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CBO 2002 Família 6226 R$ 1.606 na admissão -55 postos em 12 meses 40 atividades

CBO 6226-20 — Trabalhador da cultura de fumo

O código 6226-20 identifica a ocupação trabalhador da cultura de fumo na CBO 2002, dentro da família 6226 — Trabalhadores agrícolas nas culturas de plantas estimulantes. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um trabalhador da cultura de fumo

Colhem folha, ramo e fruto de plantas estimulantes, tais como cacau, café, erva-mate, guaraná e fumo; plantam culturas de plantas estimulantes; produzem mudas de plantas. Beneficiam frutos e folhas de plantas; acondicionam colheita e realizam tratos culturais em plantações. Organizam instalações e equipamentos agrícolas e preparam o solo para plantio.

Descrição oficial da família 6226 — Trabalhadores agrícolas nas culturas de plantas estimulantes, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham diretamente no campo, no cultivo de espécies vegetais, em pequenas, médias e grandes propriedades agrícolas. São assalariados com registro em carteira ou porcenteiros em esquema de produção familiar, com participação das mulheres e dos mais jovens na colheita, separação, embalagem ou no preparo e processamento dos produtos agrícolas. Há ainda os trabalhadores temporários, que são contratados na época da safra. 63 As atividades se desenvolvem no horário diurno e os trabalhadores estão expostos às condições climáticas do trabalho a ceu aberto.

Recursos de trabalho

Enxada e enxadão; Equipamento de Proteção Individual (EPI); Estufa e secador; Facão; Insumos agrícolas (adubo, defensivos, sementes); Panos; Podão; Tecedeira; Tesoura; Trator e implementos agrícolas.

Quanto ganha um trabalhador da cultura de fumo

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.50710% ganham atéR$ 1.606medianaR$ 1.62510% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 1.417

Entrada × quem já está

R$ 1.606 ao ser admitido · R$ 1.417 para quem tem vínculo ativo -11,8%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de trabalhador da cultura de fumo foi de R$ 1.606 — metade das 1.354 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.507 e os 10% de maior, acima de R$ 1.625.

Quem já está na ocupação ganha menos do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 1.417, ou seja, 11,8% abaixo do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração cai com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 10 meses.

Considerando a jornada média de 43.6 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 8,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.606
Por ano (12 salários)R$ 19.272
Por semanaR$ 370
Por hora (43.6h/sem)R$ 8,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 1.60635,9%
  • Mulheres — R$ 1.60664,1%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 1.41644,6%
  • Mulheres — R$ 1.41855,4%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Nordeste1.619
  • Sul1.867

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (3 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
BA 1.207 +27 R$ 1.617
RS 74 -63 R$ 1.903
AL 48 -6 R$ 1.651

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

1.409

Desligamentos

1.464

Saldo

-55

Rotatividade

126,3%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: mai/26 (+252) saldo negativo · pior: jan/26 (-177)

Em 12 meses houve 1.409 admissões e 1.464 desligamentos de trabalhador da cultura de fumo, o que significa que o mercado formal fechou 55 postos de trabalho no período, com rotatividade de 126,3% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 6,8% foram a pedido do próprio trabalhador e 54,8% por dispensa sem justa causa, além de 38% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador6,8%
  • Dispensa sem justa causa54,8%
  • Fim de contrato38%

Sobre 1.464 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Contrato intermitente0,6%
  • Pessoa com deficiência0,8%
  • Jovem aprendiz1,6%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro2,1%
  • 1 a 4 empregados1,1%
  • 5 a 9 empregados0,8%
  • 10 a 19 empregados1,8%
  • 20 a 49 empregados5,9%
  • 50 a 99 empregados7%
  • 100 a 249 empregados39,7%
  • 250 a 499 empregados0,9%
  • 1.000 ou mais empregados40,7%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata trabalhador da cultura de fumo

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de cigarrilhas e charutos 1220402 · 5,6% das admissões 79 44h R$ 1.625 R$ 1.650 R$ 1.675 3% 3
Comércio atacadista de sementes, flores, plantas e gramas 4623106 · 3,4% das admissões 48 44h R$ 1.819 R$ 1.907 R$ 1.983 3% 2
Processamento industrial do fumo 1210700 · 1% das admissões 14 3% 3
Comércio atacadista de fumo beneficiado 4636201 · 0,8% das admissões 11 3% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como trabalhador da cultura de fumo

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 1.159 vínculos

Idade mediana

39 anos

Tempo de casa

10 meses

Em empresa do Simples

0,3%

Sexo

  • Homem44%
  • Mulher56%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,4h/sem
  • Pessoas com deficiência2,7%

Sobre os 1.159 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda71,2%
  • Preta17,2%
  • Branca11%
  • Amarela0,6%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto1,5%
  • Até o 5º ano incompleto7,5%
  • 5º ano completo4,1%
  • 6º ao 9º ano9,4%
  • Fundamental completo2,4%
  • Médio incompleto52,4%
  • Médio completo22,4%
  • Superior incompleto0,1%
  • Superior completo0,1%
  • Doutorado0,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto2,5%
  • Até 5º ano incompleto6,7%
  • 5º ano completo4,8%
  • 6º a 9º ano15%
  • Fundamental completo6,8%
  • Médio incompleto32,6%
  • Médio completo31,2%
  • Superior incompleto0,3%
  • Superior completo0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados1,6%
  • 5 a 9 empregados0,6%
  • 10 a 19 empregados0,3%
  • 20 a 49 empregados0,3%
  • 50 a 99 empregados6,7%
  • 100 a 249 empregados22,9%
  • 1.000 ou mais empregados67,6%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de trabalhador da cultura de fumo

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

34,5

CAT no período

34

Idade média no acidente

37 anos

Foram 34 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo trabalhador da cultura de fumo nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 34,5 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 29,4% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 64,7% de trajeto (no deslocamento) e 5,9% doenças ocupacionais — a predominância do trajeto indica que o deslocamento é o principal ponto de exposição nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Trajeto64,7%
  • Típico29,4%
  • Doença5,9%

Parte do corpo atingida

  • Quadris (inclusive pélvis, órgãos pélvicos e nádegas)11,8%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis)8,8%
  • Articulação do tornozelo8,8%
  • Pé (exceto artelhos)8,8%
  • Cabeça, NIC8,8%

Natureza da lesão

  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)20,6%
  • Fratura20,6%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)14,7%
  • Distensão, torção14,7%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)5,9%

Agente causador

  • Veículo rodoviário motorizado20,6%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas17,6%
  • Motocicleta, motoneta14,7%
  • Animal vivo8,8%
  • Caixa, engradado, caixote - embalagem, recipiente (vazio ou cheio)8,8%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
V28.0 — Motociclista traumatizado em um acidente de transporte sem colisão - condutor traumatizado em acidente não-de-trânsito 4 11,8% 39
S42.0 — Fratura da clavícula 2 5,9% 11.388
Y28.0 — Contato com objeto cortante ou penetrante, intenção não determinada - residência 1 2,9% 57
S83.0 — Luxação da rótula [patela] 1 2,9% 4.678
S90.0 — Contusão do tornozelo 1 2,9% 1.188
S82.2 — Fratura da diáfise da tíbia 1 2,9% 25.350

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Fabricação de cigarrilhas e charutos) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 34,5 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O acesso ao trabalho é livre e o nível de escolaridade heterogêneo. O aprendizado ocorre, geralmente, na prática e o desempenho pleno da atividade ocorre, aproximadamente, com um ano de exercício profissional. O conhecimento técnico especializado é transmitido tacitamente por trabalhadores experientes e por gerações mais velhas de uma mesma família. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 6226.

Qual especialização paga mais na família 6226

Todas as ocupações de trabalhadores agrícolas nas culturas de plantas estimulantes, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
6226-25 Trabalhador da cultura de guaraná R$ 1.607 R$ 2.233 402
6226-15 Trabalhador da cultura de erva-mate R$ 1.979 R$ 1.966 654
6226-10 Trabalhador da cultura de café R$ 1.724 R$ 1.690 14.868
6226-05 Trabalhador da cultura de cacau R$ 1.605 R$ 1.418 3.960
6226-20 Trabalhador da cultura de fumo (esta página) R$ 1.606 R$ 1.417 1.159

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 6226-20.

A Colher folha, ramo e fruto de plantas estimulantes (1)
  • Retirar folhas maduras de plantas de fumo
B Plantar culturas estimulantes (3)
  • Escolher mudas
  • Espalhar sementes em matecultura e fumicultura
  • Transplantar mudas de viveiro para solo
C Produzir mudas de plantas estimulantes (5)
  • Selecionar planta matriz
  • Retirar semente de flor de fumo
  • Semear canteiros
  • Regar sementes e mudas
  • Distribuir substrato orgânico em bandejas
D Beneficiar frutos e folhas de plantas estimulantes (5)
  • Cortar lenha
  • Depositar fumo, café, cacau e guaraná em estufas
  • Controlar temperatura de estufas
  • Umidificar fumo em estufas
  • Pesar grãos, amêndoas e folhas de plantas estimulantes
E Acondicionar colheita (2)
  • Transportar frutos e folhas
  • Enfardar maços de fumo
F Realizar tratos culturais em plantações (5)
  • Capinar lavouras
  • Adubar lavouras
  • Retirar flor e brotos de planta de fumo
  • Utilizar equipamentos de proteção individual (epi)
  • Pulverizar defensivos agrícolas em solo e plantações
G Organizar instalações e equipamentos agrícolas (8)
  • Construir viveiros
  • Escolher máquinas e implementos agrícolas
  • Amolar ferramentas
  • Varrer instalações
  • Lavar máquinas e implementos agrícolas
  • Reparar máquinas e implementos agrícolas
  • Lubrificar máquinas e implementos agrícolas
  • Guardar máquinas e implementos agrícolas em galpões
H Preparar solo para plantio (6)
  • Lançar calcário em solo
  • Arar solo
  • Gradear solo
  • Marcar solo
  • Formar curva de nível
  • Abrir covas
Z Demonstrar competências pessoais (5)
  • Dar prova de força física
  • Manusear ferramentas agrícolas
  • Manifestar iniciativa no exercício da atividade
  • Perceber alterações no desenvolvimento das plantas
  • Dar prova de resistência a variações climáticas

Sinônimos oficiais (4)

Colhedor de fumoCultivador de fumo - exclusive conta própria e empregadorFumeiroFumicultor - exclusive conta própria e empregador

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 6226-20 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um trabalhador da cultura de fumo?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.606 por mês, considerando as 1.354 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.507 (10% menores) a R$ 1.625 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 1.417 (RAIS 2024), 11.8% abaixo do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando trabalhador da cultura de fumo?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 1.409 admissões contra 1.464 desligamentos, saldo de -55 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata trabalhador da cultura de fumo?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de cigarrilhas e charutos (CNAE 1220402), com 5,6% das admissões e mediana de R$ 1.650. A lista completa dos 4 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de trabalhador da cultura de fumo?

6226-20 (família 6226 — Trabalhadores agrícolas nas culturas de plantas estimulantes). A CBO reconhece também os títulos: Colhedor de fumo, Cultivador de fumo - exclusive conta própria e empregador, Fumeiro, Fumicultor - exclusive conta própria e empregador — todos usam o mesmo código 6226-20. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser trabalhador da cultura de fumo?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 6226: O acesso ao trabalho é livre e o nível de escolaridade heterogêneo. O aprendizado ocorre, geralmente, na prática e o desempenho pleno da atividade ocorre, aproximadamente, com um ano de exercício profissional. O conhecimento técnico especializado é transmitido tacitamente por trabalhadores experientes e por gerações mais velhas de uma mesma família. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de trabalhador da cultura de fumo?

A taxa é de 34,5 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é quadris (inclusive pélvis, órgãos pélvicos e nádegas) (11,8% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é V28.0 — motociclista traumatizado em um acidente de transporte sem colisão - condutor traumatizado em acidente não-de-trânsito. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 6226-20?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 6226-20 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 6226-20 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1220402), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (11 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 6226:

  • Ascande- Associação Comunitária Agríc. Menino Deus
  • Associação dos Fumicultores do Brasil - Afubra
  • Fazenda Boa Lembrança
  • Fazenda Bom Viver
  • Fazenda Chalé Bom Jardim
  • Fazenda das Palmeiras
  • Fazenda Santa Helena
  • Fazenda São José
  • Matecultura Paz Verde
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional - Cedeplar - Fundep - UFMG
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