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CBO 2002 Família 3147 -27 postos em 12 meses 57 atividades

CBO 3147-20 — Técnico de laminação em siderurgia

O código 3147-20 identifica a ocupação técnico de laminação em siderurgia na CBO 2002, dentro da família 3147 — Técnicos em siderurgia. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 11 seções

O que faz um técnico de laminação em siderurgia

Elaboram padrões técnicos e operacionais de produção siderúrgica, promovem meios para o desenvolvimento profissional de equipes de trabalho; desenvolvem inovações em produtos e tecnologias siderúrgicas, programam e monitoram processos de fabricação de produtos siderúrgicos, elaboram relatórios técnicos de siderurgia; atuam no controle de qualidade e prestam assistência técnica de produtos; calculam variáveis de controle da produção siderúrgica.

Descrição oficial da família 3147 — Técnicos em siderurgia, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Esses trabalhadores atuam em áreas ligadas à metalurgia básica e fabricação de produtos de metal - exclusive máquina e equipamentos. São empregados com carteira assinada, trabalham em equipes de engenheiros, técnicos, supervisores, líder de grupo e operadores, com supervisão ocasional, em ambiente fechado e com rodízio de turnos de trabalho. Eventualmente, trabalham sob pressão, levando à situação de estresse constante e expostos a radiação, ruído intenso e altas temperaturas. Em algumas atividades podem trabalhar em grandes alturas ou em locais subterrâneos ou confinados e, no caso do técnico de redução na siderurgia, exposto a material tóxico.

Recursos de trabalho

Aparelhos de comunicação; Canhão obturador; Computador; Desenhos técnicos; Equipamento/acessórios de escritório; Fornos; Instrumentos de controle de qualidade; Instrumentos de medição; Maçaricos; Perfuratriz.

Notas oficiais da CBO — inclui a base legal da profissão

Norma regulamentadora: Lei nº 5.524, de 5 de novembro de 1968 - dispõe sobre o exercício da profissão de técnico industrial de nível médio resolução normativa nº 24, de 18 de fevereiro de 1970 - autoriza os conselhos regionais de química a procederem ao registro de técnicos industriais.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

9

Desligamentos

36

Saldo

-27

Rotatividade

11,3%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: out/25 (+0) saldo negativo · pior: nov/25 (-7)

Em 12 meses houve 9 admissões e 36 desligamentos de técnico de laminação em siderurgia, o que significa que o mercado formal fechou 27 postos de trabalho no período, com rotatividade de 11,3% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 19,4% foram a pedido do próprio trabalhador e 66,7% por dispensa sem justa causa. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 19,4%
  • Dispensa sem justa causa 66,7%
  • Fim de contrato 2,8%

Sobre 36 desligamentos com motivo declarado.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 28,6%
  • 5 a 9 empregados 28,6%
  • 100 a 249 empregados 14,3%
  • 500 a 999 empregados 14,3%
  • 1.000 ou mais empregados 14,3%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata técnico de laminação em siderurgia

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Produção de laminados longos de aço, exceto tubos 2423702 · 33,3% das admissões 3 — — — — 2% 4
Atividades de monitoramento de sistemas de segurança eletrônico 8020001 · 22,2% das admissões 2 — — — — — 3
Serviços de engenharia 7112000 · 22,2% das admissões 2 — — — — 3% 1
Fabricação de fibras artificiais e sintéticas 2040100 · 11,1% das admissões 1 — — — — 3% 3
Treinamento em desenvolvimento profissional e gerencial 8599604 · 11,1% das admissões 1 — — — — 1% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como técnico de laminação em siderurgia

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 318 vínculos

Idade mediana

43 anos

Tempo de casa

173 meses

Em empresa do Simples

1,9%

Sexo

  • Homem 97,5%
  • Mulher 2,5%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,1h/sem
  • Pessoas com deficiência4,1%

Sobre os 318 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 59%
  • Parda 32,8%
  • Preta 7,6%
  • Indígena 0,6%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • 6º ao 9º ano 1,3%
  • Fundamental completo 10,4%
  • Médio incompleto 1,3%
  • Médio completo 52,5%
  • Superior incompleto 5,3%
  • Superior completo 27,4%
  • Mestrado 1,6%
  • Doutorado 0,3%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Médio completo 88,9%
  • Superior completo 11,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 5 a 9 empregados 0,6%
  • 10 a 19 empregados 1,6%
  • 20 a 49 empregados 1,3%
  • 50 a 99 empregados 1,9%
  • 100 a 249 empregados 5%
  • 250 a 499 empregados 4,1%
  • 500 a 999 empregados 16,7%
  • 1.000 ou mais empregados 68,9%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para ingressar nessas ocupações requer-se curso técnico de qualificação profissional equivalente ao nível médio completo e experiência anterior de quatro a cinco anos para o técnico de fundição em siderurgia e técnico de refratário em siderurgia e menos de um ano para os demais.

Texto oficial do MTE para a família 3147.

Qual especialização paga mais na família 3147

Todas as ocupações de técnicos em siderurgia, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
3147-25 Técnico de redução na siderurgia (primeira fusão) R$ 2.625 R$ 9.658 215
3147-05 Técnico de acabamento em siderurgia R$ 2.725 R$ 8.338 482
3147-20 Técnico de laminação em siderurgia (esta página) — R$ 7.969 318
3147-10 Técnico de aciaria em siderurgia — R$ 6.992 289
3147-30 Técnico de refratário em siderurgia R$ 5.519 R$ 5.650 285
3147-15 Técnico de fundição em siderurgia R$ 2.386 R$ 5.113 545

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3147-20.

A Elaborar padrões técnicos e operacionais (4)
  • •Identificar atividades técnicas e operacionais
  • •Elaborar manuais de procedimentos
  • •Normalizar padrões e procedimentos
  • •Revisar padrões e procedimentos.
B Promover meios para o desenvolvimento profissional da equipe (5)
  • •Identificar necessidades de desenvolvimento de pessoal
  • •Elaborar plano de desenvolvimento de pessoal
  • •Ministrar treinamentos
  • •Solicitar contratação de terceiros para treinamentos
  • •Avaliar treinamentos
C Desenvolver inovações em produtos e tecnologias (9)
  • •Identificar necessidade de melhoria de produtos
  • •Elaborar projeto de fabricação de produtos siderúrgicos
  • •Trocar informações com clientes e fornecedores
  • •Elaborar planos experimentais de novos produtos e tecnologias
  • •Divulgar planos experimentais
  • •Programar execução dos planos experimentais
  • •Monitorar a execução dos planos experimentais
  • •Avaliar resultados
  • •Validar resultados dos planos experimentais
D Monitorar processo de fabricação de produtos siderúrgicos (6)
  • •Descrever as atividades relativas ao processo produtivo
  • •Definir responsabilidades
  • •Definir prazos de entrega de produtos e serviços
  • •Verificar desgaste de refratários, máquinas e equipamentos
  • •Coordenar paradas de equipamentos
  • •Solicitar serviços terceirizados para manutenção e produção
E Elaborar relatórios técnicos de siderurgia (6)
  • •Emitir informes técnicos
  • •Emitir relatórios técnicos de produção
  • •Emitir relatórios de planos experimentais
  • •Emitir relatórios de visitas e assistência técnica
  • •Emitir relatórios de controle de qualidade
  • •Emitir relatórios de reclamação de clientes
F Atuar no controle da qualidade (10)
  • •Definir itens de controle da qualidade
  • •Inspecionar produtos visualmente
  • •Realizar ensaios físicos e químicos nos processos siderúrgicos
  • •Avaliar defeitos de produtos
  • •Analisar as causas dos defeitos
  • •Monitorar resultados dos itens do controle de qualidade
  • •Elaborar planos de ações preventivas e corretivas
  • •Analisar aproveitamento de produtos não conformes
  • •Interpretar resultados de ensaios mecânicos, metalográficos e químicos
  • •Interpretar desenhos técnicos
G Assistir tecnicamente os clientes (4)
  • •Identificar necessidades dos clientes
  • •Analisar reclamações dos clientes
  • •Adequar os processos às especificações dos clientes
  • •Sugerir melhor forma de utilização dos produtos
H Calcular variáveis do controle de produção siderúrgica (2)
  • •Calcular deformações mecânicas
  • •Calcular área, volume e peso de produtos e equipamentos siderúrgicos
Z Demonstrar competências pessoais (11)
  • •Demonstrar habilidades numéricas
  • •Trabalhar em equipe
  • •Demonstrar iniciativa
  • •Cumprir procedimentos operacionais
  • •Tomar decisões
  • •Manter-se flexível
  • •Manter-se pontual e assíduo
  • •Cumprir normas internas
  • •Usar equipamentos de segurança
  • •Manter-se organizado
  • •Demonstrar habilidade na comunicação

Perguntas frequentes

O mercado está contratando técnico de laminação em siderurgia?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 9 admissões contra 36 desligamentos, saldo de -27 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata técnico de laminação em siderurgia?

A atividade econômica que mais contratou foi Produção de laminados longos de aço, exceto tubos (CNAE 2423702), com 33,3% das admissões. A ficha de técnico de laminação em siderurgia no Buscador NCM lista os 5 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de técnico de laminação em siderurgia?

3147-20 (família 3147 — Técnicos em siderurgia). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser técnico de laminação em siderurgia?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3147: Para ingressar nessas ocupações requer-se curso técnico de qualificação profissional equivalente ao nível médio completo e experiência anterior de quatro a cinco anos para o técnico de fundição em siderurgia e técnico de refratário em siderurgia e menos de um ano para os demais.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 3147-20?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 3147-20 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3147-20 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (2423702), o RAT é 2%.

A profissão de técnico de laminação em siderurgia é regulamentada?

As notas oficiais da CBO para a família 3147 registram: Norma regulamentadora: Lei nº 5.524, de 5 de novembro de 1968 - dispõe sobre o exercício da profissão de técnico industrial de nível médio resolução normativa nº 24, de 18 de fevereiro de 1970 - autoriza os conselhos regionais de química a procederem ao registro de técnicos industriais.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (5 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3147:

  • •Aço Minas Gerais S.A. (Açominas)
  • •Companhia Siderúrgica Belgo-mineira (Usina de João Monlevade-mg)
  • •Usinas Siderúrgicas Minas Gerais S.A. (Usiminas)
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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