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CBO 2002 Família 8201 R$ 3.364 na admissão +1 postos em 12 meses 96 atividades

CBO 8201-20 — Mestre de forno elétrico

O código 8201-20 identifica a ocupação mestre de forno elétrico na CBO 2002, dentro da família 8201 — Supervisores de produção em indústrias siderúrgicas. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 13 seções

O que faz um mestre de forno elétrico

Supervisionam equipe de trabalho, controlam processos de produção siderúrgica e administram metas e resultados de produção; controlam recursos para a produção siderúrgica, elaboram documentação técnica e operacional, controlam o cumprimento de normas e procedimentos técnicos de segurança do trabalho, de meio ambiente e saúde.

Descrição oficial da família 8201 — Supervisores de produção em indústrias siderúrgicas, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Os profissionais dessa família ocupacional trabalham em empresas de siderurgia, metalurgia, fabricação de produtos de metal e, também, de reciclagem. Exercem a profissão na condição de trabalhadores assalariados, com carteira assinada. Atuam sem supervisão, em ambientes fechados e a céu aberto, sendo o horário de trabalho em sistema de rodízio de turnos, que podem ocorrer em períodos diurnos e noturnos. Algumas atividades são realizadas em condições especiais, em situação de estresse e em grandes alturas. Podem, ainda, estar sujeitos à ação de materiais tóxicos, radiação, ruído intenso e altas temperaturas.

Recursos de trabalho

Alto-forno; Computadores e periféricos; Convertedores; Ferro-gusa; Forno de aquecimento; Forno de reaquecimento; Laminador; Máquina de lingotamento contínuo; Regenerador; Tesoura mecânica.

Quanto ganha um mestre de forno elétrico

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.93510% ganham até R$ 3.364mediana R$ 4.91510% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 5.113

Entrada × quem já está

R$ 3.364 ao ser admitido · R$ 5.113 para quem tem vínculo ativo +52%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de mestre de forno elétrico foi de R$ 3.364 — metade das 14 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.935 e os 10% de maior, acima de R$ 4.915.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 5.113, ou seja, 52% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 128 meses.

Considerando a jornada média de 44 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 18,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 3.364
Por ano (12 salários)R$ 40.368
Por semanaR$ 774
Por hora (44h/sem)R$ 18,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 3.364 100%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 5.725 79,5%
  • Mulheres — R$ 2.488 20,5%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

14

Desligamentos

13

Saldo

+1

Rotatividade

14,4%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jan/26 (+5) saldo negativo · pior: fev/26 (-7)

Em 12 meses houve 14 admissões e 13 desligamentos de mestre de forno elétrico, o que significa que o mercado formal abriu 1 posto de trabalho no período, com rotatividade de 14,4% sobre o estoque de vínculos.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 7,7%
  • 1 a 4 empregados 15,4%
  • 20 a 49 empregados 7,7%
  • 500 a 999 empregados 69,2%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata mestre de forno elétrico

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Obras de montagem industrial 4292802 · 50% das admissões 7 — — — — 3% 4
Produção de outros tubos de ferro e aço 2439300 · 7,1% das admissões 1 — — — — 3% 4
Comércio atacadista de outros equipamentos e artigos de uso pessoal e doméstico não especificados anteriormente 4649499 · 7,1% das admissões 1 — — — — 2% 2
Fabricação de biscoitos e bolachas 1092900 · 7,1% das admissões 1 — — — — 3% 3
Produção de ferro gusa 2411300 · 7,1% das admissões 1 — — — — 3% 4
Fundição de ferro e aço 2451200 · 7,1% das admissões 1 — — — — 3% 4
Produção de ferroligas 2412100 · 7,1% das admissões 1 — — — — 3% 4
Fabricação de produtos de padaria e confeitaria com predominância de produção própria 1091102 · 7,1% das admissões 1 — — — — — 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como mestre de forno elétrico

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 90 vínculos

Idade mediana

45 anos

Tempo de casa

128 meses

No setor público

6,7%

Em empresa do Simples

21,1%

Sexo

  • Homem 80%
  • Mulher 20%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada41,7h/sem
  • Pessoas com deficiência2,2%

Sobre os 90 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 47,7%
  • Parda 42%
  • Preta 9,1%
  • Amarela 1,1%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Até o 5º ano incompleto 1,1%
  • 6º ao 9º ano 1,1%
  • Fundamental completo 8,9%
  • Médio incompleto 5,6%
  • Médio completo 72,2%
  • Superior incompleto 1,1%
  • Superior completo 10%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Fundamental completo 7,1%
  • Médio completo 71,4%
  • Superior completo 21,4%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 11,1%
  • 5 a 9 empregados 8,9%
  • 10 a 19 empregados 6,7%
  • 20 a 49 empregados 4,4%
  • 50 a 99 empregados 1,1%
  • 100 a 249 empregados 1,1%
  • 250 a 499 empregados 7,8%
  • 500 a 999 empregados 57,8%
  • 1.000 ou mais empregados 1,1%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: construção

Informalidade no setor

64,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

47,7%

Rendimento formal × informal

R$ 3.960 × R$ 2.195

No setor de construção — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 64,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Essas ocupações são exercidas por profissionais com escolaridade de ensino médio concluído e cursos técnicos em siderurgia e em áreas correlatas. O exercício pleno da função se dá no período de um a dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 8201.

Qual especialização paga mais na família 8201

Todas as ocupações de supervisores de produção em indústrias siderúrgicas, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
8201-05 Mestre de siderurgia R$ 7.025 R$ 10.004 1.357
8201-15 Mestre de alto-forno R$ 7.475 R$ 9.138 762
8201-25 Mestre de laminação R$ 5.142 R$ 8.638 802
8201-10 Mestre de aciaria R$ 3.025 R$ 7.250 537
8201-20 Mestre de forno elétrico (esta página) R$ 3.364 R$ 5.113 90

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 8201-20.

A Supervisionar equipe de trabalho dos processos siderúrgicos (9)
  • •Distribuir atividades de trabalho
  • •Orientar a equipe de trabalho
  • •Controlar freqüência dos trabalhadores
  • •Monitorar cumprimento das normas administrativas da empresa
  • •Identificar necessidade de treinamento
  • •Selecionar pessoal
  • •Treinar equipe de trabalho
  • •Avaliar desempenho profissional
  • •Programar folgas e férias
B Elaborar documentação técnica e operacional dos processos siderúrgicos (9)
  • •Fornecer dados para elaboração de manuais e procedimentos
  • •Elaborar relatórios
  • •Elaborar cronogramas
  • •Emitir pareceres técnicos de produtos, processos e equipamentos
  • •Elaborar material didático
  • •Elaborar materiais para apresentações
  • •Elaborar requisições de material
  • •Elaborar padrões operacionais
  • •Revisar padrões operacionais
C Controlar recursos para produção siderúrgica (13)
  • •Programar suprimentos e insumos metálicos e não-metálicos
  • •Controlar estoques de insumos, suprimenots e produtos
  • •Garantir o suprimento de insumos e matérias-primas
  • •Dimensionar equipe de trabalho
  • •Definir equipamentos, em função da produtividade
  • •Controlar disponibilidade de máquinas, equipamentos e instrumentos
  • •Programar manutenção de máquinas e equipamentos
  • •Organizar arranjo físico, em função do programa de produção
  • •Testar equipamentos
  • •Garantir operação dos equipamentos
  • •Monitorar manutenção de máquinas e equipamentos
  • •Controlar resíduos e desperdícios
  • •Definir ajustes dos equipamentos, em função da produção
D Administrar metas e resultados da produção siderúrgica (14)
  • •Analisar relatórios e registros da produção
  • •Dimensionar capacidade de produção
  • •Negociar metas de produção
  • •Controlar o volume da produção
  • •Analisar pedidos e ordens de serviço
  • •Analisar viabilidade de produção de um novo produto
  • •Analisar causas e não-conformidades
  • •Definir itens de controle dos processos siderúrgicos
  • •Interpretar parâmetros de produção
  • •Definir métodos e processos de produção
  • •Analisar custos da produção
  • •Monitorar pontos críticos da produção
  • •Controlar os custos da produção
  • •Planejar o orçamento anual, por área
E Controlar processos de produção siderúrgica (10)
  • •Determinar padrões de produção
  • •Supervisionar serviços terceirizados
  • •Monitorar padrões de qualidade do processo
  • •Identificar falhas de produção
  • •Implementar ações preventivas e corretivas
  • •Orientar fluxo e movimentação de materiais
  • •Programar produção
  • •Alterar programação de produção
  • •Garantir recursos para escoamento e continuidade da produção
  • •Promover melhorias de produtos e processos
F Controlar o cumprimento das normas de segurança do trabalho e meio ambiente (12)
  • •Fazer análise de risco
  • •Registrar acidentes, incidentes e aspectos ambientais
  • •Monitorar parâmetros ambientais e de segurança
  • •Investigar causas de acidentes, incidentes e aspectos ambientais
  • •Manter a área de trabalho limpa e organizada
  • •Monitorar o uso dos equipamentos de proteção individual (epi)
  • •Promover reuniões
  • •Inspecionar condições de uso dos epi
  • •Simular situações de emergência
  • •Monitorar o cumprimento do exame periódico
  • •Solicitar a inspeção em equipamentos de controle ambiental
  • •Implementar ações contra agressão ao meio ambiente
G Garantir qualidade dos produtos siderúrgicos (9)
  • •Selecionar matéria-prima e insumo, conforme produto a ser fabricado
  • •Controlar características físico-químicas dos produtos
  • •Inspecionar qualidade físico-químicas dos produtos
  • •Identificar defeitos nos produtos
  • •Avaliar índice de produtos não-conformes
  • •Controlar índice de refugos
  • •Monitorar a identificação dos produtos
  • •Elaborar recursos didáticos
  • •Definir ajustes dos equipamentos, em função da qualidade
Z Demonstrar competências pessoais (20)
  • •Liderar equipe
  • •Demonstrar capacidade de persuasão
  • •Raciocinar com rapidez
  • •Comunicar-se com fluência verbal
  • •Demonstrar capacidade de raciocínio analógico
  • •Demonstrar auto-organização
  • •Demonstrar autocontrole
  • •Demonstrar flexibilidade
  • •Agir com iniciativa
  • •Comunicar-se
  • •Demonstrar raciocínio lógico
  • •Relacionar-se com outras pessoas
  • •Demonstrar dinamismo
  • •Trabalhar de forma eficiente
  • •Agir com senso de justiça
  • •Demonstrar fidelidade
  • •Demonstrar predisposição para solicitações (disponibilidade)
  • •Atuar com disciplina
  • •Demonstrar capacidade de motivação
  • •Demonstrar pontualidade

Sinônimos oficiais (1)

Mestre de forno de resistência

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 8201-20 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um mestre de forno elétrico?

A mediana do salário de admissão é R$ 3.364 por mês, considerando as 14 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.935 (10% menores) a R$ 4.915 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 5.113 (RAIS 2024), 52% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando mestre de forno elétrico?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 14 admissões contra 13 desligamentos, saldo de +1 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata mestre de forno elétrico?

A atividade econômica que mais contratou foi Obras de montagem industrial (CNAE 4292802), com 50% das admissões. A ficha de mestre de forno elétrico no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de mestre de forno elétrico?

8201-20 (família 8201 — Supervisores de produção em indústrias siderúrgicas). A CBO reconhece também os títulos: Mestre de forno de resistência — todos usam o mesmo código 8201-20. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser mestre de forno elétrico?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 8201: Essas ocupações são exercidas por profissionais com escolaridade de ensino médio concluído e cursos técnicos em siderurgia e em áreas correlatas. O exercício pleno da função se dá no período de um a dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (construção), 64,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 8201-20?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 8201-20 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 8201-20 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4292802), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (9 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 8201:

  • •Aço Minas Gerais S.A. (Açominas)
  • •Companhia Siderúrgica Belgo-mineira (Usina de João Monlevade-MG)
  • •CST - Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • •Siderúrgica Alterosa Ltda.
  • •Thyssen Fundições Ltda.
  • •Usinas Siderúrgicas Minas Gerais S.A. (Usiminas)
  • •V&M do Brasil S.A.
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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