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CBO 2002 Família 7202 R$ 3.750 na admissão -22 postos em 12 meses 80 atividades

CBO 7202-20 — Mestre de construção de fornos

O código 7202-20 identifica a ocupação mestre de construção de fornos na CBO 2002, dentro da família 7202 — Supervisores da fabricação e montagem metalmecânica. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 13 seções

O que faz um mestre de construção de fornos

Supervisionam equipes de trabalho na produção e montagem de equipamentos em indústrias da metalmecânica. Elaboram e seguem informações da documentação técnica tais como relatórios, cronogramas de produção, montagem de equipamentos e manuais de operação de equipamentos. Controlam recursos e processos da produção e administram resultados da produção. Desenvolvem novos fornecedores e equipes de trabalho. Prestam assessoria para o estabelecimento de políticas e metas da empresa. Coordenam ações voltadas para o meio ambiente e segurança do trabalho.

Descrição oficial da família 7202 — Supervisores da fabricação e montagem metalmecânica, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam na fabricação e montagem de veículos automotores e de outros equipamentos de transporte, fabricação de máquinas e equipamentos, metalurgia básica e construção naval. São empregados com carteira assinada, trabalham em equipe, com supervisão ocasional, em ambiente fechado e em rodízio de turnos diurno/noturno excetuando-se o mestre construção naval que trabalha a céu aberto e em horário diurno. Eventualmente, trabalham sob pressão, levando à situação de estresse constante. O mestre de construção de fornos pode exercer sua função em grandes alturas.

Recursos de trabalho

Calculadora; Fax; Filmadora; Flipchart; Máquina xerox; Microcomputador e periféricos; Quadros informativos; Softwares dedicados; Telefone; Videocassete e televisor.

Quanto ganha um mestre de construção de fornos

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.73610% ganham até R$ 3.750mediana R$ 6.17410% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 4.750

Entrada × quem já está

R$ 3.750 ao ser admitido · R$ 4.750 para quem tem vínculo ativo +26,7%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de mestre de construção de fornos foi de R$ 3.750 — metade das 42 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.736 e os 10% de maior, acima de R$ 6.174.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 4.750, ou seja, 26,7% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 59 meses.

Considerando a jornada média de 44 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 20,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 3.750
Por ano (12 salários)R$ 45.000
Por semanaR$ 863
Por hora (44h/sem)R$ 20,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 4.413 100%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 5.394 78,6%
  • Mulheres — R$ 3.279 21,4%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

42

Desligamentos

64

Saldo

-22

Rotatividade

21,5%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: nov/25 (+3) saldo negativo · pior: out/25 (-5)

Em 12 meses houve 42 admissões e 64 desligamentos de mestre de construção de fornos, o que significa que o mercado formal fechou 22 postos de trabalho no período, com rotatividade de 21,5% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 15,6% foram a pedido do próprio trabalhador e 64,1% por dispensa sem justa causa, além de 10,9% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 15,6%
  • Dispensa sem justa causa 64,1%
  • Fim de contrato 10,9%

Sobre 64 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Contrato intermitente 11,9%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 24,3%
  • 1 a 4 empregados 5,4%
  • 5 a 9 empregados 2,7%
  • 10 a 19 empregados 8,1%
  • 20 a 49 empregados 13,5%
  • 50 a 99 empregados 2,7%
  • 100 a 249 empregados 2,7%
  • 250 a 499 empregados 2,7%
  • 500 a 999 empregados 24,3%
  • 1.000 ou mais empregados 13,5%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata mestre de construção de fornos

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Construção de edifícios 4120400 · 52,4% das admissões 22 44h — R$ 5.678 — 3% 3
Clubes sociais, esportivos e similares 9312300 · 11,9% das admissões 5 — — — — 2% 2
Instalação de outros equipamentos não especificados anteriormente 3329599 · 7,1% das admissões 3 — — — — 3% 3
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 7,1% das admissões 3 — — — — 3% 1
Fabricação de estufas e fornos elétricos para fins industriais, peças e acessórios 2821602 · 7,1% das admissões 3 — — — — 3% 3
Produção de ferro gusa 2411300 · 2,4% das admissões 1 — — — — 3% 4
Serviços de usinagem, tornearia e solda 2539001 · 2,4% das admissões 1 — — — — — 4
Tecelagem de fios de fibras artificiais e sintéticas 1323500 · 2,4% das admissões 1 — — — — 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como mestre de construção de fornos

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 298 vínculos

Idade mediana

43 anos

Tempo de casa

59 meses

No setor público

1,3%

Em empresa do Simples

9,1%

Sexo

  • Homem 80,9%
  • Mulher 19,1%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,7h/sem
  • Pessoas com deficiência2,3%
  • Contrato intermitente16,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos1%

Sobre os 298 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda 53,6%
  • Branca 38%
  • Preta 7,8%
  • Amarela 0,7%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,3%
  • Até o 5º ano incompleto 0,3%
  • 5º ano completo 3%
  • 6º ao 9º ano 3,4%
  • Fundamental completo 8,1%
  • Médio incompleto 4,4%
  • Médio completo 67,8%
  • Superior incompleto 2,7%
  • Superior completo 10,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • 5º ano completo 4,8%
  • Fundamental completo 11,9%
  • Médio incompleto 7,1%
  • Médio completo 61,9%
  • Superior incompleto 4,8%
  • Superior completo 7,1%
  • Pós-graduação 2,4%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 1,7%
  • 5 a 9 empregados 3,7%
  • 10 a 19 empregados 4,4%
  • 20 a 49 empregados 6,4%
  • 50 a 99 empregados 13,1%
  • 100 a 249 empregados 11,7%
  • 250 a 499 empregados 2%
  • 500 a 999 empregados 31,9%
  • 1.000 ou mais empregados 25,2%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: construção

Informalidade no setor

64,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

47,7%

Rendimento formal × informal

R$ 3.960 × R$ 2.195

No setor de construção — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 64,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se o curso de formação profissional com equivalência ao ensino médio completo oferecido por instituições de formação profissional ou escolas técnicas. O pleno desempenho das atividades ocorre, em média, com cinco anos de prática profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7202.

Qual especialização paga mais na família 7202

Todas as ocupações de supervisores da fabricação e montagem metalmecânica, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7202-05 Mestre (construção naval) R$ 5.516 R$ 9.431 1.023
7202-10 Mestre (indústria de automotores e material de transportes) R$ 4.470 R$ 8.702 9.564
7202-15 Mestre (indústria de máquinas e outros equipamentos mecânicos) R$ 4.950 R$ 7.755 9.478
7202-20 Mestre de construção de fornos (esta página) R$ 3.750 R$ 4.750 298

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7202-20.

A Supervisionar equipes de trabalho (11)
  • •Planejar atividades
  • •Selecionar pessoal
  • •Coordenar reuniões de trabalho
  • •Orientar equipes de trabalho
  • •Distribuir atividades de trabalho
  • •Monitorar o desenvolvimento de projetos
  • •Avaliar desempenho dos subordinados
  • •Monitorar o cumprimento de normas administrativas da empresa
  • •Controlar absenteismo
  • •Programar folgas e férias da equipe
  • •Implementar melhorias contínuas nos processos de construção e montagem
B Elaborar documentação técnica (11)
  • •Elaborar relatórios
  • •Elaborar cronogramas de produção e montagem de equipamentos
  • •Preparar ordens de serviço
  • •Emitir pareceres técnicos
  • •Elaborar manuais de operação de equipamentos
  • •Requisitar materiais
  • •Elaborar ficha técnica de produção
  • •Elaborar procedimentos de trabalho
  • •Preencher planilhas via computador
  • •Solicitar manutenção de equipamentos
  • •Revisar procedimentos de trabalho
C Controlar recursos para a produção e montagem metalmecânica (7)
  • •Definir necessidades de mão-de-obra
  • •Definir equipamentos para a produção
  • •Organizar arranjo físico, em função do programa de usinagem e montagem
  • •Programar suprimentos de insumos
  • •Controlar estoques setoriais
  • •Controlar a manutenção de equipamentos (tpm - manutenção produtiva total)
  • •Administrar custos da produção
D Administrar metas e resultados da produção metalmecânica (9)
  • •Analisar viabilidade de produção de um novo produto
  • •Definir métodos e processos de produção
  • •Analisar relatórios e registros de produção
  • •Dimensionar capacidade de produção
  • •Otimizar processos de produção
  • •Analisar pedidos e ordens de serviço
  • •Controlar resíduos e desperdícios
  • •Implantar novos métodos e processos (usinagem, soldagem , montagem)
  • •Monitorar pontos críticos dos processos
E Controlar processos de produção metalmecânica (8)
  • •Definir padrões de produção e montagem
  • •Monitorar padrões de qualidade do processo
  • •Controlar indicadores da qualidade
  • •Analisar causas de não conformidades
  • •Implementar ações preventivas e corretivas
  • •Acompanhar prazos de produção
  • •Coordenar a implantação de projetos
  • •Atuar no processo de melhoria contínua
F Desenvolver novos fornecedores (5)
  • •Monitorar controle de qualidade do produto
  • •Definir capacitação técnica de fornecedores
  • •Avaliar capacidade de produção dos fornecedores
  • •Pesquisar novos fornecedores
  • •Realizar análises técnicas de licitações e concorrências
G Prestar assessoria para o estabelecimento da política e metas da empresa (4)
  • •Atuar como interface entre funcionários e a gerência
  • •Prestar informações a gerência quanto ao desenvolvimento de recursos humanos
  • •Prestar informações técnicas sobre a produção
  • •Prestar informações sobre as comissões de fábrica
H Desenvolver equipes de trabalho (8)
  • •Definir necessidades de treinamento
  • •Elaborar cronograma de treinamento e qualificação
  • •Elaborar recursos didáticos
  • •Elaborar materiais para apresentações
  • •Promover a integração da equipe no trabalho
  • •Propor incentivos a criatividade
  • •Adequar pessoas ao trabalho de acordo com suas competências
  • •Preparar equipes para auditorias internas e externas da qualidade, segurança, higiene e meio ambiente
I Trabalhar com segurança (4)
  • •Coordenar o cumprimento das normas de segurança do trabalho
  • •Monitorar a organização e limpeza do setor
  • •Avaliar riscos potenciais
  • •Determinar medidas para reduzir riscos de acidentes
Z Demonstrar competências pessoais (13)
  • •Demonstrar auto-organização
  • •Demonstrar autocontrole
  • •Raciocinar por analogia
  • •Manter relacionamento interpessoal
  • •Demonstrar rapidez de raciocínio
  • •Demonstrar fluência verbal
  • •Demonstrar capacidade de persuasão
  • •Manter-se comunicativo
  • •Agir de maneira pró-ativa
  • •Promover integração social do grupo de trabalho
  • •Motivar equipe de trabalho
  • •Demonstrar responsabilidade
  • •Agir com criatividade

Sinônimos oficiais (2)

Líder (construção de fornos)Supervisor de construção de fornos

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7202-20 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um mestre de construção de fornos?

A mediana do salário de admissão é R$ 3.750 por mês, considerando as 42 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.736 (10% menores) a R$ 6.174 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 4.750 (RAIS 2024), 26.7% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando mestre de construção de fornos?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 42 admissões contra 64 desligamentos, saldo de -22 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata mestre de construção de fornos?

A atividade econômica que mais contratou foi Construção de edifícios (CNAE 4120400), com 52,4% das admissões e mediana de R$ 5.678. A ficha de mestre de construção de fornos no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de mestre de construção de fornos?

7202-20 (família 7202 — Supervisores da fabricação e montagem metalmecânica). A CBO reconhece também os títulos: Líder (construção de fornos), Supervisor de construção de fornos — todos usam o mesmo código 7202-20. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser mestre de construção de fornos?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7202: Para o exercício dessas ocupações requer-se o curso de formação profissional com equivalência ao ensino médio completo oferecido por instituições de formação profissional ou escolas técnicas. O pleno desempenho das atividades ocorre, em média, com cinco anos de prática profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (construção), 64,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7202-20?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7202-20 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7202-20 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4120400), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (13 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7202:

  • •Brasimet Comércio e Indústria S.A.
  • •Companhia Siderúrgica Paulista (Cosipa)
  • •Estaleiro Itajaí S.A.
  • •Força Sindical - Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Mogi das Cruzes e Região
  • •Komatsu do Brasil Ltda.
  • •Pro-Modec Modelações Ltda.
  • •Random Implementos S.A.
  • •Scania do Brasil Ltda.
  • •Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios (Sindirepa)
  • •Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região
  • •Volkswagen do Brasil Ltda.
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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