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CBO 2002 Família 7733 R$ 2.313 na admissão -1.773 postos em 12 meses 42 atividades

CBO 7733-25 — Operador de máquina de usinagem madeira, em geral

O código 7733-25 identifica a ocupação operador de máquina de usinagem madeira, em geral na CBO 2002, dentro da família 7733 — Operadores de usinagem convencional de madeira. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 13 seções

O que faz um operador de máquina de usinagem madeira, em geral

Planejam atividades e organizam ambiente de trabalho para usinagem de madeira com máquinas convencionais. Preparam máquinas de usinagem e de beneficiamento de madeira e realizam reparos e ajustes mecânicos e elétricos nas máquinas. Regulam e operam máquinas utilizadas nos diversos tipos de usinagem de madeira em um torno, empregando ferramentas manuais. Trabalham seguindo normas e procedimentos técnicos, de qualidade, segurança, meio ambiente e saúde.

Descrição oficial da família 7733 — Operadores de usinagem convencional de madeira, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam na fabricação de produtos de madeira e de móveis como assalariados com carteira assinada. Trabalham em equipe, sob supervisão permanente, em ambientes fechados e por rodízio de turnos (diurno/noturno). Podem permanecer em posições desconfortáveis durante longos períodos e expostos a ruído intenso e riscos de acidentes operacionais.

Recursos de trabalho

Cabeçote desintegrador; Conjunto de chaves combinadas; Destopadeira; Lixadeira; Lixas; Paquímetro (convencional, digital); Plaina (desengrossadeira, moldureira); Serra (de fita, circular); Serras; Trena.

Quanto ganha um operador de máquina de usinagem madeira, em geral

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.79210% ganham até R$ 2.313mediana R$ 3.01510% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.780

Entrada × quem já está

R$ 2.313 ao ser admitido · R$ 2.780 para quem tem vínculo ativo +20,2%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de operador de máquina de usinagem madeira, em geral foi de R$ 2.313 — metade das 4.959 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.792 e os 10% de maior, acima de R$ 3.015.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.780, ou seja, 20,2% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 38 meses.

Considerando a jornada média de 43.7 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 12,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.313
Por ano (12 salários)R$ 27.756
Por semanaR$ 532
Por hora (43.7h/sem)R$ 12,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.321 85,8%
  • Mulheres — R$ 2.240 14,2%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.810 85,4%
  • Mulheres — R$ 2.660 14,6%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 1.858
  • Nordeste 1.696
  • Sudeste 2.190
  • Sul 2.443
  • Centro-Oeste 2.274

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SC 1.126 -596 — R$ 2.384 —
SP 1.004 -334 — R$ 2.197 —
PR 896 -472 — R$ 2.451 —
MG 809 -85 — R$ 2.155 —
RS 467 -158 — R$ 2.501 —
PA 266 +19 — R$ 1.869 —
MT 126 -6 — R$ 2.284 —
ES 86 -93 — R$ 2.347 —
CE 41 -4 — R$ 1.658 —
BA 32 -12 — R$ 1.688 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

5.065

Desligamentos

6.838

Saldo

-1.773

Rotatividade

40,6%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: mar/26 (-61) saldo negativo · pior: dez/25 (-305)

Em 12 meses houve 5.065 admissões e 6.838 desligamentos de operador de máquina de usinagem madeira, em geral, o que significa que o mercado formal fechou 1.773 postos de trabalho no período, com rotatividade de 40,6% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 40,2% foram a pedido do próprio trabalhador e 48,7% por dispensa sem justa causa, além de 7,9% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 40,2%
  • Dispensa sem justa causa 48,7%
  • Fim de contrato 7,9%

Sobre 6.838 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0,1% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 6,4%
  • 1 a 4 empregados 5,3%
  • 5 a 9 empregados 8,9%
  • 10 a 19 empregados 16,1%
  • 20 a 49 empregados 20,1%
  • 50 a 99 empregados 14,1%
  • 100 a 249 empregados 15,2%
  • 250 a 499 empregados 6,7%
  • 500 a 999 empregados 4%
  • 1.000 ou mais empregados 3,4%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata operador de máquina de usinagem madeira, em geral

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de móveis com predominância de madeira 3101200 · 45,2% das admissões 2.287 44h R$ 2.100 R$ 2.359 R$ 2.698 3% 3
Fabricação de madeira laminada e de chapas de madeira compensada, prensada e aglomerada 1621800 · 8,3% das admissões 418 44h R$ 2.198 R$ 2.425 R$ 2.494 3% 3
Serrarias com desdobramento de madeira em bruto 1610203 · 7,2% das admissões 365 44h R$ 1.932 R$ 2.201 R$ 2.398 — 3
Fabricação de artefatos de tanoaria e de embalagens de madeira 1623400 · 5,4% das admissões 276 43.9h R$ 1.689 R$ 2.081 R$ 2.350 3% 3
Fabricação de esquadrias de madeira e de peças de madeira para instalações industriais e comerciais 1622602 · 4,7% das admissões 238 44h R$ 1.845 R$ 2.065 R$ 2.454 3% 3
Fabricação de artefatos diversos de madeira, exceto móveis 1629301 · 4% das admissões 203 44h R$ 2.146 R$ 2.386 R$ 2.574 3% 3
Comércio varejista de madeira e artefatos 4744002 · 2,7% das admissões 139 44.1h R$ 1.986 R$ 2.244 R$ 2.483 3% 2
Comércio atacadista de madeira e produtos derivados 4671100 · 1,6% das admissões 82 44.1h R$ 2.035 R$ 2.350 R$ 2.475 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como operador de máquina de usinagem madeira, em geral

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 16.860 vínculos

Idade mediana

39 anos

Tempo de casa

38 meses

No setor público

0,1%

Em empresa do Simples

31,6%

Sexo

  • Homem 85,5%
  • Mulher 14,5%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,8h/sem
  • Pessoas com deficiência1,8%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,1%

Sobre os 16.860 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 62,5%
  • Parda 29,6%
  • Preta 6,9%
  • Amarela 0,7%
  • Indígena 0,3%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,4%
  • Até o 5º ano incompleto 4,8%
  • 5º ano completo 4,4%
  • 6º ao 9º ano 10,9%
  • Fundamental completo 14,2%
  • Médio incompleto 10,8%
  • Médio completo 52,2%
  • Superior incompleto 1,3%
  • Superior completo 0,9%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,5%
  • Até 5º ano incompleto 2,6%
  • 5º ano completo 1,7%
  • 6º a 9º ano 6,9%
  • Fundamental completo 11,6%
  • Médio incompleto 11,7%
  • Médio completo 62,1%
  • Superior incompleto 1,8%
  • Superior completo 1,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 4%
  • 5 a 9 empregados 5,6%
  • 10 a 19 empregados 12,2%
  • 20 a 49 empregados 18,4%
  • 50 a 99 empregados 13,9%
  • 100 a 249 empregados 21,6%
  • 250 a 499 empregados 14%
  • 500 a 999 empregados 7,5%
  • 1.000 ou mais empregados 2,7%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de operador de máquina de usinagem madeira, em geral

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

49,8

CAT no período

674

Óbitos comunicados

1

Idade média no acidente

38 anos

Foram 674 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo operador de máquina de usinagem madeira, em geral nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 49,8 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 90,2% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 9,1% de trajeto (no deslocamento) e 0,7% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 1 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico 90,2%
  • Doença 0,7%
  • Trajeto 9,1%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 44,8%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 11,4%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis) 4,7%
  • Pé (exceto artelhos) 4,6%
  • Braço (entre o punho e o ombro) 4,3%

Natureza da lesão

  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 29,1%
  • Fratura 20,6%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 13,9%
  • Lesão imediata 11,1%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 7,1%

Agente causador

  • Madeira (toro, madeira serrada, pranchão, poste, barrote, ripa e produto de madeira) 18,8%
  • Máquina, NIC 14,7%
  • Serra - máquina 9,3%
  • Metal - inclui liga 4,9%
  • Furadeira, broqueadeira, torno, fresa - máquina 4,2%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S62.6 — Fratura de outros dedos 61 9,1% 24.580
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 52 7,7% 3.531
S61.1 — Ferimento de dedo(s) com lesão da unha 33 4,9% 3.531
S61 — Ferimento do punho e da mão 31 4,6% 3.531
S68.1 — Amputação traumática de um outro dedo apenas (completa) (parcial) 18 2,7% 4.635
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 15 2,2% 1.634

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Fabricação de móveis com predominância de madeira) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 49,8 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino fundamental concluído e treinamento profissional, realizado geralmente no próprio local de trabalho, com ênfase em habilidade numérica. O pleno desempenho das atividades ocorre entre três e quatro anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7733.

Qual especialização paga mais na família 7733

Todas as ocupações de operadores de usinagem convencional de madeira, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7733-15 Operador de fresadora (usinagem de madeira) R$ 3.075 R$ 3.906 235
7733-55 Torneiro na usinagem convencional de madeira R$ 3.204 R$ 3.333 1.139
7733-05 Operador de desempenadeira na usinagem convencional de madeira R$ 2.388 R$ 3.188 367
7733-45 Operador de torno automático (usinagem de madeira) R$ 2.346 R$ 3.058 732
7733-25 Operador de máquina de usinagem madeira, em geral (esta página) R$ 2.313 R$ 2.780 16.860
7733-35 Operador de plaina desengrossadeira R$ 2.165 R$ 2.713 1.232
7733-50 Operador de tupia (usinagem de madeira) R$ 2.388 R$ 2.694 183
7733-30 Operador de molduradora (usinagem de madeira) R$ 2.009 R$ 2.446 271
7733-20 Operador de lixadeira (usinagem de madeira) R$ 2.160 R$ 2.435 1.926
7733-10 Operador de entalhadeira (usinagem de madeira) R$ 2.055 R$ 2.231 119
7733-40 Operador de serras (usinagem de madeira) R$ 1.897 R$ 2.180 4.215

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7733-25.

A Planejar as atividades a serem desenvolvidas (4)
  • •Interpretar a ordem de serviço e desenho do produto
  • •Identificar as metas de produção estabelecidas pela empresa
  • •Identificar a seqüência das operações de usinagem
  • •Selecionar os materiais de acordo com a ordem de serviço
B Organizar o ambiente de trabalho (4)
  • •Limpar o local de trabalho
  • •Determinar o local adequado para armazenagem da madeira
  • •Definir as ferramentas e instrumentos de trabalho
  • •Registrar apontamentos de produção (lote, tempo de serviço e outros)
C Realizar pequenos reparos e ajustes mecânicos e elétricos nas máquinas de usinagem convencional (5)
  • •Inspecionar as partes mecânicas e elétricas das máquinas
  • •Substituir ferramentas de corte com desgaste
  • •Controlar o tempo de vida útil dos componentes das máquinas
  • •Manter lubrificadas as máquinas
  • •Substituir fusíveis danificados
D Preparar máquinas de usinagem convencional de madeira (4)
  • •Limpar as máquinas
  • •Regular as máquinas segundo normas da empresa e do fabricante
  • •Regular as máquinas conforme as dimensões do produto
  • •Prender a madeira com dispositivos de fixação para a usinagem
E Operar máquinas de usinagem convencional de madeira (7)
  • •Colocar as máquinas em funcionamento
  • •Ajustar a velocidade da máquina de acordo com a profundidade de corte
  • •Conduzir a madeira, manualmente, para a usinagem
  • •Controlar a rotação do torno conforme o diâmetro da tora
  • •Realizar testes de corte da madeira
  • •Substituir cabeçotes porta-ferramentas
  • •Ajustar a altura da mesa das máquinas
F Trabalhar com segurança (8)
  • •Interpretar normas e procedimentos de segurança
  • •Utilizar equipamentos de proteção (individual e coletivo)
  • •Respeitar os limites de segurança da área em volta das máquinas
  • •Verificar as condições de segurança das máquinas
  • •Identificar máquinas com defeito ou em manutenção
  • •Evitar acúmulo de resíduos de madeira em peças da máquina em movimento
  • •Liberar área em torno de equipamentos de combate a incêndio
  • •Utilizar equipamentos de combate a incêndio
G Seguir os princípios de qualidade (3)
  • •Aferir as dimensões da madeira usinada
  • •Classificar a madeira usinada de acordo com critérios de qualidade
  • •Reaproveitar a madeira usinada de acordo com as dimensões
Z Demonstrar competências pessoais (7)
  • •Demonstrar iniciativa
  • •Trabalhar em equipe
  • •Dar provas de criatividade
  • •Sugerir novas idéias
  • •Manter-se atualizado em relação a novas tecnologias
  • •Comunicar-se
  • •Demonstrar habilidades para cálculos

Perguntas frequentes

Quanto ganha um operador de máquina de usinagem madeira, em geral?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.313 por mês, considerando as 4.959 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.792 (10% menores) a R$ 3.015 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.780 (RAIS 2024), 20.2% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando operador de máquina de usinagem madeira, em geral?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 5.065 admissões contra 6.838 desligamentos, saldo de -1.773 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata operador de máquina de usinagem madeira, em geral?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de móveis com predominância de madeira (CNAE 3101200), com 45,2% das admissões e mediana de R$ 2.359. A ficha de operador de máquina de usinagem madeira, em geral no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de operador de máquina de usinagem madeira, em geral?

7733-25 (família 7733 — Operadores de usinagem convencional de madeira). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser operador de máquina de usinagem madeira, em geral?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7733: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino fundamental concluído e treinamento profissional, realizado geralmente no próprio local de trabalho, com ênfase em habilidade numérica. O pleno desempenho das atividades ocorre entre três e quatro anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de operador de máquina de usinagem madeira, em geral?

A taxa é de 49,8 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (44,8% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S62.6 — fratura de outros dedos. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7733-25?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7733-25 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7733-25 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (3101200), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (15 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7733:

  • •Aramovéis Indústria de Móveis Ltda.
  • •Berneck Aglomerados S.A.
  • •Federação dos Trabalhadores na Indústria da Construção e do Mobiliário do Estado do Paraná
  • •Golbet - Indústria e Comércio Ltda.
  • •Lacerda & Cia. Ltda.
  • •Marinepar Indústria e Comércio de Madeira Ltda.
  • •Moval Móveis Araponga Ltda.
  • •Pineply Compensados Ltda.
  • •Pormade Porta de Madeiras Decorativas Ltda.
  • •Repinho Reflorestadora Madeiras e Compensados Ltda.
  • •Sindicato dos Marceneiros de São José dos Pinhais (PR)
  • •Sindicato dos Oficiais Marceneiros de São José dos Pinhais (PR)
  • •Trolley Artefatos de Madeira Ltda. ME.
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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