 5,8% das admissões 72 43.9h R$ 4.700 R$ 6.600 R$ 8.600 3% 3
Fabricação de outras peças e acessórios para veículos automotores não especificadas anteriormente 2949299 · 4,6% das admissões 57 43.8h R$ 4.213 R$ 7.050 R$ 9.725 3% 3
Fabricação de máquinas e equipamentos para uso industrial específico não especificados anteriormente, peças e acessórios 2869100 · 3,6% das admissões 45 43.8h R$ 5.125 R$ 6.092 R$ 8.075 3% 3
Fabricação de estruturas metálicas 2511000 · 3% das admissões 38 44.2h — R$ 6.000 — 3% 4
Manutenção e reparação de tanques, reservatórios metálicos e caldeiras, exceto para veículos 3311200 · 2,7% das admissões 34 44h — R$ 6.367 — 3% 3
Fabricação de outros produtos de metal não especificados anteriormente 2599399 · 2,6% das admissões 33 44h — R$ 4.500 — 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como mestre (indústria de máquinas e outros equipamentos mecânicos)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 9.478 vínculos

Idade mediana

42 anos

Tempo de casa

84 meses

No setor público

0,7%

Em empresa do Simples

11,7%

Sexo

  • Homem 91,5%
  • Mulher 8,5%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,5h/sem
  • Pessoas com deficiência1,8%
  • Contrato intermitente0,8%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,1%

Sobre os 9.478 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 66,7%
  • Parda 27,4%
  • Preta 5%
  • Amarela 0,8%
  • Indígena 0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,2%
  • Até o 5º ano incompleto 0,5%
  • 5º ano completo 1%
  • 6º ao 9º ano 2,2%
  • Fundamental completo 4,9%
  • Médio incompleto 3,9%
  • Médio completo 53,3%
  • Superior incompleto 7,4%
  • Superior completo 26,4%
  • Mestrado 0,2%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,2%
  • Até 5º ano incompleto 0,4%
  • 5º ano completo 0,3%
  • 6º a 9º ano 0,6%
  • Fundamental completo 3,7%
  • Médio incompleto 4,9%
  • Médio completo 58,9%
  • Superior incompleto 5,9%
  • Superior completo 19,7%
  • Pós-graduação 5%
  • Mestrado 0,4%
  • Doutorado 0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 2,1%
  • 5 a 9 empregados 3,7%
  • 10 a 19 empregados 6,3%
  • 20 a 49 empregados 11,1%
  • 50 a 99 empregados 9,6%
  • 100 a 249 empregados 16,4%
  • 250 a 499 empregados 14,8%
  • 500 a 999 empregados 14,6%
  • 1.000 ou mais empregados 21,4%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de mestre (indústria de máquinas e outros equipamentos mecânicos)

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

17,7

CAT no período

135

Óbitos comunicados

1

Idade média no acidente

42 anos

Foram 135 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo mestre (indústria de máquinas e outros equipamentos mecânicos) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 17,7 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 79,3% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 17% de trajeto (no deslocamento) e 3,7% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 1 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico 79,3%
  • Trajeto 17%
  • Doença 3,7%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 28,1%
  • Pé (exceto artelhos) 11,9%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 7,4%
  • Joelho 6,7%
  • Olho (inclusive nervo ótico e visão) 5,2%

Natureza da lesão

  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 23,7%
  • Fratura 20,7%
  • Lesão imediata 13,3%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 8,9%
  • Outras lesões, NIC 8,1%

Agente causador

  • Metal - inclui liga 19,4%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas 6,7%
  • Agente do acidente, NIC 6%
  • Veículo rodoviário motorizado 5,2%
  • Máquina, NIC 5,2%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 9 6,7% 3.531
S92.3 — Fratura de ossos do metatarso 8 5,9% 15.618
S61.1 — Ferimento de dedo(s) com lesão da unha 4 3% 3.531
S61 — Ferimento do punho e da mão 4 3% 3.531
M79.6 — Dor em membro 3 2,2% 517
S60.2 — Contusão de outras partes do punho e da mão 3 2,2% 1.634

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Montagem de estruturas metálicas) tem RAT 3% e grau de risco 4, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 17,7 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: construção

Informalidade no setor

64,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

47,7%

Rendimento formal × informal

R$ 3.960 × R$ 2.195

No setor de construção — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 64,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se o curso de formação profissional com equivalência ao ensino médio completo oferecido por instituições de formação profissional ou escolas técnicas. O pleno desempenho das atividades ocorre, em média, com cinco anos de prática profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7202.

Qual especialização paga mais na família 7202

Todas as ocupações de supervisores da fabricação e montagem metalmecânica, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7202-05 Mestre (construção naval) R$ 5.516 R$ 9.431 1.023
7202-10 Mestre (indústria de automotores e material de transportes) R$ 4.470 R$ 8.702 9.564
7202-15 Mestre (indústria de máquinas e outros equipamentos mecânicos) (esta página) R$ 4.950 R$ 7.755 9.478
7202-20 Mestre de construção de fornos R$ 3.750 R$ 4.750 298

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7202-15.

A Supervisionar equipes de trabalho (11)
  • •Planejar atividades
  • •Selecionar pessoal
  • •Coordenar reuniões de trabalho
  • •Orientar equipes de trabalho
  • •Distribuir atividades de trabalho
  • •Monitorar o desenvolvimento de projetos
  • •Avaliar desempenho dos subordinados
  • •Monitorar o cumprimento de normas administrativas da empresa
  • •Controlar absenteismo
  • •Programar folgas e férias da equipe
  • •Implementar melhorias contínuas nos processos de construção e montagem
B Elaborar documentação técnica (11)
  • •Elaborar relatórios
  • •Elaborar cronogramas de produção e montagem de equipamentos
  • •Preparar ordens de serviço
  • •Emitir pareceres técnicos
  • •Elaborar manuais de operação de equipamentos
  • •Requisitar materiais
  • •Elaborar ficha técnica de produção
  • •Elaborar procedimentos de trabalho
  • •Preencher planilhas via computador
  • •Solicitar manutenção de equipamentos
  • •Revisar procedimentos de trabalho
C Controlar recursos para a produção e montagem metalmecânica (7)
  • •Definir necessidades de mão-de-obra
  • •Definir equipamentos para a produção
  • •Organizar arranjo físico, em função do programa de usinagem e montagem
  • •Programar suprimentos de insumos
  • •Controlar estoques setoriais
  • •Controlar a manutenção de equipamentos (tpm - manutenção produtiva total)
  • •Administrar custos da produção
D Administrar metas e resultados da produção metalmecânica (9)
  • •Analisar viabilidade de produção de um novo produto
  • •Definir métodos e processos de produção
  • •Analisar relatórios e registros de produção
  • •Dimensionar capacidade de produção
  • •Otimizar processos de produção
  • •Analisar pedidos e ordens de serviço
  • •Controlar resíduos e desperdícios
  • •Implantar novos métodos e processos (usinagem, soldagem , montagem)
  • •Monitorar pontos críticos dos processos
E Controlar processos de produção metalmecânica (8)
  • •Definir padrões de produção e montagem
  • •Monitorar padrões de qualidade do processo
  • •Controlar indicadores da qualidade
  • •Analisar causas de não conformidades
  • •Implementar ações preventivas e corretivas
  • •Acompanhar prazos de produção
  • •Coordenar a implantação de projetos
  • •Atuar no processo de melhoria contínua
F Desenvolver novos fornecedores (7)
  • •Definir produtos fabricados ou fornecidos
  • •Monitorar controle de qualidade do produto
  • •Definir capacitação técnica de fornecedores
  • •Avaliar capacidade de produção dos fornecedores
  • •Analisar equipamento fornecido quanto a repetibilidade
  • •Pesquisar novos fornecedores
  • •Realizar análises técnicas de licitações e concorrências
G Prestar assessoria para o estabelecimento da política e metas da empresa (4)
  • •Atuar como interface entre funcionários e a gerência
  • •Prestar informações a gerência quanto ao desenvolvimento de recursos humanos
  • •Prestar informações técnicas sobre a produção
  • •Prestar informações sobre as comissões de fábrica
H Desenvolver equipes de trabalho (8)
  • •Definir necessidades de treinamento
  • •Elaborar cronograma de treinamento e qualificação
  • •Elaborar recursos didáticos
  • •Elaborar materiais para apresentações
  • •Promover a integração da equipe no trabalho
  • •Propor incentivos a criatividade
  • •Adequar pessoas ao trabalho de acordo com suas competências
  • •Preparar equipes para auditorias internas e externas da qualidade, segurança, higiene e meio ambiente
I Trabalhar com segurança (4)
  • •Coordenar o cumprimento das normas de segurança do trabalho
  • •Monitorar a organização e limpeza do setor
  • •Avaliar riscos potenciais
  • •Determinar medidas para reduzir riscos de acidentes
Z Demonstrar competências pessoais (13)
  • •Demonstrar auto-organização
  • •Demonstrar autocontrole
  • •Raciocinar por analogia
  • •Manter relacionamento interpessoal
  • •Demonstrar rapidez de raciocínio
  • •Demonstrar fluência verbal
  • •Demonstrar capacidade de persuasão
  • •Manter-se comunicativo
  • •Agir de maneira pró-ativa
  • •Promover integração social do grupo de trabalho
  • •Motivar equipe de trabalho
  • •Demonstrar responsabilidade
  • •Agir com criatividade

Sinônimos oficiais (4)

Chefe de produção (indústria de máquinas e outros equipamentos mecânicos)Contramestre de indústrias de máquinasContramestre (indústria de máquinas e outros equipamentos mecânicos)Mestre de produção (indústria de máquinas e outros equipamentos mecânicos)

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7202-15 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um mestre (indústria de máquinas e outros equipamentos mecânicos)?

A mediana do salário de admissão é R$ 4.950 por mês, considerando as 1.220 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 2.617 (10% menores) a R$ 10.004 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 7.755 (RAIS 2024), 56.7% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando mestre (indústria de máquinas e outros equipamentos mecânicos)?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 1.250 admissões contra 2.145 desligamentos, saldo de -895 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata mestre (indústria de máquinas e outros equipamentos mecânicos)?

A atividade econômica que mais contratou foi Montagem de estruturas metálicas (CNAE 4292801), com 6,8% das admissões e mediana de R$ 4.459. A ficha de mestre (indústria de máquinas e outros equipamentos mecânicos) no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de mestre (indústria de máquinas e outros equipamentos mecânicos)?

7202-15 (família 7202 — Supervisores da fabricação e montagem metalmecânica). A CBO reconhece também os títulos: Chefe de produção (indústria de máquinas e outros equipamentos mecânicos), Contramestre de indústrias de máquinas, Contramestre (indústria de máquinas e outros equipamentos mecânicos), Mestre de produção (indústria de máquinas e outros equipamentos mecânicos) — todos usam o mesmo código 7202-15. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser mestre (indústria de máquinas e outros equipamentos mecânicos)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7202: Para o exercício dessas ocupações requer-se o curso de formação profissional com equivalência ao ensino médio completo oferecido por instituições de formação profissional ou escolas técnicas. O pleno desempenho das atividades ocorre, em média, com cinco anos de prática profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de mestre (indústria de máquinas e outros equipamentos mecânicos)?

A taxa é de 17,7 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (28,1% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (construção), 64,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7202-15?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7202-15 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7202-15 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4292801), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (13 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7202:

  • •Brasimet Comércio e Indústria S.A.
  • •Companhia Siderúrgica Paulista (Cosipa)
  • •Estaleiro Itajaí S.A.
  • •Força Sindical - Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Mogi das Cruzes e Região
  • •Komatsu do Brasil Ltda.
  • •Pro-Modec Modelações Ltda.
  • •Random Implementos S.A.
  • •Scania do Brasil Ltda.
  • •Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios (Sindirepa)
  • •Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região
  • •Volkswagen do Brasil Ltda.
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
Voltar ao topo