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CBO 2002 Família 6226 R$ 1.727 na admissão +2.298 postos em 12 meses 49 atividades

CBO 6226-10 — Trabalhador da cultura de café

O código 6226-10 identifica a ocupação trabalhador da cultura de café na CBO 2002, dentro da família 6226 — Trabalhadores agrícolas nas culturas de plantas estimulantes. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 12 seções

O que faz um trabalhador da cultura de café

Colhem folha, ramo e fruto de plantas estimulantes, tais como cacau, café, erva-mate, guaraná e fumo; plantam culturas de plantas estimulantes; produzem mudas de plantas. Beneficiam frutos e folhas de plantas; acondicionam colheita e realizam tratos culturais em plantações. Organizam instalações e equipamentos agrícolas e preparam o solo para plantio.

Descrição oficial da família 6226 — Trabalhadores agrícolas nas culturas de plantas estimulantes, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham diretamente no campo, no cultivo de espécies vegetais, em pequenas, médias e grandes propriedades agrícolas. São assalariados com registro em carteira ou porcenteiros em esquema de produção familiar, com participação das mulheres e dos mais jovens na colheita, separação, embalagem ou no preparo e processamento dos produtos agrícolas. Há ainda os trabalhadores temporários, que são contratados na época da safra. 63 As atividades se desenvolvem no horário diurno e os trabalhadores estão expostos às condições climáticas do trabalho a ceu aberto.

Recursos de trabalho

Enxada e enxadão; Equipamento de Proteção Individual (EPI); Estufa e secador; Facão; Insumos agrícolas (adubo, defensivos, sementes); Panos; Podão; Tecedeira; Tesoura; Trator e implementos agrícolas.

Quanto ganha um trabalhador da cultura de café

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.60410% ganham até R$ 1.727mediana R$ 2.43010% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 1.690

Entrada × quem já está

R$ 1.727 ao ser admitido · R$ 1.690 para quem tem vínculo ativo -2,1%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de trabalhador da cultura de café foi de R$ 1.727 — metade das 22.483 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.604 e os 10% de maior, acima de R$ 2.430.

Quem já está na ocupação ganha menos do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 1.690, ou seja, 2,1% abaixo do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração cai com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 25 meses.

Considerando a jornada média de 43.8 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 9,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.727
Por ano (12 salários)R$ 20.724
Por semanaR$ 397
Por hora (43.8h/sem)R$ 9,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 1.724 77,7%
  • Mulheres — R$ 1.737 22,3%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 1.700 79,1%
  • Mulheres — R$ 1.662 20,9%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 1.672
  • Nordeste 1.660
  • Sudeste 1.750
  • Sul 1.865
  • Centro-Oeste 3.225

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (8 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
MG 20.925 +2.154 — R$ 1.734 —
ES 6.145 -61 — R$ 1.702 —
SP 3.011 +268 — R$ 1.939 —
BA 1.876 -38 — R$ 1.660 —
RO 126 -10 — R$ 1.671 —
PR 88 +43 — R$ 1.865 —
GO 33 +11 — R$ 3.238 —
RJ 32 -80 — R$ 1.642 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

32.384

Desligamentos

30.086

Saldo

+2.298

Rotatividade

202,4%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: mai/26 (+10.007) saldo negativo · pior: ago/26 (-4.977)

Em 12 meses houve 32.384 admissões e 30.086 desligamentos de trabalhador da cultura de café, o que significa que o mercado formal abriu 2.298 postos de trabalho no período, com rotatividade de 202,4% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 24% foram a pedido do próprio trabalhador e 17,9% por dispensa sem justa causa, além de 56,8% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 24%
  • Dispensa sem justa causa 17,9%
  • Fim de contrato 56,8%

Sobre 30.086 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,2% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 32,5%
  • 1 a 4 empregados 13,6%
  • 5 a 9 empregados 13,4%
  • 10 a 19 empregados 14,7%
  • 20 a 49 empregados 10%
  • 50 a 99 empregados 8,3%
  • 100 a 249 empregados 4,2%
  • 250 a 499 empregados 1,5%
  • 500 a 999 empregados 1,7%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Perfil de quem trabalha como trabalhador da cultura de café

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 14.868 vínculos

Idade mediana

45 anos

Tempo de casa

25 meses

Em empresa do Simples

1,2%

Sexo

  • Homem 77,9%
  • Mulher 22,1%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,9h/sem
  • Pessoas com deficiência0,3%
  • Jornada parcial0,2%
  • Contrato intermitente0,2%

Sobre os 14.868 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 43,8%
  • Parda 42,3%
  • Preta 13,2%
  • Amarela 0,4%
  • Indígena 0,3%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 3,8%
  • Até o 5º ano incompleto 16,2%
  • 5º ano completo 14,6%
  • 6º ao 9º ano 13,4%
  • Fundamental completo 15,7%
  • Médio incompleto 7%
  • Médio completo 29%
  • Superior incompleto 0,1%
  • Superior completo 0,2%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 1,2%
  • Até 5º ano incompleto 10,3%
  • 5º ano completo 12,4%
  • 6º a 9º ano 17,9%
  • Fundamental completo 15,2%
  • Médio incompleto 7,3%
  • Médio completo 35,4%
  • Superior incompleto 0,2%
  • Superior completo 0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 20,1%
  • 5 a 9 empregados 15,3%
  • 10 a 19 empregados 20,6%
  • 20 a 49 empregados 21,6%
  • 50 a 99 empregados 11,7%
  • 100 a 249 empregados 7,1%
  • 250 a 499 empregados 0,7%
  • 500 a 999 empregados 2,6%
  • 1.000 ou mais empregados 0,4%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de trabalhador da cultura de café

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

21,8

CAT no período

266

Óbitos comunicados

1

Idade média no acidente

41 anos

Foram 266 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo trabalhador da cultura de café nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 21,8 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 93,6% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 5,3% de trajeto (no deslocamento) e 1,1% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 1 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico 93,6%
  • Trajeto 5,3%
  • Doença 1,1%

Parte do corpo atingida

  • Pé (exceto artelhos) 13,2%
  • Dedo 11,7%
  • Olho (inclusive nervo ótico e visão) 10,2%
  • Joelho 9%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 7,9%

Natureza da lesão

  • Lesão imediata 26,7%
  • Fratura 17,3%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 13,9%
  • Distensão, torção 12,8%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 6,4%

Agente causador

  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas 24,4%
  • Animal vivo 10,5%
  • Madeira (toro, madeira serrada, pranchão, poste, barrote, ripa e produto de madeira) 7,1%
  • Máquina agrícola 4,5%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas 4,5%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 13 4,9% 5.476
M79.6 — Dor em membro 8 3% 517
S62.6 — Fratura de outros dedos 7 2,6% 24.580
M54.5 — Dor lombar baixa 7 2,6% 9.517
S81.0 — Ferimento do joelho 7 2,6% 644
X23.7 — Contato com abelhas, vespas e vespões - fazenda 7 2,6% —

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O acesso ao trabalho é livre e o nível de escolaridade heterogêneo. O aprendizado ocorre, geralmente, na prática e o desempenho pleno da atividade ocorre, aproximadamente, com um ano de exercício profissional. O conhecimento técnico especializado é transmitido tacitamente por trabalhadores experientes e por gerações mais velhas de uma mesma família. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 6226.

Qual especialização paga mais na família 6226

Todas as ocupações de trabalhadores agrícolas nas culturas de plantas estimulantes, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
6226-25 Trabalhador da cultura de guaraná R$ 1.609 R$ 2.233 402
6226-15 Trabalhador da cultura de erva-mate R$ 1.982 R$ 1.966 654
6226-10 Trabalhador da cultura de café (esta página) R$ 1.727 R$ 1.690 14.868
6226-05 Trabalhador da cultura de cacau R$ 1.608 R$ 1.418 3.960
6226-20 Trabalhador da cultura de fumo R$ 1.610 R$ 1.417 1.159

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 6226-10.

A Colher folha, ramo e fruto de plantas estimulantes (5)
  • •Estender pano sob pé de café e erva-mate
  • •Apanhar fruto de café
  • •Recolher fruto de café com rastelo
  • •Peneirar fruto de café
  • •Acondicionar fruto de café em balaio
B Plantar culturas estimulantes (2)
  • •Escolher mudas
  • •Transplantar mudas de viveiro para solo
C Produzir mudas de plantas estimulantes (5)
  • •Selecionar planta matriz
  • •Despolpar fruto de café
  • •Semear canteiros
  • •Regar sementes e mudas
  • •Dispor mudas em embalagens plásticas
D Beneficiar frutos e folhas de plantas estimulantes (6)
  • •Cortar lenha
  • •Depositar fumo, café, cacau e guaraná em estufas
  • •Controlar temperatura de estufas
  • •Revirar grãos de café em terreiro
  • •Depositar grãos de café em máquina de limpeza
  • •Pesar grãos, amêndoas e folhas de plantas estimulantes
E Acondicionar colheita (4)
  • •Transportar frutos e folhas
  • •Ensacar grãos de café, amêndoas de cacau e de guaraná
  • •Costurar sacas de café, cacau e guaraná
  • •Empilhar sacas de café, cacau e guaraná em tulha
F Realizar tratos culturais em plantações (8)
  • •Capinar lavouras
  • •Adubar lavouras
  • •Roçar lavouras com instrumentos de corte
  • •Roçar lavouras com máquinas agrícolas
  • •Podar cacaueiro, cafeeiro e guaranazeiro
  • •Desbrotar cacaueiro e cafeeiro
  • •Utilizar equipamentos de proteção individual (epi)
  • •Pulverizar defensivos agrícolas em solo e plantações
G Organizar instalações e equipamentos agrícolas (8)
  • •Construir viveiros
  • •Escolher máquinas e implementos agrícolas
  • •Amolar ferramentas
  • •Varrer instalações
  • •Lavar máquinas e implementos agrícolas
  • •Reparar máquinas e implementos agrícolas
  • •Lubrificar máquinas e implementos agrícolas
  • •Guardar máquinas e implementos agrícolas em galpões
H Preparar solo para plantio (6)
  • •Lançar calcário em solo
  • •Arar solo
  • •Gradear solo
  • •Marcar solo
  • •Formar curva de nível
  • •Abrir covas
Z Demonstrar competências pessoais (5)
  • •Dar prova de força física
  • •Manusear ferramentas agrícolas
  • •Manifestar iniciativa no exercício da atividade
  • •Perceber alterações no desenvolvimento das plantas
  • •Dar prova de resistência a variações climáticas

Sinônimos oficiais (7)

Apanhador de caféArruador de caféCafeicultor - exclusive conta própria e empregadorCatador de caféColhedor de caféTerreirista de caféTerrereiro de café

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 6226-10 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um trabalhador da cultura de café?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.727 por mês, considerando as 22.483 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.604 (10% menores) a R$ 2.430 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 1.690 (RAIS 2024), 2.1% abaixo do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando trabalhador da cultura de café?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 32.384 admissões contra 30.086 desligamentos, saldo de +2.298 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Qual o código CBO de trabalhador da cultura de café?

6226-10 (família 6226 — Trabalhadores agrícolas nas culturas de plantas estimulantes). A CBO reconhece também os títulos: Apanhador de café, Arruador de café, Cafeicultor - exclusive conta própria e empregador, Catador de café, Colhedor de café, Terreirista de café, Terrereiro de café — todos usam o mesmo código 6226-10. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser trabalhador da cultura de café?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 6226: O acesso ao trabalho é livre e o nível de escolaridade heterogêneo. O aprendizado ocorre, geralmente, na prática e o desempenho pleno da atividade ocorre, aproximadamente, com um ano de exercício profissional. O conhecimento técnico especializado é transmitido tacitamente por trabalhadores experientes e por gerações mais velhas de uma mesma família. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de trabalhador da cultura de café?

A taxa é de 21,8 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é pé (exceto artelhos) (13,2% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S93.4 — entorse e distensão do tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

Onde informo o CBO 6226-10?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 6226-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 6226-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (11 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 6226:

  • •Ascande- Associação Comunitária Agríc. Menino Deus
  • •Associação dos Fumicultores do Brasil - Afubra
  • •Fazenda Boa Lembrança
  • •Fazenda Bom Viver
  • •Fazenda Chalé Bom Jardim
  • •Fazenda das Palmeiras
  • •Fazenda Santa Helena
  • •Fazenda São José
  • •Matecultura Paz Verde
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional - Cedeplar - Fundep - UFMG
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