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CBO 2002 Família 7202 R$ 4.175 na admissão -28 postos em 12 meses 80 atividades

CBO 7202-20 — Mestre de construção de fornos

O código 7202-20 identifica a ocupação mestre de construção de fornos na CBO 2002, dentro da família 7202 — Supervisores da fabricação e montagem metalmecânica. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha13 seções

O que faz um mestre de construção de fornos

Supervisionam equipes de trabalho na produção e montagem de equipamentos em indústrias da metalmecânica. Elaboram e seguem informações da documentação técnica tais como relatórios, cronogramas de produção, montagem de equipamentos e manuais de operação de equipamentos. Controlam recursos e processos da produção e administram resultados da produção. Desenvolvem novos fornecedores e equipes de trabalho. Prestam assessoria para o estabelecimento de políticas e metas da empresa. Coordenam ações voltadas para o meio ambiente e segurança do trabalho.

Descrição oficial da família 7202 — Supervisores da fabricação e montagem metalmecânica, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam na fabricação e montagem de veículos automotores e de outros equipamentos de transporte, fabricação de máquinas e equipamentos, metalurgia básica e construção naval. São empregados com carteira assinada, trabalham em equipe, com supervisão ocasional, em ambiente fechado e em rodízio de turnos diurno/noturno excetuando-se o mestre construção naval que trabalha a céu aberto e em horário diurno. Eventualmente, trabalham sob pressão, levando à situação de estresse constante. O mestre de construção de fornos pode exercer sua função em grandes alturas.

Recursos de trabalho

Calculadora; Fax; Filmadora; Flipchart; Máquina xerox; Microcomputador e periféricos; Quadros informativos; Softwares dedicados; Telefone; Videocassete e televisor.

Quanto ganha um mestre de construção de fornos

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.73410% ganham atéR$ 4.175medianaR$ 6.17010% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 4.750

Entrada × quem já está

R$ 4.175 ao ser admitido · R$ 4.750 para quem tem vínculo ativo +13,8%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de mestre de construção de fornos foi de R$ 4.175 — metade das 38 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.734 e os 10% de maior, acima de R$ 6.170.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 4.750, ou seja, 13,8% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 59 meses.

Considerando a jornada média de 44 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 22,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 4.175
Por ano (12 salários)R$ 50.100
Por semanaR$ 961
Por hora (44h/sem)R$ 22,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 4.425100%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 5.39478,6%
  • Mulheres — R$ 3.27921,4%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

38

Desligamentos

66

Saldo

-28

Rotatividade

22,1%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: nov/25 (+3) saldo negativo · pior: ago/25 (-5)

Em 12 meses houve 38 admissões e 66 desligamentos de mestre de construção de fornos, o que significa que o mercado formal fechou 28 postos de trabalho no período, com rotatividade de 22,1% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 13,6% foram a pedido do próprio trabalhador e 65,2% por dispensa sem justa causa, além de 10,6% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador13,6%
  • Dispensa sem justa causa65,2%
  • Fim de contrato10,6%

Sobre 66 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Contrato intermitente10,5%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro23,7%
  • 1 a 4 empregados5,3%
  • 5 a 9 empregados2,6%
  • 10 a 19 empregados7,9%
  • 20 a 49 empregados13,2%
  • 50 a 99 empregados2,6%
  • 100 a 249 empregados2,6%
  • 250 a 499 empregados2,6%
  • 500 a 999 empregados23,7%
  • 1.000 ou mais empregados15,8%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata mestre de construção de fornos

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Construção de edifícios 4120400 · 52,6% das admissões 20 44.1h R$ 5.678 3% 3
Clubes sociais, esportivos e similares 9312300 · 10,5% das admissões 4 2% 2
Instalação de outros equipamentos não especificados anteriormente 3329599 · 7,9% das admissões 3 3% 3
Fabricação de estufas e fornos elétricos para fins industriais, peças e acessórios 2821602 · 7,9% das admissões 3 3% 3
Obras de montagem industrial 4292802 · 2,6% das admissões 1 3% 4
Produção de ferro gusa 2411300 · 2,6% das admissões 1 3% 4
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 2,6% das admissões 1 3% 1
Serviços de usinagem, tornearia e solda 2539001 · 2,6% das admissões 1 4

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como mestre de construção de fornos

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 298 vínculos

Idade mediana

43 anos

Tempo de casa

59 meses

No setor público

1,3%

Em empresa do Simples

9,1%

Sexo

  • Homem80,9%
  • Mulher19,1%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,7h/sem
  • Pessoas com deficiência2,3%
  • Contrato intermitente16,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos1%

Sobre os 298 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda53,6%
  • Branca38%
  • Preta7,8%
  • Amarela0,7%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,3%
  • Até o 5º ano incompleto0,3%
  • 5º ano completo3%
  • 6º ao 9º ano3,4%
  • Fundamental completo8,1%
  • Médio incompleto4,4%
  • Médio completo67,8%
  • Superior incompleto2,7%
  • Superior completo10,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • 5º ano completo5,3%
  • Fundamental completo13,2%
  • Médio incompleto7,9%
  • Médio completo60,5%
  • Superior incompleto5,3%
  • Superior completo7,9%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados1,7%
  • 5 a 9 empregados3,7%
  • 10 a 19 empregados4,4%
  • 20 a 49 empregados6,4%
  • 50 a 99 empregados13,1%
  • 100 a 249 empregados11,7%
  • 250 a 499 empregados2%
  • 500 a 999 empregados31,9%
  • 1.000 ou mais empregados25,2%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: construção

Informalidade no setor

64,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

47,7%

Rendimento formal × informal

R$ 3.960 × R$ 2.195

No setor de construção — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 64,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se o curso de formação profissional com equivalência ao ensino médio completo oferecido por instituições de formação profissional ou escolas técnicas. O pleno desempenho das atividades ocorre, em média, com cinco anos de prática profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7202.

Qual especialização paga mais na família 7202

Todas as ocupações de supervisores da fabricação e montagem metalmecânica, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7202-05 Mestre (construção naval) R$ 5.543 R$ 9.431 1.023
7202-10 Mestre (indústria de automotores e material de transportes) R$ 4.473 R$ 8.702 9.564
7202-15 Mestre (indústria de máquinas e outros equipamentos mecânicos) R$ 4.919 R$ 7.755 9.478
7202-20 Mestre de construção de fornos (esta página) R$ 4.175 R$ 4.750 298

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7202-20.

A Supervisionar equipes de trabalho (11)
  • Planejar atividades
  • Selecionar pessoal
  • Coordenar reuniões de trabalho
  • Orientar equipes de trabalho
  • Distribuir atividades de trabalho
  • Monitorar o desenvolvimento de projetos
  • Avaliar desempenho dos subordinados
  • Monitorar o cumprimento de normas administrativas da empresa
  • Controlar absenteismo
  • Programar folgas e férias da equipe
  • Implementar melhorias contínuas nos processos de construção e montagem
B Elaborar documentação técnica (11)
  • Elaborar relatórios
  • Elaborar cronogramas de produção e montagem de equipamentos
  • Preparar ordens de serviço
  • Emitir pareceres técnicos
  • Elaborar manuais de operação de equipamentos
  • Requisitar materiais
  • Elaborar ficha técnica de produção
  • Elaborar procedimentos de trabalho
  • Preencher planilhas via computador
  • Solicitar manutenção de equipamentos
  • Revisar procedimentos de trabalho
C Controlar recursos para a produção e montagem metalmecânica (7)
  • Definir necessidades de mão-de-obra
  • Definir equipamentos para a produção
  • Organizar arranjo físico, em função do programa de usinagem e montagem
  • Programar suprimentos de insumos
  • Controlar estoques setoriais
  • Controlar a manutenção de equipamentos (tpm - manutenção produtiva total)
  • Administrar custos da produção
D Administrar metas e resultados da produção metalmecânica (9)
  • Analisar viabilidade de produção de um novo produto
  • Definir métodos e processos de produção
  • Analisar relatórios e registros de produção
  • Dimensionar capacidade de produção
  • Otimizar processos de produção
  • Analisar pedidos e ordens de serviço
  • Controlar resíduos e desperdícios
  • Implantar novos métodos e processos (usinagem, soldagem , montagem)
  • Monitorar pontos críticos dos processos
E Controlar processos de produção metalmecânica (8)
  • Definir padrões de produção e montagem
  • Monitorar padrões de qualidade do processo
  • Controlar indicadores da qualidade
  • Analisar causas de não conformidades
  • Implementar ações preventivas e corretivas
  • Acompanhar prazos de produção
  • Coordenar a implantação de projetos
  • Atuar no processo de melhoria contínua
F Desenvolver novos fornecedores (5)
  • Monitorar controle de qualidade do produto
  • Definir capacitação técnica de fornecedores
  • Avaliar capacidade de produção dos fornecedores
  • Pesquisar novos fornecedores
  • Realizar análises técnicas de licitações e concorrências
G Prestar assessoria para o estabelecimento da política e metas da empresa (4)
  • Atuar como interface entre funcionários e a gerência
  • Prestar informações a gerência quanto ao desenvolvimento de recursos humanos
  • Prestar informações técnicas sobre a produção
  • Prestar informações sobre as comissões de fábrica
H Desenvolver equipes de trabalho (8)
  • Definir necessidades de treinamento
  • Elaborar cronograma de treinamento e qualificação
  • Elaborar recursos didáticos
  • Elaborar materiais para apresentações
  • Promover a integração da equipe no trabalho
  • Propor incentivos a criatividade
  • Adequar pessoas ao trabalho de acordo com suas competências
  • Preparar equipes para auditorias internas e externas da qualidade, segurança, higiene e meio ambiente
I Trabalhar com segurança (4)
  • Coordenar o cumprimento das normas de segurança do trabalho
  • Monitorar a organização e limpeza do setor
  • Avaliar riscos potenciais
  • Determinar medidas para reduzir riscos de acidentes
Z Demonstrar competências pessoais (13)
  • Demonstrar auto-organização
  • Demonstrar autocontrole
  • Raciocinar por analogia
  • Manter relacionamento interpessoal
  • Demonstrar rapidez de raciocínio
  • Demonstrar fluência verbal
  • Demonstrar capacidade de persuasão
  • Manter-se comunicativo
  • Agir de maneira pró-ativa
  • Promover integração social do grupo de trabalho
  • Motivar equipe de trabalho
  • Demonstrar responsabilidade
  • Agir com criatividade

Sinônimos oficiais (2)

Líder (construção de fornos)Supervisor de construção de fornos

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7202-20 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um mestre de construção de fornos?

A mediana do salário de admissão é R$ 4.175 por mês, considerando as 38 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.734 (10% menores) a R$ 6.170 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 4.750 (RAIS 2024), 13.8% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando mestre de construção de fornos?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 38 admissões contra 66 desligamentos, saldo de -28 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata mestre de construção de fornos?

A atividade econômica que mais contratou foi Construção de edifícios (CNAE 4120400), com 52,6% das admissões e mediana de R$ 5.678. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de mestre de construção de fornos?

7202-20 (família 7202 — Supervisores da fabricação e montagem metalmecânica). A CBO reconhece também os títulos: Líder (construção de fornos), Supervisor de construção de fornos — todos usam o mesmo código 7202-20. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser mestre de construção de fornos?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7202: Para o exercício dessas ocupações requer-se o curso de formação profissional com equivalência ao ensino médio completo oferecido por instituições de formação profissional ou escolas técnicas. O pleno desempenho das atividades ocorre, em média, com cinco anos de prática profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (construção), 64,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7202-20?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7202-20 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7202-20 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4120400), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (13 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7202:

  • Brasimet Comércio e Indústria S.A.
  • Companhia Siderúrgica Paulista (Cosipa)
  • Estaleiro Itajaí S.A.
  • Força Sindical - Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Mogi das Cruzes e Região
  • Komatsu do Brasil Ltda.
  • Pro-Modec Modelações Ltda.
  • Random Implementos S.A.
  • Scania do Brasil Ltda.
  • Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios (Sindirepa)
  • Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região
  • Volkswagen do Brasil Ltda.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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