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CBO 2002 Família 3161 R$ 2.215 na admissão +82 postos em 12 meses 73 atividades

CBO 3161-10 — Técnico em geologia

O código 3161-10 identifica a ocupação técnico em geologia na CBO 2002, dentro da família 3161 — Técnicos em geologia. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 13 seções

O que faz um técnico em geologia

Auxiliam geólogos e engenheiros nos trabalhos de prospecção de recursos minerais. Coletam amostras e processam dados geológicos, geofísicos e geoquímicos. Preparam amostras minerais e monitoram processos de análises laboratoriais. Identificam áreas de potencial mineral por meio de levantamentos topográficos, geológicos e cartográficos. Controlam a qualidade de frente de lavra e participam de estudos de impacto ambiental.

Descrição oficial da família 3161 — Técnicos em geologia, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam em indústrias de extração de minerais metálicos e outros minerais, de extração de petróleo e gás natural, indústrias de construção e de captação, purificação e distribuição de água. São empregados assalariados, com carteira assinada, que trabalham em equipe, sob supervisão ocasional de profissionais de nível superior. O trabalho está sujeito a condições ambientais adversas e posições desconfortáveis durante longos períodos. Frequentemente sofrem exposição de radiação, ruídos, altas temperaturas e material tóxico. Quando em trabalho de campo, podem atuar em locais abertos, em subterrâneos ou outros locais confinados e em grandes altitudes.

Recursos de trabalho

Batéia; Bússola; Computador; GPS-sistema de posicionamento global; Lupa; Marreta; Martelo de geólogo; Teodolito; Trena; Veículos.

Quanto ganha um técnico em geologia

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.71310% ganham até R$ 2.215mediana R$ 5.62010% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 4.978

Entrada × quem já está

R$ 2.215 ao ser admitido · R$ 4.978 para quem tem vínculo ativo +124,7%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de técnico em geologia foi de R$ 2.215 — metade das 425 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.713 e os 10% de maior, acima de R$ 5.620.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 4.978, ou seja, 124,7% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 35 meses.

Considerando a jornada média de 43.5 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 12,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.215
Por ano (12 salários)R$ 26.580
Por semanaR$ 510
Por hora (43.5h/sem)R$ 12,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.168 89,9%
  • Mulheres — R$ 3.538 10,1%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 4.863 82,3%
  • Mulheres — R$ 5.813 17,7%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Nordeste 1.862
  • Sudeste 2.280
  • Centro-Oeste 2.311

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (4 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
RN 118 +65 — R$ 1.781 —
MG 93 -34 — R$ 2.227 —
MT 85 +31 — R$ 2.268 —
BA 40 +21 — R$ 5.608 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

440

Desligamentos

358

Saldo

+82

Rotatividade

34,7%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: mar/26 (+37) saldo negativo · pior: out/25 (-19)

Em 12 meses houve 440 admissões e 358 desligamentos de técnico em geologia, o que significa que o mercado formal abriu 82 postos de trabalho no período, com rotatividade de 34,7% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 25,1% foram a pedido do próprio trabalhador e 62% por dispensa sem justa causa, além de 11,2% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 25,1%
  • Dispensa sem justa causa 62%
  • Fim de contrato 11,2%

Sobre 358 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Contrato intermitente 1,4%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 10,7%
  • 1 a 4 empregados 10,9%
  • 5 a 9 empregados 9,2%
  • 10 a 19 empregados 14%
  • 20 a 49 empregados 7,1%
  • 50 a 99 empregados 19,8%
  • 100 a 249 empregados 5,3%
  • 250 a 499 empregados 11,7%
  • 500 a 999 empregados 7,6%
  • 1.000 ou mais empregados 3,6%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata técnico em geologia

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Atividades de estudos geológicos 7119702 · 44,5% das admissões 196 44h R$ 1.765 R$ 2.033 R$ 3.829 3% 1
Serviços de cartografia, topografia e geodésia 7119701 · 5,5% das admissões 24 43.8h — R$ 2.140 — 2% 1
Seleção e agenciamento de mão de obra 7810800 · 4,3% das admissões 19 43.3h — R$ 2.000 — 3% 1
Serviços de engenharia 7112000 · 3,4% das admissões 15 41.8h — R$ 3.082 — 3% 1
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 2,3% das admissões 10 43.6h — R$ 2.773 — 3% 1

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como técnico em geologia

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 1.032 vínculos

Idade mediana

37 anos

Tempo de casa

35 meses

No setor público

6,2%

Em empresa do Simples

9,8%

Sexo

  • Homem 82,6%
  • Mulher 17,4%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada42,3h/sem
  • Pessoas com deficiência1,3%
  • Jornada parcial0,7%
  • Contrato intermitente2%
  • Em entidade sem fins lucrativos1,6%

Sobre os 1.032 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda 59,7%
  • Branca 29,9%
  • Preta 8,8%
  • Amarela 1,2%
  • Indígena 0,4%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Até o 5º ano incompleto 0,4%
  • 5º ano completo 0,6%
  • 6º ao 9º ano 2,4%
  • Fundamental completo 2,3%
  • Médio incompleto 1,6%
  • Médio completo 57,8%
  • Superior incompleto 5%
  • Superior completo 27,2%
  • Mestrado 1,2%
  • Doutorado 1,4%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Até 5º ano incompleto 1,1%
  • 6º a 9º ano 1,6%
  • Fundamental completo 1,4%
  • Médio incompleto 4,1%
  • Médio completo 72,5%
  • Superior incompleto 5,2%
  • Superior completo 12,7%
  • Pós-graduação 0,7%
  • Mestrado 0,7%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 3,4%
  • 5 a 9 empregados 4,7%
  • 10 a 19 empregados 6,6%
  • 20 a 49 empregados 18,6%
  • 50 a 99 empregados 8,9%
  • 100 a 249 empregados 8,6%
  • 250 a 499 empregados 13,5%
  • 500 a 999 empregados 5,9%
  • 1.000 ou mais empregados 29,7%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas

Informalidade no setor

25,4%

Média nacional

37,5%

Conta própria

23,7%

Rendimento formal × informal

R$ 5.385 × R$ 4.443

No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O exercício pleno das ocupações dos técnicos em geologia ocorre após conclusão do curso técnico de nível médio específico em geologia e comprovada experiência de um a dois anos na área. É desejável que esses profissionais possuam boa formação em ciências básicas, especialmente matemática, física e química, além de curso de qualificação profissional com até duzentas horas/aula. Vale ressaltar que os técnicos em geologia podem exercer algumas atividades pertinentes aos técnicos em mineração.

Texto oficial do MTE para a família 3161.

Qual especialização paga mais na família 3161

Todas as ocupações de técnicos em geologia, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
3161-20 Técnico em geotecnia R$ 3.613 R$ 5.231 439
3161-10 Técnico em geologia (esta página) R$ 2.215 R$ 4.978 1.032
3161-05 Técnico em geofísica R$ 3.025 R$ 3.538 48
3161-15 Técnico em geoquímica R$ 2.473 R$ 3.192 278

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3161-10.

A Fornecer suporte para prospecção de recursos minerais (11)
  • •Definir base operacional de trabalho e apoio logístico
  • •Definir equipe, equipamentos, métodos e padrões de trabalho
  • •Auxiliar na definição de cronograma de trabalho
  • •Treinar equipe de trabalho
  • •Coordenar equipe de trabalho
  • •Administrar custos operacionais
  • •Realizar levantamento topográfico
  • •Realizar mapeamento geológico
  • •Localizar pontos de amostragem
  • •Registrar dados de perfilagem de poços e desvios de furos
  • •Descrever aspectos macroscópicos de amostras
B Coletar amostras geoquímicas, geofísicas e geológicas (13)
  • •Coletar amostras de sedimentos de corrente
  • •Coletar amostras de concentrado de batéia
  • •Coletar amostras de rochas
  • •Coletar amostras de solo
  • •Coletar amostras de trado
  • •Coletar amostras de spt (sondagem de persussão tracionária)
  • •Coletar amostras de testemunhos de sondagem
  • •Coletar amostras de canal
  • •Coletar amostra indeformada
  • •Coletar amostras de plantas e fósseis
  • •Coletar amostras de água
  • •Coletar amostras de gases
  • •Coletar amostras de óleo
C Processar dados geológicos, geofísicos e geoquímicos (6)
  • •Conferir dados
  • •Compilar dados
  • •Avaliar e interpretar dados
  • •Elaborar mapas e perfis geográficos
  • •Elaborar relatórios técnicos
  • •Atualizar mapas e documentos
D Preparar amostras minerais (13)
  • •Homogeneizar amostras
  • •Quartear amostras
  • •Secar amostras
  • •Amostras por via úmida
  • •Separar amostras por granulometria
  • •Britar amostras
  • •Pulverizar amostras
  • •Organizar amostras
  • •Concentrar amostras volumetricamente
  • •Calcular densidades de amostras
  • •Confeccionar lâminas de amostras
  • •Protocolizar amostras conforme normas legais e, em vigência para análises laboratoriais
  • •Monitorar processos de análises laboratoriais
E Identificar áreas de potencial mineral (7)
  • •Efetuar levantamento de publicações técnicas
  • •Identificar áreas de pesquisa
  • •Consultar mapas aerogeofísicos, relatórios e cartas topográficas
  • •Efetuar reconhecimento cartográfico
  • •Identificar vias de acesso
  • •Contatar superficiários para negociações
  • •Efetuar reconhecimento geológico
F Controlar qualidade de frente de lavra (7)
  • •Determinar teor de minério conforme amostragens
  • •Selecionar locais para extração de recursos minerais
  • •Instalar piezômetro
  • •Delimitar áreas de estéril de áreas de minério
  • •Fiscalizar avanço de lavra
  • •Calcular controle de qualidade de pilha de estoque e homogeneização
  • •Gerar informações para cálculo de vida útil da mina
G Participar de estudos de impacto ambiental (7)
  • •Detectar emissão de poluentes no solo
  • •Detectar poluentes em bacias hidrográficas
  • •Detectar índices de desmatamento
  • •Detectar índices de erosão
  • •Detectar emissão de poluentes na atmosfera
  • •Registrar ocorrência de fauna e flora específica
  • •Participar na confecção de planos de recuperação de áreas degradáveis
Y Comunicar-se (4)
  • •Demonstrar liderança
  • •Demonstrar capacidade de expressão oral
  • •Demonstrar capacidade de expressão escrita
  • •Trabalhar em equipe
Z Demonstrar competências pessoais (5)
  • •Demonstrar capacidade de adaptação
  • •Dar provas de resistência física
  • •Demonstrar raciocínio lógico
  • •Demonstrar pragmatismo
  • •Agir com iniciativa

Sinônimos oficiais (3)

Técnico de metalografia e petrografiaTécnico de mineração (pesquisa geológica)Técnico de pesquisa mineral

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 3161-10 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um técnico em geologia?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.215 por mês, considerando as 425 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.713 (10% menores) a R$ 5.620 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 4.978 (RAIS 2024), 124.7% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando técnico em geologia?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 440 admissões contra 358 desligamentos, saldo de +82 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata técnico em geologia?

A atividade econômica que mais contratou foi Atividades de estudos geológicos (CNAE 7119702), com 44,5% das admissões e mediana de R$ 2.033. A ficha de técnico em geologia no Buscador NCM lista os 5 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de técnico em geologia?

3161-10 (família 3161 — Técnicos em geologia). A CBO reconhece também os títulos: Técnico de metalografia e petrografia, Técnico de mineração (pesquisa geológica), Técnico de pesquisa mineral — todos usam o mesmo código 3161-10. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser técnico em geologia?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3161: O exercício pleno das ocupações dos técnicos em geologia ocorre após conclusão do curso técnico de nível médio específico em geologia e comprovada experiência de um a dois anos na área. É desejável que esses profissionais possuam boa formação em ciências básicas, especialmente matemática, física e química, além de curso de qualificação profissional com até duzentas horas/aula. Vale ressaltar que os técnicos em geologia podem exercer algumas atividades pertinentes aos técnicos em mineração.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 3161-10?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 3161-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3161-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (7119702), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (10 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3161:

  • •Anglogold Brasil Ltda.
  • •Companhia Siderúrgica Nacional (Csn)
  • •Minerações Brasileiras Reunidas S.A. (Mbr)
  • •Petróleo Brasileiro S.A.
  • •Planus
  • •Prospecsolos
  • •Rio Doce Geologia e Mineração S.A. (Docegeo)
  • •Rio Tinto Desenvolvimentos Minerais
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional - Cedeplar - Fundep - UFMG
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