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CBO 2002 Família 3224 R$ 1.766 na admissão -169 postos em 12 meses 25 atividades

CBO 3224-15 — Auxiliar em saúde bucal

O código 3224-15 identifica a ocupação auxiliar em saúde bucal na CBO 2002, dentro da família 3224 — Técnicos de odontologia. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um auxiliar em saúde bucal

Planejam o trabalho técnico-odontológico em consultórios, clínicas, laboratórios de prótese e em órgãos públicos de saúde. Previnem doença bucal participando de programas de promoção à saúde, projetos educativos e de orientação de higiene bucal. Confeccionam e reparam próteses dentárias humanas, animais e artísticas. Executam procedimentos odontológicos sob supervisão do cirurgião dentista. Administram pessoal e recursos financeiros e materiais. Mobilizam capacidades de comunicação em palestras, orientações e discussões técnicas. As atividades são exercidas conforme normas e procedimentos técnicos e de biossegurança.

Descrição oficial da família 3224 — Técnicos de odontologia, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Os técnicos em prótese dentária atuam em laboratórios privados. Desenvolvem o trabalho individualmente ou em equipe, com auxílio de auxiliares de próteses dentárias. Trabalham em conjunto com o cirurgião dentista para restabelecer a capacidade mastigatória e estética (dentária ou facial) por meio de próteses. Os técnicos em saúde bucal (tsb) atuam em clínicas privadas e, majoritariamente, nos serviços odontológicos municipais, estaduais e federais, sob supervisão de cirurgiões dentistas, em horários irregulares. Orientam a população e os pacientes sobre a prevenção e tratamento das doenças bucais. Os auxiliares em saúde bucal exercem atividades de apoio ao tsb e ao cirurgião dentista. Trabalham em locais fechados, podem permanecer em posições desconfortáveis, durante longos períodos. Podem estar sujeitos a exposições de fotopolimerizadoras, material tóxico, radiação e ruídos, bem como à pressão para cumprimento de agenda de trabalho.

Recursos de trabalho

Aparador de gesso; Autoclave; Bancadas; Cadeira odontológica; Canetas de Alta e Baixa Rotação e Brocas; Cerâmicas; Compressor; Fotopolimerizador; Maçarico; Motores.

Notas oficiais da CBO — inclui a base legal da profissão

Norma regulamentadora: Lei nº 6.710, de 5 de novembro de 1979 - dispõe sobre a profissão de técnico em prótese dentária e determina outras providências Decreto nº 87.689, de 11 de outubro de 1982 - regulamenta a Lei nº 6.710/79. Lei nº 11.889, de 24 de Dezembro de 2008 - regulamenta o exercício das profissões de Técnico em Saúde Bucal - TSB e Auxiliar em Saúde Bucal - ASB.

Quanto ganha um auxiliar em saúde bucal

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.60010% ganham até R$ 1.766mediana R$ 2.21710% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.118

Entrada × quem já está

R$ 1.766 ao ser admitido · R$ 2.118 para quem tem vínculo ativo +19,9%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de auxiliar em saúde bucal foi de R$ 1.766 — metade das 24.872 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.600 e os 10% de maior, acima de R$ 2.217.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.118, ou seja, 19,9% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 34 meses.

Considerando a jornada média de 42.2 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 9,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.766
Por ano (12 salários)R$ 21.192
Por semanaR$ 406
Por hora (42.2h/sem)R$ 9,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 1.751 5,6%
  • Mulheres — R$ 1.767 94,4%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.043 4,9%
  • Mulheres — R$ 2.122 95,1%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 1.655
  • Nordeste 1.658
  • Sudeste 1.831
  • Sul 1.955
  • Centro-Oeste 1.693

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 5.932 -427 — R$ 1.890 —
MG 3.451 -69 — R$ 1.700 —
PR 2.241 -29 — R$ 1.822 —
RJ 1.960 +86 — R$ 1.684 —
SC 1.761 -38 — R$ 2.121 —
GO 1.456 -111 — R$ 1.663 —
RS 1.419 -127 — R$ 1.952 —
BA 1.340 +101 — R$ 1.670 —
DF 1.058 +199 — R$ 1.689 —
ES 958 +18 — R$ 1.770 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

27.084

Desligamentos

27.253

Saldo

-169

Rotatividade

30,2%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jan/26 (+263) saldo negativo · pior: dez/25 (-924)

Em 12 meses houve 27.084 admissões e 27.253 desligamentos de auxiliar em saúde bucal, o que significa que o mercado formal fechou 169 postos de trabalho no período, com rotatividade de 30,2% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 34,9% foram a pedido do próprio trabalhador e 54,9% por dispensa sem justa causa, além de 8% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 34,9%
  • Dispensa sem justa causa 54,9%
  • Fim de contrato 8%

Sobre 27.253 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,7% das admissões são de jornada parcial e 0,1% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 21,8%
  • 1 a 4 empregados 38,4%
  • 5 a 9 empregados 16,1%
  • 10 a 19 empregados 7,5%
  • 20 a 49 empregados 3,2%
  • 50 a 99 empregados 1,9%
  • 100 a 249 empregados 1,9%
  • 250 a 499 empregados 1,6%
  • 500 a 999 empregados 3,2%
  • 1.000 ou mais empregados 4,4%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata auxiliar em saúde bucal

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Atividade odontológica 8630504 · 73,5% das admissões 19.907 43.8h R$ 1.649 R$ 1.768 R$ 1.935 1% 3
Atividades de apoio à gestão de saúde 8660700 · 3% das admissões 815 41.3h R$ 1.638 R$ 1.730 R$ 2.262 2% 1
Atividades de associações de defesa de direitos sociais 9430800 · 2,2% das admissões 602 41.2h R$ 1.613 R$ 2.175 R$ 2.251 2% 1
Serviços de diagnóstico por imagem com uso de radiação ionizante, exceto tomografia 8640205 · 1,7% das admissões 450 43.6h R$ 1.724 R$ 1.834 R$ 1.986 2% 3
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 1,5% das admissões 411 43.7h R$ 1.677 R$ 1.819 R$ 1.894 2% 1
Atividades de atendimento hospitalar, exceto pronto socorro e unidades para atendimento a urgências 8610101 · 1,3% das admissões 364 41.1h R$ 1.643 R$ 1.859 R$ 2.151 2% 3
Atividade médica ambulatorial restrita a consultas 8630503 · 1,3% das admissões 362 43.5h R$ 1.666 R$ 1.828 R$ 1.980 1% 3
Atividade médica ambulatorial com recursos para realização de exames complementares 8630502 · 1,2% das admissões 320 43.4h R$ 1.663 R$ 1.807 R$ 1.957 2% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como auxiliar em saúde bucal

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 90.251 vínculos

Idade mediana

38 anos

Tempo de casa

34 meses

No setor público

28,9%

Em empresa do Simples

38,1%

Sexo

  • Mulher 94,8%
  • Homem 5,2%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada41,4h/sem
  • Pessoas com deficiência0,2%
  • Jornada parcial0,7%
  • Contrato intermitente0,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos7,2%

Sobre os 90.251 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 51,5%
  • Parda 40,9%
  • Preta 6%
  • Amarela 1,1%
  • Indígena 0,5%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,2%
  • Até o 5º ano incompleto 0,1%
  • 5º ano completo 0,2%
  • 6º ao 9º ano 0,4%
  • Fundamental completo 2,4%
  • Médio incompleto 2,1%
  • Médio completo 82,4%
  • Superior incompleto 4,1%
  • Superior completo 8,1%
  • Mestrado 0,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,1%
  • Até 5º ano incompleto 0,1%
  • 6º a 9º ano 0,2%
  • Fundamental completo 1,1%
  • Médio incompleto 1,6%
  • Médio completo 83,6%
  • Superior incompleto 6,9%
  • Superior completo 6,2%
  • Pós-graduação 0,2%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 44,8%
  • 5 a 9 empregados 11,6%
  • 10 a 19 empregados 4,9%
  • 20 a 49 empregados 2,2%
  • 50 a 99 empregados 1,7%
  • 100 a 249 empregados 3,1%
  • 250 a 499 empregados 3,9%
  • 500 a 999 empregados 5,5%
  • 1.000 ou mais empregados 22,3%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de auxiliar em saúde bucal

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

11

CAT no período

810

Idade média no acidente

36 anos

Foram 810 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo auxiliar em saúde bucal nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 11 por mil vínculos ao ano — próxima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 70,6% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 27,5% de trajeto (no deslocamento) e 1,9% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico 70,6%
  • Trajeto 27,5%
  • Doença 1,9%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 44,9%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 10,7%
  • Pé (exceto artelhos) 6,2%
  • Joelho 4,4%
  • Partes múltiplas 4,4%

Natureza da lesão

  • Lesão imediata 24%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 23,3%
  • Outras lesões, NIC 11,6%
  • Fratura 9,6%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 9%

Agente causador

  • Agente do acidente, NIC 12,2%
  • Agente infeccioso ou parasitário (inclui bactéria, fungo, organismo parasitário, vírus, etc.; não inclui produto químico, preparado farmacêutico ou alimento) 11,8%
  • Ferramenta manual sem força motriz, NIC 9,6%
  • Agente do acidente inexistente 6,4%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas 6,3%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
Z20.9 — Contato com e exposição a doença transmissível não especificada 128 15,8% 4
Y28 — Contato com objeto cortante ou penetrante, intenção não determinada 70 8,7% 57
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 26 3,2% 5.476
Y28.9 — Contato com objeto cortante ou penetrante, intenção não determinada - local não especificado 26 3,2% 57
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 25 3,1% 3.531
Y28.8 — Contato com objeto cortante ou penetrante, intenção não determinada - outros locais especificados 19 2,3% 57

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Atividade odontológica) tem RAT 1% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 11 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: administração pública, educação, saúde e serviços sociais

Informalidade no setor

9,6%

Média nacional

37,5%

Conta própria

6,3%

Rendimento formal × informal

R$ 5.009 × R$ 4.613

No setor de administração pública, educação, saúde e serviços sociais — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 9,6% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O acesso a essas ocupações requer formação profissional técnica em nível médio específica: técnico em laboratório de prótese dentária e técnico em saúde bucal e registro no conselho regional de odontologia (cro). Os cursos são oferecidos por instituições de formação profissional e escolas técnicas. A formação profissional dos técnicos oferece, a depender do período que o aluno cursar, a alternativa de atuar como auxiliar em saúde bucal e/ou auxiliar de prótese dentária. O exercício dessas ocupações também é regulamentado pelo cro. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5. 598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 3224.

Qual especialização paga mais na família 3224

Todas as ocupações de técnicos de odontologia, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
3224-25 Técnico em saúde bucal da estratégia de saúde da família R$ 2.364 R$ 2.763 795
3224-10 Protético dentário R$ 2.082 R$ 2.549 3.260
3224-05 Técnico em saúde bucal R$ 1.873 R$ 2.498 19.778
3224-30 Auxiliar em saúde bucal da estratégia de saúde da família R$ 1.869 R$ 2.346 3.218
3224-15 Auxiliar em saúde bucal (esta página) R$ 1.766 R$ 2.118 90.251
3224-20 Auxiliar de prótese dentária R$ 1.804 R$ 1.998 10.857

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3224-15.

A Planejar o trabalho técnico-odontológico (3)
  • •Agendar consultas
  • •Agilizar o atendimento odontológico
  • •Organizar arquivo e fichário
B Prevenir doença bucal (3)
  • •Ensinar técnicas de higiene bucal
  • •Aplicar métodos preventivos para controle da cárie dental
  • •Participar de pesquisas de novos materiais e equipamentos
C Confeccionar próteses dentárias humanas, animais e artísticas (1)
  • •Preparar modelos em gesso
D Executar procedimentos odontológicos sob supervisão (7)
  • •Revelar radiografias intra-orais
  • •Instrumentar o técnico em higiene dental junto à cadeira operatória
  • •Montar radiografias intra-orais
  • •Promover isolamento do campo operatório
  • •Manipular materiais de uso odontológico
  • •Selecionar moldeiras
  • •Prestar primeiros socorros
E Administrar pessoal e recursos financeiros e materiais (1)
  • •Controlar fluxo de caixa
F Trabalhar com biosegurança (1)
  • •Proceder à conservação e à manutenção do equipamento odontológico
Y Comunicar-se (1)
  • •Preencher fichas clínicas
Z Demonstrar competências pessoais (8)
  • •Demonstrar capacidade de delegar
  • •Demonstrar coordenação motora fina
  • •Demonstrar senso estético
  • •Demonstrar capacidade de concentração
  • •Demonstrar percepção visual e táctil
  • •Demonstrar capacidade de abstrair o resultado
  • •Demonstrar capacidade de saber ouvir
  • •Demonstrar capacidade de efetuar atendimento humanizado

Sinônimos oficiais (5)

Atendente de clínica dentáriaAtendente de gabinete dentárioAtendente de serviço odontológicoAtendente odontológicoAuxiliar de dentista

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 3224-15 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um auxiliar em saúde bucal?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.766 por mês, considerando as 24.872 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.600 (10% menores) a R$ 2.217 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.118 (RAIS 2024), 19.9% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando auxiliar em saúde bucal?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 27.084 admissões contra 27.253 desligamentos, saldo de -169 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata auxiliar em saúde bucal?

A atividade econômica que mais contratou foi Atividade odontológica (CNAE 8630504), com 73,5% das admissões e mediana de R$ 1.768. A ficha de auxiliar em saúde bucal no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de auxiliar em saúde bucal?

3224-15 (família 3224 — Técnicos de odontologia). A CBO reconhece também os títulos: Atendente de clínica dentária, Atendente de gabinete dentário, Atendente de serviço odontológico, Atendente odontológico, Auxiliar de dentista — todos usam o mesmo código 3224-15. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser auxiliar em saúde bucal?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3224: O acesso a essas ocupações requer formação profissional técnica em nível médio específica: técnico em laboratório de prótese dentária e técnico em saúde bucal e registro no conselho regional de odontologia (cro). Os cursos são oferecidos por instituições de formação profissional e escolas técnicas. A formação profissional dos técnicos oferece, a depender do período que o aluno cursar, a alternativa de atuar como auxiliar em saúde bucal e/ou auxiliar de prótese dentária. O exercício dessas ocupações também é regulamentado pelo cro. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5. 598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de auxiliar em saúde bucal?

A taxa é de 11 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (44,9% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é Z20.9 — contato com e exposição a doença transmissível não especificada. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (administração pública, educação, saúde e serviços sociais), 9,6% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 3224-15?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 3224-15 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3224-15 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (8630504), o RAT é 1%.

A profissão de auxiliar em saúde bucal é regulamentada?

As notas oficiais da CBO para a família 3224 registram: Norma regulamentadora: Lei nº 6.710, de 5 de novembro de 1979 - dispõe sobre a profissão de técnico em prótese dentária e determina outras providências Decreto nº 87.689, de 11 de outubro de 1982 - regulamenta a Lei nº 6.710/79. Lei nº 11.889, de 24 de Dezembro de 2008 - regulamenta o exercício das profissões de Técnico em Saúde Bucal - TSB e Auxiliar em Saúde Bucal - ASB.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (24 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3224:

  • •Consultório Particular Dr. Luiz Paulo Restiffe de Carvalho
  • •Ero Prótese Odontológica S/C Ltda.
  • •Fundação Zerbini
  • •Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen)
  • •Laboratório de Prótese Prodont
  • •Laboratório Eliezer Freire
  • •Laboratório Márcio Canela
  • •Mund Labo - Laboratório de Prótese Dentária Ltda.
  • •Prefeitura Municipal de Campinas
  • •Prefeitura Municipal de Diadema
  • •Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba
  • •Tecnoprótese Joel Pfeifer
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
  • •GLOSSÁRIO
  • •Anamnese: estudo de doenças e do passado do doente.
  • •Ceroplastia: arte de modelar figuras em cera.
  • •Oclusão: estado do que se acha fechado ou ato de fechar.
  • •Periapical: relativo aos tecidos que cercam a extremidade terminal da raiz de um dente.
  • •Periodontal: relativo ao ou próprio do tecido em torno dos dentes.
  • •Cariostático: substância que age como inibidora da cárie dental.
  • •Moldeira: utensílio em que se põe as substâncias para as moldagens.
  • •UBS: Unidade Básica de Saúde.
  • •Usuário: Titulo utilizado no programa de Estratégia de Saúde da Família para identificar a pessoa que se utiliza do sistema da saúde da família.
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