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CBO 2002 Família 6223 R$ 1.901 na admissão -130 postos em 12 meses 65 atividades

CBO 6223-20 — Trabalhador na olericultura (talos, folhas e flores)

O código 6223-20 identifica a ocupação trabalhador na olericultura (talos, folhas e flores) na CBO 2002, dentro da família 6223 — Trabalhadores agrícolas na olericultura. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um trabalhador na olericultura (talos, folhas e flores)

Plantam mudas e sementes de feijão, lentilha, ervilha, tomate, beterraba, batatas doce e inglesa, cebola, mandioca, legumes e hortaliças. Produzem mudas e sementes, preparam o solo para plantio; irrigam o solo, adubam e aplicam defensivos agrícolas nas covas, mudas e sementes. Manejam área de cultivo, colhem, embalam, armazenam e comercializam os produtos.

Descrição oficial da família 6223 — Trabalhadores agrícolas na olericultura, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham geralmente com contrato de parceria, no cultivo de olerícolas. O trabalho pode ser realizado no campo, a céu aberto, em estufas de plásticos e em instalações de hidroponia em jornada de trabalho diurno.

Recursos de trabalho

Adubos; Água; Combustível; Defensivos agrícolas; Equipamentos de irrigação; Ferramentas (serrote, martelo, prego, etc.); Implementos (arado, grade, sulcador, etc.); Pulverizador; Sementes; Trator.

Quanto ganha um trabalhador na olericultura (talos, folhas e flores)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.60610% ganham até R$ 1.901mediana R$ 2.10510% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 1.808

Entrada × quem já está

R$ 1.901 ao ser admitido · R$ 1.808 para quem tem vínculo ativo -4,9%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de trabalhador na olericultura (talos, folhas e flores) foi de R$ 1.901 — metade das 1.453 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.606 e os 10% de maior, acima de R$ 2.105.

Quem já está na ocupação ganha menos do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 1.808, ou seja, 4,9% abaixo do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração cai com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 28 meses.

Considerando a jornada média de 43.7 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 10,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.901
Por ano (12 salários)R$ 22.812
Por semanaR$ 438
Por hora (43.7h/sem)R$ 10,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 1.867 65,8%
  • Mulheres — R$ 1.914 34,2%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 1.818 68,9%
  • Mulheres — R$ 1.783 31,1%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 1.694
  • Nordeste 1.650
  • Sudeste 1.919
  • Sul 2.046
  • Centro-Oeste 1.660

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (9 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 741 -94 — R$ 1.935 —
MG 258 -1 — R$ 1.893 —
RS 83 -4 — R$ 2.058 —
DF 76 -14 — R$ 1.624 —
PR 50 -3 — R$ 2.070 —
MT 43 +9 — R$ 1.667 —
SC 42 -17 — R$ 1.890 —
CE 36 +3 — R$ 1.666 —
MS 35 -1 — R$ 1.727 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

1.484

Desligamentos

1.614

Saldo

-130

Rotatividade

52,5%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jan/26 (+30) saldo negativo · pior: mai/26 (-55)

Em 12 meses houve 1.484 admissões e 1.614 desligamentos de trabalhador na olericultura (talos, folhas e flores), o que significa que o mercado formal fechou 130 postos de trabalho no período, com rotatividade de 52,5% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 45,2% foram a pedido do próprio trabalhador e 41,3% por dispensa sem justa causa, além de 9,2% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 45,2%
  • Dispensa sem justa causa 41,3%
  • Fim de contrato 9,2%

Sobre 1.614 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,2% das admissões são de jornada parcial e 0,1% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 25,7%
  • 1 a 4 empregados 11,1%
  • 5 a 9 empregados 10,2%
  • 10 a 19 empregados 13%
  • 20 a 49 empregados 11,8%
  • 50 a 99 empregados 4,3%
  • 100 a 249 empregados 9,4%
  • 250 a 499 empregados 13,9%
  • 500 a 999 empregados 0,6%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata trabalhador na olericultura (talos, folhas e flores)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Comércio varejista de hortifrutigranjeiros 4724500 · 2,2% das admissões 33 44.2h — R$ 1.640 — 3% 2
Atividades de associações de defesa de direitos sociais 9430800 · 1,4% das admissões 21 43.4h — R$ 1.700 — 2% 1

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como trabalhador na olericultura (talos, folhas e flores)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 3.077 vínculos

Idade mediana

40 anos

Tempo de casa

28 meses

No setor público

0,1%

Em empresa do Simples

8,4%

Sexo

  • Mulher 31,6%
  • Homem 68,4%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,6h/sem
  • Pessoas com deficiência0,5%
  • Jornada parcial0,1%
  • Contrato intermitente0,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos2,2%

Sobre os 3.077 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 50,4%
  • Parda 43,1%
  • Preta 5,7%
  • Amarela 0,7%
  • Indígena 0,1%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 2,3%
  • Até o 5º ano incompleto 11,4%
  • 5º ano completo 6,1%
  • 6º ao 9º ano 13,2%
  • Fundamental completo 12,5%
  • Médio incompleto 11,9%
  • Médio completo 41,4%
  • Superior incompleto 0,5%
  • Superior completo 0,7%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 1%
  • Até 5º ano incompleto 4,6%
  • 5º ano completo 2,7%
  • 6º a 9º ano 9,3%
  • Fundamental completo 7,8%
  • Médio incompleto 12,8%
  • Médio completo 59,9%
  • Superior incompleto 0,7%
  • Superior completo 1%
  • Pós-graduação 0,1%
  • Mestrado 0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 23,5%
  • 5 a 9 empregados 18,5%
  • 10 a 19 empregados 18,8%
  • 20 a 49 empregados 13,3%
  • 50 a 99 empregados 11,6%
  • 100 a 249 empregados 3,7%
  • 250 a 499 empregados 10%
  • 500 a 999 empregados 0,4%
  • 1.000 ou mais empregados 0,2%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de trabalhador na olericultura (talos, folhas e flores)

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

13

CAT no período

31

Idade média no acidente

37 anos

Foram 31 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo trabalhador na olericultura (talos, folhas e flores) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 13 por mil vínculos ao ano — próxima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 77,4% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 22,6% de trajeto (no deslocamento) e 0% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico 77,4%
  • Trajeto 22,6%

Parte do corpo atingida

  • Braço (entre o punho e o ombro) 19,4%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 19,4%
  • Dedo 16,1%
  • Partes múltiplas 6,5%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis) 6,5%

Natureza da lesão

  • Lesão imediata 29%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 22,6%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 9,7%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 9,7%
  • Distensão, torção 9,7%

Agente causador

  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas 19,4%
  • Faca 19,4%
  • Caixa, engradado, caixote - embalagem, recipiente (vazio ou cheio) 12,9%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas 9,7%
  • Animal vivo 6,5%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 2 6,5% 3.531
S61 — Ferimento do punho e da mão 2 6,5% 3.531
S41.1 — Ferimento do braço 1 3,2% 99
S43.0 — Luxação da articulação do ombro 1 3,2% 2.950
S60 — Traumatismo superficial do punho e da mão 1 3,2% 1.634
W54.0 — Mordedura ou golpe provocado por cão - residência 1 3,2% 36

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Comércio varejista de hortifrutigranjeiros) tem RAT 3% e grau de risco 2, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 13 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: comércio e reparação de veículos

Informalidade no setor

33,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

24,1%

Rendimento formal × informal

R$ 3.373 × R$ 1.988

No setor de comércio e reparação de veículos — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 33,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O acesso ao trabalho é livre. Os trabalhadores, geralmente, tem ensino fundamental. Qualificam-se no próprio trabalho. O trabalho é assessorado pelas agências governamentais de assistência e extensão rural. Cooperativas, associações e o senar oferecem cursos na área. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 6223.

Qual especialização paga mais na família 6223

Todas as ocupações de trabalhadores agrícolas na olericultura, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
6223-15 Trabalhador na olericultura (raízes, bulbos e tubérculos) R$ 1.820 R$ 2.068 3.705
6223-05 Trabalhador na olericultura (frutos e sementes) R$ 1.817 R$ 1.913 1.342
6223-10 Trabalhador na olericultura (legumes) R$ 1.910 R$ 1.883 2.950
6223-20 Trabalhador na olericultura (talos, folhas e flores) (esta página) R$ 1.901 R$ 1.808 3.077

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 6223-20.

A Plantar mudas e sementes (4)
  • •Quebrar dormência de sementes
  • •Espalhar sementes no solo
  • •Tampar sementes
  • •Transplantar mudas
B Colher produção (5)
  • •Verificar ponto de colheita
  • •Cortar produtos
  • •Apanhar produtos no pé
  • •Recolher produtos colhidos
  • •Transportar produto até local de armazenamento
C Preparar solo para plantio (7)
  • •Coletar amostra de solo
  • •Corrigir solo
  • •Arar solo
  • •Gradear terra
  • •Riscar solo
  • •Covear solo
  • •Operar máquina para fazer canteiros
D Produzir mudas e sementes (7)
  • •Sapecar palha de arroz
  • •Produzir substrato
  • •Molhar substrato
  • •Distribuir substrato nas bandejas
  • •Colocar sementes nas bandejas
  • •Cobrir sementeira
  • •Controlar temperatura e umidade de sementes
E Adubar plantação (8)
  • •Selecionar tipo de adubo
  • •Misturar componentes de adubo
  • •Misturar componentes de compostagem
  • •Pesar quantidade de adubo
  • •Dissolver adubo
  • •Ajustar adubadeira e adubador
  • •Estercar área de plantio
  • •Recolher embalagens vazias de adubo
F Aplicar defensivos agrícolas em covas mudas e sementes (6)
  • •Vestir equipamentos de proteção individual
  • •Regular máquina e pulverizador
  • •Dosar quantidade de defensivo agrícola
  • •Enxaguar embalagens vazias de defensivos agrícolas
  • •Guardar embalagens vazias de defensivos agrícolas
  • •Transportar embalagens vazias de defensivos agrícolas e insumos para reciclagem
G Manejar área de cultivo (6)
  • •Chegar terra na planta
  • •Ralear plantação
  • •Desbrotar planta
  • •Arrancar matos e plantas doentes e defeituosas
  • •Amarrar planta
  • •Colocar dispersor de aves na plantação (espantalho ou canhão)
H Irrigar solo e plantação (8)
  • •Verificar umidade da terra
  • •Recolher amostra de água
  • •Instalar tubulação para irrigação
  • •Medir nível da água
  • •Bombear água
  • •Abrir canais na terra para irrigação
  • •Posicionar mangueiras para gotejamento
  • •Ajustar equipamentos de irrigação (vazão e pressão da água)
I Organizar produtos para comercialização (7)
  • •Armazenar produção
  • •Limpar produto colhido
  • •Lavar produto colhido
  • •Classificar produto colhido
  • •Embalar produção
  • •Carimbar embalagem de produto
  • •Carregar caminhão
Z Demonstrar competências pessoais (7)
  • •Dar prova de responsabilidade
  • •Trabalhar em equipe
  • •Demonstrar visão espacial
  • •Improvisar melhorias em instalações e equipamentos
  • •Demonstrar atenção na aplicação de defensivos agrícolas
  • •Zelar pela qualidade de produtos agrícolas
  • •Zelar pela qualidade do meio ambiente

Sinônimos oficiais (1)

Trabalhador na cultura de hortaliças

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 6223-20 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um trabalhador na olericultura (talos, folhas e flores)?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.901 por mês, considerando as 1.453 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.606 (10% menores) a R$ 2.105 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 1.808 (RAIS 2024), 4.9% abaixo do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando trabalhador na olericultura (talos, folhas e flores)?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 1.484 admissões contra 1.614 desligamentos, saldo de -130 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata trabalhador na olericultura (talos, folhas e flores)?

A atividade econômica que mais contratou foi Comércio varejista de hortifrutigranjeiros (CNAE 4724500), com 2,2% das admissões e mediana de R$ 1.640. A ficha de trabalhador na olericultura (talos, folhas e flores) no Buscador NCM lista os 2 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de trabalhador na olericultura (talos, folhas e flores)?

6223-20 (família 6223 — Trabalhadores agrícolas na olericultura). A CBO reconhece também os títulos: Trabalhador na cultura de hortaliças — todos usam o mesmo código 6223-20. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser trabalhador na olericultura (talos, folhas e flores)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 6223: O acesso ao trabalho é livre. Os trabalhadores, geralmente, tem ensino fundamental. Qualificam-se no próprio trabalho. O trabalho é assessorado pelas agências governamentais de assistência e extensão rural. Cooperativas, associações e o senar oferecem cursos na área. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de trabalhador na olericultura (talos, folhas e flores)?

A taxa é de 13 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é braço (entre o punho e o ombro) (19,4% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (comércio e reparação de veículos), 33,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 6223-20?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 6223-20 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 6223-20 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4724500), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (13 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 6223:

  • •Carlos Mapelli, Mauês (Am)
  • •Fazenda Bamburral, Jaboticatubas (MG)
  • •Fazenda Córrego Abaeté dos Venâncios, São Gotardo (MG)
  • •Grupo Jager, Castro (Pr)
  • •Rural San Domingos Agropecuária Ltda, Jaboticatubas (MG)
  • •Sítio do Moinho, Petrópolis (Rj)
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional - Cedeplar - Fundep - UFMG
  • •GLOSSÁRIO
  • •Banhar batatas e alhos: isso é feito para desinfetar as batatas e alhos, matando possíveis agentes de contaminação do produto.
  • •Canhão: máquina que produz um som, semelhante a um tiro, usada nas plantações para espantar as aves.
  • •Guardar embalagens vazias de defensivos agrícolas: hoje, as empresas fabricantes de defensivos agrícolas estão recolhendo nas propriedades as embalagens já utilizadas para serem recicladas.
  • •Substrato: mistura de terra, húmus, palha de arroz e adubos usado para fixar a semente nas bandejas, formando as sementeiras.
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