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CBO 2002 Família 6313 R$ 1.923 na admissão +102 postos em 12 meses 86 atividades

CBO 6313-25 — Criador de peixes

O código 6313-25 identifica a ocupação criador de peixes na CBO 2002, dentro da família 6313 — Criadores de animais aquáticos. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um criador de peixes

Manejam e alimentam animais aquáticos. Controlam ambiente aquático, monitoram e constroem instalações aquáticas. Organizam reprodução de animais aquáticos e cuidam de sua sanidade. Planejam criação, beneficiam e comercializam animais aquáticos.

Descrição oficial da família 6313 — Criadores de animais aquáticos, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Essas ocupações são exercidas por trabalhadores com carteira assinada, empregados em viveiros. Somente o criador de mexilhões trabalha por conta própria. O trabalho é em equipe, com supervisão permanente. Os criadores de mexilhões e quelônios estão sujeitos à supervisão ocasional. O trabalho é realizado a céu aberto, no período diurno. Os criadores de camarões, jacarés, mexilhões, ostras e peixes estão sujeitos à variação climática. Os criadores de camarões, mexilhões, ostras e peixes permanecem longos períodos na água para desempenharem suas funções. ESTA FAMÍLIA NÃO COMPREENDE 6310 - Pescadores polivalentes. 6311 - Pescadores profissionais artesanais de água doce. 6312 - Pescadores de água costeira e alto-mar. 6314 - Trabalhadores de apoio à pesca.

Recursos de trabalho

Aerador; Caixa térmica; Cerco; Cilindro de oxigênio; Embarcação; Esteira; Filtro; Monoblocos; Rede; Seringas.

Quanto ganha um criador de peixes

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.60510% ganham até R$ 1.923mediana R$ 2.48210% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.151

Entrada × quem já está

R$ 1.923 ao ser admitido · R$ 2.151 para quem tem vínculo ativo +11,9%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de criador de peixes foi de R$ 1.923 — metade das 2.110 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.605 e os 10% de maior, acima de R$ 2.482.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.151, ou seja, 11,9% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 16 meses.

Considerando a jornada média de 43.8 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 10,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.923
Por ano (12 salários)R$ 23.076
Por semanaR$ 443
Por hora (43.8h/sem)R$ 10,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 1.923 91%
  • Mulheres — R$ 1.920 9%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.184 92,5%
  • Mulheres — R$ 1.913 7,5%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 1.664
  • Nordeste 1.651
  • Sudeste 1.974
  • Sul 2.053
  • Centro-Oeste 1.771

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 549 +40 — R$ 1.968 —
MG 531 +4 — R$ 2.038 —
PR 224 +7 — R$ 2.053 —
GO 201 +17 — R$ 2.121 —
MS 146 +10 — R$ 1.693 —
TO 101 +14 — R$ 1.646 —
MT 61 -5 — R$ 2.255 —
RO 50 -7 — R$ 2.008 —
SC 47 +4 — R$ 2.054 —
RR 46 +16 — R$ 1.646 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

2.164

Desligamentos

2.062

Saldo

+102

Rotatividade

65%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: fev/26 (+69) saldo negativo · pior: jun/26 (-45)

Em 12 meses houve 2.164 admissões e 2.062 desligamentos de criador de peixes, o que significa que o mercado formal abriu 102 postos de trabalho no período, com rotatividade de 65% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 32,2% foram a pedido do próprio trabalhador e 52,4% por dispensa sem justa causa, além de 11,3% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 32,2%
  • Dispensa sem justa causa 52,4%
  • Fim de contrato 11,3%

Sobre 2.062 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Contrato intermitente 1%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 21,5%
  • 1 a 4 empregados 9,7%
  • 5 a 9 empregados 14,5%
  • 10 a 19 empregados 15,7%
  • 20 a 49 empregados 17,1%
  • 50 a 99 empregados 18,1%
  • 100 a 249 empregados 2,9%
  • 250 a 499 empregados 0,4%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata criador de peixes

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Comércio atacadista de pescados e frutos do mar 4634603 · 3,8% das admissões 82 44.7h R$ 2.225 R$ 2.260 R$ 2.295 3% 2
Preservação de peixes, crustáceos e moluscos 1020101 · 1,9% das admissões 42 44h — R$ 2.651 — 3% 3
Comércio atacadista de animais vivos 4623101 · 1,4% das admissões 31 44h — R$ 2.024 — 3% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como criador de peixes

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 3.172 vínculos

Idade mediana

34 anos

Tempo de casa

16 meses

No setor público

0,2%

Em empresa do Simples

18,2%

Sexo

  • Homem 92,4%
  • Mulher 7,6%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,6h/sem
  • Pessoas com deficiência0,1%
  • Jornada parcial0,1%
  • Contrato intermitente0,4%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,2%

Sobre os 3.172 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda 53,2%
  • Branca 39,1%
  • Preta 5,9%
  • Indígena 0,9%
  • Amarela 0,9%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 1,1%
  • Até o 5º ano incompleto 4,6%
  • 5º ano completo 4,1%
  • 6º ao 9º ano 8,3%
  • Fundamental completo 13,3%
  • Médio incompleto 10%
  • Médio completo 57%
  • Superior incompleto 0,6%
  • Superior completo 1,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 1,3%
  • Até 5º ano incompleto 3,5%
  • 5º ano completo 3%
  • 6º a 9º ano 5,9%
  • Fundamental completo 11,2%
  • Médio incompleto 8%
  • Médio completo 65,6%
  • Superior incompleto 0,6%
  • Superior completo 0,8%
  • Mestrado 0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 18%
  • 5 a 9 empregados 17,8%
  • 10 a 19 empregados 18,3%
  • 20 a 49 empregados 20%
  • 50 a 99 empregados 13,9%
  • 100 a 249 empregados 10,8%
  • 250 a 499 empregados 0,8%
  • 1.000 ou mais empregados 0,4%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de criador de peixes

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

21,9

CAT no período

54

Óbitos comunicados

4

Idade média no acidente

35 anos

Foram 54 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo criador de peixes nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 21,9 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 92,6% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 7,4% de trajeto (no deslocamento) e 0% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 4 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico 92,6%
  • Trajeto 7,4%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 14,8%
  • Joelho 9,3%
  • Cabeça, NIC 9,3%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 9,3%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis) 7,4%

Natureza da lesão

  • Fratura 14,8%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 13%
  • Lesão imediata 13%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 11,1%
  • Distensão, torção 9,3%

Agente causador

  • Agente do acidente, NIC 18,5%
  • Metal - inclui liga 9,3%
  • Veículo aquático 7,4%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas 5,6%
  • Motocicleta, motoneta 5,6%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61 — Ferimento do punho e da mão 4 7,4% 3.531
V29.9 — Motociclista [qualquer] traumatizado em um acidente de trânsito não especificado 3 5,6% 313
S62 — Fratura ao nível do punho e da mão 2 3,7% 24.580
M25.5 — Dor articular 2 3,7% 1.605
S01 — Ferimento da cabeça 2 3,7% 69
W87 — Exposição a corrente elétrica não especificada 2 3,7% 69

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Comércio atacadista de pescados e frutos do mar) tem RAT 3% e grau de risco 2, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 21,9 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: comércio e reparação de veículos

Informalidade no setor

33,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

24,1%

Rendimento formal × informal

R$ 3.373 × R$ 1.988

No setor de comércio e reparação de veículos — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 33,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

A escolaridade para todas as ocupações é de nível fundamental. Para os criadores de jacarés, mexilhões e quelônios, o acesso é livre, sem exigências de experiência prévia. Para os criadores de camarões, ostras, peixes e rãs, o exercício pleno das atividades requer um ano de experiência. Não é exigida qualificação profissional, exceto para os criadores de mexilhões e peixes, que cursam até duzentas horas de formação profissional básica. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 6313.

Qual especialização paga mais na família 6313

Todas as ocupações de criadores de animais aquáticos, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
6313-25 Criador de peixes (esta página) R$ 1.923 R$ 2.151 3.172
6313-10 Criador de jacarés — R$ 2.085 22
6313-20 Criador de ostras R$ 2.538 R$ 2.013 46
6313-05 Criador de camarões R$ 1.611 R$ 1.615 2.054

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 6313-25.

A Manejar animais aquáticos (6)
  • •Transferir animais entre tanques, viveiros e redes
  • •Medir animais
  • •Pesar animais
  • •Classificar animais
  • •Contar animais
  • •Despescar peixes
B Controlar ambiente aquático (8)
  • •Controlar ph de água
  • •Controlar ph de solo
  • •Controlar temperatura de água
  • •Controlar nível de oxigênio de água
  • •Renovar água de viveiros, tanques e baias
  • •Controlar turbidez de água
  • •Coletar plânctons
  • •Controlar salinidade de água
C Alimentar animais aquáticos (10)
  • •Comprar ração
  • •Preparar ração
  • •Calcular consumo diário de ração
  • •Distribuir ração em comedouros
  • •Supervisionar horário de alimentação
  • •Lançar ração em viveiros
  • •Cultivar plânctons
  • •Examinar comportamento de animais aquáticos
  • •Verificar quantidade de ração em estoques e silos
  • •Adubar viveiros
D Organizar reprodução de animais aquáticos (6)
  • •Auxiliar seleção de reprodutores e matrizes
  • •Auxiliar retirada de óvulos e sêmens por extrusão
  • •Auxiliar indução de reprodução por aplicação de hormônios
  • •Misturar óvulos e sêmens
  • •Incubar ovos
  • •Povoar viveiros com larvas
E Cuidar da sanidade de animais aquáticos (9)
  • •Desinfetar comedouros e redes
  • •Escovar bandejas e telas
  • •Identificar animais doentes
  • •Isolar animais para tratamento e quarentena
  • •Diluir medicamentos em água
  • •Aplicar medicamentos em peixes por imersão
  • •Soltar foguetes
  • •Retirar predadores, competidores e animais mortos
  • •Monitorar visitas em instalações aquáticas
F Monitorar instalações aquáticas (8)
  • •Reparar diques
  • •Reparar comportas
  • •Reparar canais
  • •Esterilizar viveiros, tanques e baias
  • •Limpar tanques, viveiros e baias
  • •Calear viveiros e tanques
  • •Arar viveiros
  • •Reparar redes e telas
G Planejar criação de animais aquáticos (12)
  • •Definir espécie aquática
  • •Definir local de cultivo
  • •Definir sistema de criação
  • •Dimensionar área de cultivo
  • •Providenciar elaboração de projetos
  • •Pesquisar mercado consumidor de animais aquáticos
  • •Pesquisar mercado fornecedor de insumos
  • •Calcular custo e benefício do projeto
  • •Identificar recursos naturais
  • •Providenciar estudo de impactos ambientais
  • •Definir máquinas e equipamentos
  • •Definir equipe de trabalho
H Construir instalações aquáticas (9)
  • •Construir tanques
  • •Construir viveiros
  • •Construir tanque-rede
  • •Instalar sistema hidráulico
  • •Instalar sistema elétrico
  • •Instalar telas de proteção
  • •Construir comedouros
  • •Instalar sistema de proteção contra roubos
  • •Instalar filtros
I Beneficiar animais aquáticos (5)
  • •Providenciar jejum de peixes, rãs, camarões e jacarés
  • •Abater peixes por choque térmico
  • •Filetar peixes
  • •Moer peixes
  • •Curtir pele de peixes, rãs e jacarés
J Comercializar animais aquáticos (7)
  • •Determinar padrão de produção
  • •Divulgar produtos em meios de comunicação
  • •Vender produtos em feiras, exposições e estabelecimentos comerciais
  • •Contactar produtores para parcerias
  • •Embalar peixes
  • •Transportar animais aquáticos para comercialização
  • •Supervisionar pontos de venda
Z Demonstrar competências pessoais (6)
  • •Manifestar sensibilidade com animais aquáticos
  • •Possuir força física para reparo de instalações aquáticas
  • •Negociar preços
  • •Improvisar em situações adversas
  • •Possuir destreza manual
  • •Trabalhar em equipe

Sinônimos oficiais (7)

Alimentador de peixeArraçoador de peixeCriador de peixes ornamentaisPiscicultorTrabalhador - na criação de peixe - exclusive empregadorTrabalhador - na criação de peixes - exclusive conta própriaTrabalhador na piscicultura

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 6313-25 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um criador de peixes?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.923 por mês, considerando as 2.110 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.605 (10% menores) a R$ 2.482 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.151 (RAIS 2024), 11.9% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando criador de peixes?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 2.164 admissões contra 2.062 desligamentos, saldo de +102 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata criador de peixes?

A atividade econômica que mais contratou foi Comércio atacadista de pescados e frutos do mar (CNAE 4634603), com 3,8% das admissões e mediana de R$ 2.260. A ficha de criador de peixes no Buscador NCM lista os 3 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de criador de peixes?

6313-25 (família 6313 — Criadores de animais aquáticos). A CBO reconhece também os títulos: Alimentador de peixe, Arraçoador de peixe, Criador de peixes ornamentais, Piscicultor, Trabalhador - na criação de peixe - exclusive empregador, Trabalhador - na criação de peixes - exclusive conta própria, Trabalhador na piscicultura — todos usam o mesmo código 6313-25. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser criador de peixes?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 6313: A escolaridade para todas as ocupações é de nível fundamental. Para os criadores de jacarés, mexilhões e quelônios, o acesso é livre, sem exigências de experiência prévia. Para os criadores de camarões, ostras, peixes e rãs, o exercício pleno das atividades requer um ano de experiência. Não é exigida qualificação profissional, exceto para os criadores de mexilhões e peixes, que cursam até duzentas horas de formação profissional básica. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de criador de peixes?

A taxa é de 21,9 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (14,8% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61 — ferimento do punho e da mão. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (comércio e reparação de veículos), 33,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 6313-25?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 6313-25 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 6313-25 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4634603), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (21 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 6313:

  • •Agro Turismo Jk
  • •Água Doce - Piscicultura
  • •Aquatec Industrial Pecuária Ltda.
  • •Associação dos Maricultores do Estado de São Paulo
  • •Camanor Produto Marinho Ltda.
  • •Centro de Lazer Sol Nascente
  • •Compescal Carcinicultura
  • •Fazenda Gh
  • •Fazenda Lusomar
  • •Jacostra
  • •Piscicultura Esperança
  • •Projeto Jacarépan
  • •Rãnatal Agroindustrial Ltda.
  • •Seafarm Criação e Comércio de Produtos Aquáticos Ltda.
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional - Cedeplar - Fundep - UFMG
  • •GLOSSÁRIO
  • •Despescar: colher com a rede ou tarrafa (os peixes dos açudes, viveiros ou currais)
  • •Dique: regionalmente tem outros nomes, tais como talude (nomenclatura no RN), taipa (RS) e parede (Nordeste).
  • •Espinhel: derivado do inglês long line.
  • •Forma de criação de mexilhões; constitui-se de poitas, unidas por cabos; neste, são presas boias dando condições para que as cordas mexilhoneiras sejam fixadas.
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