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CBO 2002 Família 3251 R$ 2.129 na admissão -172 postos em 12 meses 64 atividades

CBO 3251-10 — Técnico em laboratório de farmácia

O código 3251-10 identifica a ocupação técnico em laboratório de farmácia na CBO 2002, dentro da família 3251 — Técnico em farmácia e em manipulação farmacêutica. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um técnico em laboratório de farmácia

Realizam operações farmacotécnicas, conferem fórmulas, efetuam manutenção de rotina em equipamentos, utensílios de laboratório e rótulos das matérias-primas. Controlam estoques, fazem testes de qualidade de matérias-primas, equipamentos e ambiente. Documentam atividades e procedimentos da manipulação farmacêutica. As atividades são desenvolvidas de acordo com as boas práticas de manipulação, sob supervisão direta do farmacêutico.

Descrição oficial da família 3251 — Técnico em farmácia e em manipulação farmacêutica, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam no comércio varejista - farmácias de manipulação - e na indústria de fabricação de produtos químicos como assalariados com carteira assinada. Trabalham em equipe, com supervisão permanente. O trabalho é presencial, realizado em ambiente fechado, durante o dia. ESTA FAMÍLIA NÃO COMPREENDE 2234 - Farmacêuticos. 8103 - Supervisores de produção em indústrias de produtos farmacêuticos, cosméticos e afins. 8118 - Operadores de máquinas e instalações de produtos farmacêuticos, cosméticos e afins.

Recursos de trabalho

Balanças; Deionizador; Destilador; Formas de óvulos e supositórios; Geladeira; Máquinas encapsuladoras; Placa de aquecimento; Termômetro; Utensílios de laboratório; Vidraria química.

Quanto ganha um técnico em laboratório de farmácia

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.61610% ganham até R$ 2.129mediana R$ 3.00910% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.451

Entrada × quem já está

R$ 2.129 ao ser admitido · R$ 2.451 para quem tem vínculo ativo +15,1%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de técnico em laboratório de farmácia foi de R$ 2.129 — metade das 1.732 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.616 e os 10% de maior, acima de R$ 3.009.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.451, ou seja, 15,1% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 48 meses.

Considerando a jornada média de 42.9 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 11,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.129
Por ano (12 salários)R$ 25.548
Por semanaR$ 490
Por hora (42.9h/sem)R$ 11,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.144 24,5%
  • Mulheres — R$ 2.126 75,5%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.710 26,2%
  • Mulheres — R$ 2.416 73,8%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 1.696
  • Nordeste 1.686
  • Sudeste 2.302
  • Sul 2.227
  • Centro-Oeste 1.799

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (9 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 541 -75 — R$ 2.741 —
PR 216 +12 — R$ 2.154 —
RJ 201 -6 — R$ 1.871 —
SC 173 -55 — R$ 2.239 —
MG 159 -33 — R$ 2.000 —
BA 120 -38 — R$ 1.721 —
GO 91 -54 — R$ 1.778 —
MA 86 +59 — R$ 1.647 —
CE 47 +12 — R$ 1.757 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

1.905

Desligamentos

2.077

Saldo

-172

Rotatividade

20,5%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jun/26 (+10) saldo negativo · pior: dez/25 (-55)

Em 12 meses houve 1.905 admissões e 2.077 desligamentos de técnico em laboratório de farmácia, o que significa que o mercado formal fechou 172 postos de trabalho no período, com rotatividade de 20,5% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 41,4% foram a pedido do próprio trabalhador e 48,4% por dispensa sem justa causa, além de 7,7% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 41,4%
  • Dispensa sem justa causa 48,4%
  • Fim de contrato 7,7%

Sobre 2.077 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,5% das admissões são de jornada parcial e 0,1% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 5,8%
  • 1 a 4 empregados 9,9%
  • 5 a 9 empregados 15,1%
  • 10 a 19 empregados 18,7%
  • 20 a 49 empregados 17,9%
  • 50 a 99 empregados 10,6%
  • 100 a 249 empregados 7,4%
  • 250 a 499 empregados 2,2%
  • 500 a 999 empregados 6%
  • 1.000 ou mais empregados 6,4%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata técnico em laboratório de farmácia

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Comércio varejista de produtos farmacêuticos, com manipulação de fórmulas 4771702 · 61,7% das admissões 1.176 44h R$ 1.792 R$ 2.151 R$ 2.536 2% 2
Atividades de atendimento hospitalar, exceto pronto socorro e unidades para atendimento a urgências 8610101 · 5,4% das admissões 103 44.9h — R$ 2.078 — 2% 3
Atividades de apoio à gestão de saúde 8660700 · 3,4% das admissões 65 40.1h R$ 1.583 R$ 1.639 R$ 1.687 2% 1
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 3,1% das admissões 59 44h R$ 1.731 R$ 2.575 R$ 3.037 2% 1
Laboratórios clínicos 8640202 · 3,1% das admissões 59 44.1h R$ 1.657 R$ 1.767 R$ 2.150 2% 3
Fabricação de medicamentos alopáticos para uso humano 2121101 · 3% das admissões 57 43.4h R$ 2.153 R$ 2.609 R$ 2.698 3% 3
Comércio varejista de medicamentos veterinários 4771704 · 2,2% das admissões 42 44h R$ 1.857 R$ 2.050 R$ 2.569 3% 2
Comércio varejista de produtos farmacêuticos, sem manipulação de fórmulas 4771701 · 1,8% das admissões 34 43.9h — R$ 1.934 — 2% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como técnico em laboratório de farmácia

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 10.154 vínculos

Idade mediana

41 anos

Tempo de casa

48 meses

No setor público

46,9%

Em empresa do Simples

27,5%

Sexo

  • Mulher 73,5%
  • Homem 26,5%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada41,8h/sem
  • Pessoas com deficiência3,2%
  • Jornada parcial0,2%
  • Em entidade sem fins lucrativos4,9%

Sobre os 10.154 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 50,1%
  • Parda 40,5%
  • Preta 8,3%
  • Amarela 0,9%
  • Indígena 0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Até o 5º ano incompleto 0,2%
  • 5º ano completo 0,2%
  • 6º ao 9º ano 0,3%
  • Fundamental completo 1,3%
  • Médio incompleto 1,6%
  • Médio completo 76,8%
  • Superior incompleto 5,3%
  • Superior completo 14,1%
  • Mestrado 0,2%
  • Doutorado 0,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • 5º ano completo 0,3%
  • 6º a 9º ano 0,3%
  • Fundamental completo 0,6%
  • Médio incompleto 1,4%
  • Médio completo 74,3%
  • Superior incompleto 11,3%
  • Superior completo 11%
  • Pós-graduação 0,7%
  • Mestrado 0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 3,2%
  • 5 a 9 empregados 7,2%
  • 10 a 19 empregados 10,6%
  • 20 a 49 empregados 12,7%
  • 50 a 99 empregados 6,8%
  • 100 a 249 empregados 4,5%
  • 250 a 499 empregados 2,9%
  • 500 a 999 empregados 5,8%
  • 1.000 ou mais empregados 46,4%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de técnico em laboratório de farmácia

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

7,9

CAT no período

63

Óbitos comunicados

1

Idade média no acidente

36 anos

Foram 63 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo técnico em laboratório de farmácia nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 7,9 por mil vínculos ao ano — abaixo da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 57,1% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 42,9% de trajeto (no deslocamento) e 0% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 1 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Trajeto 42,9%
  • Típico 57,1%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 19%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 9,5%
  • Partes múltiplas 9,5%
  • Membros superiores, NIC 7,9%
  • Braço (entre o punho e o ombro) 7,9%

Natureza da lesão

  • Fratura 20,6%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 19%
  • Lesão imediata 14,3%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 14,3%
  • Distensão, torção 9,5%

Agente causador

  • Veículo, NIC 14,5%
  • Escada permanente cujos degraus permitem apoio integral do pé, degrau - superfície utilizada para sustentar pessoas 11,3%
  • Motocicleta, motoneta 9,7%
  • Veículo rodoviário motorizado 8,1%
  • Vidraria, fibra de vidro, lâmina, etc., exceto frasco, garrafa 6,5%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
Z20.9 — Contato com e exposição a doença transmissível não especificada 4 6,3% 4
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 3 4,8% 5.476
S62.6 — Fratura de outros dedos 2 3,2% 24.580
S42 — Fratura do ombro e do braço 2 3,2% 11.388
S72.3 — Fratura da diáfise do fêmur 2 3,2% 4.267
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 2 3,2% 3.531

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Comércio varejista de produtos farmacêuticos, com manipulação de fórmulas) tem RAT 2% e grau de risco 2, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 7,9 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: comércio e reparação de veículos

Informalidade no setor

33,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

24,1%

Rendimento formal × informal

R$ 3.373 × R$ 1.988

No setor de comércio e reparação de veículos — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 33,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio e curso básico de qualificação profissional com mais de quatrocentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre entre quatro e cinco anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 3251.

Qual especialização paga mais na família 3251

Todas as ocupações de técnico em farmácia e em manipulação farmacêutica, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
3251-15 Técnico em farmácia R$ 2.385 R$ 3.024 12.471
3251-10 Técnico em laboratório de farmácia (esta página) R$ 2.129 R$ 2.451 10.154
3251-05 Auxiliar técnico em laboratório de farmácia R$ 1.892 R$ 2.094 11.653

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3251-10.

A Realizar operações farmacotécnicas (18)
  • •Interpretar ficha de manipulação
  • •Calcular componentes da ficha de manipulação
  • •Separar materiais de trabalho
  • •Pesar componentes da ficha de manipulação
  • •Homogeneizar componentes da ficha de manipulação
  • •Tamisar componentes da ficha de manipulação
  • •Filtrar componentes da ficha de manipulação
  • •Triturar componentes da ficha de manipulação
  • •Espatular componentes da ficha de manipulação
  • •Solubilizar componentes da ficha de manipulação
  • •Dispersar componentes da ficha de manipulação
  • •Emulsionar componentes da ficha de manipulação
  • •Dinamizar componentes da ficha de manipulação
  • •Preparar formulações homeopáticas da ficha de manipulação
  • •Encapsular componentes da ficha de manipulação
  • •Separar embalagens da ficha de manipulação
  • •Acondicionar fórmulas acabadas
  • •Rotular fórmulas acabadas
B Conferir fórmulas (5)
  • •Examinar peso médio das cápsulas
  • •Conferir peso e volume das fórmulas
  • •Verificar quantidade das unidades formuladas
  • •Revisar embalagens utilizadas
  • •Vistoriar rotulagem das fórmulas
C Efetuar manutenção de rotina (7)
  • •Calibrar equipamentos
  • •Higienizar equipamentos e utensílios de laboratório
  • •Higienizar local de trabalho
  • •Abastecer recipientes com água purificada
  • •Manter legibilidade dos rótulos das matérias-primas
  • •Solicitar manutenção preventiva e corretiva de equipamentos
  • •Encaminhar para descarte o material contaminado
D Controlar estoques (5)
  • •Conferir matérias-primas
  • •Fracionar matérias-primas
  • •Armazenar matérias-primas e embalagens
  • •Repor matérias-primas e embalagens
  • •Conferir embalagens
E Realizar testes de qualidade (6)
  • •Examinar características organolépticas
  • •Testar solubilidade das matérias-primas
  • •Medir ph
  • •Controlar temperatura de equipamentos e do ambiente
  • •Aferir densidade das matérias-primas
  • •Medir ponto de fusão
F Documentar atividades e procedimentos (5)
  • •Registrar entrada e saída de estoques
  • •Anotar temperatura e umidade do ar
  • •Documentar o processo da manipulação
  • •Listar manutenções de rotina
  • •Registrar dados do controle de qualidade
G Trabalhar de acordo com as boas práticas de manipulação e dispensação (5)
  • •Utilizar equipamento de proteção individual (epi)
  • •Aplicar técnicas de segurança e higiene pessoal
  • •Separar material para descarte
  • •Seguir procedimentos operacionais padrões
  • •Cumprir prazos estabelecidos
Z Demonstrar competências pessoais (13)
  • •Demonstrar iniciativa
  • •Dar provas de capacidade para cálculos
  • •Evidenciar habilidade manual
  • •Manifestar autodisciplina
  • •Demonstrar dinamismo
  • •Evidenciar capacidade de assumir erros
  • •Dar provas de concentração
  • •Trabalhar em equipe
  • •Utilizar recursos de informática
  • •Sugerir consulta com profissional habilitado
  • •Participar de campanhas sanitárias
  • •Transmitir confiança
  • •Trabalhar com segurança

Sinônimos oficiais (1)

Manipulador em laboratório de farmácia

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 3251-10 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um técnico em laboratório de farmácia?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.129 por mês, considerando as 1.732 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.616 (10% menores) a R$ 3.009 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.451 (RAIS 2024), 15.1% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando técnico em laboratório de farmácia?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 1.905 admissões contra 2.077 desligamentos, saldo de -172 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata técnico em laboratório de farmácia?

A atividade econômica que mais contratou foi Comércio varejista de produtos farmacêuticos, com manipulação de fórmulas (CNAE 4771702), com 61,7% das admissões e mediana de R$ 2.151. A ficha de técnico em laboratório de farmácia no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de técnico em laboratório de farmácia?

3251-10 (família 3251 — Técnico em farmácia e em manipulação farmacêutica). A CBO reconhece também os títulos: Manipulador em laboratório de farmácia — todos usam o mesmo código 3251-10. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser técnico em laboratório de farmácia?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3251: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio e curso básico de qualificação profissional com mais de quatrocentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre entre quatro e cinco anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de técnico em laboratório de farmácia?

A taxa é de 7,9 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (19% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é Z20.9 — contato com e exposição a doença transmissível não especificada. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (comércio e reparação de veículos), 33,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 3251-10?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 3251-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3251-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4771702), o RAT é 2%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (29 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3251:

  • •Associação Brasileira de Farmacêuticos Homeopatas (Abfh)
  • •Associação Brasileira de Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag)
  • •Biofarma Farmácia Magistral Ltda.
  • •Conselho Federal de Farmácia
  • •Cuporfer Com. Drogas Med. Ltda.
  • •Drogaervas Nossa Senhora dos Aflitos ME. (Phitofarma)
  • •Drogaria e Perfumaria Tomaz Ltda.
  • •Drogaria Fontes
  • •Farmácia e Laboratório Homeopático Almeida Prado Ltda.
  • •Farmácia e Perfumaria Andrafarma Ltda.
  • •Farmácia Paissandu Ltda.
  • •548 Galênica Farmácia de Manipulação Ltda.
  • •Hervanário Produtos Naturais Ltda.
  • •J.F. Souza Medicamentos ME.
  • •Luvizotto Gonçalves & Companhia Ltda. (Farmácia Galo de Ouro)
  • •Medicativa Aviamento de Receitas Médicas Ltda.
  • •Osmildo Duarte Daumling ME.
  • •Pharmacotécnica Farmácia de Manipulação Ltda.
  • •Silvio Nakano & Companhia Ltda. (Farmácia Promofarma)
  • •Sindicato dos Práticos de Farmácia do Estado de São Paulo
  • •Tecnoshopping Farmácia de Manipulação Ltda. (Farmácia Demarge)
  • •Vera Lúcia Reolon Morlin
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
  • •GLOSSÁRIO
  • •Tamisar: peneirar, padronizando o tamanho do grão.
  • •Dinamizar: diluir e succionar matrizes, segundo técnica homeopática (ou seja, agitar recipiente com técnica apropriada)
  • •Matrizes: fórmulas farmacêuticas originais, a partir da qual chega-se ao medicamen- to final
  • •Organolépticas: características relacionas com os sentidos (tato, paladar, visão, olfato).
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