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CBO 2002 Família 7212 R$ 2.507 na admissão -2.656 postos em 12 meses 57 atividades

CBO 7212-15 — Operador de máquinas-ferramenta convencionais

O código 7212-15 identifica a ocupação operador de máquinas-ferramenta convencionais na CBO 2002, dentro da família 7212 — Preparadores e operadores de máquinas-ferramenta convencionais. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um operador de máquinas-ferramenta convencionais

Preparam, regulam e operam máquinas-ferramenta que usinam peças de metal e compósitos e controlam os parâmetros e a qualidade das peças usinadas, aplicando procedimentos de segurança às tarefas realizadas. Planejam sequências de operações, executam cálculos técnicos; podem implementar ações de preservação do meio ambiente. Dependendo da divisão do trabalho na empresa, podem apenas preparar ou operar as máquinas-ferramenta.

Descrição oficial da família 7212 — Preparadores e operadores de máquinas-ferramenta convencionais, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham em indústrias metalmecânicas, geralmente como assalariados; seu trabalho se desenvolve em rodízios de turnos, com supervisão ocasional. Em algumas atividades, podem ficar em posições desconfortáveis por longos períodos e estar expostos a ruído intenso. CONSULTE 7214 - Operadores de máquinas de usinagem CNC.

Recursos de trabalho

Bits; Brocas; Calibrador, cálibre; Fresa (ferramenta); Jogo de chaves; Micrômetro; Paquímetro; Pastilhas cambiáveis; Relógio comparador, apalpador; Rugosímetro.

Quanto ganha um operador de máquinas-ferramenta convencionais

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.81410% ganham até R$ 2.507mediana R$ 4.34010% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.588

Entrada × quem já está

R$ 2.507 ao ser admitido · R$ 3.588 para quem tem vínculo ativo +43,1%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de operador de máquinas-ferramenta convencionais foi de R$ 2.507 — metade das 28.415 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.814 e os 10% de maior, acima de R$ 4.340.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.588, ou seja, 43,1% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 38 meses.

Considerando a jornada média de 42.8 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 13,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.507
Por ano (12 salários)R$ 30.084
Por semanaR$ 577
Por hora (42.8h/sem)R$ 13,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.540 85,5%
  • Mulheres — R$ 2.262 14,5%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 3.709 89,1%
  • Mulheres — R$ 2.924 10,9%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 2.369
  • Nordeste 2.003
  • Sudeste 2.510
  • Sul 2.543
  • Centro-Oeste 2.668

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 12.764 -1.409 — R$ 2.582 —
MG 3.762 -285 — R$ 2.293 —
SC 3.033 -304 — R$ 2.558 —
RS 2.573 -405 — R$ 2.456 —
PR 2.423 -244 — R$ 2.576 —
RJ 962 +48 — R$ 2.019 —
GO 715 -34 — R$ 2.396 —
BA 551 +13 — R$ 2.673 —
MT 458 -82 — R$ 3.288 —
ES 457 -56 — R$ 2.543 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

30.157

Desligamentos

32.813

Saldo

-2.656

Rotatividade

35,3%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jan/26 (+781) saldo negativo · pior: dez/25 (-1.580)

Em 12 meses houve 30.157 admissões e 32.813 desligamentos de operador de máquinas-ferramenta convencionais, o que significa que o mercado formal fechou 2.656 postos de trabalho no período, com rotatividade de 35,3% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 31,1% foram a pedido do próprio trabalhador e 50,3% por dispensa sem justa causa, além de 14,7% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 31,1%
  • Dispensa sem justa causa 50,3%
  • Fim de contrato 14,7%

Sobre 32.813 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial 0,2%
  • Contrato intermitente 0,4%
  • Pessoa com deficiência 0,7%
  • Jovem aprendiz 4,6%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 6,5%
  • 1 a 4 empregados 7,9%
  • 5 a 9 empregados 8%
  • 10 a 19 empregados 9,8%
  • 20 a 49 empregados 12,6%
  • 50 a 99 empregados 10,1%
  • 100 a 249 empregados 12,1%
  • 250 a 499 empregados 11,7%
  • 500 a 999 empregados 11%
  • 1.000 ou mais empregados 10,4%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata operador de máquinas-ferramenta convencionais

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Serviços de usinagem, tornearia e solda 2539001 · 7,3% das admissões 2.204 44h R$ 2.149 R$ 2.636 R$ 3.828 — 4
Fabricação de outras peças e acessórios para veículos automotores não especificadas anteriormente 2949299 · 7% das admissões 2.121 43.7h R$ 1.953 R$ 2.329 R$ 2.783 3% 3
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 6% das admissões 1.800 43.8h R$ 2.151 R$ 2.339 R$ 2.599 3% 1
Fabricação de peças e acessórios para o sistema motor de veículos automotores 2941700 · 4,2% das admissões 1.274 42.7h R$ 2.517 R$ 2.583 R$ 2.724 3% 3
Fabricação de outros produtos de metal não especificados anteriormente 2599399 · 4% das admissões 1.207 43.4h R$ 2.115 R$ 2.296 R$ 2.886 3% 3
Fabricação de outras máquinas e equipamentos de uso geral não especificados anteriormente, peças e acessórios 2829199 · 2,6% das admissões 796 43.9h R$ 2.349 R$ 2.741 R$ 3.944 3% —
Fabricação de máquinas e equipamentos para a agricultura e pecuária, peças e acessórios, exceto para irrigação 2833000 · 2,2% das admissões 672 43.9h R$ 2.231 R$ 2.622 R$ 3.214 3% 3
Fabricação de máquinas e equipamentos para uso industrial específico não especificados anteriormente, peças e acessórios 2869100 · 1,9% das admissões 558 44h R$ 2.374 R$ 3.165 R$ 4.335 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como operador de máquinas-ferramenta convencionais

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 92.906 vínculos

Idade mediana

39 anos

Tempo de casa

38 meses

No setor público

1,5%

Em empresa do Simples

26,6%

Sexo

  • Homem 89,2%
  • Mulher 10,8%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,2h/sem
  • Pessoas com deficiência2,3%
  • Jornada parcial0,2%
  • Contrato intermitente0,3%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,1%

Sobre os 92.906 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 56,8%
  • Parda 34%
  • Preta 8,2%
  • Amarela 0,7%
  • Indígena 0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,2%
  • Até o 5º ano incompleto 1,1%
  • 5º ano completo 1,4%
  • 6º ao 9º ano 3,3%
  • Fundamental completo 7,8%
  • Médio incompleto 7%
  • Médio completo 74,7%
  • Superior incompleto 2,1%
  • Superior completo 2,4%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,3%
  • Até 5º ano incompleto 0,5%
  • 5º ano completo 0,6%
  • 6º a 9º ano 2,1%
  • Fundamental completo 5,1%
  • Médio incompleto 9,2%
  • Médio completo 77,7%
  • Superior incompleto 2,3%
  • Superior completo 2,1%
  • Pós-graduação 0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 7%
  • 5 a 9 empregados 8%
  • 10 a 19 empregados 10,4%
  • 20 a 49 empregados 11,7%
  • 50 a 99 empregados 9,1%
  • 100 a 249 empregados 12,3%
  • 250 a 499 empregados 11,4%
  • 500 a 999 empregados 12,9%
  • 1.000 ou mais empregados 17,1%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de operador de máquinas-ferramenta convencionais

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

40,2

CAT no período

2.991

Óbitos comunicados

8

Idade média no acidente

36 anos

Foram 2.991 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo operador de máquinas-ferramenta convencionais nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 40,2 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 80,7% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 17,5% de trajeto (no deslocamento) e 1,8% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 8 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico 80,7%
  • Trajeto 17,5%
  • Doença 1,8%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 39,4%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 11%
  • Pé (exceto artelhos) 5,1%
  • Braço (entre o punho e o ombro) 3,6%
  • Olho (inclusive nervo ótico e visão) 3,3%

Natureza da lesão

  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 26,5%
  • Fratura 18,2%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 14,1%
  • Lesão imediata 11,8%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 9%

Agente causador

  • Metal - inclui liga 16,4%
  • Furadeira, broqueadeira, torno, fresa - máquina 9,3%
  • Máquina, NIC 8,3%
  • Motocicleta, motoneta 7%
  • Ferramenta, máquina, equipamento, veículo, NIC 4,4%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 242 8,1% 3.531
S62.6 — Fratura de outros dedos 197 6,6% 24.580
S61 — Ferimento do punho e da mão 133 4,4% 3.531
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 117 3,9% 1.634
S61.1 — Ferimento de dedo(s) com lesão da unha 82 2,7% 3.531
S60.2 — Contusão de outras partes do punho e da mão 67 2,2% 1.634

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se o ensino fundamental e cursos de qualificação profissional de mais de quatrocentas horas/aula, no caso do preparador de máquinasferramenta e entre duzentas e quatrocentas horas para as demais ocupações. O exercício pleno das atividades requer entre um e dois anos de experiência, sendo que as maiores exigências recaem no profissional que atua com mandriladora. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7212.

Qual especialização paga mais na família 7212

Todas as ocupações de preparadores e operadores de máquinas-ferramenta convencionais, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7212-05 Operador de máquina de eletroerosão R$ 2.859 R$ 4.602 1.943
7212-25 Preparador de máquinas-ferramenta R$ 2.782 R$ 4.477 20.632
7212-20 Operador de usinagem convencional por abrasão R$ 2.358 R$ 3.766 5.847
7212-15 Operador de máquinas-ferramenta convencionais (esta página) R$ 2.507 R$ 3.588 92.906
7212-10 Operador de máquinas operatrizes R$ 2.406 R$ 3.498 46.395

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7212-15.

A Planejar seqüência de operações (2)
  • •Interpretar desenho técnico
  • •Selecionar material para usinagem
B Executar cálculos técnicos (4)
  • •Consultar desenho do produto
  • •Consultar manual técnico, tabelas, dados específicos e normas
  • •Utilizar parâmetros do equipamento
  • •Aplicar dados do fabricante e da ferramenta
C Preparar máquinas (4)
  • •Realizar manutenção de primeiro nível
  • •Afiar ferramenta de corte
  • •Fixar ferramenta na máquina
  • •Regular máquina
D Operar máquinas-ferramenta (6)
  • •Interpretar plano de operações
  • •Executar processo de usinagem
  • •Controlar qualidade do produto no processo (visual e dimensional)
  • •Corrigir imperfeições da ferramenta (desgaste e quebra)
  • •Maximizar o rendimento da máquina
  • •Registrar o lote de peças
E Controlar as peças usinadas (5)
  • •Verificar a validade da calibração do instrumento
  • •Verificar calibração do instrumento
  • •Controlar dimensionalmente as peças
  • •Controlar a qualidade da peça usinada, conforme padrão estabelecido
  • •Utilizar o controle estatístico do processo (cep)
F Manter a comunicação com a equipe (9)
  • •Trocar informações sobre o andamento do serviço
  • •Registrar desvios do processo, no livro de ocorrências
  • •Prestar apoio técnico e profissional
  • •Prestar informações claras e objetivas
  • •Comunicar-se com o setor de manutenção para providências
  • •Manter atualizado o registro de produção
  • •Registrar informações sobre alterações realizadas
  • •Comunicar-se com o setor responsável para transporte de resíduo
  • •Requisitar material de consumo
G Aplicar procedimentos de segurança (10)
  • •Utilizar equipamentos de proteção individual (epi) e de proteção coletiva (epc)
  • •Cumprir normas de segurança
  • •Inspecionar condição de equipamentos e ferramentas
  • •Manter ordem e limpeza no local de trabalho
  • •Identificar necessidades de manutenção
  • •Manter em condições adequadas os equipamentos de içamento
  • •Operar equipamentos de içamento, conforme normas e procedimentos
  • •Avaliar a qualidade dos equipamentos de proteção individual (epi) e de proteção coletiva (epc)
  • •Prestar primeiros socorros, conforme procedimentos
  • •Propor soluções para eliminar situações de risco de segurança
H Implementar ações de preservação do meio ambiente (7)
  • •Selecionar resíduos industriais
  • •Acondicionar resíduos em locais estabelecidos
  • •Identificar resíduos e produtos
  • •Quantificar volume de resíduo para descarte
  • •Propor soluções para eliminar situações de risco ambiental
  • •Manusear produtos químicos, conforme normas do fabricante
  • •Monitorar ações de implementação da preservação do meio ambiente
Z Demonstrar competências pessoais (10)
  • •Zelar pelo patrimônio da empresa
  • •Demonstrar capacidade de comunicação
  • •Relacionar-se com profissionalismo
  • •Agir com espírito de equipe
  • •Cumprir prazos
  • •Trabalhar com criatividade
  • •Tomar decisões
  • •Resolver problemas com agilidade
  • •Acompanhar desenvolvimento de novas ferramentas
  • •Operar aplicativos de informática

Sinônimos oficiais (8)

Auxiliar de torneiro mecânicoFresador (fresadora universal)MandriladorOperador de furadeirasPlainador de metais (plaina limadora)Torneiro ajustadorTorneiro ferramenteiroTorneiro mecânico

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7212-15 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um operador de máquinas-ferramenta convencionais?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.507 por mês, considerando as 28.415 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.814 (10% menores) a R$ 4.340 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.588 (RAIS 2024), 43.1% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando operador de máquinas-ferramenta convencionais?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 30.157 admissões contra 32.813 desligamentos, saldo de -2.656 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata operador de máquinas-ferramenta convencionais?

A atividade econômica que mais contratou foi Serviços de usinagem, tornearia e solda (CNAE 2539001), com 7,3% das admissões e mediana de R$ 2.636. A ficha de operador de máquinas-ferramenta convencionais no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de operador de máquinas-ferramenta convencionais?

7212-15 (família 7212 — Preparadores e operadores de máquinas-ferramenta convencionais). A CBO reconhece também os títulos: Auxiliar de torneiro mecânico, Fresador (fresadora universal), Mandrilador, Operador de furadeiras, Plainador de metais (plaina limadora), Torneiro ajustador, Torneiro ferramenteiro, Torneiro mecânico — todos usam o mesmo código 7212-15. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser operador de máquinas-ferramenta convencionais?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7212: Para o exercício dessas ocupações requer-se o ensino fundamental e cursos de qualificação profissional de mais de quatrocentas horas/aula, no caso do preparador de máquinasferramenta e entre duzentas e quatrocentas horas para as demais ocupações. O exercício pleno das atividades requer entre um e dois anos de experiência, sendo que as maiores exigências recaem no profissional que atua com mandriladora. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de operador de máquinas-ferramenta convencionais?

A taxa é de 40,2 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (39,4% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7212-15?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7212-15 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7212-15 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (19 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7212:

  • •Astra S.A. Indústria e Comércio
  • •Caterpillar Brasil Ltda.
  • •Escola do Sindicato dos Metalúrgicos São Paulo
  • •Furnas Centrais Elétricas S.A.
  • •Mahle-Metal Leve S.A.
  • •Meritor do Brasil
  • •Proloy Indústria e Comércio de Metais e Plásticos Ltda.
  • •Sachs Automotive Brasil
  • •Segerstrom do Brasil Ltda.
  • •Siemens Ltda.
  • •Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco
  • •Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo
  • •Udinese Metais
  • •Voith S.A.
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
  • •GLOSSÁRIO
  • •EPI: Equipamento de Proteção Individual.
  • •EPC: Equipamento de Proteção Coletiva.
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