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CBO 2002 Família 1412 R$ 3.722 na admissão -7.533 postos em 12 meses 77 atividades

CBO 1412-05 — Gerente de produção e operações

O código 1412-05 identifica a ocupação gerente de produção e operações na CBO 2002, dentro da família 1412 — Gerentes de produção e operações em empresa da indústria extrativa, de transformação e de serviços de utilidade pública. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 13 seções

O que faz um gerente de produção e operações

Exercem a gerência de produção nas indústrias de transformação e extração mineral; definem e implementam plano operacional, analisando a demanda de produtos, a capacidade produtiva e recursos auxiliares, elaborando plano de racionalização e redução de custos, plano de investimentos, orçamento de despesas e necessidades de matérias-primas; planejam a produção, programando mão-de-obra e paradas ou intervenções em máquinas, equipamentos e instrumentos industriais; gerenciam equipes de trabalho, administrando salários, admissões, demissões, promoções e promovendo o desenvolvimento das equipes por meio de cursos e treinamentos; asseguram e promovem o cumprimento das ações de proteção ao meio ambiente e também pelas normas de higiene e segurança no trabalho, por meio de orientações às suas equipes; desenvolvem e implantam métodos e técnicas que visam melhorar e otimizar o processo de produção; gerenciam áreas de manutenção, engenharia de processos e logística.

Descrição oficial da família 1412 — Gerentes de produção e operações em empresa da indústria extrativa, de transformação e de serviços de utilidade pública, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Esses profissionais atuam em áreas ligadas à extração de minerais, comércio por atacado e intermediários do comércio, comércio varejista, exceto comércio de veículo, fabricação de produtos alimentares e bebidas e de produtos químicos. São empregados com carteira assinada e trabalham em equipes, com supervisão ocasional, em ambientes fechados e em horário diurno. Eventualmente, trabalham sob pressão, levando à situação de estresse constante.

Recursos de trabalho

Agenda; Calculadora; Correio eletrônico/internet; EPI - uniforme; Instrumentos de medição; Material de escritório; Microcomputador e periféricos; Radiocomunicação; Telefone fixo e telefone celular; Veículo.

Quanto ganha um gerente de produção e operações

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 2.00710% ganham até R$ 3.722mediana R$ 14.85910% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 5.988

Entrada × quem já está

R$ 3.722 ao ser admitido · R$ 5.988 para quem tem vínculo ativo +60,9%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de gerente de produção e operações foi de R$ 3.722 — metade das 18.726 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.007 e os 10% de maior, acima de R$ 14.859.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 5.988, ou seja, 60,9% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 41 meses.

Considerando a jornada média de 43.6 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 20,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 3.722
Por ano (12 salários)R$ 44.664
Por semanaR$ 857
Por hora (43.6h/sem)R$ 20,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 4.000 76,4%
  • Mulheres — R$ 3.213 23,6%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 6.362 80,1%
  • Mulheres — R$ 4.521 19,9%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 2.996
  • Nordeste 3.069
  • Sudeste 4.093
  • Sul 3.930
  • Centro-Oeste 3.233

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 5.702 -2.532 — R$ 4.545 —
MG 2.383 -897 — R$ 3.539 —
PR 1.471 -696 — R$ 3.797 —
SC 1.203 -659 — R$ 3.868 —
RJ 1.070 -287 — R$ 4.038 —
RS 936 -630 — R$ 4.049 —
GO 924 -407 — R$ 3.085 —
BA 620 -178 — R$ 3.507 —
MT 611 -209 — R$ 3.585 —
CE 590 -148 — R$ 3.026 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

19.105

Desligamentos

26.638

Saldo

-7.533

Rotatividade

28,7%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jan/26 (-269) saldo negativo · pior: dez/25 (-1.032)

Em 12 meses houve 19.105 admissões e 26.638 desligamentos de gerente de produção e operações, o que significa que o mercado formal fechou 7.533 postos de trabalho no período, com rotatividade de 28,7% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 22,8% foram a pedido do próprio trabalhador e 67,9% por dispensa sem justa causa, além de 5,2% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 22,8%
  • Dispensa sem justa causa 67,9%
  • Fim de contrato 5,2%

Sobre 26.638 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,1% das admissões são de jornada parcial e 0,6% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 16,5%
  • 1 a 4 empregados 11,3%
  • 5 a 9 empregados 10,4%
  • 10 a 19 empregados 13,6%
  • 20 a 49 empregados 16,2%
  • 50 a 99 empregados 9,5%
  • 100 a 249 empregados 8,6%
  • 250 a 499 empregados 5,5%
  • 500 a 999 empregados 3,7%
  • 1.000 ou mais empregados 4,7%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata gerente de produção e operações

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 3,1% das admissões 589 43.8h R$ 2.378 R$ 3.505 R$ 5.081 2% 1
Confecção de peças de vestuário, exceto roupas íntimas e as confeccionadas sob medida 1412601 · 2,3% das admissões 438 43.9h R$ 2.367 R$ 3.035 R$ 4.063 3% 2
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 2% das admissões 379 43.9h R$ 2.863 R$ 3.754 R$ 4.726 3% 1
Restaurantes e similares 5611201 · 1,9% das admissões 365 44.1h R$ 2.014 R$ 2.518 R$ 3.200 2% 2
Lanchonetes, casas de chá, de sucos e similares 5611203 · 1,6% das admissões 300 44h R$ 2.085 R$ 2.633 R$ 3.233 3% 2
Fabricação de móveis com predominância de madeira 3101200 · 1,5% das admissões 294 44.1h R$ 2.800 R$ 3.554 R$ 4.700 3% 3
Fornecimento de alimentos preparados preponderantemente para empresas 5620101 · 1,5% das admissões 278 43.9h R$ 3.366 R$ 4.339 R$ 5.515 3% 2
Transporte rodoviário de carga, exceto produtos perigosos e mudanças, intermunicipal, interestadual e internacional 4930202 · 1,4% das admissões 259 44.1h R$ 2.925 R$ 3.840 R$ 5.073 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como gerente de produção e operações

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 92.726 vínculos

Idade mediana

42 anos

Tempo de casa

41 meses

No setor público

0,2%

Em empresa do Simples

34%

Sexo

  • Homem 79,9%
  • Mulher 20,1%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,4h/sem
  • Pessoas com deficiência1%
  • Jornada parcial0,1%
  • Contrato intermitente0,3%
  • Em entidade sem fins lucrativos1%

Sobre os 92.726 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 62,6%
  • Parda 32,3%
  • Preta 3,7%
  • Amarela 1,3%
  • Indígena 0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Superior completo 98,8%
  • Mestrado 1%
  • Doutorado 0,2%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,2%
  • Até 5º ano incompleto 0,5%
  • 5º ano completo 0,3%
  • 6º a 9º ano 1,3%
  • Fundamental completo 3,1%
  • Médio incompleto 3,1%
  • Médio completo 54,4%
  • Superior incompleto 4,2%
  • Superior completo 26,2%
  • Pós-graduação 5,8%
  • Mestrado 0,9%
  • Doutorado 0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 8,3%
  • 5 a 9 empregados 10,3%
  • 10 a 19 empregados 14,6%
  • 20 a 49 empregados 18,7%
  • 50 a 99 empregados 12,2%
  • 100 a 249 empregados 11,9%
  • 250 a 499 empregados 7,8%
  • 500 a 999 empregados 6,6%
  • 1.000 ou mais empregados 9,6%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de gerente de produção e operações

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

10,1

CAT no período

752

Óbitos comunicados

7

Idade média no acidente

40 anos

Foram 752 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo gerente de produção e operações nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 10,1 por mil vínculos ao ano — próxima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 73,3% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 23,1% de trajeto (no deslocamento) e 3,6% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 7 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico 73,3%
  • Doença 3,6%
  • Trajeto 23,1%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 20,2%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 10,5%
  • Pé (exceto artelhos) 7,2%
  • Partes múltiplas 5,6%
  • Joelho 4,9%

Natureza da lesão

  • Fratura 20,9%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 20,9%
  • Lesão imediata 13,8%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 7,7%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 6,5%

Agente causador

  • Máquina, NIC 7,7%
  • Motocicleta, motoneta 7,5%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas 6,2%
  • Metal - inclui liga 5,9%
  • Veículo rodoviário motorizado 5,6%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 44 5,9% 3.531
S62.6 — Fratura de outros dedos 23 3,1% 24.580
S61 — Ferimento do punho e da mão 21 2,8% 3.531
T07 — Traumatismos múltiplos não especificados 18 2,4% 1.358
S61.9 — Ferimento do punho e da mão, parte não especificada 14 1,9% 3.531
S80.0 — Contusão do joelho 13 1,7% 1.225

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Serviços combinados de escritório e apoio administrativo) tem RAT 2% e grau de risco 1, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 10,1 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas

Informalidade no setor

25,4%

Média nacional

37,5%

Conta própria

23,7%

Rendimento formal × informal

R$ 5.385 × R$ 4.443

No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para ingressar nessa família ocupacional, o trabalhador necessita do curso superior completo. Normalmente são formados em engenharia plena ou de curta duração e afins. É recomendável mais de cinco anos de experiência profissional. O gerente de produção e operações está sempre em busca de novas tecnologias e em constante reciclagem. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005. 111

Texto oficial do MTE para a família 1412.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 1412-05.

A Definir plano operacional (6)
  • •Analisar a demanda de produtos
  • •Analisar a capacidade produtiva e recursos auxiliares (mão-de-obra , equipamento , material , instrumento , manutenção)
  • •Elaborar plano de racionalização e redução de custos
  • •Elaborar plano de investimentos
  • •Elaborar orçamento de despesas e necessidades de matérias-primas
  • •Definir indicadores de controle (produtividade, custo, qualidade e consumos específicos)
B Planejar a produção (6)
  • •Estabelecer plano de produção (tipo, quantidade, prazos)
  • •Programar mão-de-obra
  • •Programar paradas ou intervenções em máquinas, equipamentos e inst. Industriais
  • •Planejar necessidades de insumos, matérias-primas e materiais auxiliares
  • •Revisar planos de produção
  • •Implementar planos de investimentos, racionalização e redução de custos
C Gerenciar pessoas (11)
  • •Identificar necessidades de treinamento e desenvolvimento do pessoal da equipe
  • •Promover treinamento e desenvolvimento do pessoal da equipe
  • •Delegar atribuições
  • •Avaliar o desempenho do pessoal da equipe
  • •Dar ´feed back´ da avaliação do pessoal da equipe
  • •Estimular a motivação do pessoal da equipe
  • •Revisar manuais de procedimentos
  • •Aprovar normas e instruções
  • •Contribuir na elaboração de descrição de cargos da equipe
  • •Gerenciar salários, promoções, admissões e demissões do pessoal da equipe
  • •Gerenciar o absenteísmo (faltas, licenças, afastamentos.....)
D Administrar a produção e operação (10)
  • •Administrar indicadores de controle (produtividade, custo, qualidade e consumos específicos)
  • •Administrar ações para redução de custos de produção
  • •Administrar o resultado da qualidade no processo
  • •Administrar estoques de matérias-primas, produtos em elaboração e acabados, materiais diversos e insumos
  • •Administrar ações de manutenção
  • •Viabilizar o cumprimento de normas e procedimentos
  • •Monitorar o cumprimento de normas e procedimentos
  • •Administrar fluxos de armazenagem e expedição
  • •Administrar contratos de serviços de terceiros
  • •Administrar reclamações de clientes, consumidores e de não conformidade
E Assegurar as ações de preservação ambiental (7)
  • •Preparar plano de contingência e ações preventivas
  • •Acionar planos de contingência
  • •Assegurar que a emissão de poluentes não exceda os limites estabelecidos
  • •Providenciar o descarte de resíduos industriais e poluentes, conforme legislação
  • •Assegurar a recuperação das áreas degradadas
  • •Participar de auditorias internas e externas
  • •Fornecer informações para elaboração de planos de ações corretivas
F Implantar tecnologias e inovações (7)
  • •Participar da análise de tendências do mercado
  • •Discutir com p&d e marketing o desenvolvimento de novos produtos e processos de fabricação
  • •Visitar empresas, fornecedores, clientes, feiras....
  • •Desenvolver tecnologias em parceria com terceiros
  • •Desenvolver produtos e/ou equipamentos junto com fornecedores ou terceiros
  • •Participar de congressos, cursos, seminários....
  • •Auditar fornecedores ou terceiros
G Promover condições de higiene e segurança no trabalho (9)
  • •Apresentar sugestões para elaboração de planos de higiene e segurança no trabalho
  • •Garantir o cumprimento das normas de higiene e segurança no trabalho
  • •Apresentar soluções para eliminação de situações e áreas de risco, de insalubridade e atos inseguros
  • •Minimizar a exposição de pessoas em áreas insalubres e de riscos
  • •Colaborar na definição e disponibilização de epi's e epc's
  • •Investigar causas de ocorrências nas áreas de higiene e segurança no trabalho
  • •Garantir a ordem, limpeza e organização das áreas de trabalho (house keeping)
  • •Apoiar as campanhas de higiene e segurança na empresa
  • •Acompanhar auditorias internas e externas de higiene e segurança no trabalho
Y Comunicar-se (6)
  • •Facilitar o fluxo de informações
  • •Promover reuniões setoriais
  • •Expedir correspondências
  • •Divulgar, no âmbito do departamento, os resultados da empresa
  • •Interagir com demais áreas da empresa
  • •Expedir relatórios gerenciais
Z Demonstrar competências pessoais (15)
  • •Trabalhar em equipe
  • •Exercer liderança
  • •Evidenciar objetividade
  • •Demonstrar clareza de propósitos
  • •Resolver conflitos
  • •Praticar o ´feed back´
  • •Demonstrar criatividade
  • •Agir com sensatez
  • •Ouvir atentamente (saber ouvir)
  • •Demonstrar flexibilidade
  • •Atualizar-se profissionalmente
  • •Demonstrar disponibilidade
  • •Demonstrar persuasão
  • •Trabalhar voltado para resultados
  • •Demonstrar capacidade para negociar

Sinônimos oficiais (37)

Banguezeiro - empregadorBanguezista - empregadorCervejeiro - empregadorCorreeiro - empregadorCorreiro - empregadorCorrieiro - empregadorCurtidor - empregadorGerente de departamento de fabricaçãoGerente de departamento de produçãoGerente de departamento industrialGerente de fábricaGerente de manufaturaGerente de montagemGerente de processosGerente de produçãoGerente de unidade de fabricaçãoGerente industrialJoalheiro - na fabricação - empregadorLombilheiro - empregadorMarmorista - exclusive na extração - empregadorMarmorista - na extração - empregadorProprietário de areal - empregadorProprietário de pedreira - empregadorProprietário de porto de areia - empregadorProprietário de saibreira - empregadorProprietário de salina - empregadorSalineiro - empregadorSalineiro - na extração - empregadorSalineiro (empregador)Seleiro - na fabricação - empregadorSócio-proprietário - na extração mineral - empregadorSócio-proprietário de areal - empregadorSócio-proprietário de pedreira - empregadorSócio-proprietário de porto de areia - empregadorSócio-proprietário de saibreira - empregadorSócio-proprietário de salina - empregadorTalabarteiro - empregador (selas)

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 1412-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um gerente de produção e operações?

A mediana do salário de admissão é R$ 3.722 por mês, considerando as 18.726 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 2.007 (10% menores) a R$ 14.859 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 5.988 (RAIS 2024), 60.9% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando gerente de produção e operações?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 19.105 admissões contra 26.638 desligamentos, saldo de -7.533 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata gerente de produção e operações?

A atividade econômica que mais contratou foi Serviços combinados de escritório e apoio administrativo (CNAE 8211300), com 3,1% das admissões e mediana de R$ 3.505. A ficha de gerente de produção e operações no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de gerente de produção e operações?

1412-05 (família 1412 — Gerentes de produção e operações em empresa da indústria extrativa, de transformação e de serviços de utilidade pública). A CBO reconhece também os títulos: Banguezeiro - empregador, Banguezista - empregador, Cervejeiro - empregador, Correeiro - empregador, Correiro - empregador, Corrieiro - empregador, Curtidor - empregador, Gerente de departamento de fabricação, entre outros — todos usam o mesmo código 1412-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser gerente de produção e operações?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 1412: Para ingressar nessa família ocupacional, o trabalhador necessita do curso superior completo. Normalmente são formados em engenharia plena ou de curta duração e afins. É recomendável mais de cinco anos de experiência profissional. O gerente de produção e operações está sempre em busca de novas tecnologias e em constante reciclagem. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005. 111

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de gerente de produção e operações?

A taxa é de 10,1 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (20,2% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 1412-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 1412-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 1412-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (8211300), o RAT é 2%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (14 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 1412:

  • •Autometal Indústria e Comércio Ltda.
  • •Baxter Hospitalar Ltda.
  • •Bristol Myers Squibb Brasil Ltda.
  • •Companhia Nacional de Alcalis
  • •Companhia Siderúrgica Paulista (Cosipa)
  • •Companhia Vale do Rio Doce (Cvrd)
  • •Dmc2 - Degussa Ltda.
  • •Indústrias Gessy Lever Ltda.
  • •International Paper do Brasil Ltda.
  • •Nadir Figueiredo Indústria e Comércio S.A.
  • •Norte Salineira S.A. Indústria e Comércio - Norsal
  • •Silibor Indústria e Comércio
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
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