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CBO 2002 Família 7202 R$ 4.473 na admissão -747 postos em 12 meses 79 atividades

CBO 7202-10 — Mestre (indústria de automotores e material de transportes)

O código 7202-10 identifica a ocupação mestre (indústria de automotores e material de transportes) na CBO 2002, dentro da família 7202 — Supervisores da fabricação e montagem metalmecânica. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um mestre (indústria de automotores e material de transportes)

Supervisionam equipes de trabalho na produção e montagem de equipamentos em indústrias da metalmecânica. Elaboram e seguem informações da documentação técnica tais como relatórios, cronogramas de produção, montagem de equipamentos e manuais de operação de equipamentos. Controlam recursos e processos da produção e administram resultados da produção. Desenvolvem novos fornecedores e equipes de trabalho. Prestam assessoria para o estabelecimento de políticas e metas da empresa. Coordenam ações voltadas para o meio ambiente e segurança do trabalho.

Descrição oficial da família 7202 — Supervisores da fabricação e montagem metalmecânica, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam na fabricação e montagem de veículos automotores e de outros equipamentos de transporte, fabricação de máquinas e equipamentos, metalurgia básica e construção naval. São empregados com carteira assinada, trabalham em equipe, com supervisão ocasional, em ambiente fechado e em rodízio de turnos diurno/noturno excetuando-se o mestre construção naval que trabalha a céu aberto e em horário diurno. Eventualmente, trabalham sob pressão, levando à situação de estresse constante. O mestre de construção de fornos pode exercer sua função em grandes alturas.

Recursos de trabalho

Calculadora; Fax; Filmadora; Flipchart; Máquina xerox; Microcomputador e periféricos; Quadros informativos; Softwares dedicados; Telefone; Videocassete e televisor.

Quanto ganha um mestre (indústria de automotores e material de transportes)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 2.90910% ganham atéR$ 4.473medianaR$ 9.98310% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 8.702

Entrada × quem já está

R$ 4.473 ao ser admitido · R$ 8.702 para quem tem vínculo ativo +94,5%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de mestre (indústria de automotores e material de transportes) foi de R$ 4.473 — metade das 527 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.909 e os 10% de maior, acima de R$ 9.983.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 8.702, ou seja, 94,5% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 117 meses.

Considerando a jornada média de 43 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 23,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 4.473
Por ano (12 salários)R$ 53.676
Por semanaR$ 1.029
Por hora (43h/sem)R$ 23,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 4.51182,2%
  • Mulheres — R$ 4.13317,8%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 9.37485,2%
  • Mulheres — R$ 5.39414,8%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Nordeste4.207
  • Sudeste4.509
  • Sul5.200

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (3 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
MG 187 -24 R$ 4.182
SP 182 -373 R$ 4.950
PE 51 -19 R$ 3.863

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

569

Desligamentos

1.316

Saldo

-747

Rotatividade

13,8%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: mai/26 (-36) saldo negativo · pior: jul/26 (-146)

Em 12 meses houve 569 admissões e 1.316 desligamentos de mestre (indústria de automotores e material de transportes), o que significa que o mercado formal fechou 747 postos de trabalho no período, com rotatividade de 13,8% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 19,1% foram a pedido do próprio trabalhador e 77,1% por dispensa sem justa causa. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador19,1%
  • Dispensa sem justa causa77,1%
  • Fim de contrato1,1%

Sobre 1.316 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro4,9%
  • 1 a 4 empregados2,6%
  • 5 a 9 empregados2,5%
  • 10 a 19 empregados2,6%
  • 20 a 49 empregados3,7%
  • 50 a 99 empregados2,5%
  • 100 a 249 empregados12,1%
  • 250 a 499 empregados9,8%
  • 500 a 999 empregados13%
  • 1.000 ou mais empregados46,2%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata mestre (indústria de automotores e material de transportes)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de automóveis, camionetas e utilitários 2910701 · 32,2% das admissões 183 43.5h R$ 3.740 R$ 4.157 R$ 5.033 3% 3
Fabricação de outras peças e acessórios para veículos automotores não especificadas anteriormente 2949299 · 15,3% das admissões 87 43.2h R$ 4.325 R$ 4.583 R$ 5.925 3% 3
Fabricação de material elétrico e eletrônico para veículos automotores, exceto baterias 2945000 · 3,2% das admissões 18 44h R$ 3.223 3%
Fabricação de artefatos de material plástico para usos industriais 2229302 · 2,8% das admissões 16 44h R$ 3.335 3% 3
Fabricação de tratores, peças e acessórios, exceto agrícolas 2853400 · 2,6% das admissões 15 43.7h R$ 10.479 3% 3
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 2,6% das admissões 15 43.7h R$ 4.200 3% 1
Obras de montagem industrial 4292802 · 2,6% das admissões 15 44h R$ 8.480 3% 4
Fabricação de cabines, carrocerias e reboques para caminhões 2930101 · 2,3% das admissões 13 43.9h R$ 4.546 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como mestre (indústria de automotores e material de transportes)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 9.564 vínculos

Idade mediana

40 anos

Tempo de casa

117 meses

No setor público

0,1%

Em empresa do Simples

2,3%

Sexo

  • Homem85,4%
  • Mulher14,6%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada42,4h/sem
  • Pessoas com deficiência2,1%
  • Contrato intermitente0,1%

Sobre os 9.564 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca67,6%
  • Parda25,5%
  • Preta5,7%
  • Amarela1,1%
  • Indígena0,1%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,1%
  • Até o 5º ano incompleto0,1%
  • 5º ano completo0,5%
  • 6º ao 9º ano0,6%
  • Fundamental completo2%
  • Médio incompleto2,5%
  • Médio completo52,7%
  • Superior incompleto8,9%
  • Superior completo32,5%
  • Mestrado0,2%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Até 5º ano incompleto0,2%
  • 6º a 9º ano0,7%
  • Fundamental completo2,1%
  • Médio incompleto1,6%
  • Médio completo40,9%
  • Superior incompleto13%
  • Superior completo32,5%
  • Pós-graduação7,7%
  • Mestrado0,5%
  • Doutorado0,7%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados0,4%
  • 5 a 9 empregados0,6%
  • 10 a 19 empregados1,1%
  • 20 a 49 empregados2%
  • 50 a 99 empregados2,6%
  • 100 a 249 empregados6,7%
  • 250 a 499 empregados7,7%
  • 500 a 999 empregados13,5%
  • 1.000 ou mais empregados65,3%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de mestre (indústria de automotores e material de transportes)

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

13,8

CAT no período

106

Óbitos comunicados

1

Idade média no acidente

38 anos

Foram 106 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo mestre (indústria de automotores e material de transportes) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 13,8 por mil vínculos ao ano — próxima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 57,5% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 34,9% de trajeto (no deslocamento) e 7,5% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 1 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Trajeto34,9%
  • Típico57,5%
  • Doença7,5%

Parte do corpo atingida

  • Dedo19,8%
  • Mão (exceto punho ou dedos)9,4%
  • Aparelho digestivo7,5%
  • Perna (do tornozelo, exclusive, ao joelho, exclusive)5,7%
  • Pé (exceto artelhos)5,7%

Natureza da lesão

  • Fratura21,7%
  • Outras lesões, NIC17%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)15,1%
  • Lesão imediata10,4%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)10,4%

Agente causador

  • Veículo rodoviário motorizado10,5%
  • Agente do acidente, NIC8,6%
  • Veículo, NIC7,6%
  • Produtos alimenticio6,7%
  • Motocicleta, motoneta5,7%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S62.6 — Fratura de outros dedos 7 6,6% 24.580
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 5 4,7% 3.531
A09 — Diarréia e gastroenterite de origem infecciosa presumível 5 4,7% 1
V29.9 — Motociclista [qualquer] traumatizado em um acidente de trânsito não especificado 3 2,8% 313
T07 — Traumatismos múltiplos não especificados 3 2,8% 1.358
Y96 — Circunstância relativa às condições de trabalho 3 2,8% 29

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Fabricação de automóveis, camionetas e utilitários) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 13,8 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se o curso de formação profissional com equivalência ao ensino médio completo oferecido por instituições de formação profissional ou escolas técnicas. O pleno desempenho das atividades ocorre, em média, com cinco anos de prática profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7202.

Qual especialização paga mais na família 7202

Todas as ocupações de supervisores da fabricação e montagem metalmecânica, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7202-05 Mestre (construção naval) R$ 5.543 R$ 9.431 1.023
7202-10 Mestre (indústria de automotores e material de transportes) (esta página) R$ 4.473 R$ 8.702 9.564
7202-15 Mestre (indústria de máquinas e outros equipamentos mecânicos) R$ 4.919 R$ 7.755 9.478
7202-20 Mestre de construção de fornos R$ 4.175 R$ 4.750 298

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7202-10.

A Supervisionar equipes de trabalho (11)
  • Planejar atividades
  • Selecionar pessoal
  • Coordenar reuniões de trabalho
  • Orientar equipes de trabalho
  • Distribuir atividades de trabalho
  • Monitorar o desenvolvimento de projetos
  • Avaliar desempenho dos subordinados
  • Monitorar o cumprimento de normas administrativas da empresa
  • Controlar absenteismo
  • Programar folgas e férias da equipe
  • Implementar melhorias contínuas nos processos de construção e montagem
B Elaborar documentação técnica (11)
  • Elaborar relatórios
  • Elaborar cronogramas de produção e montagem de equipamentos
  • Preparar ordens de serviço
  • Emitir pareceres técnicos
  • Elaborar manuais de operação de equipamentos
  • Requisitar materiais
  • Elaborar ficha técnica de produção
  • Elaborar procedimentos de trabalho
  • Preencher planilhas via computador
  • Solicitar manutenção de equipamentos
  • Revisar procedimentos de trabalho
C Controlar recursos para a produção e montagem metalmecânica (7)
  • Definir necessidades de mão-de-obra
  • Definir equipamentos para a produção
  • Organizar arranjo físico, em função do programa de usinagem e montagem
  • Programar suprimentos de insumos
  • Controlar estoques setoriais
  • Controlar a manutenção de equipamentos (tpm - manutenção produtiva total)
  • Administrar custos da produção
D Administrar metas e resultados da produção metalmecânica (9)
  • Analisar viabilidade de produção de um novo produto
  • Definir métodos e processos de produção
  • Analisar relatórios e registros de produção
  • Dimensionar capacidade de produção
  • Otimizar processos de produção
  • Analisar pedidos e ordens de serviço
  • Controlar resíduos e desperdícios
  • Implantar novos métodos e processos (usinagem, soldagem , montagem)
  • Monitorar pontos críticos dos processos
E Controlar processos de produção metalmecânica (8)
  • Definir padrões de produção e montagem
  • Monitorar padrões de qualidade do processo
  • Controlar indicadores da qualidade
  • Analisar causas de não conformidades
  • Implementar ações preventivas e corretivas
  • Acompanhar prazos de produção
  • Coordenar a implantação de projetos
  • Atuar no processo de melhoria contínua
F Desenvolver novos fornecedores (4)
  • Definir produtos fabricados ou fornecidos
  • Definir capacitação técnica de fornecedores
  • Analisar equipamento fornecido quanto a repetibilidade
  • Realizar análises técnicas de licitações e concorrências
G Prestar assessoria para o estabelecimento da política e metas da empresa (4)
  • Atuar como interface entre funcionários e a gerência
  • Prestar informações a gerência quanto ao desenvolvimento de recursos humanos
  • Prestar informações técnicas sobre a produção
  • Prestar informações sobre as comissões de fábrica
H Desenvolver equipes de trabalho (8)
  • Definir necessidades de treinamento
  • Elaborar cronograma de treinamento e qualificação
  • Elaborar recursos didáticos
  • Elaborar materiais para apresentações
  • Promover a integração da equipe no trabalho
  • Propor incentivos a criatividade
  • Adequar pessoas ao trabalho de acordo com suas competências
  • Preparar equipes para auditorias internas e externas da qualidade, segurança, higiene e meio ambiente
I Trabalhar com segurança (4)
  • Coordenar o cumprimento das normas de segurança do trabalho
  • Monitorar a organização e limpeza do setor
  • Avaliar riscos potenciais
  • Determinar medidas para reduzir riscos de acidentes
Z Demonstrar competências pessoais (13)
  • Demonstrar auto-organização
  • Demonstrar autocontrole
  • Raciocinar por analogia
  • Manter relacionamento interpessoal
  • Demonstrar rapidez de raciocínio
  • Demonstrar fluência verbal
  • Demonstrar capacidade de persuasão
  • Manter-se comunicativo
  • Agir de maneira pró-ativa
  • Promover integração social do grupo de trabalho
  • Motivar equipe de trabalho
  • Demonstrar responsabilidade
  • Agir com criatividade

Sinônimos oficiais (3)

Líder (indústria de automotores e de material de transporte)Mestre de linha de montagem (indústria automobilística)Supervisor (indústria de automotores e de material de transporte)

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7202-10 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um mestre (indústria de automotores e material de transportes)?

A mediana do salário de admissão é R$ 4.473 por mês, considerando as 527 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 2.909 (10% menores) a R$ 9.983 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 8.702 (RAIS 2024), 94.5% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando mestre (indústria de automotores e material de transportes)?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 569 admissões contra 1.316 desligamentos, saldo de -747 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata mestre (indústria de automotores e material de transportes)?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de automóveis, camionetas e utilitários (CNAE 2910701), com 32,2% das admissões e mediana de R$ 4.157. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de mestre (indústria de automotores e material de transportes)?

7202-10 (família 7202 — Supervisores da fabricação e montagem metalmecânica). A CBO reconhece também os títulos: Líder (indústria de automotores e de material de transporte), Mestre de linha de montagem (indústria automobilística), Supervisor (indústria de automotores e de material de transporte) — todos usam o mesmo código 7202-10. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser mestre (indústria de automotores e material de transportes)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7202: Para o exercício dessas ocupações requer-se o curso de formação profissional com equivalência ao ensino médio completo oferecido por instituições de formação profissional ou escolas técnicas. O pleno desempenho das atividades ocorre, em média, com cinco anos de prática profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de mestre (indústria de automotores e material de transportes)?

A taxa é de 13,8 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (19,8% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S62.6 — fratura de outros dedos. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7202-10?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7202-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7202-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (2910701), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (13 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7202:

  • Brasimet Comércio e Indústria S.A.
  • Companhia Siderúrgica Paulista (Cosipa)
  • Estaleiro Itajaí S.A.
  • Força Sindical - Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Mogi das Cruzes e Região
  • Komatsu do Brasil Ltda.
  • Pro-Modec Modelações Ltda.
  • Random Implementos S.A.
  • Scania do Brasil Ltda.
  • Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios (Sindirepa)
  • Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região
  • Volkswagen do Brasil Ltda.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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