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CBO 2002 Família 1411 R$ 4.002 na admissão -159 postos em 12 meses 87 atividades

CBO 1411-10 — Gerente de produção e operações florestais

O código 1411-10 identifica a ocupação gerente de produção e operações florestais na CBO 2002, dentro da família 1411 — Gerentes de produção e operações em empresa agropecuária, pesqueira, aqüícola e florestal. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 13 seções

O que faz um gerente de produção e operações florestais

Definem sistemas, elaboram planejamento operacional e assistem à direção de empresas agropecuárias, pesqueiras, aquícolas e florestais. Gerenciam equipes, administram a produção e as operações, as atividades de segurança, higiene e saúde do trabalho. Participam de sistemas de gestão ambiental e de qualidade da produção, da promoção do desenvolvimento tecnológico e da interação com a comunidade.

Descrição oficial da família 1411 — Gerentes de produção e operações em empresa agropecuária, pesqueira, aqüícola e florestal, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

O trabalho é exercido em instalações agropecuárias, pesqueiras, aquícolas e florestais, em ambientes abertos, fechados ou em embarcações. Geralmente, na condição de trabalhador assalariado.

Recursos de trabalho

Calculadora; Computador; Fax; Livros técnicos; Máquina fotográfica; Material didático; Publicações; Scanner.

Notas oficiais da CBO

São classificados nesta família ocupacional os dirigentes de primeiro nível de empresas agropecuárias, pesqueiras, aquícolas e florestais que não possuem hierarquia de diretores.

Quanto ganha um gerente de produção e operações florestais

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 2.08510% ganham até R$ 4.002mediana R$ 14.89010% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 8.513

Entrada × quem já está

R$ 4.002 ao ser admitido · R$ 8.513 para quem tem vínculo ativo +112,7%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de gerente de produção e operações florestais foi de R$ 4.002 — metade das 284 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.085 e os 10% de maior, acima de R$ 14.890.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 8.513, ou seja, 112,7% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 42 meses.

Considerando a jornada média de 43.7 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 21,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 4.002
Por ano (12 salários)R$ 48.024
Por semanaR$ 921
Por hora (43.7h/sem)R$ 21,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 4.002 88,7%
  • Mulheres — R$ 3.525 11,3%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 8.517 86,1%
  • Mulheres — R$ 8.507 13,9%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Sudeste 4.025
  • Sul 3.560
  • Centro-Oeste 4.300

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (2 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 61 -33 — R$ 5.200 —
MG 44 -27 — R$ 3.250 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

289

Desligamentos

448

Saldo

-159

Rotatividade

19,6%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: nov/25 (-4) saldo negativo · pior: dez/25 (-25)

Em 12 meses houve 289 admissões e 448 desligamentos de gerente de produção e operações florestais, o que significa que o mercado formal fechou 159 postos de trabalho no período, com rotatividade de 19,6% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 20,8% foram a pedido do próprio trabalhador e 71,7% por dispensa sem justa causa, além de 4,9% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 20,8%
  • Dispensa sem justa causa 71,7%
  • Fim de contrato 4,9%

Sobre 448 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 16%
  • 1 a 4 empregados 15,6%
  • 5 a 9 empregados 8%
  • 10 a 19 empregados 9,1%
  • 20 a 49 empregados 16,3%
  • 50 a 99 empregados 17,1%
  • 100 a 249 empregados 6,8%
  • 250 a 499 empregados 6,8%
  • 500 a 999 empregados 1,1%
  • 1.000 ou mais empregados 3%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata gerente de produção e operações florestais

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Serrarias com desdobramento de madeira em bruto 1610203 · 5,5% das admissões 16 44h — R$ 3.123 — — 3
Atividades paisagísticas 8130300 · 2,8% das admissões 8 — — — — 3% 1
Serviços de engenharia 7112000 · 2,4% das admissões 7 — — — — 3% 1

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como gerente de produção e operações florestais

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 2.284 vínculos

Idade mediana

42 anos

Tempo de casa

42 meses

No setor público

5,9%

Em empresa do Simples

18,3%

Sexo

  • Homem 86%
  • Mulher 14%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada42,4h/sem
  • Pessoas com deficiência0,7%
  • Contrato intermitente0,2%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,7%

Sobre os 2.284 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 61,6%
  • Parda 33%
  • Preta 4,2%
  • Amarela 1%
  • Indígena 0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Superior completo 97,1%
  • Mestrado 2,1%
  • Doutorado 0,8%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Até 5º ano incompleto 1,7%
  • 5º ano completo 1,4%
  • 6º a 9º ano 3,5%
  • Fundamental completo 3,8%
  • Médio incompleto 1,7%
  • Médio completo 50,2%
  • Superior incompleto 2,8%
  • Superior completo 26%
  • Pós-graduação 5,9%
  • Mestrado 2,8%
  • Doutorado 0,3%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 9,9%
  • 5 a 9 empregados 6,6%
  • 10 a 19 empregados 9,1%
  • 20 a 49 empregados 12,5%
  • 50 a 99 empregados 8,8%
  • 100 a 249 empregados 9,8%
  • 250 a 499 empregados 13,7%
  • 500 a 999 empregados 9,6%
  • 1.000 ou mais empregados 20,1%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para empresas de médio e grande porte, essas ocupações são acessíveis a pessoas com curso superior ou com cursos de administração da área específica de aproximadamente duzentas horas/aula. Quando recrutados diretamente para a função, normalmente é exigido entre quatro e cinco anos de experiência na área de produção e operações do setor. A qualificação para o trabalho também pode ser obtida por meio de vivência na área. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 1411.

Qual especialização paga mais na família 1411

Todas as ocupações de gerentes de produção e operações em empresa agropecuária, pesqueira, aqüícola e florestal, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
1411-10 Gerente de produção e operações florestais (esta página) R$ 4.002 R$ 8.513 2.284
1411-15 Gerente de produção e operações agropecuárias R$ 3.619 R$ 4.698 17.808
1411-05 Gerente de produção e operações aqüícolas R$ 3.506 R$ 4.590 1.672
1411-20 Gerente de produção e operações pesqueiras R$ 3.238 R$ 3.817 287

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 1411-10.

A Definir sistema operacional (5)
  • •Definir produto final
  • •Levantar informações ambientais
  • •Relacionar alternativas de sistemas operacionais
  • •Definir seqüência operacional
  • •Colaborar na elaboração e revisão de normas de operação
B Elaborar planejamento operacional (9)
  • •Levantar informações de produção
  • •Analisar histórico de produção
  • •Estabelecer metas de produtividade
  • •Estabelecer metas de eficiência operacional
  • •Dimensionar insumos
  • •Dimensionar mão-de-obra
  • •Dimensionar máquinas e equipamentos
  • •Elaborar orçamento físico e financeiro
  • •Definir cronograma de investimentos
C Assistir à direção da empresa (8)
  • •Fornecer informações para a elaboração do plano estratégico
  • •Informar direção sobre problemas emergenciais
  • •Participar da priorização de investimentos
  • •Elaborar relatórios gerenciais
  • •Sugerir inovações tecnológicas
  • •Atender auditoria patrimonial interna e externa
  • •Atuar como representante legal da empresa
  • •Elaborar análise de viabilidade econômica
D Gerenciar equipes (10)
  • •Estruturar organogramas
  • •Motivar equipes
  • •Delegar atribuições
  • •Definir necessidade de treinamento
  • •Preparar plano de treinamento
  • •Identificar necessidades de contratação e demissão
  • •Estimular a criação de programas de melhoria contínua
  • •Avaliar desempenho de subordinados
  • •Propor promoções e penalidades administrativas
  • •Participar da definição do plano de carreira
E Administrar produção e operação (13)
  • •Inspecionar operações de campo
  • •Administrar programas de manutenção de máquinas e equipamentos
  • •Controlar volume de produção
  • •Avaliar requisições de insumos
  • •Analisar indicadores de desempenho
  • •Administrar custos de produção
  • •Controlar estocagem do produto
  • •Controlar qualidade da produção e do produto
  • •Determinar ações corretivas para o cumprimento de metas de produção
  • •Administrar a comercialização de produtos
  • •Coordenar fluxo de informações entre os departamentos
  • •Contratar serviços de terceiros
  • •Determinar ações emergenciais
F Administrar atividades de segurança, higiene e saúde do trabalho (8)
  • •Exigir cumprimento das normas regulamentadas e nrr (n. R. Rurais)
  • •Analisar estatísticas de acidentes e incidentes do trabalho
  • •Analisar ocorrências de doenças ocupacionais
  • •Monitorar atividades dos profissionais de segurança e medicina do trabalho
  • •Facilitar atuação da cipa e cipatr
  • •Orientar trabalhadores sobre higiene pessoal
  • •Promover melhoras do ambiente de trabalho
  • •Implementar programas de segurança e saúde do trabalhador e sua família fora da empresa
G Participar do sistema de gestão ambiental e qualidade da produção (7)
  • •Monitorar legislações ambientais
  • •Identificar impactos ambientais
  • •Elaborar procedimentos e instruções técnicas visando minimizar impacto ambiental
  • •Colaborar na elaboração e revisão de normas de qualidade
  • •Atender auditoria interna e externa
  • •Gerenciar programas de controle ambiental
  • •Definir ações corretivas
H Promover desenvolvimento tecnológico (9)
  • •Procurar tecnologias
  • •Implantar novos processos produtivos
  • •Analisar projetos de máquinas e equipamentos
  • •Participar do desenvolvimento de máquinas e equipamentos
  • •Participar de eventos técnicos
  • •Adequar máquinas e equipamentos à realidade local
  • •Contratar instituições de pesquisa e consultorias
  • •Acompanhar análise de tendências mercadológicas e tecnológicas
  • •Promover intercâmbios tecnológicos entre empresas do setor
I Interagir política e socialmente com a comunidade (5)
  • •Zelar pela imagem da empresa
  • •Discutir ações e parcerias com órgãos públicos
  • •Divulgar atividades da empresa junto à população local
  • •Promover atividades de educação ambiental
  • •Implementar atividades sociais junto à comunidade
Z Demonstrar competencias pessoais (13)
  • •Demonstrar flexibilidade
  • •Demonstrar dinamismo
  • •Exercer liderança
  • •Desenvolver sociabilidade
  • •Tomar iniciativa
  • •Desenvolver capacidade crítica
  • •Demonstrar versatilidade
  • •Demonstrar comprometimento com o trabalho
  • •Demonstrar capacidade de resposta
  • •Demonstrar capacidade de comunicação
  • •Demonstrar senso de organização
  • •Demonstrar resiliência
  • •Demonstrar ética profissional

Sinônimos oficiais (4)

Coordenador de produção de madeiraGerente de departamento florestalGerente de produção florestalGerente operacional florestal

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 1411-10 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um gerente de produção e operações florestais?

A mediana do salário de admissão é R$ 4.002 por mês, considerando as 284 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 2.085 (10% menores) a R$ 14.890 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 8.513 (RAIS 2024), 112.7% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando gerente de produção e operações florestais?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 289 admissões contra 448 desligamentos, saldo de -159 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata gerente de produção e operações florestais?

A atividade econômica que mais contratou foi Serrarias com desdobramento de madeira em bruto (CNAE 1610203), com 5,5% das admissões e mediana de R$ 3.123. A ficha de gerente de produção e operações florestais no Buscador NCM lista os 3 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de gerente de produção e operações florestais?

1411-10 (família 1411 — Gerentes de produção e operações em empresa agropecuária, pesqueira, aqüícola e florestal). A CBO reconhece também os títulos: Coordenador de produção de madeira, Gerente de departamento florestal, Gerente de produção florestal, Gerente operacional florestal — todos usam o mesmo código 1411-10. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser gerente de produção e operações florestais?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 1411: Para empresas de médio e grande porte, essas ocupações são acessíveis a pessoas com curso superior ou com cursos de administração da área específica de aproximadamente duzentas horas/aula. Quando recrutados diretamente para a função, normalmente é exigido entre quatro e cinco anos de experiência na área de produção e operações do setor. A qualificação para o trabalho também pode ser obtida por meio de vivência na área. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 1411-10?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 1411-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 1411-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

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