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CBO 2002 Família 8201 R$ 7.513 na admissão -89 postos em 12 meses 96 atividades

CBO 8201-15 — Mestre de alto-forno

O código 8201-15 identifica a ocupação mestre de alto-forno na CBO 2002, dentro da família 8201 — Supervisores de produção em indústrias siderúrgicas. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha13 seções

O que faz um mestre de alto-forno

Supervisionam equipe de trabalho, controlam processos de produção siderúrgica e administram metas e resultados de produção; controlam recursos para a produção siderúrgica, elaboram documentação técnica e operacional, controlam o cumprimento de normas e procedimentos técnicos de segurança do trabalho, de meio ambiente e saúde.

Descrição oficial da família 8201 — Supervisores de produção em indústrias siderúrgicas, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Os profissionais dessa família ocupacional trabalham em empresas de siderurgia, metalurgia, fabricação de produtos de metal e, também, de reciclagem. Exercem a profissão na condição de trabalhadores assalariados, com carteira assinada. Atuam sem supervisão, em ambientes fechados e a céu aberto, sendo o horário de trabalho em sistema de rodízio de turnos, que podem ocorrer em períodos diurnos e noturnos. Algumas atividades são realizadas em condições especiais, em situação de estresse e em grandes alturas. Podem, ainda, estar sujeitos à ação de materiais tóxicos, radiação, ruído intenso e altas temperaturas.

Recursos de trabalho

Alto-forno; Computadores e periféricos; Convertedores; Ferro-gusa; Forno de aquecimento; Forno de reaquecimento; Laminador; Máquina de lingotamento contínuo; Regenerador; Tesoura mecânica.

Quanto ganha um mestre de alto-forno

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 2.29810% ganham atéR$ 7.513medianaR$ 10.01510% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 9.138

Entrada × quem já está

R$ 7.513 ao ser admitido · R$ 9.138 para quem tem vínculo ativo +21,6%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de mestre de alto-forno foi de R$ 7.513 — metade das 48 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.298 e os 10% de maior, acima de R$ 10.015.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 9.138, ou seja, 21,6% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 54 meses.

Considerando a jornada média de 39 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 43,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 7.513
Por ano (12 salários)R$ 90.156
Por semanaR$ 1.729
Por hora (39h/sem)R$ 43,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 7.513100%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 9.13498,2%
  • Mulheres — R$ 9.7631,8%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Sudeste7.500

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

125

Desligamentos

214

Saldo

-89

Rotatividade

28,1%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: ago/25 (-2) saldo negativo · pior: jul/26 (-16)

Em 12 meses houve 125 admissões e 214 desligamentos de mestre de alto-forno, o que significa que o mercado formal fechou 89 postos de trabalho no período, com rotatividade de 28,1% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 17,3% foram a pedido do próprio trabalhador e 76,2% por dispensa sem justa causa, além de 4,2% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador17,3%
  • Dispensa sem justa causa76,2%
  • Fim de contrato4,2%

Sobre 214 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro8,8%
  • 1 a 4 empregados0,8%
  • 5 a 9 empregados1,6%
  • 10 a 19 empregados4%
  • 20 a 49 empregados7,2%
  • 50 a 99 empregados9,6%
  • 100 a 249 empregados52%
  • 250 a 499 empregados10,4%
  • 500 a 999 empregados2,4%
  • 1.000 ou mais empregados3,2%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata mestre de alto-forno

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Produção de ferro gusa 2411300 · 80% das admissões 100 44h R$ 7.470 3% 4
Fabricação de cimento 2320600 · 3,2% das admissões 4 3% 4
Produção de laminados longos de aço, exceto tubos 2423702 · 2,4% das admissões 3 2% 4
Produção de alumínio e suas ligas em formas primárias 2441501 · 2,4% das admissões 3 2% 4
Fabricação de artefatos de cerâmica e barro cozido para uso na construção, exceto azulejos e pisos 2342702 · 2,4% das admissões 3 3% 3
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 1,6% das admissões 2 2% 1
Fabricação de cal e gesso 2392300 · 1,6% das admissões 2 3% 4

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como mestre de alto-forno

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 762 vínculos

Idade mediana

45 anos

Tempo de casa

54 meses

Em empresa do Simples

6,4%

Sexo

  • Homem98,2%
  • Mulher1,8%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada40h/sem
  • Pessoas com deficiência0,9%

Sobre os 762 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda53,3%
  • Branca38,2%
  • Preta7,9%
  • Amarela0,5%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,3%
  • Até o 5º ano incompleto2,6%
  • 5º ano completo2,1%
  • 6º ao 9º ano7,3%
  • Fundamental completo6,7%
  • Médio incompleto4,1%
  • Médio completo55,2%
  • Superior incompleto3,5%
  • Superior completo18,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Até 5º ano incompleto2,4%
  • 6º a 9º ano2,4%
  • Fundamental completo0,8%
  • Médio incompleto2,4%
  • Médio completo72%
  • Superior incompleto0,8%
  • Superior completo17,6%
  • Pós-graduação0,8%
  • Mestrado0,8%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados1,3%
  • 5 a 9 empregados1%
  • 10 a 19 empregados2%
  • 20 a 49 empregados4,3%
  • 50 a 99 empregados8,3%
  • 100 a 249 empregados36,9%
  • 250 a 499 empregados22,3%
  • 500 a 999 empregados9,6%
  • 1.000 ou mais empregados14,3%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Essas ocupações são exercidas por profissionais com escolaridade de ensino médio concluído e cursos técnicos em siderurgia e em áreas correlatas. O exercício pleno da função se dá no período de um a dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 8201.

Qual especialização paga mais na família 8201

Todas as ocupações de supervisores de produção em indústrias siderúrgicas, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
8201-05 Mestre de siderurgia R$ 7.438 R$ 10.004 1.357
8201-15 Mestre de alto-forno (esta página) R$ 7.513 R$ 9.138 762
8201-25 Mestre de laminação R$ 5.138 R$ 8.638 802
8201-10 Mestre de aciaria R$ 3.113 R$ 7.250 537
8201-20 Mestre de forno elétrico R$ 3.366 R$ 5.113 90

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 8201-15.

A Supervisionar equipe de trabalho dos processos siderúrgicos (9)
  • Distribuir atividades de trabalho
  • Orientar a equipe de trabalho
  • Controlar freqüência dos trabalhadores
  • Monitorar cumprimento das normas administrativas da empresa
  • Identificar necessidade de treinamento
  • Selecionar pessoal
  • Treinar equipe de trabalho
  • Avaliar desempenho profissional
  • Programar folgas e férias
B Elaborar documentação técnica e operacional dos processos siderúrgicos (9)
  • Fornecer dados para elaboração de manuais e procedimentos
  • Elaborar relatórios
  • Elaborar cronogramas
  • Emitir pareceres técnicos de produtos, processos e equipamentos
  • Elaborar material didático
  • Elaborar materiais para apresentações
  • Elaborar requisições de material
  • Elaborar padrões operacionais
  • Revisar padrões operacionais
C Controlar recursos para produção siderúrgica (13)
  • Programar suprimentos e insumos metálicos e não-metálicos
  • Controlar estoques de insumos, suprimenots e produtos
  • Garantir o suprimento de insumos e matérias-primas
  • Dimensionar equipe de trabalho
  • Definir equipamentos, em função da produtividade
  • Controlar disponibilidade de máquinas, equipamentos e instrumentos
  • Programar manutenção de máquinas e equipamentos
  • Organizar arranjo físico, em função do programa de produção
  • Testar equipamentos
  • Garantir operação dos equipamentos
  • Monitorar manutenção de máquinas e equipamentos
  • Controlar resíduos e desperdícios
  • Definir ajustes dos equipamentos, em função da produção
D Administrar metas e resultados da produção siderúrgica (14)
  • Analisar relatórios e registros da produção
  • Dimensionar capacidade de produção
  • Negociar metas de produção
  • Controlar o volume da produção
  • Analisar pedidos e ordens de serviço
  • Analisar viabilidade de produção de um novo produto
  • Analisar causas e não-conformidades
  • Definir itens de controle dos processos siderúrgicos
  • Interpretar parâmetros de produção
  • Definir métodos e processos de produção
  • Analisar custos da produção
  • Monitorar pontos críticos da produção
  • Controlar os custos da produção
  • Planejar o orçamento anual, por área
E Controlar processos de produção siderúrgica (10)
  • Determinar padrões de produção
  • Supervisionar serviços terceirizados
  • Monitorar padrões de qualidade do processo
  • Identificar falhas de produção
  • Implementar ações preventivas e corretivas
  • Orientar fluxo e movimentação de materiais
  • Programar produção
  • Alterar programação de produção
  • Garantir recursos para escoamento e continuidade da produção
  • Promover melhorias de produtos e processos
F Controlar o cumprimento das normas de segurança do trabalho e meio ambiente (12)
  • Fazer análise de risco
  • Registrar acidentes, incidentes e aspectos ambientais
  • Monitorar parâmetros ambientais e de segurança
  • Investigar causas de acidentes, incidentes e aspectos ambientais
  • Manter a área de trabalho limpa e organizada
  • Monitorar o uso dos equipamentos de proteção individual (epi)
  • Promover reuniões
  • Inspecionar condições de uso dos epi
  • Simular situações de emergência
  • Monitorar o cumprimento do exame periódico
  • Solicitar a inspeção em equipamentos de controle ambiental
  • Implementar ações contra agressão ao meio ambiente
G Garantir qualidade dos produtos siderúrgicos (9)
  • Selecionar matéria-prima e insumo, conforme produto a ser fabricado
  • Controlar características físico-químicas dos produtos
  • Inspecionar qualidade físico-químicas dos produtos
  • Identificar defeitos nos produtos
  • Avaliar índice de produtos não-conformes
  • Controlar índice de refugos
  • Monitorar a identificação dos produtos
  • Elaborar recursos didáticos
  • Definir ajustes dos equipamentos, em função da qualidade
Z Demonstrar competências pessoais (20)
  • Liderar equipe
  • Demonstrar capacidade de persuasão
  • Raciocinar com rapidez
  • Comunicar-se com fluência verbal
  • Demonstrar capacidade de raciocínio analógico
  • Demonstrar auto-organização
  • Demonstrar autocontrole
  • Demonstrar flexibilidade
  • Agir com iniciativa
  • Comunicar-se
  • Demonstrar raciocínio lógico
  • Relacionar-se com outras pessoas
  • Demonstrar dinamismo
  • Trabalhar de forma eficiente
  • Agir com senso de justiça
  • Demonstrar fidelidade
  • Demonstrar predisposição para solicitações (disponibilidade)
  • Atuar com disciplina
  • Demonstrar capacidade de motivação
  • Demonstrar pontualidade

Sinônimos oficiais (1)

Supervisor de alto-forno

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 8201-15 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um mestre de alto-forno?

A mediana do salário de admissão é R$ 7.513 por mês, considerando as 48 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 2.298 (10% menores) a R$ 10.015 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 9.138 (RAIS 2024), 21.6% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando mestre de alto-forno?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 125 admissões contra 214 desligamentos, saldo de -89 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata mestre de alto-forno?

A atividade econômica que mais contratou foi Produção de ferro gusa (CNAE 2411300), com 80% das admissões e mediana de R$ 7.470. A lista completa dos 7 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de mestre de alto-forno?

8201-15 (família 8201 — Supervisores de produção em indústrias siderúrgicas). A CBO reconhece também os títulos: Supervisor de alto-forno — todos usam o mesmo código 8201-15. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser mestre de alto-forno?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 8201: Essas ocupações são exercidas por profissionais com escolaridade de ensino médio concluído e cursos técnicos em siderurgia e em áreas correlatas. O exercício pleno da função se dá no período de um a dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 8201-15?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 8201-15 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 8201-15 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (2411300), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (9 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 8201:

  • Aço Minas Gerais S.A. (Açominas)
  • Companhia Siderúrgica Belgo-mineira (Usina de João Monlevade-MG)
  • CST - Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Siderúrgica Alterosa Ltda.
  • Thyssen Fundições Ltda.
  • Usinas Siderúrgicas Minas Gerais S.A. (Usiminas)
  • V&M do Brasil S.A.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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