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CBO 2002 Família 6233 R$ 1.889 na admissão +4.034 postos em 12 meses 66 atividades

CBO 6233-10 — Trabalhador da avicultura de postura

O código 6233-10 identifica a ocupação trabalhador da avicultura de postura na CBO 2002, dentro da família 6233 — Trabalhadores na avicultura e cunicultura. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um trabalhador da avicultura de postura

Preparam e higienizam instalações e equipamentos utilizados na criação; selecionam, manejam aves e coelhos e controlam sua sanidade; classificam e incubam ovos e realizam pequenas manutenções em instalações e equipamentos de aviário e coelhário.

Descrição oficial da família 6233 — Trabalhadores na avicultura e cunicultura, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham em granjas de aves ou de coelhos, como assalariados com carteira assinada; atuam em equipe, sob supervisão, exceto o sexador e o avicultor de corte, que exercem suas atividades de forma individual. Podem permanecer em posições desconfortáveis por longos períodos de trabalho e sujeitos à exposição de materiais tóxicos. ESTA FAMÍLIA NÃO COMPREENDE 6133 - Produtores da avicultura e cunicultura.

Recursos de trabalho

Balança; Carrinho para transportar ração e ovos; Desinfetantes específicos; Equipamentos de proteção coletiva (epc); Equipamento de Proteção Individual (EPI); Materiais para forragem; Material de limpeza; Material de manutenção; Picador de papel; Ventiladores.

Quanto ganha um trabalhador da avicultura de postura

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.60710% ganham até R$ 1.889mediana R$ 2.24410% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.005

Entrada × quem já está

R$ 1.889 ao ser admitido · R$ 2.005 para quem tem vínculo ativo +6,1%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de trabalhador da avicultura de postura foi de R$ 1.889 — metade das 30.042 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.607 e os 10% de maior, acima de R$ 2.244.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.005, ou seja, 6,1% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 20 meses.

Considerando a jornada média de 43.9 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 10,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.889
Por ano (12 salários)R$ 22.668
Por semanaR$ 435
Por hora (43.9h/sem)R$ 10,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 1.902 60,1%
  • Mulheres — R$ 1.874 39,9%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.001 62,5%
  • Mulheres — R$ 2.009 37,5%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 1.652
  • Nordeste 1.644
  • Sudeste 1.889
  • Sul 2.066
  • Centro-Oeste 1.739

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 8.692 +778 — R$ 1.927 —
PR 5.153 +925 — R$ 2.105 —
MG 2.447 +285 — R$ 1.698 —
SC 2.271 +440 — R$ 2.027 —
RS 2.058 +383 — R$ 1.999 —
GO 2.049 +206 — R$ 1.664 —
PE 1.869 +81 — R$ 1.646 —
MT 1.101 +151 — R$ 1.885 —
MS 1.096 +180 — R$ 1.838 —
CE 678 +142 — R$ 1.625 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

30.546

Desligamentos

26.512

Saldo

+4.034

Rotatividade

75,4%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: mar/26 (+752) saldo negativo · pior: dez/25 (-125)

Em 12 meses houve 30.546 admissões e 26.512 desligamentos de trabalhador da avicultura de postura, o que significa que o mercado formal abriu 4.034 postos de trabalho no período, com rotatividade de 75,4% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 47,1% foram a pedido do próprio trabalhador e 35,8% por dispensa sem justa causa, além de 12,7% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 47,1%
  • Dispensa sem justa causa 35,8%
  • Fim de contrato 12,7%

Sobre 26.512 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0,3% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 17,3%
  • 1 a 4 empregados 3%
  • 5 a 9 empregados 5,9%
  • 10 a 19 empregados 9,1%
  • 20 a 49 empregados 12,5%
  • 50 a 99 empregados 12,3%
  • 100 a 249 empregados 18,3%
  • 250 a 499 empregados 6,4%
  • 500 a 999 empregados 6,2%
  • 1.000 ou mais empregados 8,9%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata trabalhador da avicultura de postura

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Abate de aves 1012101 · 8,5% das admissões 2.587 46.3h R$ 2.052 R$ 2.245 R$ 2.361 3% 3
Comércio atacadista de aves vivas e ovos 4633802 · 1,5% das admissões 450 44h R$ 1.802 R$ 2.231 R$ 2.433 2% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como trabalhador da avicultura de postura

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 35.181 vínculos

Idade mediana

34 anos

Tempo de casa

20 meses

Em empresa do Simples

2,1%

Sexo

  • Homem 62,7%
  • Mulher 37,3%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,7h/sem
  • Pessoas com deficiência0,9%
  • Jornada parcial0,3%
  • Contrato intermitente0,2%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,2%

Sobre os 35.181 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 47%
  • Parda 45,8%
  • Preta 6%
  • Amarela 0,8%
  • Indígena 0,4%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 1,5%
  • Até o 5º ano incompleto 6,9%
  • 5º ano completo 5,1%
  • 6º ao 9º ano 13,5%
  • Fundamental completo 14,6%
  • Médio incompleto 12,6%
  • Médio completo 44,7%
  • Superior incompleto 0,5%
  • Superior completo 0,5%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 1,1%
  • Até 5º ano incompleto 3,5%
  • 5º ano completo 2,4%
  • 6º a 9º ano 14,5%
  • Fundamental completo 13,8%
  • Médio incompleto 14,7%
  • Médio completo 48,5%
  • Superior incompleto 0,8%
  • Superior completo 0,7%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 3,9%
  • 5 a 9 empregados 6,3%
  • 10 a 19 empregados 11%
  • 20 a 49 empregados 16,5%
  • 50 a 99 empregados 17,4%
  • 100 a 249 empregados 22,1%
  • 250 a 499 empregados 11,8%
  • 500 a 999 empregados 6,3%
  • 1.000 ou mais empregados 4,7%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de trabalhador da avicultura de postura

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

33,5

CAT no período

919

Óbitos comunicados

1

Idade média no acidente

35 anos

Foram 919 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo trabalhador da avicultura de postura nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 33,5 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 89,6% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 9,9% de trajeto (no deslocamento) e 0,5% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 1 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico 89,6%
  • Trajeto 9,9%
  • Doença 0,5%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 20,9%
  • Pé (exceto artelhos) 10,1%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 9,7%
  • Olho (inclusive nervo ótico e visão) 5,3%
  • Joelho 5,2%

Natureza da lesão

  • Fratura 14,9%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 14,5%
  • Lesão imediata 13,1%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 12,9%
  • Outras lesões, NIC 11%

Agente causador

  • Máquina, NIC 7,9%
  • Agente do acidente inexistente 7,7%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas 7,7%
  • Agente do acidente, NIC 5,5%
  • Motocicleta, motoneta 4,7%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 37 4% 3.531
S62.6 — Fratura de outros dedos 23 2,5% 24.580
S61 — Ferimento do punho e da mão 23 2,5% 3.531
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 22 2,4% 5.476
S60 — Traumatismo superficial do punho e da mão 16 1,7% 1.634
M79.6 — Dor em membro 16 1,7% 517

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Abate de aves) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 33,5 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O exercício dessas ocupações requer escolaridade de nível fundamental, exceto o sexador, para o qual é requerida escolaridade de nível médio. A formação profissional ocorre com a prática de um ou dois anos, no local de trabalho. Pode-se demandar aprendizagem profissional para a(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 6233.

Qual especialização paga mais na família 6233

Todas as ocupações de trabalhadores na avicultura e cunicultura, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
6233-25 Sexador R$ 2.062 R$ 2.209 472
6233-15 Operador de incubadora R$ 1.936 R$ 2.195 5.153
6233-20 Trabalhador da cunicultura — R$ 2.013 48
6233-10 Trabalhador da avicultura de postura (esta página) R$ 1.889 R$ 2.005 35.181
6233-05 Trabalhador da avicultura de corte R$ 1.762 R$ 1.921 27.376

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 6233-10.

A Higienizar instalações e equipamentos (11)
  • •Retirar cama de esterco
  • •Varrer aviário
  • •Queimar resíduos
  • •Lavar aviário e equipamentos
  • •Limpar lâmpadas
  • •Lavar silo
  • •Desinfetar silo
  • •Desinfetar aviário
  • •Desinfetar equipamentos
  • •Desinfetar camas
  • •Desinfetar círculos de pintinhos
B Preparar instalações (9)
  • •Espalhar camas
  • •Montar cortinas internas
  • •Montar círculo de pintinhos
  • •Nivelar piso do círculo de pintinhos
  • •Forrar círculo de pintinhos
  • •Montar campânulas
  • •Montar comedouros e bebedouros infantis
  • •Montar comedouros e bebedouros adultos
  • •Realizar pequenos reparos em equipamentos e instalações
C Manejar aves e coelhos (16)
  • •Controlar temperatura dos pinteiros
  • •Lavar bebedouros
  • •Prover bebedouro com água potável
  • •Misturar ração
  • •Peneirar ração de coelhos
  • •Prover comedouros com ração de acordo com idade
  • •Debicar aves
  • •Remanejar instalação de acordo com o crescimento das aves
  • •Pesar aves semanalmente
  • •Retirar campânulas
  • •Desmontar comedouros e bebedouros infantis
  • •Substituir camas molhadas
  • •Virar camas
  • •Acasalar aves para gerar ovos férteis
  • •Programar luminosidade do aviário
  • •Eliminar resíduo
D Selecionar aves e coelhos (4)
  • •Descartar pintos mortos e com anomalias
  • •Separar aves de refugo
  • •Inspecionar produto final
  • •Liberar produto final
E Classificar ovos e coelhos (7)
  • •Coletar ovos
  • •Classificar ovos segundo raça, idade e lote
  • •Classificar ovos segundo tipo (0, 1, 2, 3)
  • •Separar ovos sujos e danificados
  • •Classificar ovos segundo peso (jumbo, extra, grande, médio, pequeno e industrial)
  • •Separar ovos segundo destino
  • •Embalar ovos segundo destino
F Incubar ovos (1)
  • •Desinfetar ovos para incubação em cada etapa
G Controlar sanidade das aves e coelhos (12)
  • •Realizar controle biológico
  • •Lavar vacinadora
  • •Colocar agulha na vacinadora
  • •Controlar quantidade de aves
  • •Aplicar vacina de acordo com idade da ave
  • •Definir forma de aplicação de acordo com tipo de vacina
  • •Registrar mortalidade das aves
  • •Coletar sangue das aves para exames
  • •Diagnosticar aves sob suspeita de doenças (autópsia)
  • •Solicitar visita do veterinário
  • •Administrar medicamentos
  • •Pulverizar aviário
Z Demonstrar competências pessoais (6)
  • •Organizar-se
  • •Dedicar-se
  • •Demonstrar destreza manual
  • •Perceber detalhes
  • •Demonstrar atenção concentrada
  • •Trabalhar em equipe

Sinônimos oficiais (2)

Avicultor de postura - exclusive conta própria e empregadorAvicultor - exclusive conta própria na avicultura de postura

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 6233-10 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um trabalhador da avicultura de postura?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.889 por mês, considerando as 30.042 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.607 (10% menores) a R$ 2.244 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.005 (RAIS 2024), 6.1% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando trabalhador da avicultura de postura?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 30.546 admissões contra 26.512 desligamentos, saldo de +4.034 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata trabalhador da avicultura de postura?

A atividade econômica que mais contratou foi Abate de aves (CNAE 1012101), com 8,5% das admissões e mediana de R$ 2.245. A ficha de trabalhador da avicultura de postura no Buscador NCM lista os 2 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de trabalhador da avicultura de postura?

6233-10 (família 6233 — Trabalhadores na avicultura e cunicultura). A CBO reconhece também os títulos: Avicultor de postura - exclusive conta própria e empregador, Avicultor - exclusive conta própria na avicultura de postura — todos usam o mesmo código 6233-10. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser trabalhador da avicultura de postura?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 6233: O exercício dessas ocupações requer escolaridade de nível fundamental, exceto o sexador, para o qual é requerida escolaridade de nível médio. A formação profissional ocorre com a prática de um ou dois anos, no local de trabalho. Pode-se demandar aprendizagem profissional para a(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de trabalhador da avicultura de postura?

A taxa é de 33,5 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (20,9% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 6233-10?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 6233-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 6233-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1012101), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (15 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 6233:

  • •Alimenta Avícola S.A.
  • •Aviário Moraes, Ponte Alta (Sc)
  • •Aviário Santo Antônio Ltda.
  • •Ciavel - Comércio e Indústria de Aves Ltda.
  • •Granja Iana
  • •Granja Itororó
  • •Granja Planalto
  • •Granja Primavera, Campo Bel (MG)
  • •Granja Sétimo Céu
  • •Helder Bontempo Martins
  • •Inter Coelhos Ltda.
  • •Jr Coelhos Ltda.
  • •Pif Paf Indústria e Comércio
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional - Cedeplar - Fundep - UFMG
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