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CBO 2002 Família 3224 R$ 1.800 na admissão -210 postos em 12 meses 18 atividades

CBO 3224-20 — Auxiliar de prótese dentária

O código 3224-20 identifica a ocupação auxiliar de prótese dentária na CBO 2002, dentro da família 3224 — Técnicos de odontologia. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha13 seções

O que faz um auxiliar de prótese dentária

Planejam o trabalho técnico-odontológico em consultórios, clínicas, laboratórios de prótese e em órgãos públicos de saúde. Previnem doença bucal participando de programas de promoção à saúde, projetos educativos e de orientação de higiene bucal. Confeccionam e reparam próteses dentárias humanas, animais e artísticas. Executam procedimentos odontológicos sob supervisão do cirurgião dentista. Administram pessoal e recursos financeiros e materiais. Mobilizam capacidades de comunicação em palestras, orientações e discussões técnicas. As atividades são exercidas conforme normas e procedimentos técnicos e de biossegurança.

Descrição oficial da família 3224 — Técnicos de odontologia, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Os técnicos em prótese dentária atuam em laboratórios privados. Desenvolvem o trabalho individualmente ou em equipe, com auxílio de auxiliares de próteses dentárias. Trabalham em conjunto com o cirurgião dentista para restabelecer a capacidade mastigatória e estética (dentária ou facial) por meio de próteses. Os técnicos em saúde bucal (tsb) atuam em clínicas privadas e, majoritariamente, nos serviços odontológicos municipais, estaduais e federais, sob supervisão de cirurgiões dentistas, em horários irregulares. Orientam a população e os pacientes sobre a prevenção e tratamento das doenças bucais. Os auxiliares em saúde bucal exercem atividades de apoio ao tsb e ao cirurgião dentista. Trabalham em locais fechados, podem permanecer em posições desconfortáveis, durante longos períodos. Podem estar sujeitos a exposições de fotopolimerizadoras, material tóxico, radiação e ruídos, bem como à pressão para cumprimento de agenda de trabalho.

Recursos de trabalho

Aparador de gesso; Autoclave; Bancadas; Cadeira odontológica; Canetas de Alta e Baixa Rotação e Brocas; Cerâmicas; Compressor; Fotopolimerizador; Maçarico; Motores.

Notas oficiais da CBO — inclui a base legal da profissão

Norma regulamentadora: Lei nº 6.710, de 5 de novembro de 1979 - dispõe sobre a profissão de técnico em prótese dentária e determina outras providências Decreto nº 87.689, de 11 de outubro de 1982 - regulamenta a Lei nº 6.710/79. Lei nº 11.889, de 24 de Dezembro de 2008 - regulamenta o exercício das profissões de Técnico em Saúde Bucal - TSB e Auxiliar em Saúde Bucal - ASB.

Quanto ganha um auxiliar de prótese dentária

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.52310% ganham atéR$ 1.800medianaR$ 2.41910% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 1.998

Entrada × quem já está

R$ 1.800 ao ser admitido · R$ 1.998 para quem tem vínculo ativo +11%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de auxiliar de prótese dentária foi de R$ 1.800 — metade das 3.065 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.523 e os 10% de maior, acima de R$ 2.419.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 1.998, ou seja, 11% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 29 meses.

Considerando a jornada média de 43.2 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 9,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.800
Por ano (12 salários)R$ 21.600
Por semanaR$ 414
Por hora (43.2h/sem)R$ 9,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 1.73655,5%
  • Mulheres — R$ 1.81144,5%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 1.95254%
  • Mulheres — R$ 2.05146%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte1.658
  • Nordeste1.652
  • Sudeste1.824
  • Sul1.972
  • Centro-Oeste1.662

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 875 -30 R$ 1.881
MG 557 +16 R$ 1.679
PR 315 -24 R$ 1.985
RS 208 -34 R$ 1.872
SC 185 -48 R$ 2.078
RJ 181 -48 R$ 1.669
GO 142 -13 R$ 1.661
CE 114 +1 R$ 1.649
BA 86 -13 R$ 1.647
ES 83 +4 R$ 1.772

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

3.194

Desligamentos

3.404

Saldo

-210

Rotatividade

31,4%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: out/25 (+43) saldo negativo · pior: dez/25 (-142)

Em 12 meses houve 3.194 admissões e 3.404 desligamentos de auxiliar de prótese dentária, o que significa que o mercado formal fechou 210 postos de trabalho no período, com rotatividade de 31,4% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 29,8% foram a pedido do próprio trabalhador e 62,7% por dispensa sem justa causa, além de 5,6% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador29,8%
  • Dispensa sem justa causa62,7%
  • Fim de contrato5,6%

Sobre 3.404 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,2% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro15,8%
  • 1 a 4 empregados27%
  • 5 a 9 empregados21,8%
  • 10 a 19 empregados17,6%
  • 20 a 49 empregados10%
  • 50 a 99 empregados3,2%
  • 100 a 249 empregados3,3%
  • 250 a 499 empregados0,2%
  • 500 a 999 empregados0,2%
  • 1.000 ou mais empregados0,9%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata auxiliar de prótese dentária

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Serviços de prótese dentária 3250706 · 61,7% das admissões 1.971 44h R$ 1.642 R$ 1.786 R$ 2.023 2%
Atividade odontológica 8630504 · 24,1% das admissões 770 43.8h R$ 1.637 R$ 1.750 R$ 2.011 1% 3
Fabricação de materiais para medicina e odontologia 3250705 · 3,3% das admissões 106 43.9h R$ 2.009 R$ 2.100 R$ 2.162 3%
Comércio varejista de artigos médicos e ortopédicos 4773300 · 1,4% das admissões 44 44h R$ 1.617 R$ 1.684 R$ 2.061 1% 1
Atividades de atendimento hospitalar, exceto pronto socorro e unidades para atendimento a urgências 8610101 · 1% das admissões 31 40.1h R$ 2.095 2% 3
Fabricação de aparelhos e utensílios para correção de defeitos físicos e aparelhos ortopédicos em geral sob encomenda 3250703 · 0,8% das admissões 24 43.9h R$ 1.928 2%
Outras atividades de atenção à saúde humana não especificadas anteriormente 8690999 · 0,6% das admissões 19 40.6h R$ 1.621 2% 1
Atividades de associações de defesa de direitos sociais 9430800 · 0,6% das admissões 19 40.2h R$ 3.200 2% 1

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como auxiliar de prótese dentária

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 10.857 vínculos

Idade mediana

33 anos

Tempo de casa

29 meses

No setor público

14,7%

Em empresa do Simples

69,1%

Sexo

  • Mulher47,3%
  • Homem52,7%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada42,7h/sem
  • Pessoas com deficiência0,3%
  • Jornada parcial0,3%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,9%

Sobre os 10.857 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca55%
  • Parda38,4%
  • Preta5,5%
  • Amarela0,9%
  • Indígena0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,2%
  • Até o 5º ano incompleto0,2%
  • 5º ano completo0,3%
  • 6º ao 9º ano1,1%
  • Fundamental completo2,9%
  • Médio incompleto5,1%
  • Médio completo81,6%
  • Superior incompleto3%
  • Superior completo5,6%
  • Mestrado0,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,1%
  • Até 5º ano incompleto0,2%
  • 5º ano completo0,1%
  • 6º a 9º ano0,4%
  • Fundamental completo1,7%
  • Médio incompleto3,6%
  • Médio completo85,3%
  • Superior incompleto4,1%
  • Superior completo4,4%
  • Pós-graduação0,2%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados29,8%
  • 5 a 9 empregados22,3%
  • 10 a 19 empregados18,6%
  • 20 a 49 empregados10,5%
  • 50 a 99 empregados2,4%
  • 100 a 249 empregados3,1%
  • 250 a 499 empregados2,2%
  • 500 a 999 empregados3,4%
  • 1.000 ou mais empregados7,8%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de auxiliar de prótese dentária

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

6,6

CAT no período

59

Idade média no acidente

31 anos

Foram 59 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo auxiliar de prótese dentária nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 6,6 por mil vínculos ao ano — abaixo da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 44,1% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 52,5% de trajeto (no deslocamento) e 3,4% doenças ocupacionais — a predominância do trajeto indica que o deslocamento é o principal ponto de exposição nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico44,1%
  • Trajeto52,5%
  • Doença3,4%

Parte do corpo atingida

  • Partes múltiplas25,4%
  • Dedo18,6%
  • Perna (do tornozelo, exclusive, ao joelho, exclusive)6,8%
  • Pé (exceto artelhos)5,1%
  • Mão (exceto punho ou dedos)5,1%

Natureza da lesão

  • Fratura16,9%
  • Lesão imediata15,3%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)15,3%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)6,8%
  • Queimadura ou escaldadura - efeito de temperatura elevada ou efeito do contato com substância quente (inclui queimadura por eletricidade, mas não inclui choque elétrico; não inclui queimadura por substância química, efeito de radiação, queimadura de sol, incapacidade sistêmica como intermação, queimadura por atrito, etc.)6,8%

Agente causador

  • Motocicleta, motoneta15,5%
  • Veículo, NIC15,5%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas12,1%
  • Ferramenta manual sem força motriz, NIC6,9%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas6,9%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
T07 — Traumatismos múltiplos não especificados 4 6,8% 1.358
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 3 5,1% 3.531
V29.9 — Motociclista [qualquer] traumatizado em um acidente de trânsito não especificado 3 5,1% 313
V29 — Motociclista traumatizado em outros acidentes de transporte e em acidentes de transporte não especificados 3 5,1% 313
S80.0 — Contusão do joelho 3 5,1% 1.225
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 2 3,4% 5.476

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Serviços de prótese dentária) tem RAT 2%, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 6,6 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O acesso a essas ocupações requer formação profissional técnica em nível médio específica: técnico em laboratório de prótese dentária e técnico em saúde bucal e registro no conselho regional de odontologia (cro). Os cursos são oferecidos por instituições de formação profissional e escolas técnicas. A formação profissional dos técnicos oferece, a depender do período que o aluno cursar, a alternativa de atuar como auxiliar em saúde bucal e/ou auxiliar de prótese dentária. O exercício dessas ocupações também é regulamentado pelo cro. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5. 598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 3224.

Qual especialização paga mais na família 3224

Todas as ocupações de técnicos de odontologia, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
3224-25 Técnico em saúde bucal da estratégia de saúde da família R$ 2.364 R$ 2.763 795
3224-10 Protético dentário R$ 2.072 R$ 2.549 3.260
3224-05 Técnico em saúde bucal R$ 1.864 R$ 2.498 19.778
3224-30 Auxiliar em saúde bucal da estratégia de saúde da família R$ 1.827 R$ 2.346 3.218
3224-15 Auxiliar em saúde bucal R$ 1.752 R$ 2.118 90.251
3224-20 Auxiliar de prótese dentária (esta página) R$ 1.800 R$ 1.998 10.857

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3224-20.

B Prevenir doença bucal (1)
  • Participar de pesquisas de novos materiais e equipamentos
C Confeccionar próteses dentárias humanas, animais e artísticas (7)
  • Dar acabamento e polimento em próteses
  • Vazar moldes
  • Montar modelos em articuladores
  • Prensar peças protéticas em resina acrílica
  • Fundir peças metálicas
  • Executar inclusões simples
  • Reproduzir modelos
D Executar procedimentos odontológicos sob supervisão (1)
  • Condensar materiais
Y Comunicar-se (1)
  • Anotar fichas clínicas
Z Demonstrar competências pessoais (8)
  • Demonstrar capacidade de delegar
  • Demonstrar coordenação motora fina
  • Demonstrar senso estético
  • Demonstrar capacidade de concentração
  • Demonstrar percepção visual e táctil
  • Demonstrar capacidade de abstrair o resultado
  • Demonstrar capacidade de saber ouvir
  • Demonstrar capacidade de efetuar atendimento humanizado

Perguntas frequentes

Quanto ganha um auxiliar de prótese dentária?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.800 por mês, considerando as 3.065 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.523 (10% menores) a R$ 2.419 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 1.998 (RAIS 2024), 11% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando auxiliar de prótese dentária?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 3.194 admissões contra 3.404 desligamentos, saldo de -210 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata auxiliar de prótese dentária?

A atividade econômica que mais contratou foi Serviços de prótese dentária (CNAE 3250706), com 61,7% das admissões e mediana de R$ 1.786. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de auxiliar de prótese dentária?

3224-20 (família 3224 — Técnicos de odontologia). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser auxiliar de prótese dentária?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3224: O acesso a essas ocupações requer formação profissional técnica em nível médio específica: técnico em laboratório de prótese dentária e técnico em saúde bucal e registro no conselho regional de odontologia (cro). Os cursos são oferecidos por instituições de formação profissional e escolas técnicas. A formação profissional dos técnicos oferece, a depender do período que o aluno cursar, a alternativa de atuar como auxiliar em saúde bucal e/ou auxiliar de prótese dentária. O exercício dessas ocupações também é regulamentado pelo cro. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5. 598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de auxiliar de prótese dentária?

A taxa é de 6,6 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é partes múltiplas (25,4% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é T07 — traumatismos múltiplos não especificados. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 3224-20?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 3224-20 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3224-20 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (3250706), o RAT é 2%.

A profissão de auxiliar de prótese dentária é regulamentada?

As notas oficiais da CBO para a família 3224 registram: Norma regulamentadora: Lei nº 6.710, de 5 de novembro de 1979 - dispõe sobre a profissão de técnico em prótese dentária e determina outras providências Decreto nº 87.689, de 11 de outubro de 1982 - regulamenta a Lei nº 6.710/79. Lei nº 11.889, de 24 de Dezembro de 2008 - regulamenta o exercício das profissões de Técnico em Saúde Bucal - TSB e Auxiliar em Saúde Bucal - ASB.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (24 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3224:

  • Consultório Particular Dr. Luiz Paulo Restiffe de Carvalho
  • Ero Prótese Odontológica S/C Ltda.
  • Fundação Zerbini
  • Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen)
  • Laboratório de Prótese Prodont
  • Laboratório Eliezer Freire
  • Laboratório Márcio Canela
  • Mund Labo - Laboratório de Prótese Dentária Ltda.
  • Prefeitura Municipal de Campinas
  • Prefeitura Municipal de Diadema
  • Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba
  • Tecnoprótese Joel Pfeifer
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
  • GLOSSÁRIO
  • Anamnese: estudo de doenças e do passado do doente.
  • Ceroplastia: arte de modelar figuras em cera.
  • Oclusão: estado do que se acha fechado ou ato de fechar.
  • Periapical: relativo aos tecidos que cercam a extremidade terminal da raiz de um dente.
  • Periodontal: relativo ao ou próprio do tecido em torno dos dentes.
  • Cariostático: substância que age como inibidora da cárie dental.
  • Moldeira: utensílio em que se põe as substâncias para as moldagens.
  • UBS: Unidade Básica de Saúde.
  • Usuário: Titulo utilizado no programa de Estratégia de Saúde da Família para identificar a pessoa que se utiliza do sistema da saúde da família.
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