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CBO 2002 Família 7212 R$ 2.766 na admissão -1.656 postos em 12 meses 67 atividades

CBO 7212-25 — Preparador de máquinas-ferramenta

O código 7212-25 identifica a ocupação preparador de máquinas-ferramenta na CBO 2002, dentro da família 7212 — Preparadores e operadores de máquinas-ferramenta convencionais. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um preparador de máquinas-ferramenta

Preparam, regulam e operam máquinas-ferramenta que usinam peças de metal e compósitos e controlam os parâmetros e a qualidade das peças usinadas, aplicando procedimentos de segurança às tarefas realizadas. Planejam sequências de operações, executam cálculos técnicos; podem implementar ações de preservação do meio ambiente. Dependendo da divisão do trabalho na empresa, podem apenas preparar ou operar as máquinas-ferramenta.

Descrição oficial da família 7212 — Preparadores e operadores de máquinas-ferramenta convencionais, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham em indústrias metalmecânicas, geralmente como assalariados; seu trabalho se desenvolve em rodízios de turnos, com supervisão ocasional. Em algumas atividades, podem ficar em posições desconfortáveis por longos períodos e estar expostos a ruído intenso. CONSULTE 7214 - Operadores de máquinas de usinagem CNC.

Recursos de trabalho

Bits; Brocas; Calibrador, cálibre; Fresa (ferramenta); Jogo de chaves; Micrômetro; Paquímetro; Pastilhas cambiáveis; Relógio comparador, apalpador; Rugosímetro.

Quanto ganha um preparador de máquinas-ferramenta

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.95910% ganham atéR$ 2.766medianaR$ 4.32110% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 4.477

Entrada × quem já está

R$ 2.766 ao ser admitido · R$ 4.477 para quem tem vínculo ativo +61,9%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de preparador de máquinas-ferramenta foi de R$ 2.766 — metade das 3.191 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.959 e os 10% de maior, acima de R$ 4.321.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 4.477, ou seja, 61,9% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 70 meses.

Considerando a jornada média de 43.5 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 14,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.766
Por ano (12 salários)R$ 33.192
Por semanaR$ 637
Por hora (43.5h/sem)R$ 14,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.80592,8%
  • Mulheres — R$ 2.3797,2%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 4.57292,5%
  • Mulheres — R$ 3.5717,5%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte2.057
  • Nordeste1.768
  • Sudeste2.907
  • Sul2.620
  • Centro-Oeste2.105

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (9 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 1.841 -978 R$ 2.937
RS 343 -91 R$ 2.453
SC 290 -255 R$ 2.835
MG 275 -121 R$ 2.582
PR 244 -124 R$ 2.522
GO 44 +6 R$ 1.870
MT 41 -10 R$ 2.383
BA 33 -1 R$ 2.050
RJ 33 -23 R$ 2.550

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

3.291

Desligamentos

4.947

Saldo

-1.656

Rotatividade

24%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jun/26 (-22) saldo negativo · pior: jan/26 (-288)

Em 12 meses houve 3.291 admissões e 4.947 desligamentos de preparador de máquinas-ferramenta, o que significa que o mercado formal fechou 1.656 postos de trabalho no período, com rotatividade de 24% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 27,5% foram a pedido do próprio trabalhador e 60,3% por dispensa sem justa causa, além de 7,8% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador27,5%
  • Dispensa sem justa causa60,3%
  • Fim de contrato7,8%

Sobre 4.947 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial0,1%
  • Contrato intermitente1%
  • Pessoa com deficiência0,8%
  • Jovem aprendiz0,2%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro6%
  • 1 a 4 empregados5,7%
  • 5 a 9 empregados6,2%
  • 10 a 19 empregados11,6%
  • 20 a 49 empregados17,6%
  • 50 a 99 empregados11,2%
  • 100 a 249 empregados14,2%
  • 250 a 499 empregados8,3%
  • 500 a 999 empregados10,1%
  • 1.000 ou mais empregados9,1%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata preparador de máquinas-ferramenta

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de outras peças e acessórios para veículos automotores não especificadas anteriormente 2949299 · 7,7% das admissões 252 43.5h R$ 2.577 R$ 2.969 R$ 3.685 3% 3
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 5,3% das admissões 174 43.6h R$ 2.542 R$ 3.239 R$ 3.890 3% 1
Serviços de usinagem, tornearia e solda 2539001 · 5% das admissões 165 43.9h R$ 2.194 R$ 2.864 R$ 3.930 4
Fabricação de artefatos de material plástico para outros usos não especificados anteriormente 2229399 · 4% das admissões 132 43.6h R$ 2.335 R$ 3.021 R$ 3.596 3% 3
Fabricação de outros produtos de metal não especificados anteriormente 2599399 · 4% das admissões 131 43.8h R$ 2.725 R$ 3.089 R$ 3.714 3% 3
Fabricação de embalagens de material plástico 2222600 · 3,8% das admissões 126 43.2h R$ 2.452 R$ 3.050 R$ 3.617 3% 3
Fabricação de peças e acessórios para o sistema de direção e suspensão de veículos automotores 2944100 · 3,2% das admissões 105 42.5h R$ 2.442 R$ 2.487 R$ 2.746 3% 3
Fabricação de outras máquinas e equipamentos de uso geral não especificados anteriormente, peças e acessórios 2829199 · 2,7% das admissões 89 44h R$ 2.605 R$ 3.617 R$ 4.158 3%

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como preparador de máquinas-ferramenta

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 20.632 vínculos

Idade mediana

40 anos

Tempo de casa

70 meses

Em empresa do Simples

14,5%

Sexo

  • Homem92,6%
  • Mulher7,4%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,5h/sem
  • Pessoas com deficiência2,5%
  • Contrato intermitente0,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,3%

Sobre os 20.632 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca63,1%
  • Parda28,6%
  • Preta7,4%
  • Amarela0,8%
  • Indígena0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,1%
  • Até o 5º ano incompleto0,9%
  • 5º ano completo1,2%
  • 6º ao 9º ano2,9%
  • Fundamental completo7,8%
  • Médio incompleto5,9%
  • Médio completo73,7%
  • Superior incompleto3,4%
  • Superior completo4%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,2%
  • Até 5º ano incompleto0,7%
  • 5º ano completo0,6%
  • 6º a 9º ano1,5%
  • Fundamental completo4,6%
  • Médio incompleto5,7%
  • Médio completo80,8%
  • Superior incompleto2,5%
  • Superior completo3,1%
  • Pós-graduação0,2%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados2,5%
  • 5 a 9 empregados3,4%
  • 10 a 19 empregados6%
  • 20 a 49 empregados10,2%
  • 50 a 99 empregados9,3%
  • 100 a 249 empregados14,1%
  • 250 a 499 empregados10,4%
  • 500 a 999 empregados15,9%
  • 1.000 ou mais empregados28,2%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de preparador de máquinas-ferramenta

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

34,8

CAT no período

578

Óbitos comunicados

1

Idade média no acidente

38 anos

Foram 578 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo preparador de máquinas-ferramenta nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 34,8 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 82,4% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 15,9% de trajeto (no deslocamento) e 1,7% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 1 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico82,4%
  • Trajeto15,9%
  • Doença1,7%

Parte do corpo atingida

  • Dedo39,4%
  • Mão (exceto punho ou dedos)9,9%
  • Pé (exceto artelhos)4,2%
  • Braço (entre o punho e o ombro)3,8%
  • Olho (inclusive nervo ótico e visão)3,5%

Natureza da lesão

  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)27,2%
  • Fratura18,2%
  • Lesão imediata14,7%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)10,4%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)8%

Agente causador

  • Máquina, NIC12,3%
  • Metal - inclui liga10,7%
  • Ferramenta, máquina, equipamento, veículo, NIC7,6%
  • Prensa - máquina5,2%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas5%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 55 9,5% 3.531
S62.6 — Fratura de outros dedos 37 6,4% 24.580
S61 — Ferimento do punho e da mão 21 3,6% 3.531
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 17 2,9% 1.634
S61.9 — Ferimento do punho e da mão, parte não especificada 12 2,1% 3.531
S60 — Traumatismo superficial do punho e da mão 10 1,7% 1.634

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Fabricação de outras peças e acessórios para veículos automotores não especificadas anteriormente) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 34,8 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se o ensino fundamental e cursos de qualificação profissional de mais de quatrocentas horas/aula, no caso do preparador de máquinasferramenta e entre duzentas e quatrocentas horas para as demais ocupações. O exercício pleno das atividades requer entre um e dois anos de experiência, sendo que as maiores exigências recaem no profissional que atua com mandriladora. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7212.

Qual especialização paga mais na família 7212

Todas as ocupações de preparadores e operadores de máquinas-ferramenta convencionais, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7212-05 Operador de máquina de eletroerosão R$ 2.808 R$ 4.602 1.943
7212-25 Preparador de máquinas-ferramenta (esta página) R$ 2.766 R$ 4.477 20.632
7212-20 Operador de usinagem convencional por abrasão R$ 2.339 R$ 3.766 5.847
7212-15 Operador de máquinas-ferramenta convencionais R$ 2.503 R$ 3.588 92.906
7212-10 Operador de máquinas operatrizes R$ 2.402 R$ 3.498 46.395

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7212-25.

A Planejar seqüência de operações (10)
  • Interpretar dados do cliente
  • Definir prioridades
  • Interpretar desenho técnico
  • Analisar capacidade de usinagem da máquina
  • Selecionar máquina de acordo com a demanda de produção
  • Selecionar material para usinagem
  • Selecionar componentes e acessórios para usinagem
  • Selecionar ferramentas a serem requisitadas
  • Aplicar método para controle do processo
  • Selecionar instrumentação para medição
B Executar cálculos técnicos (8)
  • Consultar desenho do produto
  • Identificar tipo de cálculo
  • Consultar manual técnico, tabelas, dados específicos e normas
  • Calcular parâmetros de usinagem
  • Utilizar parâmetros do equipamento
  • Aplicar dados do fabricante e da ferramenta
  • Calcular o avanço, a rotação por minuto (rpm) e os golpes por minuto (gpm)
  • Avaliar o consumo de ferramentas
C Preparar máquinas (8)
  • Interpretar processo de fabricação
  • Realizar manutenção de primeiro nível
  • Fixar dispositivo e peça na máquina de acordo com o processo de fabricação
  • Avaliar as características da ferramenta a ser utilizada
  • Afiar ferramenta de corte
  • Fixar ferramenta na máquina
  • Regular máquina
  • Orientar operador
D Operar máquinas-ferramenta (3)
  • Interpretar plano de operações
  • Corrigir imperfeições da ferramenta (desgaste e quebra)
  • Maximizar o rendimento da máquina
E Controlar as peças usinadas (3)
  • Verificar a validade da calibração do instrumento
  • Calibrar ferramenta
  • Ajustar parâmetro da máquina
F Manter a comunicação com a equipe (8)
  • Trocar informações sobre o andamento do serviço
  • Prestar apoio técnico e profissional
  • Prestar informações claras e objetivas
  • Comunicar-se com o setor de manutenção para providências
  • Integrar-se com outras áreas para ajustes de tempos e correções técnicas
  • Registrar informações sobre alterações realizadas
  • Comunicar-se com o setor responsável para transporte de resíduo
  • Requisitar material de consumo
G Aplicar procedimentos de segurança (10)
  • Utilizar equipamentos de proteção individual (epi) e de proteção coletiva (epc)
  • Cumprir normas de segurança
  • Inspecionar condição de equipamentos e ferramentas
  • Manter ordem e limpeza no local de trabalho
  • Identificar necessidades de manutenção
  • Manter em condições adequadas os equipamentos de içamento
  • Operar equipamentos de içamento, conforme normas e procedimentos
  • Avaliar a qualidade dos equipamentos de proteção individual (epi) e de proteção coletiva (epc)
  • Prestar primeiros socorros, conforme procedimentos
  • Propor soluções para eliminar situações de risco de segurança
H Implementar ações de preservação do meio ambiente (7)
  • Selecionar resíduos industriais
  • Acondicionar resíduos em locais estabelecidos
  • Identificar resíduos e produtos
  • Quantificar volume de resíduo para descarte
  • Propor soluções para eliminar situações de risco ambiental
  • Manusear produtos químicos, conforme normas do fabricante
  • Monitorar ações de implementação da preservação do meio ambiente
Z Demonstrar competências pessoais (10)
  • Zelar pelo patrimônio da empresa
  • Demonstrar capacidade de comunicação
  • Relacionar-se com profissionalismo
  • Agir com espírito de equipe
  • Cumprir prazos
  • Trabalhar com criatividade
  • Tomar decisões
  • Resolver problemas com agilidade
  • Acompanhar desenvolvimento de novas ferramentas
  • Operar aplicativos de informática

Sinônimos oficiais (11)

Preparador de ferramentas para máquinas-ferramentaPreparador de fresadora copiadoraPreparador de fresadora de engrenagensPreparador de furadeiraPreparador de máquina de tarraxarPreparador de máquina de transferênciaPreparador de prensa mecânica de metaisPreparador de retificadora sem centroPreparador de torno automáticoPreparador de torno copiadorPreparador de torno revólver

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7212-25 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um preparador de máquinas-ferramenta?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.766 por mês, considerando as 3.191 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.959 (10% menores) a R$ 4.321 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 4.477 (RAIS 2024), 61.9% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando preparador de máquinas-ferramenta?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 3.291 admissões contra 4.947 desligamentos, saldo de -1.656 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata preparador de máquinas-ferramenta?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de outras peças e acessórios para veículos automotores não especificadas anteriormente (CNAE 2949299), com 7,7% das admissões e mediana de R$ 2.969. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de preparador de máquinas-ferramenta?

7212-25 (família 7212 — Preparadores e operadores de máquinas-ferramenta convencionais). A CBO reconhece também os títulos: Preparador de ferramentas para máquinas-ferramenta, Preparador de fresadora copiadora, Preparador de fresadora de engrenagens, Preparador de furadeira, Preparador de máquina de tarraxar, Preparador de máquina de transferência, Preparador de prensa mecânica de metais, Preparador de retificadora sem centro, entre outros — todos usam o mesmo código 7212-25. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser preparador de máquinas-ferramenta?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7212: Para o exercício dessas ocupações requer-se o ensino fundamental e cursos de qualificação profissional de mais de quatrocentas horas/aula, no caso do preparador de máquinasferramenta e entre duzentas e quatrocentas horas para as demais ocupações. O exercício pleno das atividades requer entre um e dois anos de experiência, sendo que as maiores exigências recaem no profissional que atua com mandriladora. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de preparador de máquinas-ferramenta?

A taxa é de 34,8 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (39,4% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7212-25?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7212-25 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7212-25 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (2949299), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (19 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7212:

  • Astra S.A. Indústria e Comércio
  • Caterpillar Brasil Ltda.
  • Escola do Sindicato dos Metalúrgicos São Paulo
  • Furnas Centrais Elétricas S.A.
  • Mahle-Metal Leve S.A.
  • Meritor do Brasil
  • Proloy Indústria e Comércio de Metais e Plásticos Ltda.
  • Sachs Automotive Brasil
  • Segerstrom do Brasil Ltda.
  • Siemens Ltda.
  • Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco
  • Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo
  • Udinese Metais
  • Voith S.A.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
  • GLOSSÁRIO
  • EPI: Equipamento de Proteção Individual.
  • EPC: Equipamento de Proteção Coletiva.
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